“Um jardim faz-se de luz e sons - as plantas são coadjuvantes”. Roberto Burle Marx
A divisão do trabalho social não é
específica do nível de análise econômico: podemos observar sua influência
admirável nas regiões mais distintas da sociedade. As funções políticas,
administrativas, judiciárias especializam-se cada vez mais. O mesmo ocorre com
as funções artísticas e científicas no âmbito das universidades. As
especulações filosóficas da biologia nos demonstraram, na divisão do trabalho,
um fato social de uma tal generalidade que os economistas, que foram os
primeiros a mencioná-lo, não haviam podido suspeitar. Não é mais uma
instituição social que tem sua fonte na inteligência e na vontade dos homens.
Mas um fenômeno de biologia geral, cujas condições, ao que parece, precisam ser
buscadas nas propriedades essenciais da disciplina organizada. A divisão do
trabalho social passa a aparecer apenas como uma forma particular desse
processo geral, e as sociedades, conformando-se a essa lei, parecem ceder a uma
corrente de pensamento que nasceu bem antes delas e que arrasta no mesmo
sentido todo o mundo vivo. Semelhante fato não pode, evidentemente, produzir-se
sem afetar profundamente nossa constituição moral, pois o desenvolvimento do
homem se fará em dois sentidos de todo diferentes. Não é necessário demonstrar
a gravidade desse problema prático; qualquer que seja o juízo sobre a divisão
do trabalho, todo o mundo sabe que ela é e se torna cada vez mais as bases
fundamentais da ordem social tanto quanto política.
Vale lembrar, neste aspecto que a biomatemática é um ramo da biologia que emprega análises teóricas, modelos matemáticos e abstrações dos organismos vivos para investigar os princípios que governam a estrutura, desenvolvimento e comportamento dos sistemas, em oposição à biologia experimental que lida com a realização de experimentos para comprovar e validar as teorias científicas. O campo multidisciplinar é algumas vezes chamado de biologia matemática ou biomatemática para enfatizar o lado técnico-científico matemático, ou biologia teórica para enfatizar abstratamente o lado biológico. Ipso facto, biologia teórica se concentra mais do que nunca no desenvolvimento programático de princípios teóricos para a biologia. Enquanto a biologia matemática se concentra no uso de técnicas matemáticas para estudar sistemas biológicos embora ambos sejam muitas vezes trocados. A biologia matemática visa a representação matemática e modelagem de processos biológicos, utilizando técnicas e procedimentos metodológicos da matemática aplicada. Pode ser útil tanto em pesquisas teóricas e práticas. Descrever sistemas de maneira quantitativa significa que seu comportamento pode ser melhor simulado e, podem ser previstas propriedades que podem não ser evidentes para o experimentador. Uma matéria tem a tendência de manter o seu estado, seja de repouso, ou de movimento, a não ser que uma força externa influencie.
A massa é uma grandeza
que indica a medida da inércia ou da resistência de um corpo de ter seu
movimento acelerado. De uma forma geral, podemos associar a massa à quantidade
de partículas existentes em uma matéria.
Isso requer modelos matemáticos precisos. Devido à complexidade dos
sistemas vivos, a biologia teórica emprega vários campos de domínio de métodos
da matemática, e tem contribuído para o desenvolvimento de novas técnicas. A
matemática foi usada na biologia já no século XIII, quando Leonardo Fibonacci
(1170-1250) usou a famosa série de Fibonacci para descrever uma população
crescente de coelhos. No século XVIII, Daniel Bernoulli (1700-1782) aplicou a
matemática para descrever o efeito da varíola na população humana. O ensaio de
Malthus de 1789 sobre o crescimento da população humana foi baseado no conceito
de crescimento exponencial. Há aqui um debate memorável: Pierre François
Verhulst (1804-1849) formulou o modelo de crescimento logístico em 1836. Fritz
Müller (1822-1897) descreveu os benefícios evolucionários do que é chamado
mimetismo Müllerian em 1879, em uma conta notável sendo o primeiro uso de
argumento matemático em ecologia evolutiva para mostrar o quão poderoso o
efeito da seleção natural seria, a menos que se inclui Malthus s` discussão dos
efeitos do crescimento populacional que influenciaram Charles Robert Darwin
(1809-1882) e Thomas Malthus (1766-1834) argumentam que tal crescimento seria
exponencial, pois os recursos só poderiam crescer aritmeticamente.
O termo biologia teórica foi usado pela primeira vez por Johannes Reinke em 1901. Um texto fundador é On Growth and Form (1917) por D`Arcy Thompson, e outros especialistas incluem Ronald Fisher, Hans Leo Przibram, Nicolas Rashevsky e Vito Volterra. A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol, o mais denso e o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar. É também o maior dos quatro planetas telúricos. É por vezes designada como Mundo ou Planeta Azul. Lar de milhões de espécies de seres vivos, incluindo os seres humanos, a Terra é o único corpo celeste onde é reconhecida a existência de vida. O planeta formou-se há 4,56 bilhões de anos, e a vida surgiu na sua superfície depois de um bilhão de anos. Desde então, a biosfera terrestre alterou de forma significativa a atmosfera e fatores abióticos do planeta, permitindo a proliferação de organismos aeróbicos, como a formação da camada de ozônio, que em conjunto com seu campo magnético, bloqueia radiação solar prejudicial, permitindo a vida no planeta. A sua superfície exterior é dividida em segmentos rígidos, chamados placas tectônicas, que migram sobre a superfície terrestre ao longo de milhões de anos. Aproximadamente 71% da superfície é coberta por oceanos de água salgada, com o restante consistindo de continentes e ilhas, contendo lagos e corpos de água que contribuem para a hidrosfera. Os polos do planeta Terra encontram-se majoritariamente cobertos por mantos de gelo ou por banquisas. O interior abstrato permanece ativo e relativamente sólido: um núcleo externo líquido que gera um campo magnético, e um núcleo interno sólido, composto, sobretudo por ferro.
A Terra interage com objetos em movimento no espaço, em particular com o Sol e a Lua. Orbita o Sol uma vez por cada 366,26 rotações sobre o próprio eixo, o que equivale a 365,26 dias solares ou representa um (01) ano sideral. O eixo de rotação da Terra possui uma inclinação de 23,4° em relação à perpendicular ao seu plano orbital, reproduzindo variações sazonais na superfície do planeta, com período igual a um ano tropical, ou, 365,24 dias solares. Um fato social é questão sociológica ainda mais necessária porque se utiliza essa qualificação sem muita precisão. Ela e empregada correntemente para designar socialmente as relações que se dão no interior de uma sociedade determinada, por menos que apresentem, com uma certa generalidade, algum interesse social. Todo indivíduo come, bebe, dorme, raciocina, e a sociedade tem todo o interesse em que essas funções se exerçam regularmente. O sistema de signos de que me sirvo para exprimir meu pensamento, o sistema de moedas que emprego para pagar minhas dívidas, os instrumentos de crédito que utilizo em minhas relações comerciais, as práticas observadas em minha profissão, etc., funcionam independentemente do uso que faço deles. Que se tomem um a um todos os membros de que é composta a sociedade; o que procede poderá ser repetido a propósito de cada um deles, ou seja, maneiras de agir, de pensar e de sentir que apresentam essa notável propriedade de existirem fora das consciências individuais, seja em Friedrich Hegel ou Émile Durkheim. Mas não são apenas exteriores ao indivíduo, como são dotados de uma “força imperativa” e coercitiva em virtude da qual se impõe a ele, quer ele queira, quer não.
Em se tratando de máximas puramente morais, a consciência pública reprime todo ato que as ofenda através da vigilância que exerce sobre a conduta dos cidadãos. A coerção social, mesmo sendo de forma indireta, continua sendo uma técnica ou estratégia de submissão eficaz. Trata-se de uma ordem de fatos que apresentam características muito especiais: consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir, exteriores ao indivíduo, e que são dotadas de um poder de coerção em virtude do qual esses fatos se impõem a ele. Por conseguinte, eles não poderiam se confundir com os fenômenos orgânicos, já que consistem em representações e em ações, nem com os fenômenos psíquicos, os quais só tem existência na consciência individual e através dela. Estes fatos constituem, portanto, uma espécie nova, e é a eles que deve ser dada e reservada a qualificação de sociais. Essa qualificação lhes convém; pois é claro que, não tendo o indivíduo por substrato, eles não podem ter outro senão a sociedade, seja a sociedade política em seu conjunto, seja um dos grupos parciais que ela encerra: confissões religiosas, escolas políticas, literárias, corporações profissionais, etc.
É a eles só que ela convém; pois a palavra social só tem sentido definido com a condição de designar unicamente fenômenos que não se incluem em nenhuma das categorias de fatos já constituídos e denominados. Eles representam o domínio próprio da sociologia que não confunde as práticas dos rituais com o sentido. Mas só há fato social onde há organização delineada, normalizada e estritamente definida. O hábito coletivo não existe apenas em estado de imanência nos atos sucessivos que ele determina, mas se exprime de uma vez por todas, por um privilégio cujo exemplo não encontramos no reino biológico, numa fórmula que se repete de boca em boca, que se transmite pela educação, que se fixa através da escrita. Tais são as origens e a natureza das regras jurídicas, morais, dos aforismos e dos ditos populares, dos artigos de fé em que as seitas religiosas ou políticas condensam em crenças, dos códigos de gosto que as escolas literárias estabelecem, etc. Nenhuma dessas maneiras de agir ou de pensar se acha por inteiro nas aplicações que os particulares fazem delas, já que eles podem inclusive existir sem serem atualmente aplicadas. Há certas correntes de opinião que nos impelem, com desigual intensidade, conforme os tempos e os lugares, uma ao casamento, por exemplo, outra, ao suicídio, ou a uma natalidade mais ou menos acentuada. As circunstâncias individuais (o sonho) e coletivas (os mitos, os ritos, os símbolos) que podem ter alguma participação social na produção do fenômeno, neutralizam-se mutuamente e não contribuem para em princípio poder determina-lo. O que esse fato exprime é um certo estado de alma coletiva.
Um fato social se reconhece, segundo Durkheim (1999), pelo poder de coerção que exerce ou é capaz de exercer sobre os indivíduos; e a presença desse poder se reconhece, por sua vez, seja pela resistência que o fato opõe a toda tentativa individual de faze-lhe violência. De fato, a coerção é fácil de constatar quando se traduz exteriormente por alguma reação direta da sociedade, como é o caso em relação ao direito, à moral, às crenças, aos costumes, inclusive às modas. Mas, quando, é apenas indireta, como a que exerce uma organização econômica, ela nem sempre se deixa perceber tão bem. A generalidade combinada com a objetividade pode então, ser mais fáceis de esclarecer. Essa segunda definição não é senão outra forma da primeira; pois, se uma maneira de se conduzir, que existe exteriormente às consciências individuais, se generaliza, ela só pode fazê-lo impondo-se. A sociologia não pode desinteressar-se do que diz respeito ao substrato da vida social coletiva. Mas o número e a natureza das partes elementares de que se compõe a sociedade, a maneira como elas estão dispostas, o grau de coalescência a que chegaram, a distribuição estatística da população pela superfície do território, o número e a natureza das vias de comunicação, a forma das habitações, etc. não parecem capazes, num primeiro exame, de se reduzir sociologicamente aos modos de agir, de sentir ou de pensar. No plano abstrato da teoria, a sociologia não confunde a prática dos rituais com seu sentido. A palavra função é empregada de duas maneiras bastante diferentes.
Designa um sistema de movimentos vitais, fazendo-se abstração das suas consequências, ora exprime a relação de correspondência que existe entre esses movimentos e algumas necessidades sociais. Perguntar-se qual é a função da divisão do trabalho é, portanto, a que necessidade ela corresponde; quando tivermos “resolvido” essa questão, poderemos ver se essa necessidade é da mesma natureza que aquelas a que correspondem outras regras de conduta cujo caráter moral não é discutido. De todos os elementos da civilização, a ciência é o único que, em certas condições, apresenta um caráter moral. De fato, as sociedades tendem mais a considerar um dever para o indivíduo desenvolver sua inteligência, assimilando as verdades científicas que são estabelecidas. Não é impossível entrever de onde vem esse privilégio especial da ciência. Ela nada mais é do que a consciência, desde Hegel, Marx, Lukács, elevada a seu mais alto ponto de clareza. Quanto mais obscura uma consciência, para Durkheim, mais refratária à mudança, porque não vê o que é necessário mudar, nem em que sentido é preciso mudar.
Uma consciência esclarecida sente, compreende e sabe de antemão a maneira de se adaptar a essa mudança. Eis por que é necessário que a inteligência guiada pela ciência, com consciência, adquira importância maior no curso da vida social e coletiva. Mas a ciência, do ponto de vista da divisão do trabalho social, de acordo com Durkheim (2015), que todo mundo é assim chamado a possuir não merece ser designada por esse nome. Não é a ciência, é no máximo sua parte comum e mais geral. Ela se reduz a um pequeno número de conhecimentos indispensáveis, que só são exigidos de todos, aparentemente por estarem ao alcance de todos. A ciência propriamente dita supera infinitamente esse nível vulgar. Ela não compreende apenas o que é vergonhoso ignorar, mas tudo o que é possível saber. Ela não supõe apenas, nos círculos que a cultivam, essas faculdades médias que quase todos os homens possuem, mas disposições especiais. Por conseguinte, não sendo acessível senão a uma elite social, não é obrigatória; é uma coisa útil e bela, mas não é necessária a ponto de a sociedade reclamá-la imperativamente. É vantajoso estar munido dela; nada há de imoral em adquiri-la. É um campo de ação aberto à iniciativa das massas, mas em que ninguém é obrigado a entrar. Costuma-se qualificar de moral tudo o que tem alguma nobreza e algum preço, tudo o que é objeto de aspirações um tanto elevadas, e é graças a essa excessiva abrangência da palavra que se fez a civilização entrar na moralidade. O domínio do ético está longe de ser indeterminado. E todas as regras de ação que se impõem imperativamente à conduta e a que está vinculada uma sanção, mas não vai além disso em qualquer instância.
Contudo, o conceito de
“civilização” refere-se a uma grande variedade de ocorrência de fatos: ao nível
de tecnologia, ao tipo de maneiras, ao desenvolvimento dos conhecimentos
científicos, às ideias religiosas e aos costumes. Pode se referir ao de tipo de
habitações ou à maneira como homens e mulheres vivem juntos, à forma de punição
determinada pelo sistema judiciário, ou educacional de vigilância e punição,
explicado por Michel Foucault, e satisfatoriamente ao modo como são preparados
os diversos tipos de alimentação como compreendemos com Claude
Lévi-Strauss. Daí ser sempre difícil sumariar em algumas palavras tudo o que se
pode descrever como civilização. Ela se resume culturalmente em tudo que a
sociedade ocidental dos últimos dois ou três séculos julga “superior”, para
descrever o que lhe constitui o caráter especial e aquilo que se orgulha: o
nível de sua tecnologia, a natureza de suas maneiras, o desenvolvimento de sua
cultura científica ou cosmovisão. Sociologicamente representa um conjunto
ordenado de valores, crenças, impressões, sentimentos e concepções de natureza
intuitiva, anteriores à reflexão, a respeito da época ou do mundo em que se
vive. É a orientação cognitiva fundamental de um indivíduo, coletividade ou da
sociedade, num dado espaço-tempo e cultura, a respeito de tudo o que existe:
sua gênese, sua natureza, suas propriedades.
Uma visão de mundo pode incluir a filosofia natural, postulados fundamentais, existenciais e normativos, ou temas, valores, emoções e ética. A cosmovisão ou visão do mundo continua a ser um conceito complexo e confuso em qualquer cultura, sendo usado de forma muito diferente por cientistas sociais. No entanto, as crenças centrais da visão mundial são muitas vezes profundamente enraizadas e raramente são refletidas pelos indivíduos e coletividades, e são trazidas à superfície apenas em momentos e formas de crise de fé, de algum modo ocorrentes. Por exemplo, visão de mundo da causalidade como unidirecional, cíclica ou espiral gera um quadro abstrato do mundo que reflete esses sistemas de causalidade. Uma visão unilateral da causalidade está presente em algumas visões de mundo monoteísticas com um começo e um fim e uma única grande força com um único fim, no cristianismo e no islamismo, enquanto que uma visão de mundo cíclica da causalidade está presente na tradição religiosa que é cíclica e sazonal e na qual os eventos e experiências repetem-se em padrões sistemáticos: zoroastrismo, mitraísmo e hinduísmo. Essas visões não apenas subjazem as tradições religiosas, mas outros aspectos do pensamento como a história, teorias políticas e econômicas, e sistemas como a democracia, autoritarismo, anarquismo, capitalismo, socialismo e comunismo.
Nada há na civilização que apresente esse critério de moralidade, ela é moralmente indiferente. Se a divisão do trabalho não tivesse outro papel além de tornar a civilização possível, ela participaria da mesma neutralidade moral. Foi por não se ter geralmente atribuído à divisão do trabalho outra função, segundo Émile Durkheim, que as teorias propostas são a tal ponto inconsistentes. Isto é, supondo-se que exista uma “zona neutra” na moral, é impossível que a divisão social do trabalho dela faça parte. Se ela não é boa, é ruim; se não é moral, é uma decadência moral. Se ela não serve para outra coisa, cai-se em insolúveis antinomias, porque as vantagens econômicas que ela apresenta são compensadas por inconvenientes morais, e como é impossível subtrair uma dentre duas quantidades heterogêneas e incomparáveis, não se poderia dizer qual das duas leva a melhor sobre a outra, nem, por conseguinte, tomar partido. Invocar-se-á o primado da moral para condenar radicalmente a divisão do trabalho. Mas não apenas essa última ratio é sempre um “golpe de Estado científico”, como a evidente necessidade de especialização torna tal posição impossível de ser sustentada.
Se a divisão do trabalho não cumpre outro papel, ela não só não tem caráter moral, como não se percebe que razão possa ter. A civilização não tem valor intrínseco e absoluto; o que lhe dá seu preço é o fato de corresponder a certas formas de divisão do trabalho. Ipso facto, o mais relevante, do ponto de vista sociológico, é o fato de que a experimentação tecnológica normalmente anda lado a lado, desde muito cedo, com experiências relacionadas à organização social. O mais notável efeito da divisão do trabalho não é aumentar o rendimento das funções divididas, como insistem os “burocratas da cultura” a que se referia José Arthur Giannotti, em seus aparelhos de Estado, mas torna-las solidárias. Seu papel social, em todos esses casos, não é simplesmente embelezar ou melhorar sociedades existentes, mas tonar possíveis sociedades que, sem elas, não existiriam. Façam a divisão do trabalho sexual regredir além de certo ponto, socialmente e a questão conjugal desaparece, deixando subsistir relações sexuais eminentemente efêmeras; mesmo se os sexos não fossem separados, toda uma forma da vida social sequer teria nascido. É possível que a utilidade de uso econômica da divisão do trabalho tenha algo a ver com esse resultado, mas, em todo caso, ele supera infinitamente a esfera dos interesses puramente econômicos, pois consiste no estabelecimento de uma ordem social e moral sui generis.
Se, com frequência, fez-se as relações sociais a que dá nascimento a divisão do trabalho consistirem apenas na troca, foi por se ter desconhecido o que a troca implica e o que dela resulta. Ela supõe que dois seres dependem mutuamente um do outro, por serem ambos incompletos, e apenas traduz exteriormente essa dependência mútua. Nada mais é que a expressão superficial de um estado interno e mais profundo. Precisamente por ser constante, esse estado suscita todo um mecanismo comunicativo de imagens que funciona como uma continuidade que a troca não possui. É por isso que apreciamos a companhia daquele que ela representa, porque a presença do objeto que ela exprime, fazendo-a passar ao estado de percepção atual, lhe dá maior relevo. Ao contrário, sofremos com todas as circunstâncias que, como a distância ou a morte, podem ter por efeito impedir seu retorno ou diminuir sua vivacidade. Por mais curta que seja a análise, basta para demonstrar que esse mecanismo não é idêntico comparativamente ao que serve dos sentimentos de simpatia, cuja fonte é a semelhança. Sem dúvida, só pode haver solidariedade entre outrem e nós se a imagem desse outrem se une à nossa.
Mas quando a união resulta da semelhança das duas imagens, ela consiste numa aglutinação. As duas representações tornam-se solidárias porque, sendo indistintas, no todo ou em parte, se confundem e se tornam uma só coisa, e só são solidárias na medida em que se confundem. Ao contrário, no caso da divisão do trabalho, estão fora uma da outra e só são ligadas por serem distintas. Portanto, os sentimentos não poderiam ser os mesmos nos dois casos, nem as relações sociais que deles derivam. Não temos apenas que procurar se, nessas espécies de sociedades, existe uma solidariedade social proveniente da divisão do trabalho. É uma verdade evidente, pois a divisão do trabalho é muito desenvolvida nelas e produz a solidariedade. Mas é preciso determinar, sobretudo, em que medida a solidariedade que ela produz contribui para a integração geral da sociedade, pois somente então saberemos até que ponto essa solidariedade é necessária, se é um fator essencial da coesão social, ou então, ao contrário, se nada é mais é do que uma condição acessória e secundária. Para responder a essa questão de forma primacial é preciso comparar esse vínculo social aos outros, seja com o grupo tomado coletivamente, a fim de medir a parte que lhe cabe no efeito total, sendo para isso indispensável começar por classificar as diferentes espécies de solidariedade social. A seleção sexual é a seleção natural que surge pela preferência de um sexo por certas características em indivíduos do sexo oposto.
Trata-se de um conceito comum na evolução dos animais, mas, no caso das plantas, frequentemente é negligenciado, pois muitas são hermafroditas. As angiospermas (plantas com flores) possuem diversas características influenciadas pela seleção sexual. Por exemplo, a simetria das flores, a produção de néctar, a estrutura floral e as inflorescências estão entre as características sexuais secundárias afetadas por esse processo. Diferenças sexuais e órgãos reprodutivos também podem ser moldados pela seleção sexual. Existem dois principais mecanismos de seleção sexual em angiospermas: a competição intra-sexual e a escolha de parceiros pelas fêmeas. A seleção intra-sexual é responsável por grande parte do processo de evolução e diversificação floral. Com o auxílio de polinizadores, esse tipo de seleção também resultou em exemplos notáveis de características exageradas em plantas hermafroditas. Da mesma forma, o dimorfismo sexual provavelmente desempenhou um papel na evolução de diferenças sexuais nas características florais de plantas dioicas e, possivelmente, na evolução de dimorfismos sexuais secundários devido a correlações genéticas com traços florais. A seleção sexual por meio da escolha da fêmea é um conceito talvez mais desafiador de aplicar às plantas.
Há evidências de que as fêmeas (ou a função feminina em hermafroditas) exercem escolhas, especialmente durante a fertilização. Esses dois mecanismos são as forças principais que impulsionam a seleção sexual em plantas com flores. A simetria floral é frequentemente influenciada pela seleção sexual. As características das flores estão sujeitas a uma forte seleção direcional por parte dos polinizadores, o que pode perturbar a homeostase do desenvolvimento e levar a altos graus de assimetria flutuante. Essa assimetria em traços florais pode resultar em seleção sexual nas plantas se os polinizadores visitarem flores simétricas de maneira preferencial. Diversos estudos demonstraram que polinizadores tendem a visitar padrões florais mais simétricos, e há várias razões possíveis para essa preferência. Primeiro, ela pode surgir de um reforço positivo: os polinizadores podem aprender, por experiência, que flores assimétricas oferecem recompensas comparativamente menores que as simétricas. Em segundo, polinizadores com vieses sensoriais podem estar predispostos a escolher flores simétricas. Essa preferência pode levar a flores simétricas sendo fertilizadas com maior frequência, o que aumenta a produção de sementes e resulta em mais descendentes com flores simétricas e atraentes. Há inúmeros dimorfismos sexuais em plantas com flores. Essas diferenças incluem o aborto de botões, o tamanho das flores, o número de flores por planta, a longevidade floral, o conteúdo nutricional das flores, a produção de néctar, a fenologia e periodicidade da floração, os aromas florais, a defesa contra herbivoria e várias características das inflorescências, como o número total de flores.
O tamanho da exibição diária e a arquitetura da inflorescência. Em espécies polinizadas por animais, essas diferenças afetam a visitação dos polinizadores, a competição por parceiros e a evolução dos dimorfismos sexuais. No entanto, há limitações em espécies polinizadas por animais, pois uma divergência excessiva pode interferir no sucesso do acasalamento se os polinizadores forem mais atraídos por um sexo do que pelo outro ou se os sexos atraírem polinizadores diferentes. Essas restrições não se aplicam a plantas polinizadas pelo vento, onde os requisitos biofísicos contrastantes para a dispersão e captura de pólen resultaram em casos marcantes de dimorfismo sexual na arquitetura e produção de flores em algumas espécies. A seguir, estão alguns exemplos específicos de dimorfismos sexuais em plantas com flores. As inflorescências podem ser influenciadas pela seleção sexual de várias maneiras, geralmente envolvendo arranjo, número e tamanho. Por exemplo, as inflorescências masculinas em plantas frequentemente produzem mais flores do que as femininas. Além disso, a exportação de pólen e, consequentemente, a paternidade, muitas vezes aumentam com o número de flores, mesmo em plantas com flores hermafroditas. A retenção de flores mais velhas sem recompensas para polinizadores pode aumentar a taxa de visitação e a remoção de pólen. Estudos sugerem que houve seleção para um maior transporte de pólen, alcançado por inflorescências maiores, e parece provável que a competição entre machos seja comumente parte dessa pressão seletiva. As corolas, ou pétalas das flores, também são alvo da seleção sexual. Características como cor, forma, tamanho e simetria frequentemente enfrentam pressões seletivas.
Um exemplo é que flores masculinas são, em algumas espécies, maiores que as femininas. Embora isso provavelmente seja resultado de mecanismos de alocação de recursos, é improvável que a alocação de recursos baseada no menor custo do androceu em comparação ao gineceu, levando a maior investimento na corola nos machos, explique completamente as diferenças de tamanho. Algum aumento na corola pode surgir por seleção em caracteres correlacionados, como a produção de pólen. No entanto, é provável que a competição entre machos contribua diretamente para a evolução de corolas masculinas grandes, especialmente onde a disponibilidade de pólen não é um fator limitante. A maioria das flores de angiospermas produz néctar. A produção de néctar, isto é, a concentração de açúcar, quantidade, sincrinia em relação às fases de gênero floral varia em cada planta com flores que o produz, sendo influenciada por diversas forças seletivas. Não há uma única força evolutiva que determine a produção de néctar, mas acredita-se que a seleção sexual desempenhe um papel significativo. Estudos sustentam a ideia de que a seleção sexual é uma explicação provável para pelo menos algumas espécies com produção de néctar influenciada pelo gênero. Por exemplo, a expressão de néctar enviesada por gênero frequentemente acompanha uma expressão semelhante de outras características florais.
Um caso específico vem das flores de Impatiens capensis, que demonstram maior longevidade na fase masculina, mais recompensadora. Em outras espécies, as pétalas podem murchar visivelmente durante a fase feminina menos recompensadora ou mudar de cor ao passar para essa fase. Mais evidências da seleção sexual na produção de néctar dependem de comportamentos genéticos específicos dos polinizadores. Se a seleção sexual mantém a produção de néctar enviesada por gênero, os polinizadores devem distinguir entre flores das fases masculina e feminina, preferencialmente as da fase mais recompensadora. Em espécies com polinizadores discriminatórios, maiores recompensas podem aumentar o sucesso no acasalamento, permitindo que o néctar seja um traço sexualmente selecionado. Os estames, coletivamente conhecidos como androceu, frequentemente enfrentam pressões da seleção sexual. Isso é particularmente evidente na produção de pólen, onde podem existir várias fontes de seleção sexual na forma como o pólen é apresentado aos vetores de polinização. Como o pólen é embalado em unidades que garantem que vários grãos viajem juntos como em polínias, poliedros, fios de viscin, etc., os doadores de pólen podem monopolizar estigmas e os óvulos associados, bloqueando o acesso de outros machos, a menos que a seleção também favoreça o aumento compensatório do estigma.
A germinação do pólen depende de um número mínimo de grãos para superar a inibição estigmática, um mecanismo que intensifica a competição masculina, pode haver seleção para unidades maiores de dispersão de pólen ou outros mecanismos de liberação. Se as visitas dos polinizadores forem raras, há seleção para embalar o pólen de modo que todo ele seja removido em uma única visita. Quando visitas repetidas são comuns, pode haver seleção para diferentes padrões temporais de apresentação do pólen e métodos de liberação. A variação no comprimento dos estames, tanto dentro quanto entre flores, influencia a dispersão do pólen e o potencial sucesso reprodutivo masculino. Aumentar a oportunidade de paternidade distribuindo pólen entre polinizadores pode seguir caminhos diferentes em sistemas distintos, e qualquer dessas possibilidades pode ser vista no contexto da seleção sexual. O gineceu também é afetado pela seleção sexual. Todas as partes, desde os ovários, estilos, estigma e carpelos, podem enfrentar essas pressões. Na embalagem dos óvulos, a intensidade da competição por pólen depende, em parte, da relação entre o número de grãos de pólen e o número de óvulos. Embora muitos fatores possam determinar o número de óvulos, uma maneira de as fêmeas aumentarem a competição por pólen é reduzir o número de óvulos enquanto mantêm o tamanho do estigma. A evolução da sincarpia funcional, sem outras mudanças associadas, presumivelmente aumenta simultaneamente o número de óvulos acessíveis a partir de um estigma, diminuindo a intensidade da competição por pólen, e concentra a deposição de pólen em um único estigma, aumentando essa competição.
Aumentos adicionais na competição por pólen poderiam ocorrer por maior entrega de pólen, via mudança de polinizador, maior atratividade do display floral ou recompensas, redução no número de óvulos ou tamanho do estigma, alterações nos padrões temporais de receptividade do estigma ou mudanças no ambiente competitivo do carpelo. Kew é um distrito do borough de Richmond upon Thames, localizado a Sudoeste de Londres. É famoso por ser a sede dos Jardins Botânicos Reais de Kew, do Kew Palace e dos Arquivos Nacionais do Reino Unido. O distrito apresenta diversas lojas junto à estação dos jardins reais, diversos restaurantes e cafés, e uma mistura de vendedores ambulantes. A maior parte de Kew se desenvolveu no final do século XIX com a chegada da linha District do metrô de Londres, e sua característica são as grandes casas separadas ou semi-separadas demograficamente. É uma zona residencial de padrão elevado devido, em parte, ao acesso fácil às linhas de transporte e a proximidade com os jardins reais. Kew é reconhecido também por alguns de seus habitantes famosos, como o ator Ray Brooks (1939-2025) e a jornalista de televisão da BBC Sophie Jane Raworth. Ela é uma apresentadora de notícias sênior e uma das principais apresentadoras do BBC News (BBC News at Six e BBC News at Ten). Ela já apresentou programas de televisão em ocasiões de Estado e também apresentou a cobertura da BBC na noite das eleições, ao lado de outros apresentadores. Em 2015, ela se tornou a nova apresentadora do programa de defesa do consumidor Watchdog e, em 2016, começou a apresentar o Crimewatch, ambos na BBC One.
O nome Kew é a combinação de duas palavras: “quay” derivada de “kai”, que no francês antigo significa “lugar de ancoragem ou ancoradouro”, e do antigo inglês “hoh” que significa “dente de terra”. O dente de terra é a curvatura do Rio Tamisa. O nome foi registrado em 1327 como “Cayho”. A igreja de Kew, devotada a Santa Ana, em inglês: Saint Anne`s Church foi consagrada em 1714 em memória da Reina Ana da Grã-Bretanha. Em seu cemitério, tem as sepulturas dos artistas de Thomas Gainsborough (1727-1788) e Johann Zoffany (1733-1810), e dos botânicos e diretores dos Jardins Reais de Kew de William Jackson Hooker (1785-1865) e seu filho Joseph Dalton Hooker (1817-1911). O duque Adolfo de Cambridge e a sua mulher Augusta de Hesse-Cassel (1797-1889) eram sepultados em um mausoléu a Leste da igreja até de ser trasladados na Capela de São Jorge de Windsor no ano 1930. A origem do conceito de um jardim semelhante ao atual Jardim Botânico é discutida por diversos autores, mas, em geral, pode ser rastreada até a Antiguidade, historicamente, desde o Jardim Botânico de Karnak, do faraó egípcio Tutmés III, até a coleção de plantas medicinais durante o período ateniense, que decorreu entre 450 a 400 a.C. constituiu o período áureo da grande Atenas. Foi um período de mudanças políticas e sociais profundas com uma divisão do trabalho distinguindo hic et nunc uma atividade intelectual e artística intensa. No séc. V a.C., Atenas foi, na realidade, a maior das cidades-estados gregas. por exemplo, Teofrasto, no século IV a. C., ou o período romano de jardim fechado, designado como hortus conclusus. Nos dias do Novo Reino Egípcio, a Rainha Hatshepsut decidiu enviar expedições à misteriosa terra de Punt na atual Somália.
No Antigo Egito os anos eram contados a partir da ascensão de um novo soberano ao poder. Hatshepsut não seguiu esta tradição, tendo preferido inserir-se nos anos de Tutemés III. No ano 7, Hatshepsut deixa de ser rainha, assumido os cinco nomes que estavam reservados aos faraós. Para legitimar a sua posição, Hatshepsut, junto com os membros do clero de Amom, recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amom-Rá (teogamia). Nas paredes do templo funerário de Hatshepsut, em Deir Elbari, está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó. A mãe de Hatshepsut, Amósis, encontra-se no palácio real. O deus Amom-Ra observa-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide que chegou à altura de gerar um novo faraó. O deus toma a aparência do rei Tutemés I, encontrando-a no quarto adormecida. A rainha acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amom-Rá se mostra em toda sua plenitude, Ahmose, cai aos prantos em emoção pela grandiosidade do Deus. O casal une-se sexualmente e depois Amom-Rá informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio. Apesar de não concordarem, os sacerdotes foram obrigados a legitimar a história, pois viviam bem e com mordomias, principais por causa das doações que a rainha fazia a eles. Acreditaram que se o Deus Amom não ficasse satisfeito com as decisões da rainha-faraó, o Egito sofreria com pragas e colheitas, e então eles poderiam agir.
Mas parece que Amom-Rá estava de acordo com as idéias de Hatshepsut, pois ela governou em um período de muita prosperidade e tranquilidade. Mais tarde, em seu reinado, a rainha foi descrita como um homem. Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutemés III subiu ao trono do Egito. Hatshepsut foi enterrada na tumba KV20. O governo de Hatshepsut é habitualmente apresentado como correspondendo a uma era de paz, mas esta imagem tem sido relativizada por alguns investigadores. Pelo menos duas campanhas militares foram conduzidas durante o seu reinado, uma das quais à Núbia, a qual talvez tenha sido liderada pela própria Hatshepsut. Hatshepsut conservou alguns servidores do tempo do seu pai Tutemés I. Dois homens ficaram conhecidos como os ministros mais importantes da rainha: Hapuseneb e Senemut. O primeiro era o sumo sacerdote de Amom, tendo dirigido os vários trabalhos de construção ordenados por Hatshepsut, em particular os que tiveram lugar na cidade de Tebas. Senemut, um oficial do exército de origem modesta, é por vezes visto como companheiro de Hatshepsut, que não casou enquanto foi faraó. Foi chefe do conselho da rainha e preceptor da filha de Hatshepsut, a princesa Neferuré, com a qual surge representado em várias “estátuas-cubo”, estátuas nas quais apenas a cabeça emerge de um bloco de pedra. Nos baixos-relevos do templo de Deir e-Bahari ficou representada a expedição à região do Punt. Esta terra, que se julga corresponder à algures na costa da Somália, era conhecida pelas suas riquezas, como a mirra, o incenso, o ébano, o marfim e os animais exóticos. A expedição parece ter sido pacífica, tendo os egípcios trocado os bens que desejavam por armas e joias. Nas paredes do templo é possível ver as cenas que mostram cinco barcos a partir para o Punt seguindo a rota do Mar Vermelho.
São calorosamente recebidos pelo rei local, Pa-Rahu, e a sua esposa, Ity, representada como uma senhora obesa. Depois de um banquete, os barcos foram carregados com os produtos. As representações mostram árvores de incenso, que teriam sido plantadas no recinto do templo de Deir Elbari. As expedições trouxeram de volta preciosos aromáticos, olíbano e mirra, mas também as árvores que produzem essas resinas, Boswellias e árvores de bálsamo, que foram plantadas nos jardins de seu templo em Deir el-Bahari. O jardim mais antigo de que se conhece uma representação é o Jardim Real de Tutmés III, que foi projetado por Nekht, jardineiro-chefe dos jardins anexos ao templo de Karnak. Apesar da beleza desses jardins, acredita-se que sua importância se deva a razões econômicas. A divisão sexual do trabalho é a forma de divisão do trabalho social decorrente das relações sociais entre os sexos; mais do que isso, é um fator prioritário para a sobrevivência da relação social entre os sexos. Essa forma é modulada histórica e socialmente. Tem como características a designação prioritária dos homens à esfera produtiva e das mulheres à esfera reprodutiva e, simultaneamente, a apropriação pelos homens das funções com maior valor social adicionado (políticos, religiosos, militares etc.). Essa forma particular da divisão social do trabalho tem dois princípios sociais organizadores: o de separação existente entre trabalhos de homens e trabalhos de mulheres e o princípio hierárquico, segundo o qual, um trabalho de homem “vale” mais que um trabalho de mulher. Esses princípios são válidos no plano teórico como empírico para todas as sociedades no tempo e no espaço. Pode ser aplicada mediante um processo específico de legitimação, a chamada ideologia naturalista.
Esta rebaixa o gênero ao sexo biológico, reduz as práticas sociais a “papéis sociais” sexuados que remetem ao destino natural da espécie. Se os dois princípios de separação e hierárquico encontram-se em todas as sociedades conhecidas e são legitimados pela ideologia naturalista, isto não significa que a divisão sexual do trabalho seja um dado imutável. No entanto, os chineses podem ser considerados os verdadeiros inventores do conceito de jardim botânico, uma vez que documentos antigos comprovam que os coletores de plantas eram enviados a partes distantes, de onde traziam plantas que eram cultivadas pelo seu valor económico ou medicinal. Acredita-se que o lendário imperador Shen Nung testou as qualidades medicinais das plantas para o tratamento de doenças. Se isso for de fato correto, é uma repetição da história que levou à fundação de jardins monásticos no século IX. A Idade Média não poder considerada, por ignorância simbólica de pensadores a “Idade das Trevas”, e o mesmo se aplica ao avanço do conhecimento científico. No entanto, nas ciências biológicas, houve alguns pequenos progressos. Muitos leitores e estudantes de medicina também começaram a concentrar seus estudos em botânica. Durante o século XIII, Alberto Magno (1200-1280) escreveu o tratado De Vegetabilis et Plantis. Este autor deu particular importância à reprodução e sexualidade das plantas. Tal como o seu contemporâneo Roger Bacon (1214-1294), Alberto Magno estudou intensamente a natureza, fazendo uso extensivo do método experimental. Em termos de estudo da botânica, as suas obras são comparáveis em importância às de Teofrasto.
A primeira descrição de um jardim ornamental medieval encontra-se num capítulo da obra de Alberto Magno, De Vegetabilis et Plantis, escrita por volta de 1260. O Orto Botanico di Pisa, também reconhecido como Orto Botanico dell`Università di Pisa, é um jardim botânico administrado pela Universidade de Pisa e localizado na via Luca Ghini 5, Pisa, Itália. O jardim foi fundado em 1544 sob o reinado de Cosimo I de' Medici (1519-1574), o segundo e último duque de Florença, de 1537 até 1569, quando se tornou o primeiro grão-duque da Toscana, título que manteve até sua morte. Cosimo I sucedeu seu primo no ducado. Construiu a Galeria Uffizi (escritório) para organizar sua administração e conquistou Siena para consolidar o domínio de Florença na Toscana. Expandiu o Palácio Pitti e a maior parte dos Jardins de Boboli também foi projetada durante seu reinado, como o primeiro jardim botânico universitário da Europa, e confiado ao famoso botânico Luca Ghini de Imola.
Em 1563, o jardim foi transferido de sua localização original às margens do rio (atual Arsenal Medici) para uma área próxima ao convento de Santa Marta, e em 1591, sob a direção de Joseph Goedenhuyze (1530-1595) mudou-se novamente para sua terceira e atual localização. Desde os primórdios, o jardim abriga galeria de objetos naturais (atual Museu de História Natural de Pisa), uma biblioteca (atual biblioteca da universidade) e retratos de seus diretores ao longo dos séculos. Inclui também uma das primeiras estufas com estrutura de ferro construídas na Itália. O jardim está dividido em seções que incluem a escola de botânica, jardins, lagos, estufas e vários edifícios. As principais coleções incluem jardins de ervas e arboretos, bem como o antigo instituto de botânica, construído entre 1591 e 1595, com uma fachada ornamentada com conchas marinhas. Na Idade Média e, posteriormente, durante o Renascimento, o cultivo de plantas medicinais difundiu-se nos Horti sanitatis (jardins medicinais) localizados em mosteiros e nas escolas de medicina e farmácia da Universidade. O primeiro jardim botânico do mundo ocidental foi provavelmente estabelecido em Salerno, sob a orientação de Matias Selvático (1285-1342), um proeminente médico da Escola de Medicina de Salerno, no século XIV. Ele se destacou como um conhecedor de plantas medicinais. Em seu Jardim de Simples, o “Jardim de Minerva”, um grande número de plantas e ervas foram cultivadas e classificadas pela primeira vez para o estudo científico de suas propriedades terapêuticas e medicinais. A flora local, antes pouco conhecida, tornou-se objeto de estudo para a descoberta de novas espécies vegetais.
O interesse na representação precisa de plantas medicinais introduziu um novo conceito de literatura, acompanhado por uma coleção iconográfica de plantas (hortus pictus). O tratado De Materia Medica de Dioscórides (40-90 d.C.) foi a principal fonte de informação do século I ao XVII e inspirou fundamentalmente o Renascimento. Otto Brunfels (1489-1534) escreveu o primeiro Herbarum vivae eicones, que descrevia plantas e incluía suas representações. Leonhart Fuchs (1501-1566), contemporâneo de Otto Brunfels, escreveu: De História Stirpium, descrevendo e ilustrando cerca de quinhentas plantas pertencentes à flora alemã. Fuchs também é considerado o fundador do primeiro jardim botânico alemão. Na Europa, o estudo da obra de Dioscórides despertou o mesmo interesse que o de Otto Brunfels e Leonhart Fuchs. Na Inglaterra, William Turner (1508-1568) e John Gerard (1545-1612) também escreveram obras sobre botânica. Os franceses Jacques Daléchamps (1513-1588) e Mathieu de l`Obel (1538-1616) também contribuíram para o desenvolvimento da literatura botânica. Graças ao impulso desses estudiosos, os elementos necessários para o crescimento significativo da botânica estavam presentes. O desenvolvimento de jardins botânicos e de disciplinas universitárias dedicadas ao seu ensino foi uma consequência natural desse movimento urbano. A Itália, que já havia desempenhado um papel central na história do paisagismo durante o Renascimento com o surgimento e a disseminação do jardim italiano, foi, no século XVI, o berço de um renovado interesse pela observação naturalista e pela classificação de plantas. O Senado da República de Veneza criou o primeiro jardim dedicado exclusivamente à botânica em 1525.
Em 1533, na cidade de Pádua, surgiu o primeiro professor de botânica, Francesco Bonafede (1474-1558), juntamente com a primeira cátedra de botânica dedicada ao ensino de plantas medicinais – a Lectura Simplicium. Com a criação de cátedras de botânica nas universidades italianas, surgiu, em meados do século XVI, uma necessidade acadêmica para o ensino de estudantes, o que levou à criação e ao desenvolvimento dos primeiros jardins botânicos universitários. O primeiro jardim botânico universitário parece ter sido o Jardim Botânico de Pisa, fundado em 1544 por Luca Ghini (1490-1560) na Universidade de Pisa com o apoio de Cosimo I de Medici, Grão-Duque da Toscana. Jardins semelhantes se seguiram: o Jardim Botânico de Pádua, o mais antigo ainda existente, em junho de 1545, o de Florença em dezembro de 1545 e o de Bolonha, criado por Aldrovandi (1522-1605), em 1568. No resto da Europa, floresceram inúmeros jardins botânicos, sendo os mais famosos os de Leiden, Leipzig, Basileia, Montpellier e Paris. As principais cidades comerciais do Norte da Europa também estão instalando os seus próprios. Foram estabelecidos em Hamburgo em 1540, Zurique em 1560, Kassel em 1567, Viena em 1573, Berlim em 1573, Göttingen em 1576, Leipzig em 1580, Königsberg em 1581, Jena em 1586, Breslau em 1587, Basileia em 1589, Fronecker em 1589, Leiden em 1590, Heidelberg em 1593, Copenhague em 1600, Giessen em 1609, Estrasburgo em 1619, Freiburg em 1620, Oxford em 1621, Amsterdã em 1638, Uppsala em 1655, Hanover em 1666, Kiel em 1669, Edimburgo em 1670, Berlim em 1679.
A aristocracia de modo geral também participou desse movimento de conhecimento botânico. Soberanos e príncipes apoiaram iniciativas de estudiosos para a criação de jardins botânicos. Alguns monarcas possuíam seus próprios jardins, que confiavam a médicos especializados no estudo de plantas medicinais ou a botânicos. No Reino da França, o primeiro jardim botânico foi o de Montpellier, fundado por Pierre Richer de Belleval (c. 1564-1632) em 1593, a pedido de Henrique IV. Em seguida, veio o Jardim Botânico de Paris, o “Jardin du Roy”, criado entre 1626 e 1635 a pedido de Luís XIII por Guy de la Brosse (1586-1641), médico do rei. Foi inaugurado oficialmente em 1640. Seu propósito, como indica o nome, Jardin Royal des Plantes Médicinales, era cultivar exclusivamente plantas medicinais. Esses jardins botânicos, chamados de hortus medicus, hortus academicus ou jardins de plantas medicinais, surgiram para auxiliar o ensino da medicina e abastecer os boticários. Durante sua expansão geográfica na Europa, foram utilizados para o estudo botânico de novas espécies de plantas exóticas. Diferentemente dos jardins de ervas, já difundidos na Idade Média e destinados ao cultivo de plantas medicinais, os novos jardins botânicos ampliaram suas coleções para todos os tipos de plantas, tanto espécies nativas quanto aquelas provenientes de terras distantes. Sua importância foi significativa para possibilitar o estudo e o fornecimento de espécies locais devidamente controladas aos herboristas e, posteriormente, para o estudo e aclimatação de espécies exóticas do chamado Novo Mundo. No entanto, devido a razões sazonais, climáticas ou geográficas, era impossível ter um fornecimento constante de plantas vivas para estudo.
Para resolver esse problema, a prática de coletar plantas tornou-se comum, uma técnica conhecida desde o século XIV, mas difundida a partir da década de 1530, após a criação do Jardin des Simples em Pisa. O herbário, composto por plantas secas, era chamado de hortus siccus, ou jardim seco. A evolução dos jardins botânicos foi simultânea e inseparável da evolução dos herbários. A necessidade de estudar a flora natural acompanhou a evolução das técnicas de herbário e a coleta de espécies para o herbário, primeiro numa fase inicial sob a forma de um livro com indicações terapêuticas, depois numa fase mais recente sob a forma organizada de espécies vegetais devidamente descritas e preservadas, o que, por sua vez, levou a uma necessidade constante de obter espécies vegetais vivas que pudessem ser observadas ao longo do ano e, assim, mantidas e cultivadas no jardim. Do ponto de vista de sua origem e significado histórico e social, cinco missões principais, a saber, científica, educacional, recreativa, cívica e econômica foram atribuídas aos jardins botânicos. Os jardins botânicos se tornaram não apenas locais programáticos de estudo, pesquisa, treinamento, experimentação e ensino, mas objetivamente de pesquisa e disseminação de conhecimento, bem como importantes centros de referência para atividades econômicas e comerciais. Existem diversas aspirações que sempre impulsionaram a humanidade a viajar por lugares distantes: a busca por ouro e materiais preciosos, especiarias e drogas ou medicamentos. É a duas dessas necessidades humanas universais que se pode atribuir a origem, significado e a fundação dos jardins botânicos. O valor das especiarias levou ao estabelecimento de jardins botânicos em regiões tropicais, enquanto o estabelecimento dos jardins botânicos mais antigos da Europa deve-se à necessidade de medicamentos derivados de substâncias terapêuticas extraídas de plantas medicinais.
O mais antigo de que se conhece representação é o Jardim Real de Tutemés III, que foi idealizado por Nekht, chefe-jardineiro dos jardins ligados ao Templo de Carnaque. Apesar da beleza destes Jardins, pensa-se que a sua importância se deve a motivos econômicos. Sociologicamente falando, ele nos impõe o que se precisa conhecer, como se deve conhecer, o que não se pode conhecer. O Jardim Botânico de Nova York, no Bronx, abriga a maior exposição já realizada em seu espaço em 128 anos de existência, inspirada na genialidade do arquiteto e paisagista brasileiro Roberto Burle Marx. No entanto, pode-se considerar que os chineses foram os verdadeiros inventores do conceito de jardim botânico, uma vez que se comprova que os coletores de plantas eram enviados para partes longínquas e as plantas que traziam consigo eram cultivadas pelo seu valor econômico e medicinal. Historicamente durante o século XIII, Alberto Magno escreveu De Vegetabilis et Plantis e De Animalibus. Este autor deu especial relevância à reprodução e sexualidade das plantas e animais.
Tal como Roger Bacon (1214-1294), seu contemporâneo, Alberto Magno (1193-1280) estudou intensivamente a natureza, utilizando de modo intensivo o método experimental. Em termos do estudo da botânica, os seus trabalhos são comparáveis, em importância aos de Teofrasto. O surgimento de jardins botânicos e disciplinas universitárias dedicadas ao seu ensino foi uma consequência natural deste movimento. Em 1533, na cidade de Pádua, surge o primeiro professor de botânica e ipso facto, a primeira disciplina de botânica: Lectura Simplicium. Segue-se um florescimento de jardins botânicos. Os mais famosos foram os de Pisa, Pádua, Bolonha, Leida, Leipzig, Basileia, Montpellier e Paris. Estes jardins botânicos, denominados hortus medicus, hortus academicus ou jardins de plantas medicinais, surgiram com o objetivo de auxiliarem o ensino da matéria médica e de fornecerem as boticas. Com a expansão geográfica europeia eles foram utilizados para o estudo botânico das novas espécies vegetais exóticas. A sua importância foi notória por permitirem o estudo e fornecimento das farmácias em espécies locais devidamente controladas, e posteriormente o estudo e aclimatação de espécies exóticas provenientes do novo mundo. No entanto, por razões sazonais ou geográficas, era impossível ter as plantas vivas para serem estudadas. Para fazer face a este problema, tornou-se corrente o recurso à herborização, uma técnica conhecida desde o século XIV, mas difundida a partir do Orto dei Simplici de Pisa desde a década de 1530, como o nome de hortus siccus.
A evolução dos jardins botânicos e a dos herbários foi simultânea e inseparável. A necessidade de estudar a flora natural acompanhou a evolução das técnicas de herborização e a colecção das espécies em herbário, numa primeira fase sob a forma de livro com indicações terapêuticas e numa fase mais recente sob a forma organizada de espécies de plantas devidamente descritas e conservadas, que por sua vez levou a uma constante preocupação em obter espécies de plantas vivas que pudessem ser observadas durante todo o ano e por isso mantidas e cultivadas em jardim. O jardim botânico tem como representação social um lugar dedicado as plantas que faz à coleção, cultivo e, exposição de uma ampla diversidade de plantas, identificadas de acordo com o nome botânico. Pode ter coleções especializadas em determinadas plantas, como cactos e suculentas, ervas aromáticas, plantas de determinadas regiões do mundo, ou ter ainda estufas com coleções de plantas tropicais, alpinas ou outro tipo de plantas exóticas. Entre os serviços geralmente disponibilizados para o público estão visitas guiadas, exposições educativas, exposições artísticas, salas de leitura e atuações artísticas e musicais ao ar livre. Os jardins botânicos são na sua maioria geridos por universidades ou organizações científicas, per se associados a programas de investigação em taxonomia ou aspectos botânicos, para os quais contam com um herbário.
Por princípio, o seu papel é a manutenção de coleções documentadas de
plantas vivas com a finalidade de investigação científica, conservação,
exposição e educação, embora isto dependa dos recursos disponíveis e do
interesse particular de cada jardim botânico. Os jardins botânicos modernos têm
origem nos jardins medicinais medievais europeus, denominados jardins dos
simples, o primeiro dos quais fundado durante o Renascimento italiano no século
XVI. Com a importação de novas plantas e exploração de territórios fora da
Europa, a partir do século XVII, a botânica foi-se gradualmente afirmando como
uma ciência independente da medicina. No século XVIII, os botânicos
implementaram sistemas de nomenclatura, os quais eram muitas vezes mostrados
nos canteiros de jardins com propósitos educativos. A partir do século XVIII,
com o desenvolvimento do comércio de espécies botânicas, começaram a ser
implementados jardins botânicos nos trópicos. Enquanto instituições culturais e
científicas os jardins botânicos deram resposta às
necessidades da botânica e horticultura. Contemporaneamente além da
vertente científica os jardins botânicos aproveitam a forte ligação com o
público em geral para fornecer aos visitantes informação relativa às questões
ambientais do século XXI, em particular as que estão ligadas à conservação e inventores sociais do conceito biológico de jardim botânico.
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