“A sexualidade humana é inevitavelmente envolvida em conflito”. Sigmund Freud
Shall We Dance? é um filme norte-americano de comédia romântica de 2004 dirigido por Peter Chelsom, nascido em 20 de abril de 1956, um diretor de cinema, roteirista e ator britânico. Richard Gere interpreta John Clark, um homem com um emprego maravilhoso, uma esposa charmosa Beverly (Susan Sarandon) e uma família amável, mas que sente algo lhe faltar a cada dia. Toda noite em sua volta do trabalho, John vê uma linda mulher de nome Paulina (Jennifer Lopez) com uma expressão perdida através da janela de um estúdio de dança. Numa noite, John desce do metrô, e encantado pela beleza da moça, impulsivamente se matricula para aulas de dança, na esperança de encontrá-la. Ele prova não ter muita afinidade eletiva com a coisa, mas apesar de tudo, se apaixona pela dança. Se esforça para que sua família e colegas de trabalho não saibam de sua nova obsessão. John treina arduamente para a maior competição de dança de Chicago. Sua amizade com Paulina cresce e seu entusiasmo reacende a paixão perdida pela dança. Com sua esposa ficando desconfiada e seu segredo prestes a ser revelado, John tem que fazer algo para continuar o seu sonho e realizar aquilo que ele realmente busca. Ele dirigiu os filmes Hector and the Search for Happiness (2014), Serendipity (2001) e Shall We Dance? (2004). Chelsom é membro da Academia Britânica, da Academia Americana, do Sindicato dos Diretores da América e dos Roteiristas da América. É estrelado por Richard Gere, Jennifer Lopez e Susan Sarandon.
Um remake do filme japonês de 1996 de mesmo nome, o filme recebeu críticas mistas e arrecadou US$ 170,1 milhões em todo o mundo globalizado. Chelsom nasceu em Blackpool, Lancashire, filho dos proprietários de uma loja de antiguidades, Kay e Reginald Chelsom. Ele estudou no Wrekin College (1969–1973) e mais tarde na Central School of Drama em Londres. A Royal Central School of Speech and Drama é uma das mais importantes escolas de teatro britânicas. Foi fundada por Elsie Fogerty em 1906 com intuito de oferecer uma nova forma de treinamento em fala e atuação para jovens atores e outros estudantes. Tornou-se constituinte da Universidade de Londres em 2005 e entre seus ex-alunos proeminentes estão Andrew Garfield, Laurence Olivier, Vanessa Redgrave, Judi Dench, Harold Pinter e Kit Harington. Ele tem dupla cidadania, norte-americana e britânica, e é cidadão honorário da pequena cidade de Fivizzano. É uma comuna italiana da região da Toscana, província de Massa-Carrara, com cerca de 9.144 habitantes. Estende-se por área de 180 km², tendo uma densidade populacional de 51 hab./km². Faz fronteira com Aulla, Carrara, Casola in Lunigiana, Collagna (RE), Comano, Fosdinovo, Giuncugnano (LU), Licciana Nardi, Massa, Minucciano (LU), Sillano (LU). Antes dos 30 anos de idade, Chelsom atuou na Royal Shakespeare Company ao lado de Patrick Stewart, no Royal National Theatre com Sir Anthony Hopkins e no Royal Court Theatre em Londres.
Durante esse período, participou de inúmeras produções cinematográficas e televisivas, incluindo a extraordinária “A Woman of Substance” em 1985, que também contou com Jenny Seagrove e Deborah Kerr. Enquanto atuava, Chelsom desenvolveu um crescente interesse em escrever e dirigir. Sua estreia na direção, Treacle, ganhou uma indicação ao BAFTA e convites para festivais em todo o mundo. De 1985 a 1998, ele dirigiu o curso de cinema na Central School of Drama e, posteriormente, lecionou no Actors` Institute e na Universidade Cornell. Seu primeiro longa-metragem foi a comédia romântica de 1991, Hear My Song. O filme foi inspirado na vida do tenor irlandês Josef Locke (1917-1999), interpretado por Ned Beatty. O Evening Standard British Film Awards nomeou Chelsom como Melhor Revelação por seu trabalho no filme. Roger Ebert o elogiou como “a própria alma de um grande filme pequeno”. O segundo longa-metragem de Chelsom, Funny Bones (1995), representa um filme sobre comédia. Estrelado por Oliver Platt, Jerry Lewis, Leslie Caron, Freddie Davies e Lee Evans, conta a história social de dois meios-irmãos, um norte-americano e o outro britânico, que não hesitarão em fazer qualquer coisa para arrancar uma risada... nem mesmo matar. Funny Bones ganhou o prêmio de Melhor Filme em cinco extraordinários festivais de cinema europeus e o “Prêmio Peter Sellers de Comédia” no Evening Standard British Film Awards.
Seu terceiro
longa-metragem, The Mighty (1998), foi baseado no livro best-seller
Freak the Mighty. O filme é estrelado por Sharon Stone, Gillian
Anderson, Gena Rowlands e Harry Dean Stanton. Recebeu duas indicações ao Globo
de Ouro. Em seguida, dirigiu Town and country em 2001, estrelado por
Warren Beatty, Diane Keaton, Goldie Hawn e Garry Shandling. No mesmo ano,
dirigiu Serendipity, com John Cusack e Kate Beckinsale, que arrecadou US$ 50
milhões. Seu próximo filme em 2004 foi um remake do filme de 1996, Shall We
Dance? A versão norte-americana estrelou Richard Gere, Jennifer Lopez, Susan
Sarandon e Stanley Tucci. O filme arrecadou US$ 170 milhões em todo o mundo. Em
2009, Chelsom dirigiu Hannah Montana: O Filme para a Disney. O filme quebrou
recordes de bilheteria quando estreou nos Estados Unidos da América com uma
arrecadação de US$ 32 milhões em seu primeiro fim de semana. Em 2014, Chelsom
dirigiu Hector e a Busca da Felicidade, estrelado por Simon Pegg, Rosamund
Pike, Christopher Plummer, Toni Collette, Stellan Skarsgard e Jean Reno. O
filme teve sua estreia nos EUA em uma apresentação especial no Festival
Internacional de Cinema de Toronto de 2014. Ele narra a história social de um
psiquiatra desiludido que viaja pelo mundo, pesquisando o que faz as pessoas
felizes. O Festival de Cinema de Monte Carlo nomeou Chelsom como Melhor Diretor
por este filme. Chelsom dirigiu o romance de ficção científica The Space
Between Us (2017), estrelado por Gary Oldman, Asa Butterfield, Britt Robertson
e Carla Gugino.
A dança é a arte de fazer movimentos ritmados com o corpo. É uma expressão artística e cênica que historicamente envolvem os movimentos corporais em sua relação com diferentes estilos musicais. É o uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança livre), com passos ritmados ao som e compasso de uma música, A dança é praticada desde os tempos pré-históricos, e por isso geralmente se diz que ela é uma expressão cultural que acompanha a humanidade. É uma das três principais artes cênicas da antiguidade, ao lado do teatro e da música, pois no antigo Egito existia danças astro-teológicas e na Grécia era frequentemente vinculada aos jogos. A dança é formada por três elementos: movimento corporal, espaço e, tempo. A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento ou cerimónia. Atualmente, a dança manifesta-se nas ruas, em eventos como videoclipe ou em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico. Sendo a dança uma das três principais artes cênicas da antiguidade, ao lado do teatro e da música. No antigo Egito já se realizavam as chamadas danças astro-teológicas em homenagem a Osíris. Na Grécia, a dança era frequentemente vinculada aos jogos, em especial aos olímpicos. A história da dança cênica representa uma mudança de significação dos propósitos artísticos através do tempo. Com o balé clássico estruturado e desenvolvido século XV, as narrativas socialmente em ambientes ilusórios é que guiavam a cena.
Com as transformações
sociais da época moderna, começou-se a questionar certos virtuosismos presentes
no balé e começaram a aparecer diferentes movimentos de Dança Moderna. É
importante notar que nesse momento, o contexto social inferia muito nas realizações
artísticas, fazendo com que então a dança moderna americana acabasse por se
tornar bem diferente da dança moderna europeia, mesmo que tendo alguns
elementos em comum. A dança contemporânea como nova manifestação artística
individual (sonho) e coletiva (mito, rito, símbolo), sofrendo influências tanto
de todos os movimentos passados, como das novas possibilidades tecnológicas
(vídeo, instalações). Foi essa também muito influenciada pelas novas condições
sociais - individualismo crescente, urbanização, propagação e importâncias da
mídia, fazendo surgir novas propostas de arte, provocando também fusões com
outras áreas artísticas como o teatro por exemplo. Em 1982, o Comitê
Internacional da Dança da Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura instituíram o dia internacional da dança em 29 de abril, em
homenagem ao criador do balé moderno, Jean-Georges Noverre (1727-1810), bailarino
francês por seu tratado Lettres sur la Danse, et sur les Ballets (1760).
Existem muitos estilos de dança, onde os vinte mais praticados no mundo são:
Balé; Jazz; Cigana; Contemporâneo; Sapateado; Flamenco; de Rua; Stiletto;
Africana; Yangko; do Ventre; Kathak; Country; Zouk; Tango; Samba;
Zumba; Polidance; Bolero; Clássica Indiana.
No início dos anos
1920, os estudos de dança, isto é, dança prática, teoria crítica, análise
musical e história) começaram a ser considerados uma disciplina acadêmica. No
final do século XX, esses estudos são parte integrante de muitos programas de
artes e humanidades das universidades públicas e privadas, incluindo: prática
profissional: performance e habilidades técnicas; prática de pesquisa:
coreografia e performance; etnocoreografia, abrangendo os aspectos de
dança relacionados com antropologia, estudos culturais, estudos de gênero,
estudos de área, teoria pós-colonial, etnografia, etc.; dançaterapia ou terapia
por movimentos de dança; Dança e tecnologia: novos meios de comunicação e o
desempenho de tecnologias; Análise de Movimento de Laban e estudos somáticos. Graus
acadêmicos estão disponíveis desde o bacharelado até o doutorado e também
programas de pós-doutorado, e pertencem à área de Arte. Alguns estudiosos de
dança fazendo os seus estudos como estudantes maduros depois de uma carreira
profissional de dança. Uma competição de dança é um evento organizado em que os
concorrentes executam danças perante um juiz ou juízes visando prêmios e, em
alguns casos, prêmios em dinheiro. Existem vários tipos principais de
competições de dança, que se distinguem principalmente pelo estilo ou estilos
de dança executados.
Os principais tipos de competições de dança incluem: Dança competitiva, em que uma variedade de estilos de danças teatrais, como dança acro, balé, jazz, hip hop, dança lírica e sapateado, são permitidos; Competições abertas, que permitem uma grande variedade de estilos de dança. Um exemplo disto é o popular programa de TV So You Think You Can Dance; Dança esportiva, que é focada exclusivamente em dança de salão e dança latina. Exemplos disso são populares programas de televisão Bailando por um Sonho e Dancing with the Stars; Competições de estilo único, como dança escocesa, dança de equipe (dance Squad) e dança irlandesa, que só permitem um único estilo de dança. Há vários concursos de dança na televisão e na internet. O Balé (Ballet) é um estilo de dança criado nas cortes da Itália no século XV, que posteriormente desenvolveu-se principalmente na França no século XVII como um tipo de “dança de concerto”; apresentações no palco acompanhadas de música clássica diante do público em galerias. As áreas do corpo consideradas sexualmente desejáveis, em sociedades determinadas, são afetadas pelas normas sociais contemporâneas e códigos de vestimenta. Uma parte substancial dos homens vitorianos ostentava um fetiche por joelhos ou tornozelos.
Do ponto de vista
ideológico um fetiche, do francês: “fetiche”, que por sua vez é um empréstimo
do português “feitiço” cuja origem é o latim: “facticius”: entendido como
“artificial”, “fictício”, é um objeto material ao qual se atribuem poderes
mágicos ou sobrenaturais, positivos ou negativos. Inicialmente este conceito
foi usado pelos portugueses para referir-se aos objetos empregados nos cultos
religiosos dos negros da África ocidental. O termo tornou-se conhecido na
Europa através do erudito francês Charles de Brosses em 1757. Em psicologia o
fetichismo é uma parafilia. O objeto do fetiche refere-se à representação
simbólica de penetração, tendo claramente conotação sexual, é um objeto parcial
e não representa quem está por trás do objeto. Na psicanálise, fetichismo é
representado pelo desvio do interesse sexual para algumas partes do corpo do
parceiro, para alguma função fisiológica, para cenários ou locais inusitados,
para fantasias de simulação como ocorre no Brasil com a “empregada doméstica”,
ou o mecânico, secretária ou para peças de vestuário, adorno etc. No
fetichismo, o meio preferido ou único de atingir satisfação sexual é
manipulando e/ou observando objetos, não animados, intimamente associados ao
corpo humano como, por exemplo, roupa interior ou peças de vestuário feitas de
borracha, cabedal ou seda, para mencionar apenas os mais comuns. A atividade
sexual pode dirigir-se ao fetiche, como a masturbação enquanto beija, esfrega,
cheira o objeto do fetiche, ou o fetiche pode ser incorporado na relação
sexual, como o cunilíngua masculino ou feminino ou pedindo ao parceiro (a) que
use sapatos de salto alto ou botas de cabedal.
Há também a satisfação sexual buscada nas interpretações sexuais, onde a parceira comporta-se como secretária, adolescente, e o homem como um policial, um bombeiro, um mecânico de oficina, etc. No campo da arte, obcecado por nus femininos, o fotógrafo japonês Nobuyoshi Araki, popularizou-se no mundo desde a década de 1990. Em suas exposições ele valoriza através da fotografia o corpo feminino amarrado em poses eróticas. Suas musas são quase sempre orientais vestindo quimonos ou parte deles, e essa mistura entre tradição e pornografia é que levou as obras de Araki a acervos renomados. Porém, ao perceber o teor da mostra, mulheres que faziam parte da segurança de um museu na Áustria começaram uma violenta greve, negando-se a trabalhar para proteger obras que ofendiam o sexo feminino, considerando que o seu trabalho representação um fetichismo opressor. O motim terminou com a prisão do curador, um mandado de busca na casa e no estúdio do artista, que teve de ser interrogado pela polícia, acusado de sexista e segregador. Essa e outras polêmicas só aumentaram a curiosidade sobre a obra de Araki. Considerado hoje aos 75 anos um dos artistas nipônicos mais importantes no mundo, em uma das raras entrevistas concedidas em seus mais de 50 anos de carreira defendeu que “As mulheres possuem qualidades muito mais admiráveis que os homens tanto no nível físico como no mental. São seres superiores”. Os fetiches mais comuns inferidos na sociedade ocidental são os pés, em particular no Brasil, a adoração por pés recebe um nome especial: “podolatria”, os sapatos e a roupa íntima. Os objetos usados no sadomasoquismo são os fetiches.
Escólio: Três
Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1987) originalmente em alemão: Drei
Abhandlungen Zur Sexualtheorie tem como representação social uma obra de
1905 de Sigmund Freud (1856-1939), em que o psicólogo e inventor da psicanálise
aprofunda a sua teoria da sexualidade e do desenvolvimento psicossexual, em
particular, na sua relação com a infância. Ao contrário das concepções teóricas
predominantes de sua época, Freud formulou uma noção de sexualidade mais ampla,
não restrita à mera reprodução, defendendo que ela existe desde a infância, mas
se expressando de maneira própria. Por estar vinculada aos processos psíquicos,
passou a ser chamada de psicossexualidade. Freud argumenta que a perversão está
presente mesmo entre as pessoas saudáveis e que o caminho para uma atitude
sexual madura e normal começava não na puberdade, mas na infância. Observando
as crianças, afirmou que tinha encontrado um conjunto de práticas que pareciam
inofensivas, mas que, porém, seriam realmente formas de sexualidade infantil,
chupar o dedo, cujas implicações seriam bastante óbvias. Freud também procurou
unificar a sua teoria do inconsciente, no livro A Interpretação dos Sonhos, de
1899, com o seu trabalho sobre a histeria, postulando que a sexualidade seria a
força motriz tanto na neurose, por meio da repressão, como na perversão. Também
incluiu nesta obra os conceitos de “inveja do pênis”, “complexo de castração” e
“complexo de Édipo”.
Se alguém é aceito em
seu grupo desejado ou não, isso muda a maneira como eles pensam sobre si mesmos
e as pessoas ao seu redor. Amizades em idades jovens enquanto crescem também
têm muito a ver não apenas com o desenvolvimento psicológico, mas também com
habilidades e comportamento social. O mesmo vale para as leis comuns na
sociedade. Se o grupo de um indivíduo decide obedecer por eles ou não, isso
afeta a visão desse indivíduo sobre a lei e seu grupo como um todo. A maneira
como as pessoas podem agir ou falar dita a maneira como os outros as veem em
uma sociedade. Por exemplo, os indivíduos podem ver a autoridade de muitas
maneiras diferentes, dependendo de suas experiências e do que os outros lhes
disseram. Por isso, com base no conhecimento social de autoridade das pessoas,
suas opiniões e ideias são muito diferentes.
Cada indivíduo tem seu próprio processo de pensamento psicológico único
e pessoal no qual eles usam para analisar o mundo ao seu redor. As pessoas
internalizam e processam fatores sociológicos de maneira relativa ao seu
processo de pensamento psicológico. Essa relação é recíproca, pois a sociedade
pode alterar e transformar as maneiras que as pessoas pensam e, ao mesmo tempo,
a sociedade pode ser influenciada pelo pensamento psicológico exteriorizado dos
indivíduos da própria sociedade. Devido a isso, pode-se antever como a
psicologia é útil para ajudar o sociólogo a compreender e interpretar os
efeitos sociais no comportamento de um indivíduo numa sociedade determinada.
Na verdade, inicialmente, a classe médica em geral acaba por marginalizar as ideias de Freud; seu único confidente durante esta época é o médico Wilhelm Fliess. Depois que o pai de Freud falece, em outubro de 1896, segundo as cartas recebidas por Fliess, Freud, naquele período, dedica-se a anotar e analisar seus próprios sonhos, remetendo-os à sua própria infância e, no processo, determinando as raízes de suas próprias neuroses. Tais anotações tornam-se a fonte etnográfica para a obra “A Interpretação dos Sonhos”. Durante o curso desta autoanálise, Freud chega à conclusão de que seus próprios problemas eram devidos a uma atração por sua mãe e a uma hostilidade intrínseca em relação a seu próprio pai. É o que constitui na história dio Ocidente extraordinariamente o famoso “complexo de Édipo”, que se torna o “coração”, por assim dizer, da teoria de Freud sobre a origem da neurose em todos os seus pacientes investigados durante sua démarche psicológica. Nos primeiros anos do século XX, são publicadas suas obras em que contém suas teses principais: “A Interpretação dos Sonhos” e “A Psicopatologia da Vida Cotidiana”. Freud já não mantinha mais contato social nem com Josef Breuer (1842-1925), nem com Wilhelm Fliess (1858-1928). No início, as tiragens das obras não animavam Freud, mas logo médicos de vários lugares: Eugen Bleuler, Carl Jung, Karl Abrahams, Ernest Jones, Sandor Ferenczi, demostram respaldo às suas ideias e passam a compor o “Movimento Psicanalítico”.
Por sua vida inteira,
Freud teve uma posição financeira modesta, como Karl Marx ou Friedrich
Nietzsche. Josef Breuer (1842-1925) foi, no início, um aliado de Freud em suas
ideias e também um aliado com patrocínio financeiro. Freud criou o termo
“psicanálise” para designar um método, uma teoria e uma técnica para investigar
cientificamente os processos inconscientes e de outro modo inacessíveis do
psiquismo. Foi com o decorrer das discussões de casos clínicos com Breuer que
surgiram as ideias que culminaram com a publicação dos primeiros artigos sobre
a psicanálise. O primeiro caso clínico relatado deve-se a Breuer e descreve o
tratamento dado sua paciente Bertha Pappenheim, chamada de “Anna O”, no livro e
posteriormente no cinema, que demonstrava vários sintomas clássicos de
histeria. O método de tratamento consistia na chamada “cura pela fala”, ou
“cura catártica”, na qual o ou a paciente discute sobre as suas associações com
cada sintoma e, com isso, os faz desaparecer. Esta técnica tornou-se o centro de
manejo das técnicas de Freud, que também acreditava que as memórias ocultas ou
“reprimidas” nas quais se baseavam os sintomas de histeria eram sempre de
natureza sexual. Entretanto, Breuer não concordava com Freud, o que levou à
separação de ideias entre eles logo após a publicação dos casos clínicos em
sociedades científicas.
Pelo menos desde 1899,
com a publicação do conspícuo ensaio A Interpretação dos Sonhos, o austríaco
Sigmund Freud se transformou num dos pensadores mais polêmicos da história
social e, portanto, clínica. Desacreditada inicialmente, a psicanálise, o método
e a técnica por ele concebido para o tratamento dos problemas psíquicos e a
compreensão da mente humana, chegou a ser considerada a última palavra da
ciência sobre a questão. Há quem despreze (e não são poucos) essas novas
posições psicológicas e clínicas e defenda apaixonadamente as teorias de Freud
cuja essência considera-se correta e aparentemente inquestionável. Mais
importante do que essa discussão é descrever os fundamentos da doutrina
psicanalítica e apresentar as principais contribuições que ela refez à ciência,
à filosofia, à antropologia e à sociologia em seu surgimento. A psicanálise
interpreta as manifestações da psique, as tendências sexuais (ou libido), e as
fórmulas morais e limitações condicionantes do indivíduo. São dois os
fundamentos da teoria psicanalítica: 1) Os processos psíquicos são em sua
imensa maioria inconscientes, a consciência não é mais do que uma fração de
nossa vida psíquica total; 2) os processos psíquicos inconscientes são
dominados por nossas tendências sexuais reprodutivas. Freud pretendeu descrever
tanto do ponto de vista pessoal e individual, mas também pública, recorrendo a
essas tendências sexuais a que chamou de libido.
Com esse termo, o pai
da psicanálise designou a “energia sexual” de maneira mais geral e
indeterminada. Assim, por exemplo, em suas primeiras manifestações sociais, a
libido liga-se as funções vitais: no bebê que mama, o ato de sugar o seio
materno provoca outro prazer além do de obter alimento e esse prazer passa a
ser buscado por si mesmo. Na abordagem psicanalítica fundada por Sigmund Freud,
o indivíduo se constitui como um ente à parte do social e que compõe o nível de
análise social. Freud refere-se aos aspectos que compõem um estado instintivo
humano e que acaba por se tornar inibido em prol da convivência em comunidade.
A inibição destes aspectos, que são instintivos, consiste numa privação de
características que são inatas aos homens, e, esta própria privação, acaba por
consistir em determinados descontentamentos. Neste sentido, os homens em
civilização ou civilizados demonstram-se descontentes na busca de sua
felicidade, pois seus instintos não são prontamente atendidos em sociedade. No
seu ensaio: “O mal-estar da civilização”, Freud elabora uma discussão
filosófico-social a partir de sua teoria psicanalítica. O autor desenvolve a
ideia pragmática segundo a qual, em sociedade, “não há avanço sem perdas”. A
ideia central que desenvolve nesta obra é a de que a civilização é inimiga da
satisfação dos instintos humanos. A sociedade modifica a natureza humana
individual, constitui o homem como membro da comunidade, adaptando-o a um
processo vital que torna o indivíduo um ente social.
Em 1923, no livro “O Ego e o Id”, Freud expôs uma divisão da mente humana em três partes: 1) o ego que se identifica à nossa consciência; 2) o superego, que seria a nossa consciência moral, os princípios sociais e as proibições que nos são inculcadas nos primeiros anos de vida e que nos acompanham de forma inconsciente a vida inteira; 3) o id, isto é, os impulsos múltiplos da libido, dirigidos sempre para o prazer. A influência que Freud exerceu em várias correntes da ciência, da arte, da sociologia e da filosofia foi enorme. Mas não se deve deixar de dizer que muitos filósofos, psicólogos e psiquiatras fazem sérias objeções ao modo como o pai da psicanálise e seus discípulos apresentam seus conceitos: como “realidades absolutas” e não como suportes ou “instrumentos” de explicação que podem ser ultrapassados pela dinâmica científica e, em alguns casos, foram mesmo. Em uma de suas últimas obras “O Mal-Estar na Civilização”, publicado em 1930, Freud descreve a história da humanidade como a “luta entre os instintos de vida” (Eros) e “os da morte” (Tanatos), teoria cujo pioneirismo deu ao fator sexual que era - até Freud - uma área de quase absoluta ignorância para a ciência em geral e a filosofia. A psicanálise é o que se faz através da conversação. Segundo Freud, o conteúdo do inconsciente é, muitas vezes, reprimido pelo Ego. Para driblar a repressão, as ideias inconscientes “apelam” aos mecanismos definidos por Freud em sua obra: “A Interpretação dos Sonhos”, como deslocamento e condensação. Estes dois, mais tarde, seriam relacionados por Romain Jacobson (1896-1982) à metonímia e metáfora, respectivamente.
Portanto, as representações de ideias inconscientes
manifestam-se nos sonhos como símbolos imagéticos, tanto metafóricos quanto
metonímicos. Aplicando o conceito à fala, o inconsciente consegue expelir
ideias recalcadas através dos chistes ou atos falhos. Freud propõe que as
piadas ou as “trocas de palavras por acidente” nem sempre são inócuas. Antes,
são mecanismos da fala que articulam ideias aparentes com ideias reprimidas,
são meios pelos quais é possível exprimir os instintos primitivos. Semelhante à
análise dos sonhos, a análise da fala seria um caminho psicanalítico para
investigar os desejos ocultos do homem e as causas das psicopatologias. – “É na
palavra e pela palavra que o inconsciente encontra sua articulação essencial”.
Deste modo, Freud cria uma inter-relação entre os campos da linguística e da
psicanálise, que será retomada por estudiosos posteriores, como ocorre
precisamente nos Séminaire de seu incontestavelmente maior intérprete:
Jacques-Marie Émile Lacan (1901-1981) que renovou a psicanálise a partir da
década de 1950, promovendo reinterpretações de conceitos freudianos, novas
práticas clínicas e uma integração da psicanálise com a linguística saussuriana
e o estruturalismo.
Sua primeira intervenção na psicanálise é para situar o Eu como instância de desconhecimento, de ilusão, de alienação, sede do narcisismo. É o momento do “Estádio do Espelho”. O Eu é situado no registro do Imaginário, juntamente com fenômenos como amor e ódio. É o lugar das identificações e das relações duais. Distingue-se do Sujeito do Inconsciente, instância simbólica. Lacan reafirma, então, a divisão do sujeito, pois o Inconsciente seria autônomo com relação ao Eu. E é no registro do Inconsciente que deveríamos situar a ação da psicanálise. Esse registro é o do simbólico, é o campo da linguagem, do significante. Claude Lévi-Strauss afirmava que “os símbolos são mais reais que aquilo que simbolizam, o significante precede e determina o significado”, no que é seguido por Lacan. Marca-se aqui a autonomia da função simbólica. Este é o “Grande Outro” que antecede o sujeito, que só se constitui através deste – “o inconsciente é o discurso do Outro”, “o desejo é o desejo do Outro”. O campo de ação da psicanálise situa-se então na fala, onde o inconsciente se manifesta, através de atos falhos, esquecimentos, chistes e de relatos de sonhos, enfim, naqueles fenômenos que Lacan nomeia como “formações do inconsciente”. A isto se refere o aforismo lacaniano “o inconsciente é estruturado como uma linguagem”: biblioteca, escrivaninha e o célebre divã.
Eis tudo o que se
esperaria encontrar no ambiente de trabalho de Sigmund Freud: um aficionado por
arqueologia. O local de trabalho era enobrecido por mais de 2 mil peças
antiquíssimas: esculturas de porte médio ou menor, fragmentos de pintura em
gesso, papiro e linho, recipientes e pedaços de vidro. Havia objetos gregos,
romanos e asiáticos, mas Freud tinha especial predileção pela cultura egípcia,
que compreendia quase metade de sua coleção. Por quase meio século
demonstrou-se não um mero colecionador, mas aquele que conhecia profundamente a
arte antiga. Mais tarde afirmaria que, desde aquele primeiro contato com a
extinta civilização greco-romana, estudar culturas antigas lhe trouxe conforto
e consolação ao longo dos inúmeros dissabores de sua vida atribulada. Tinha uma
relação “desejante” com Roma: entre 1895 e 1898, tentou visitar a cidade nada
menos do que cinco vezes, mas uma irresistível inibição o fazia retroceder. Na
Interpretação dos Sonhos, ele analisou a imaginação, relacionando-a com sua
origem judaica e o antissemitismo. As obras de arte exerceram grande influência
na vida de Freud, mas nenhuma, talvez, como a estátua de Moises de
Michelangelo, exposta na Igreja de San Pientro in Vincolli na qual visitou por
vezes e chegou a dedicar um trabalho analítico somente para a obra. Nos tempos
de estudante identificava-se com Aníbal, general cartaginês de origem fenícia,
semítica, contra Roma, inimiga figadal de Cartago.
Como ocorria com aquele general, Freud sentia-se inibido, constrangido a não penetrar em Roma. Com a publicação da obra viu-se livre do “estranhamento”, tornando-se um visitante da cidade e de suas adoráveis antiguidades. Alienação nas ciências sociais, é um conceito que designa indivíduos que estão alheios a si próprios ou a outrem, tornando-se dependentes de atividades ou instituições humanas, devido a questões econômicas, sociais ou religiosas. Desta forma, refere-se também à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensarem e agirem por si próprios na vida contemporânea. Há quem defina a alienação como a “falta de consciência” por parte do ser humano de que ele possui um grau de responsabilidade na formação do mundo a seu redor, e vice-versa. Deste conceito filosófico-sociológico, derivaram-se outros usos da palavra, como na psiquiatria, pode ser usada como um sinônimo de loucura. A teoria do símbolo e das técnicas de interpretação de Michel Foucault (1926-1984) repousava, pois, numa definição perfeitamente clara de todos os tipos possíveis de semelhança e fundamentavam dois tipos de conhecimento perfeitos; e o divinatio, que “constituía o conhecimento em profundidade, que ia de uma semelhança superficial a outra mais profunda”.
Todas estas semelhanças manifestavam o consensus do mundo que as fundamentava; isto é, opunha-se ao simulacrum, “à falsa semelhança, que se baseava na dimensão de Deus e o Diabo”. Se estas técnicas de interpretação ficavam em suspenso a partir da evolução do pensamento ocidental nos séculos XVII e XVIII, se a crítica baconiana e a crítica cartesiana da semelhança desempenharam certamente um grande papel na sua colocação em interdição, o século XX, e muito particularmente Karl Marx, Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud, situaram-nos ante a possibilidade de interpretação e fundamentaram de novo a possibilidade de uma hermenêutica. Em Nietzsche, fora de dúvida, temos a rejeição de toda transcendência, seja idionômica como no platonismo, seja teonômica como no Cristianismo, imanência absoluta da Natureza como fonte de todo o bem e de todo o valor e, enfim, crítica da cultura existente e de sua moral, fonte do mal e da corrupção no homem. Sobre esse fundamento crítico, pode-se elevar então o anúncio de um novo homem e “nova humanidade” definitiva reconciliada com a Terra. Isso se deve à modéstia do século XIX, que considerou escandalosas as pernas nuas em público. Na Era Moderna, os fetiches por pernas costumam se manifestar como subproduto inconsciente da mídia ocidental. Enquanto outras culturas, particularmente no Oriente Médio, consideram escandalosa a exibição pública das pernas, a maioria da cultura ocidental normalizou a exibição das pernas. Em muitos países, shorts que atingem o joelho ou abaixo dele são considerados suficientemente modestos. No entanto, grande parte da mídia ocidental promove a visualização nítida de coxas femininas.
Um estudo sobre imagens sexuais em anúncios de revistas descobriu que, em 2003, 78% das mulheres em anúncios de revistas eram vestidas sexualmente, muito atribuível à categoria de “shorts muito curtos”. É essa interação social consistente com a mídia que alguns atribuem ao “fetichismo das pernas”. A ampla aceitação social das mulheres que demonstram as pernas em público pode afetar subconscientemente as percepções afetivas dos homens. Em um estudo de 1981, homens e mulheres classificaram suas primeiras impressões de candidatas em 12 roupas. O estudo confirmou que “os indivíduos do sexo masculino consideraram os modelos femininos mais atraentes fisicamente e mais agradáveis em shorts curtos e saias curtas em comparação com comprimentos regulares”. É uma espécie de calça mais curta, ou de tamanho inferior às bermudas, geralmente de uso informal ou esportivo, e que se fixa à cintura através de cintos, botões etc. Fetichismo das pernas ou crurofilia é o fetiche sexual por pernas. Os indivíduos podem experimentar uma atração sexual por uma área específica, como coxas, joelhos ou panturrilhas. A crurofilia é frequentemente relacionada a outros fetiches no que diz respeito às preferências de vestuário; as pessoas com um fetiche por pernas podem querer ver peças de vestuário específicas, como shorts, saias, botas até a coxa ou meias. Um fetiche por pernas é um parcialismo em que o indivíduo se sente sexualmente atraído pelas pernas de outro. Expressões comuns dessa atração podem incluir interação física íntima com as pernas ou simplesmente agir como uma fantasia a ser admirada de longe. Os fetiches por pernas são elucidados pelas rigorosas expectativas impostas às mulheres.
Os homens que pretendem ter crurofilia tendem a ver as pernas como a parte mais atraente do corpo feminino devido à sua natureza provocadora e sedutora. Embora esses tipos de fetiches estejam tipicamente associados aos homens, eles não são um fenômeno específico do gênero. Um estudo de 2008 realizado por pesquisadores da Universidade de Wroclaw, é uma das nove universidades em Breslávia, Polônia. Fundada como universidade alemã em 1702 como Leopoldina, e refundada em 1811 como Schlesische Friedrich-Wilhelms-Universität zu Breslau, analisou 200 voluntários masculinos e femininos. Os participantes foram apresentados a imagens de pessoas com a mesma altura, mas com diferentes comprimentos de perna. A pesquisa concluiu que homens e mulheres acham as pernas mais longas atraentes; a maioria preferiu as pernas 5% maiores que a média, sendo que o comprimento ideal das pernas femininas foi 1,4 vezes o comprimento da parte superior do corpo. Conforme declarado pelo pesquisador principal, “existem boas razões evolutivas para a preferência. Pernas longas são indicativos de boa saúde”. Martie Haselton, professora de psicologia associativa da Universidade da Califórnia em Los Angeles, localizada na região de Westwood, na cidade de Los Angeles. Foi fundada em 1919, sendo a segunda universidade do sistema Universidade da Califórnia entre as melhores universidades do mundo, disse: “Pernas são algo que sabemos que os homens preferem em pares. A novidade nesta pesquisa é que as mulheres preferem que seus parceiros tenham pernas mais longas”. Embora o comprimento das pernas nem sempre seja um sinal de boa saúde, as pessoas tendem a preferir pernas mais longas para uma aparência mais atraente.
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