“Não há suicídios cujo caráter altruísta seja mais marcado”. Émile Durkheim (2011: 281)
A imaginação pode separar todas as ideias simples, e uni-las novamente da forma que bem lhe aprouver, nada seria mais inexplicável que as operações dessa faculdade, se ela não fosse guiada por alguns princípios universais, que a tornam, em certa medida, uniforme em todos os momentos e vivência e lugares praticados. Fossem as ideias inteiramente soltas e desconexas, apenas o acaso as ajuntaria; e seria impossível que as mesmas ideias simples se reunissem de maneira regular em ideias complexas se não houvesse algum laço de união entre elas, alguma qualidade associativa, pela qual uma ideia naturalmente introduz outra. Esse princípio de união entre as ideias não deve ser considerado uma conexão inseparável, tampouco devemos concluir que, sem ele a mente não poderia juntar duas ideias – pois nada é mais livre que essa faculdade. Devemos vê-lo apenas como uma força suave, que comumente prevalece, e que é a causa pela qual, entre outras coisas, as línguas se correspondem de modo tão estreito umas às outras: pois a natureza aponta a cada um de nós as ideias simples mais apropriadas para serem unidas em uma ideia complexa. As qualidades não dão origem a tal associação, e que levam a mente, dessa maneira, de uma ideia a outra, são três, a saber: semelhança, contiguidade no tempo e no espaço, e causa e efeito.
Dois objetos podem ser considerados como estando inseridos nessa relação, seja quando um deles é a causa de qualquer ação ou movimento do outro, seja quando o primeiro é a causa da existência do segundo. Falar em objeções e respostas, em contraposição de argumentos numa questão como essa, é o mesmo que confessar que a razão humana é um simples jogo de palavras, ou que a pessoa que assim se exprime não está à altura desses assuntos. Há demonstrações difíceis de compreender socialmente, por causa do caráter abstrato de seu tema; nenhuma demonstração, porém, uma vez compreendida, pode conter dificuldades que enfraqueçam sua autoridade. É uma máxima estabelecida da metafísica que tudo que a mente concebe claramente inclui a ideia da existência possível, ou, em outras palavras, que nada que imaginamos é absolutamente impossível. Não poderia haver descoberta mais feliz para a solução de todas as controvérsias em torno das ideias, que compreendemos, as impressões sempre precedem as ideias, e que toda ideia contida na imaginação apareceu primeiro em uma impressão correspondente. As percepções deste último tipo social são todas tão claras e evidentes que não admitem discussão, ao passo que muitas de nossas ideias são tão obscuras que é quase impossível, mesmo para a mente humana que as forma, dizer qual é exatamente sua natureza e composição.
Façamos uma aplicação desse princípio, a fim de descobrir algo mais sobre a natureza de nossas ideias de espaço e tempo. Melhor dizendo, que as ideias da memória são mais vivas e fortes que as da imaginação, e que a primeira faculdade pinta seus objetos em cores mais distintas que as que possam ser usadas pela última. Ao nos lembrarmos de um acontecimento passado, sua ideia invade nossa mente com força, ao passo que, na imaginação, a percepção é fraca e lânguida, e apenas com muita dificuldade pode ser conservada firme e uniforme pela mente durante todo o período considerável de tempo. Temos aqui uma diferença sensível entre as duas espécies de ideias. Mas há uma outra diferença, não menos evidente, entre esses dois tipos de ideias. Embora nem as ideias da memória nem as da imaginação, nem as ideias vívidas nem as fracas possam surgir na mente antes que impressões correspondentes tenham vindo abrir-lhes o caminho, a imaginação não se restringe à ordem das impressões originais, ao passo que a memória está amarrada a esse aspecto, sem nenhum poder de variação. É evidente que a memória preserva a forma original a qual seus objetos se apresentaram. A principal função da memória não é preservar as ideias simples, mas sua ordem e posição. Esse princípio se apoia em aspectos comuns e vulgares cotidianos que podemos poupar o trabalho de continuar insistindo nele.
Escólio: Mouchette, de quatorze anos, filha de alcoólatras pobres, é uma adolescente taciturna e solitária, mas que anseia por pureza. Numa noite tempestuosa, ela vagueia pela floresta. Lá, encontra um caçador furtivo conhecido na região, o belo Arsène, que a leva ao seu esconderijo e lhe conta uma história mais ou menos verossímil sobre o assassinato do guarda-caça. Mouchette recebe essa confissão como uma bênção: pela primeira vez, um homem se entregou a ela. Mas ele a desvirgina, sem qualquer violência em particular. Ela retorna para casa de manhã cedo: seu pai e irmãos, sempre tramando algo, ainda não chegaram. Sua mãe, já debilitada, agoniza em seus últimos momentos e morre, embriagada por um último gole de gim. No dia seguinte, essa morte lança uma atmosfera quase sagrada sobre a aldeia. Mouchette, no entanto, precisa seguir com seus afazeres diários. Ela vai ao mercado, à casa do guarda-caça (Arsène, no fim, não o matou) e depois à casa de uma senhora idosa que ainda realiza funerais na aldeia. A mulher lhe dá um lençol para a mortalha e um xale magnífico. Nessas três ocasiões, Mouchette acaba insultando aqueles que fingiam se importar com ela. A cena final, a quarta parte do livro, mostra seu suicídio em um lago solitário. Mouchette foi enganada, derrotada por mentiras e pelo destino. Robert Bresson adaptou este romance sobre a condição humana para um filme exemplar (cf. Mouchette, 1967), especialmente as páginas finais. Mas o estilo de Bernanos aqui alcança domínios subterrâneos que seria inútil atribuir unicamente à psicologia. E é aqui que seu livro se torna único (mesmo que deva muito a Dostoiévski, por exemplo).
Os pensamentos de Mouchette, selvagens e rebeldes, mal encontram expressão — uma coleção de repulsas e sensações, no entanto, dominada pelo mais belo orgulho, e que por vezes permite que a mais pura canção transpareça. Lendo esta Nova História de Mouchette, talvez nos aproximemos um pouco mais daquilo que ainda ousaríamos chamar, por mais empobrecido que seja, de alma. “Desde as primeiras páginas desta história, o nome familiar Mouchette impôs-se a mim de forma tão natural que se tornou impossível mudá-lo. A Mouchette da Nova História não tem nada em comum com a de O Sol de Satã, exceto a mesma solidão trágica em que as vi viver e morrer”. A ação ou movimento não é senão o próprio objeto, considerado sob um certo ângulo, e como o objeto continua o mesmo em todas as suas diferentes situações, é fácil imaginar de que forma tal influência dos objetos uns sobre os outros pode conectá-los na imaginação. Podemos prosseguir com esse raciocínio, observando que dois objetos estão conectados pela relação causa e efeito não apenas quando produz um movimento ou uma ação qualquer no outro, no outro, mas também quando tem o poder de os produzir. Essa é a fonte das relações de interesse e dever através dos quais os homens se influenciam mutuamente na sociedade que se ligam pelos laços de governo e subordinação. Um senhor é aquele que, por sua situação, decorrente da força ou acordo, tem o poder de dirigir, sob alguns aspectos particulares, as ações de outro homem. Um juiz de direito é aquele que, em todos os casos litigiosos entre a figuração dentre os membros que formam os grupos da sociedade, é capaz de decidir, com sua opinião a quem cabe à posse ou a propriedade de determinado objeto.
Quando uma pessoa possui certo poder, nada mais é necessário para convertê-lo em ação social que o exercício da vontade; e isso, em todos os casos, é considerável possível, e em muitos, provável – especialmente no caso da autoridade, em que a obediência do súdito é um prazer e uma vantagem para seu superior. Está claro que, no curso de nosso pensamento social e na constante circulação de nossas ideias, a imaginação passa facilmente de uma ideia a qualquer outra que seja semelhante a ela. Assim como existe o nascimento de uma semiologia e sociologia da celebridade, uma economia da celebridade e tal qualidade, por si só, constitui um vínculo afetivo e uma associação suficiente para a fantasia. É também evidente que, com os sentidos, ao passarem de um objeto a outro, precisam fazê-lo de modo regular, tomando-os sua contiguidade uns em relação aos outros, a imaginação adquire, por um longo costume, o mesmo método de pensamento, e percorre as partes do espaço e do tempo ao conceber seus objetos. Quanto à conexão realizada pela relação de causa e efeito, basta observar que nenhuma relação produz uma conexão mais forte na fantasia e faz com que uma ideia evoque mais prontamente outra ideia que a relação de causa e efeito entre seus objetos. Para compreender toda a extensão dessas relações sociais, devemos considerar que dois objetos estão conectados na imaginação. Não somente quando um deles é semelhante ou contíguo ao outro, ou quando é a representação da causa. Mas quando entre eles encontra-se inserido um terceiro objeto, que mantém com ambos alguma dessas notáveis relações. Dentre relações mencionadas, a de causalidade é a de maior extensão.
Mouchette tem como representação social um filme francês de tragédia de 1967 dirigido por Robert Bresson, estrelado por Nadine Nortier e Jean-Claude Guilbert. Robert Bresson realizou seu primeiro longa-metragem, Les Anges du Péché, em 1943. Depois, uma leitura de Jacques o Fataliste et Son Maître de Denis Diderot o inspirou a realizar Les Dames du bois de Boulogne em 1945. Os diálogos foram escritos por Jean Cocteau. Desapontado com as atuações de atrizes como Maria Casarès em seus dois primeiros longas-metragens, decidiu trabalhar exclusivamente com atores não profissionais, a quem chamava de seus “modelos”. Em 1951, lançou O Diário de um Pároco de Aldeia, adaptado do romance de Georges Bernanos. Essa adaptação permitiu a Bresson refinar seu estilo: ele retrata a vida, ou melhor, o sofrimento, do jovem padre de Ambricourt, recém-saído do seminário, que sofre de câncer de estômago em uma paróquia hostil. O filme é composto por pequenas cenas do cotidiano (Bresson filma um barril, pão, etc.) interligadas pelas palavras do padre (escritas ou em voz off) em seu diário, um modesto caderno escolar que abre o filme.
Esse princípio é posteriormente utilizado em Pickpocket (1959). Em 1956, Bresson apresentou Um Condenado à Morte Escapou em Cannes, baseado na história de André Devigny (1916-1999), e ganhou o prêmio de Melhor Diretor. A história da fuga de Fontaine, um membro da Resistência Francesa em Lyon preso em Montluc, é narrada em detalhes através de cada gesto seu. A precisão cirúrgica do plano de fuga e a ênfase nos gestos fazem dele um filme único. A Grande Missa em Dó menor de Mozart sublinha a repetição da vida cotidiana. No entanto, Fontaine não é retratado como um santo; ele está preparado para matar seu companheiro de cela Jost e um guarda alemão. Além disso, sua jornada não é meramente uma fuga noturna sinuosa de uma prisão, mas também um caminho espiritual para a liberdade: um pastor e um padre também estão presos e apoiam Fontaine. O subtítulo, retirado da conversa entre Jesus e Nicodemos, é passagem do Evangelho de João. Foi um grande sucesso de público e de crítica. Em Pickpocket, de 1959, ele mostra o “estranho caminho” de Michel, um batedor de carteiras convencido de que alguns homens deveriam ter o direito de se colocar acima da lei. A música de Lully acompanha o filme. O texto antes dos créditos anuncia: “Este filme não é um filme policial. O autor se esforça para expressar, através de imagens e sons, o pesadelo de um jovem levado por sua fraqueza a uma aventura de batedor de carteiras para a qual ele não tinha vocação. Somente essa aventura, por caminhos estranhos, unirá duas almas que, sem ela, talvez nunca tivessem se encontrado”.
Em 1962, ele dirigiu O
Julgamento de Joana d`Arc, inspirado no novo julgamento de Joana d`Arc.
Bresson pesquisou durante meses antes de escrever o roteiro, buscando criar um
retrato autêntico e realista do julgamento; ele fez com que sua atriz
interpretasse as respostas reais que Joana deu durante seu julgamento. O
filme ganhou o Prêmio Especial do Júri naquele mesmo ano em Cannes. Em 1963,
foi abordado pelo produtor Dino De Laurentiis para dirigir um projeto que lhe
era muito caro, Gênesis. De Laurentiis idealizou uma epopeia bíblica
cujos episódios seriam dirigidos por diretores de prestígio. Bresson já havia
escrito um roteiro sobre esse tema em 1952. Mas, para A Arca de Noé,
apesar de todos os animais trazidos para as filmagens, o cineasta só queria
filmar suas pegadas. Segundo Bernardo Bertolucci, as inúmeras diferenças
artísticas, particularmente em relação à cor da pele de Eva, levaram De
Laurentiis a dispensar Bresson. Essa grande epopeia acabou sendo reduzida à
Bíblia de John Huston (1906-1987). Em diversas ocasiões, Bresson quis adaptar Gênesis,
mas não conseguiu obter o financiamento necessário. Um acordo de pré-produção
foi firmado em 1985, mas o projeto nunca se concretizou. Em 1966, ele realizou
seu filme dramaticamente mais complexo, Au hasard Balthazar.
Jean-Luc Godard, em uma entrevista concedida logo após o lançamento do filme,
descreveu-o como um “filme-mundo”, por abranger todas as facetas da vida.
Através da vida e da morte do burro Balthazar, Bresson tece uma metáfora para a
presença do mal no mundo. O título Au hasard Balthazar é uma referência
ao lema dos Condes de Baux, que alegavam descendência do rei mago Balthazar. Em
1967, dirigiu Mouchette, uma adaptação do romance Nouvelle histoire
de Mouchette de Georges Bernanos.
Em 1969, Bresson filmou
seu primeiro longa-metragem colorido, Uma Mulher Gentil. A fotografia ficou a cargo de
Ghislain Cloquet, que havia filmado as cenas em preto & branco de Mouchette
e Ao Acaso, Baltazar. O filme começa com o suicídio (cf. Minois,
1995; Durkheim, 2014) de uma jovem cujo xale voa pela rua. Seu marido relembra
o encontro dos dois e a vida que compartilharam. Essa adaptação histórica e
social do conto de Fiódor Dostoiévski oferece a Bresson a oportunidade de
retratar a vida da baixa burguesia parisiense e de denunciar o cinema (que ele
contrapõe à sua própria arte, a cinematografia) quando o jovem casal assiste a Benjamin
ou Memórias de uma Virgem, de Michel Deville, em um teatro escuro, ou
mais tarde durante uma apresentação de Hamlet, de William Shakespeare.
Dominique Sanda faz sua estreia no cinema neste filme. Junto com Marika Green,
ela é uma das poucas atrizes que trabalharam com Bresson e que posteriormente
seguiram carreira no cinema. Em 1971, ele adaptou um conto de Dostoiévski pela
segunda vez com Quatro Noites de um Sonhador. Em 1974, Lancelot do
Lago, um filme com um orçamento considerável, retrata o retorno do
cavaleiro à corte do Rei Arthur após o fracasso de sua busca pelo Santo Graal.
O futuro produtor Humbert Balsan interpreta o papel de Gawain. Bresson filma
numa tentativa de evitar uma reconstrução histórica artificial. Pode, também,
ser concebido como o signo de “incapacidade dos grupos e das sociedades em
matéria de socialização”.
Em primeiro lugar, o livro Le Suicide. Étude de Sociologie representou um dos pilares no campo da sociologia. Escrito pelo sociólogo francês Émile Durkheim e publicado em 1897, trata-se um “estudo de caso” de um suicídio, publicação única em sua época, que trouxe o exemplo de como uma monografia sociológica deveria ser escrita. Inúmeros estudos contemporâneos sobre o suicídio têm como escopo características individuais. Durkheim estudou as conexões entre os indivíduos e a sociedade. Procurou demonstrar com propriedade o quanto um ato individual é o resultado do meio social que o cerca, que, além disso, teria uma prova da utilidade da sociologia. Neste livro, o sociólogo francês Émile Durkheim desenvolveu o conceito de anomia, explorando as diferentes taxas de suicídio comparativamente entre religiosos protestantes e católicos, apresentando resultados estatísticos convincentes que comprovam o forte controle social entre os católicos resulta em menores índices de suicídio. Os indivíduos têm certo nível de integração com os seus grupos, o que o sociólogo Émile Durkheim chama de “integração social”.
Níveis anormalmente baixos ou altos de integração social poderiam resultar num aumento das taxas de suicídio: a) níveis baixos porque baixa integração social resulta numa sociedade desorganizada, levando os indivíduos a se voltar para o suicídio como uma última alternativa; b) níveis altos porque as pessoas preferem destruir a si próprias a viver sob o grande exercício de controle da sociedade, o que resultou no caso de “suicídio egoísta” de Ariel Castro (1960-2013). O trabalho sociológico de Durkheim influenciou os proponentes das teorias sociais funcionalistas do controle social, e é frequentemente mencionado como um estudo pioneiro tornando-se sociológico clássico no pensamento ocidental. Não se pode, portanto, sem fazer mau uso das palavras, considerar todo suicida um louco. Mas de todos os suicídios o que pode parecer mais difícil de discernir do que se observam nos homens são os de “espírito melancólico”; pois, com muita frequência, o homem normal que se mata também se encontra num estado de abatimento e de depressão, exatamente como o alienado. Mas sempre há entre eles a diferença essencial de que o estado do primeiro e o ato resultante dele não deixam de ter causa objetiva, ao passo que, no segundo, não têm nenhuma relação com as circunstâncias exteriores. Para Durkheim, nas situações de degredo, como ocorre nas prisões e nos regimentos há um estado coletivo que inclina os soldados e os detentos ao suicídio diretamente quanto o pode fazer a mais violenta das neuroses. O exemplo é a causa ocasional que faz manifestar-se o impulso. Mas observa o filósofo que não é aquele que o cria, e, se o impulso de fato não existisse, o exemplo seria inofensivo. Uma observação pode servir de corolário a essa conclusão.
Segundo a versão oficial, Walter Benjamin, mutatis mutandis, cometeu o suicídio em Port Bou, na fronteira da França com a Espanha, em 26 de setembro de 1940. Foi vítima, do que nos traz à mente a afirmação de Mark Twain, para quem “coincidência é a única explicação que o otário encontra para a coincidência”. Com medo da captura pelas tropas franquistas e alemãs que naquela altura, haviam confiscado seu apartamento parisiense, depois de saber que a passagem para a Espanha estava fechada, Benjamin tomou uma grande quantidade de morfina durante a noite. Apavorados com o suicídio do filósofo, no dia seguinte os oficiais da fronteira permitiram que os demais integrantes da caravana de refugiados seguissem em direção a Portugal. Afinal, a proibição de passar pela fronteira para a Espanha tinha validade apenas para o dia anterior. Justamente o dia em que o filósofo escolhera para sair da França e tentar a sorte em alguma paragem menos conturbada com a trágica guerra europeia com o emprego intolerável e massificado da força bruta da política. No entanto, a tese publicada em 2001 por Stephen Schwartz no semanário político conservador The Weekly Standard, baseado em Washington, há setenta e cinco anos, na noite de 26 de setembro de 1940, Walter Benjamin (1892-1940), um dos maiores e mais sensíveis pensadores marxistas do século XX, foi assassinado a mando do ditador russo Joseph Stálin que governou a União Soviética (URSS) de meados da década de 1920 até sua morte, servindo como Secretário-Geral do Partido Comunista de 1922 a 1952, e como primeiro-ministro de seu país de 1941 a 1953. A causa mortis não foi o suicídio por envenenamento com morfina como consta na versão oficial.
A morte do filósofo esteve sempre envolta em mistério, mas só meio século depois o motivo de sua morte voltou a causar polêmica no meio jornalístico e da literatura acadêmica. O corpo do ensaísta da primeira geração da extraordinária da Escola de Frankfurt foi encontrado por Henny Gurland. Walter Benjamin cruzou clandestinamente a fronteira franco-espanhola pela Rota Lister, de Banyuls a Portbou. Ele estava acompanhado pela ativista da resistência Lisa Fittko, uma fotógrafa alemã de origem judaica conhecida pelo sobrenome de seu segundo marido, Henny Gurland, e pelo filho de Gurland, a quem ele conhecera em Marselha. Ele havia obtido um visto que lhe permitiria entrar na Espanha, viajar para Portugal e, de lá, embarcar para os Estados Unidos. Após dois dias de uma jornada exaustiva, de 24 a 26 de setembro, eles chegaram a Portbou, mas um novo decreto em vigor naquele mesmo dia os impediu de entrar em território espanhol. As autoridades os informaram que seriam deportados para a França, destruindo qualquer esperança que tivessem. O desespero levou Walter Benjamin ao suicídio no Hotel Francia, em Portbou, nas primeiras horas de 27 de setembro, por overdose de morfina. Uma das quatro mulheres que o acompanhavam na viagem que possivelmente terminaria como refúgio da violência nazista, nos Estados Unidos da América. Mas de acordo com a análise de Stephen Schwartz, estudioso da relação política entre comunismo e a intelectuais nos anos 1930, parte dessa história não tem consistência.
A fuga aconteceu e Gurland foi realmente a primeira a encontrar Walter Benjamin morto, única fonte a ter feito declaração sobre o suicídio. Henny Gurland era militante de extrema esquerda e teve comportamento aparentemente suspeito no caso e seu marido, Arkadi, que era um espião soviético. Além disso, há o caso do manuscrito desaparecido. De acordo com relatos ocorridos na época, o filósofo carregava o tempo todo consigo durante a fuga uma pesada mala que conteria os originais de um livro inédito, “o mais importante para mim”, segundo declarou Henny disse ter destruído as duas notas de suicídio que teriam sido escritas por Walter Benjamin (1892-1940) e entregues a ela, uma provavelmente sem destinatário e outra que seria para seu amigo, Theodor Adorno. Depois, resumiu-as numa nota escrita em francês por ela. Contudo, entre as evidências que apresentadas por Schwartz está a autópsia oficial, que determina como causa da morte de Benjamin “hemorragia cerebral” e afirma que não foram encontradas drogas em seu sangue nem em seu aparelho digestivo. Benjamin morreu numa época em que muitos ex-partidários dos soviéticos estavam desiludidos com Moscou por causa do pacto radical mundial entre esquerda e direita. Como resposta, um dos killerati, intelectuais socialistas recrutados como agentes stalinistas para cometer assassinatos, o matou. A principal causa de seu assassinato, para Slavoj Žižek (2008:14), foi que “durante a fuga pelas montanhas da França para a Espanha, Benjamin levava um manuscrito, a obra-prima em que estivera trabalhando na Bibliothèque Nationale de Paris, a elaboração das Teses”.
A pesada mala que continha o manuscrito fora confiada a um colega refugiado que a perdeu convenientemente no trem ente Barcelona e Madri. Benjamin não vivia num ambiente seguro, foi o que disse o estudioso Stephen Schwartz ao jornal The New York Times, pois ao que parece ele “participava de um submundo povoado por pessoas perigosas”. Ele retrata a vida como se estivesse filmando a vida contemporânea, sem embelezar cenários e figurinos. Em 1975, ele publicou suas Notas sobre o Cinematógrafo, uma coleção na qual defende sua visão do “cinematógrafo”, que ele distingue do cinema. Ele considera o cinema “como teatro filmado”, enquanto o cinematógrafo inventa uma nova forma de escrita “com imagens e sons em movimento” ligados pela montagem. Bresson queria aspectos da indústria cultural contrastando o cinema e o cinematógrafo. Com o filme “The Devil Probably”, ele ganhou o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim em 1977. Seu último filme, L`Argent, é uma adaptação do conto de Tolstói, O Cupom Falso. A história gira em torno de um jovem rico que entrega a um fotógrafo uma nota falsa de 500 francos, levando o funcionário a uma espiral descendente de prisão, roubo, degradação e assassinato. Vaiado em Cannes ganhou o Grande Prêmio de Cinema Criativo em 1983, com Nostalgia, de Andrei Tarkovsky. Em 1995 sua obra recebeu o prêmio René-Clair. Mouchette é baseado no romance homônimo de Georges Bernanos (1888-1948).
Nascido em uma família de ascendência Lorena e espanhola, passou a juventude em Fressin, em Artois, região do Pas-de-Calais que serve de cenário para a maioria de seus romances. Estudou direito no Instituto Católico de Paris. Serviu nas trincheiras durante a 1ª grande guerra (1914-1918), alcançando o posto de brigadeiro no final da guerra e foi ferido diversas vezes. Obteve sucesso com seus romances Sob o Sol de Satã, em 1926, e Diário de um Pároco de Aldeia, em 1936. Membro da Action Française quando jovem estudante, Georges Bernanos (1888-1948) rompeu com os ideais desse tipo de partido político, cujas falhas não hesitava em denunciar publicamente. Action Française é um movimento contrarrevolucionário monarquista e orleanistas francês fundado em 1898 por Maurice Pujo (1872-1955) e Henri Vaugeois (1864-1916), e cujo principal ideólogo foi Charles Maurras (1868-1952), poeta monarquista francês, dirigente e principal fundador do jornal germanófobo Action Française e teórico do Nacionalismo Integral.
Salazar estudou as suas ideias, que teriam tido relevante influência na sua formação política. Ideólogo exerceu a influência sobre movimentos sociais nacionalistas como o Integralismo Lusitano e o Patrianovismo, e autores integralistas brasileiros, como Félix Contreiras (1884-1960) Rodrigues e Gustavo Barroso (1888-1959). Surgiu durante o Caso Dreyfus, em parte como reação à revitalização da extrema-esquerda que se materializou em defesa do capitão do exército, celebremente iniciada pelo J`accuse de Emile Zola (1840-1902). É o título do artigo redigido por Zola quando do caso Dreyfus e publicado no jornal L`Aurore do 13 de janeiro de 1898 sob a forma de uma carta ao presidente da República Francesa, Félix Faure. Zola inspirou-se num dossiê fornecido em 1896 pelo escritor Bernard Lazare. Originalmente uma organização nacionalista que atraiu figuras como Maurice Barrès, tornou-se monárquico sob a influência de Maurras, que seguia os passos do teórico contrarrevolucionário Joseph de Maistre (1753-1821). Até sua dissolução ao fim da 2ª guerra mundial, a Action Française foi uma defensora tout court de destaque do integralismo de inspiração tradicionalista. As ideias centrais do pensamento político de Maurras eram um intenso nacionalismo que ele descreveu como um “nacionalismo integral” e uma crença numa sociedade ordenada.
Estas eram as bases
para o seu apoio à monarquia e à Igreja Católica Romana. Como muitas pessoas na
Europa do seu tempo, ele foi assolado pela ideia da decadência, em parte
inspirado pelas leituras de Hippolyte Taine (1828-1893) e Ernest Renan
(1823-1892). Ele achava que a França perdera a sua grandeza com a Revolução
Francesa de 1789, uma grandeza herdada das raízes clássicas romanas e
desenvolvida, como ele disse, por “quarenta reis que fizeram a França em mil
anos”. A Revolução, como escreveu no Observateur Français, um jornal
diário católico francês, publicado em Paris entre 1887 e 1895, foi “uma
revolta, uma obra negativa e destrutiva”. Ele viu neste declínio o resultado do
Iluminismo e da Reforma Protestante; ele descreveu a fonte deste mal como “Ideias
Suíças”, uma referência a Jean-Jacques Rousseau e João Calvino (1509-1564). Ele
colocou um sentimento de culpa naquilo ao que chamou a “Anti-França”, como os “quatro
estados confederados de Protestantes, Judeus, Mações e estrangeiros”. De fato,
para ele, os primeiros três já eram todos uma forma de estrangeiros internos. O
anti-semitismo e antiprotestantíssimo eram temas comuns nas suas escritas. Ele
achava que a Reforma, O Iluminismo e a Revolução tinham todos
contribuído para que os indivíduos se colocassem à frente da nação, com
consequentes efeitos negativos nesta última.
Segundo ele, a
democracia e o liberalismo continuavam a fazer as coisas ainda pior. Durante a 1ª
grande guerra, o empresário judeu Emile Ullman foi forçado a demitir-se do
conselho de administração do “Comptoir d`Escompte” após Maurras lhe ter chamado
de agente do Kaiser Wilhelm II (1859-1941) da Alemanha. Apesar de que as
soluções políticas que ele advogava serem não muito distantes das dos
monarquistas franceses, de muitas maneiras Maurras não se incorporava na
tradição monarquista na França. As suas visões, pelo menos era o que ele dizia,
eram baseadas na razão e não tanto no sentimento, lealdade e fé. Aliás, tal
como muitos líderes da Terceira República Francesa que ele detestava,
Maurras era também um admirador do filósofo Augusto Comte. Enquanto que a
maioria dos monarquistas se recusava a envolver na ação política - por esta
altura muitos tinham recuado para um Catolicismo intransigentemente conservador
e uma indiferença para com os acontecimentos do mundo, que eles viam agora como
irremediavelmente perigosos - Maurras estava preparado para se envolver na ação
política, seja ela convencional ou não convencional, isto é, os Camelots du
Roi, grupo paramilitar da Action Française, envolviam-se
frequentemente em violência nas ruas. Ele adotou a frase “La politique d`abord”
(política primeiro) como o seu slogan, querendo significar “política
religiosa em primeiro lugar”.
Auguste Comte representou seu pensamento sociológico de um ponto de vista lógico, formado nas disciplinas da Escola Politécnica. Raciocínio lógico é um processo de estruturação do pensamento de acordo com as normas da lógica que permite chegar a uma determinada conclusão ou resolver um problema. Um raciocínio lógico requer consciência e capacidade de organização do pensamento. A maneira de pensar positiva se impôs mais cedo nas matemáticas, na física, na química, e depois na biologia. É normal, aliás, que o positivismo apareça mais tarde nas disciplinas que têm por objeto matérias mais complexas. Quanto mais simples uma disciplina, mais fácil pensar sobre ela positivamente. Há mesmo alguns aspectos ou fatos sociais cuja observação se impõe por si mesma, seja pela curiosidade ocular, seja pela impressão que causa, de sorte que, nesses casos, a inteligência é imediatamente positiva. O fundamento desta ciência social teria por objeto de estudo a história da espécie humana, considerada como uma unidade, o que seria indispensável para a compreensão das funções particulares do todo social e de um momento particular do devenir. É normal, que o positivismo apareça nas disciplinas que têm por objeto matérias mais complexas. Mas essa combinação interdisciplinar não tem unicamente por objeto de pensamento demonstrar a necessidade de criar a sociologia. Na linguagem de Comte as múltiplas significações são analíticas no sentido de que estabelecem leis entre fenômenos isolados, e necessária e legitimamente pela ciência.
Na biologia, comparativamente,
porém, é impossível explicar um órgão ou uma função sem considerar o ser vivo
como um todo. É com relação ao organismo como um todo que um fato biológico
particular tem um significado e pode ser explicado. Se quiséssemos separar
arbitrária e artificialmente um elemento de um ser vivo, teríamos diante de nós
apenas matéria morta. A matéria viva enquanto tal é intrinsecamente global.
Ipso facto, essa ideia de primazia do todo sobre os elementos deve ser
transposta para a sociologia. É impossível compreender o estado de um fenômeno
social particular se não o recolocarmos no todo social. Não se pode entender a
situação da religião, ou a forma precisa do Estado, numa sociedade particular,
sem considerar o conjunto dessa sociedade. Mas tal prioridade do todo sobre os
elementos não se aplica apenas a um momento artificialmente abstrato do devenir
histórico. Isto é, só se compreenderá o estado da sociedade francesa no
princípio do século XIX se recolocarmos esse momento histórico na continuidade
do devenir francês. A Restauração só pode ser compreendida pela Revolução,
e a própria Revolução pelos séculos de regime monárquico. O declínio do
espírito teológico e militar pelas suas origens, nos séculos passados. Da mesma
forma como só é possível compreender logicamente um elemento do todo, não se
pode entender um momento da evolução histórica sem levar em conta o seu
conjunto.
Analogamente convém acrescentar que Comte, considerando que a sociologia é uma ciência à maneira das ciências precedentes, não hesita em retomar a fórmula que já empregara nos Opúsculos: assim como não há liberdade de consciência na matemática ou na astronomia, não pode haver também em matéria de sociologia. Como os cientistas impõem seu veredito aos ignorantes e aos amadores, em matemática e astronomia, devem logicamente fazer o mesmo em sociologia e política. O que pressupõe, evidentemente, que a sociologia possa determinar o que é, o que será e o que deve ser. Sua sociologia sintética, na expressão de Aron (1993: 75), sugere aliás, tal competência: ciência do todo histórico, ela determina não só o que foi e o que é, mas também o que será, no sentido da necessidade do determinismo. O que será é justificado como sendo conforme aquilo que os filósofos do passado teriam chamado a “natureza humana”, com aquilo que o pensador francês chama simplesmente de realização da ordem humana e social, justificando uma teoria da natureza humana e da natureza social, essa unidade da história humana. O ponto de partida da análise representa uma reflexão interna da sociedade de seu tempo, entre o tipo social teológico militar e o tipo social científico-industrial. Como esse momento histórico é caracterizado pela generalização do pensamento científico e da atividade industrial, o único meio de pôr fim à crise é acelerar o devenir, criando um sistema de ideias científicas que presidirá a ordem social, como o sistema de ideias teológicas presidiu à ordem social do passado.
O positivismo (cf. Kremer-Marietti, 1977) como corrente de pensamento defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. Assim, desconsideram-se todas as outras formas do conhecimento humano que não possam ser comprovadas cientificamente. Consiste na observação dos fenômenos, opondo-se ao racionalismo e ao idealismo, por meio da promoção do primado da experiência sensível. Única capaz de produzir a partir dos dados concretos (positivos) a verdadeira ciência (positivista), sem qualquer atributo teológico ou metafísico. Subordinando a imaginação à observação, tomando como base apenas o mundo físico ou material. É uma reação radical ao transcendentalismo idealista alemão e ao romantismo, no qual os afetos individuais e coletivos e a subjetividade cultural são completamente ignorados, limitando a experiência humana ao mundo sensível e ao conhecimento aos fatos observáveis.
Substitui-se a teologia e a metafísica pelo culto à ciência, o mundo espiritual pelo mundo humano, tendo como primícias a realização do espírito pela matéria, sabidamente porque considerava os problemas políticos, sociais e culturais como estreitamente ligados à nossa capacidade prática de resolvê-los. Com isto ele dizia apoiar a Igreja Católica porque ela estava intimamente ligada com a história Francesa e porque a sua estrutura hierárquica e distinta elite clerical eram para si o espelho de uma sociedade ideal. A Igreja Católica em França era, na sua opinião, a argamassa que mantinha a nação unida. No entanto, ele desconfiava dos evangelhos, escritos, como ele o colocou, “por 4 obscuros Judeus” (Le Chemin du Paradis, 1894) e admirava a Igreja por ter, na sua opinião, conseguido esconder muitos dos ensinamentos pretensamente perigosos da Bíblia. Sociologicamente ele advogava um Catolicismo sem Cristandade, tanto quanto possível. Apesar disto, ele gozou de um grande apoio entre católicos e monárquicos, incluindo os orleanistas, de cujo pretendente ele recebeu o apoio direto. O seu agnosticismo era motivo de insatisfação por partes da hierarquia católica, e em 1926 alguns dos seus livros foram incluídos no Index Librorum Prohibitorum pelo Papa Pio XI (o movimento Action Française como um todo foi condenado ao mesmo tempo e Maurras excomungado) — um grande choque para muitos dos seus seguidores, incluindo um número considerável do sacerdócio francês.
Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), ele testemunhou as atrocidades cometidas pelos homens de Franco, com o apoio do clero local, contra a população civil, uma situação que ele estava determinado a denunciar em Os Grandes Cemitérios Sob a Lua (1938). Uma lesão na perna sofrida durante a 1ª guerra mundial o impediu de participar da 2ª guerra mundial (1939-1945), como esperava. Ele retirou-se para o Brasil em 1938, onde apoiou ativamente De Gaulle contra Pétain. Seus dois filhos (Yves e Michel) e seu sobrinho (Guy Hattu) juntaram-se às Forças Francesas Livres em 1940. Em suas obras, Georges Bernanos, um católico fervoroso, explora a luta espiritual entre o Bem e o Mal, particularmente através da personagem do padre que se esforça pela salvação das almas de seus paroquianos perdidos, ou através de personagens com destinos trágicos, como em Nouvelle histoire de Mouchette. Bresson explicou sua escolha do romance, dizendo: “Não encontrei nele psicologia nem análise. A substância do livro parecia utilizável. Podia ser peneirada”. Foi inscrito no Festival de Cinema de Cannes de 1967, ganhando o Prêmio da Organização Católica Internacional para o Cinema e o Audiovisual. Mouchette se passa em uma aldeia rural francesa e acompanha a filha de um pai opressor e uma mãe moribunda. Desenvolvendo-se no estilo notoriamente esparso e minimalista do diretor, Bresson disse que sua personagem titular “oferece evidências de miséria e crueldade. Ela é encontrada em todos os lugares: guerras, campos de concentração, torturas, assassinatos”. Mouchette está ipso facto entre os filmes mais aclamados de Bresson.
Bibliografia Geral Consultada.
KREMER-MARIETTI, Angèle, L’Anthropologie
Positiviste d’Auguste Comte. Paris: Thèse Paris IV: Université
Paris-Sorbonne, 1977; CASTEL, Robert, A Ordem Psiquiátrica: A Idade de Ouro
do Alienismo. Rio de Janeiro: Editora Graal, 1978; GABILONDO, Angel, El
Discurso en Acción: Foucault y una Ontologia del Presente. Barcelona:
Editorial Anthropos, 1990; MAIO, Marcos Chor, Nem Rothschild Nem Trotsky. O
pensamento Antissemita de Gustavo Barroso. Rio de Janeiro: Imago Editora,
1992; MINOIS, Georges, Histoire du Suicide: La Société Occidentale Face à la
Mort Volontaire. Paris: Editeur Librairie Arthème Fayard, 1995; CANEVACCI,
Massimo, Antropologia della Comunicazione Visuale. Roma: Edizionne
Meltemi, 2001; HALBWACHS, Maurice, Les Causes du Suicide (1930). Paris:
Presses Universitaires de France, 2002; GIROLA, Lídia, Anomia e
Individualism: Del Diagnóstico de la Modernidad de Durkheim al Pensamiento
Contemporáneo. Barcelona: Anthropos Editorial, 2005; ESTABLET, Roger, “A Atualidade
de O Suicídio”. In: MASSELLA, Alexandre [et al], Durkheim: 150 anos.
Belo Horizonte: Argvmentvm Editora, 2009; FEHSE, Felipe Bentancur, Impacto
de Ruídos Ambientais Desagradáveis sobre as Emoções e o Comportamento do
Consumidor. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em
Administração. Escola de Administração. Porto Alegre: Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, 2009; ŽIŽEK, Slavoj, Less Than Nothing: Hegel and the
Shadow of Dialectical Materialism. Estados Unidos: Editora Verso, 2013; DURKHEIM,
Émile, O Suicídio: Estudo de Sociologia. 2ª edição. São Paulo: Editora
WMF Martins Fontes, 2011; Idem, Il Suicidio. Studi di Sociologia.
Biblioteca Univ. Rizzoli, 2014; TANAKA, Elder Kôei Itikawa, Inimigos
Públicos em Hollywood: Estratégias de Contenção e Ruptura em Dois Filmes de
Gângster dos Anos 1930-1940. Tese de Doutorado. Departamento de Letras
Modernas. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Universidade de São Paulo, 2015; NIQUETTI, Ricardo, Deleuze e Velhice: Uma
Política de Encontro. Tese de Doutorado. Programa de Estudos Pós-Graduados
em Ciências Sociais. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,
2015; MORAES, Fabrício Tavares, “A Nova História de Mouchette: Entre Silêncios
e Gritos”. Disponível em: https://estadodaarte.estadao.com.br/25/08/2018; JARDONNET, Evelyne, “La Caméra du Philosophe:
Mouchette”. Disponível em: https://www.icp.fr/08/04/2026; entre outros.