terça-feira, 10 de março de 2026

Socorro! – Gênero, Dinâmica de Poder & Terror Psíquico de Vingança.

                                                                             A síntese do tempo constitui o presente do tempo”. Gilles Deleuze                              

           

            Socorro! (título original: Send Help) tem como representação social um filme norte-americano de terror e suspense dirigido por Sam Raimi e escrito por Damian Shannon e Mark Swift. O filme é estrelado por Rachel McAdams e Dylan O`Brien como uma funcionária e seu chefe, respectivamente, que ficam presos em uma ilha após um acidente de avião e tentam sobreviver enquanto a tensão entre eles aumenta. Linda Liddle é maltratada por seu chefe machista, Bradley, cujo pai queria promovê-la quando lhe entregou a empresa. A situação muda quando um acidente de avião os deixa presos em uma ilha deserta, numa luta desesperada pela sobrevivência, enquanto a tensão entre eles aumenta. Socorro! foi lançado no Brasil e Portugal pela 20th Century Studios em 29 de janeiro de 2026. m outubro de 2019, a Columbia Pictures anunciou que Sam Raimi dirigiria um filme de terror sem título, com roteiro de Mark Swift e Damian Shannon. O filme seria posteriormente intitulado Send Help em inglês, com a 20th Century Studios contratada como nova distribuidora do projeto. Em outubro de 2024, Rachel McAdams entrou em negociações técnico-metodológicas para estrelar o filme. Em dezembro, Chris Pang se juntou ao elenco. No início de 2025, Dylan O`Brien e Dennis Haysbert se juntaram ao elenco, e a participação social de McAdams foi confirmada. As filmagens estavam programadas para começar em janeiro de 2025. As filmagens começaram em fevereiro daquele ano, em Sydney, Los Angeles e Tailândia, e terminaram em 17 de abril. Uma praia representa uma formação geológica composta por partículas soltas de mineral ou rocha na forma de areia, cascalho, seixo ou calhaus ao longo da margem de um corpo de água de rio, mar ou oceano, seja uma costa ou praia fluvial. Também é reconhecida como “fralda do mar” ou pancada do mar. 

As praias arenosas oceânicas sofrem influências das marés e das ondas. Nestas praias, podem distinguir-se as seguintes zonas descritas: zona de arrebentação - é a parte da praia onde as ondas se quebram. Uma onda quebra-se quando seu ponto mais alto se choca com a areia, já próximo à costa. Isso ocorre graças à diminuição de sua velocidade, gerada pela refração e pela difração, fenômeno ondulatório relacionado à capacidade das ondas de contornar obstáculos. Se houver bancos de areia afastados da praia podem ocorrer outras zonas de arrebentação sobre estes. Zona de varrido representa a parte da praia varrida pelas ondas periodicamente. Está entre os limites máximo e o mínimo da excursão das ondas sobre a praia. Após esta zona, pode ocorrer uma parte onde se acumulam sedimentos - a berma. Devido às marés e às tempestades e ressacas, esta parte da praia pode avançar e regredir. As praias oceânicas costumam ser divididas da seguinte maneira: rasas. São planas e têm areia fina, firme e geralmente escura. As ondas quebram longe da faixa de areia e a profundidade vai aumentando, gradualmente, conforme vai se afastando mar adentro. Esta questão eclodiu racionalmente ao homem em 500 anos quando a civilização do ferro se estendeu geograficamente da Espanha à Índia e, socialmente, dos aristocratas à classe média. Quando a Grécia, livre de incômodas heranças imperiais e aberta ao comércio marítimo, apresentou-se como candidata à hegemonia do mundo tendo como marca a matriz do pensamento ocidental, estavam prontas todas as condições afetivas para o grande salto dialético, tanto no campo político e cultural como tecnológico. Atenas soube escolher as duas oportunidades e renunciou à terceira, de modo que permanece misterioso o motivo pelo qual idade de Péricles conseguiu produzir a democracia e a arte, mas “não soube descobrir nem o motor a explosão nem a energia elétrica”. 

Os tráficos marítimos garantiram last but not least o abastecimento das cidades com as matérias-primas necessárias. Comercializavam suas produções artesanais e artísticas, geradas em série comercial por centenas de pequenas empresas familiares. Desde cinco ou seis funcionários até uma centena, que se mantinham graças às trocas simbólicas comerciais, à excelência dos produtos e custo de mão-de-obra escrava.  A virtude da política, “a audácia disciplinada”, segundo Domenico de Masi e o equilíbrio das criações clássicas podem derivar tão-somente de uma condição de equilibrado bem-estar e de cultura sem alienação. Quando os grupos estão livres do poder da opressão; quando os cargos são independentes do berço e baseados na competência e no sorteio; quando todo cidadão tem direitos civis e deveres iguais democraticamente ao participar das assembleias citadinas; quando o tempo dedicado à gestão da coisa pública é retribuído como qualquer outro emprego responsável; quando o welfare garante a redistribuição do excedente aos pobres; quando o Estado garante aos seus cidadãos teatros, templos, escolas, praças, chafarizes e obras de arte; quando a agricultura, a indústria e o comércio são colocados no mesmo plano e potencializam-se reciprocamente; quando os melhores talentos e os maiores investimentos são dedicados à beleza e à verdade, aí então pode-se concluir, justamente, que a democracia é completa e funcional. Em Atenas seus frutos continuam como matriz ocidental sendo surpreendentes. A filosofia, a matemática, a teoria musical, as ciências naturais e a medicina – é desvinculada da questão da religião e da magia – a ética, a política, a história, a geografia, a psicologia, a anatomia, a botânica, a zoologia, a física e a biologia fizeram mais progressos teóricos, abstratos, nesses 100 anos que nos milhares de séculos precedentes.                                             

Quanto às artes, da arquitetura, à música, da escultura à pintura e à poesia, o tamanho da dívida que a humanidade conserva em relação à Grécia. Em primeiro lugar, praia que significa “praia” em espanhol é a capital de Cabo Verde. Está localizada na ilha de Santiago, a maior das nove ilhas habitadas do arquipélago. Tinha aproximadamente 188.728 habitantes em 2023, o que a torna a maior cidade do país. Os primeiros vestígios de povoamento em Praia remontam a 1615, quando os primeiros habitantes se estabeleceram perto da praia de Santa Maria, de fácil acesso por barco. A vila serviu inicialmente como porto clandestino, para evitar o pagamento de direitos aduaneiros à capital Ribeira Grande. Como resultado, a vila desenvolveu-se gradualmente e levou ao despovoamento de Ribeira Grande, que então se encontrava em declínio. Em 1770, Praia tornou-se a nova capital do arquipélago. No entanto, o seu estatuto de capital foi frequentemente contestado e, no século XIX, a cidade de Mindelo chegou a ser considerada como a nova capital cabo-verdiana. Contudo, a administração portuguesa nunca demonstrou qualquer interesse em alterar a capital de Cabo Verde. Foi graças a um decreto de 1858 que Praia adquiriu definitivamente o estatuto de capital de Cabo Verde e se tornou o centro do poder político, religioso e econômico. Na altura, a administração portuguesa considerava apenas a zona do Planalto digna de urbanização e de acolher seus serviços sociais, negligenciando outros bairros da cidade. Só depois da Independência aceitou a ideia que a cidade abrangia também os bairros circundantes. Após a Independência, a cidade experimentou um crescimento populacional exponencial e, em trinta anos, a sua população quadruplicou. Muitos habitantes de todas as ilhas do arquipélago imigraram para lá e, atualmente, Praia alberga um terço da população de Cabo Verde, sendo que a região da Praia concentra um quinto da população do arquipélago. 

Praia está localizada no sul da Ilha de Santiago e faz fronteira a Norte com o município de São Domingos, a Oeste com a Ribeira Grande de Santiago e a Leste e a Sul com o Oceano Atlântico. A geografia de Praia é constituída principalmente por planaltos e vales. Estes planaltos são de origem vulcânica e reconhecidos como achadas - Achada de Santo António, Achada de São Filipe, Achada Eugénio Lima, Achada Grande, Achadinha, etc., enquanto a planície que forma o centro da cidade é reconhecida como “O Planalto”. A rede urbana estende-se principalmente por estes planaltos e ao longo dos vales circundantes. Merece também destaque o ilhéu de Santa Maria, situado em frente à praia com o mesmo nome, que é na atualidade reconhecido como Gamboa. Durante muito tempo, entretanto, apenas o Plateau foi considerado parte da cidade da Praia, e todos os outros bairros eram vistos como áreas periféricas, embora sempre mantivessem laços estreitos com o Plateau, isto é, fluxo de pessoas, troca de bens e serviços, etc. É por isso que o Plateau é uma das poucas áreas que está amplamente urbanizada e possui infraestrutura adequada, enquanto os outros bairros não experimentaram esse desenvolvimento. Foi após a Independência que os bairros periféricos do Planalto foram integrados à cidade da Praia, e essa descentralização possibilitou a construção da infraestrutura necessária. Projetos de urbanização recentes preveem a expansão da cidade para o norte, em Achada de São Filipe, e para o Oeste, em Palmarejo. Contudo, o Planalto permanece a área mais atrativa da cidade, não por ser o maior bairro, nem o mais populoso do arquipélago, mas sim por ser considerado pelos moradores o centro comercial e empresarial de Cabo Verde. Apesar das tentativas de descentralização, a população ainda vê os bairros periféricos como cidades-dormitório ou zonas industriais.

Em segundo lugar, burocraticamente o funcionário se prepara para uma carreira por concurso público, o que não impede que ocorra por determinado tempo a vigilância hierárquica para o cargo no serviço público. Foi esse tipo específico de poder que Michel Foucault chamou de “disciplina” ou “poder disciplinar”. E é justamente esse aspecto que explica o fato de que tem como alvo o corpo humano, não para supliciá-lo, mutilá-lo, mas para aprimorá-lo, adestra-lo. O que lhe interessa não é expulsar os homens da vida social, impedir o exercício de suas atividades, e sim gerir a vida dos homens, controla-los em suas ações para que seja possível e viável utilizá-los ao máximo, aproveitando suas potencialidades e utilizando um sistema de aperfeiçoamento gradual e contínuo de suas capacidades. É um objetivo ao mesmo tempo econômico e político: aumento do efeito de seu trabalho, isto é, tornar os homens força de trabalho dando-lhes uma utilidade econômica máxima; diminuição de sua capacidade de revolta, de resistência, de luta, de insurreição contra as ordens do poder, neutralização dos efeitos sociais de contrapoder, isto é, tornar os homens dóceis.  A teoria da moderna administração pública, sustenta que a autoridade para ordenar certos assuntos através decretos não dá à repartição o direito de regular o assunto através de normas expelidas em cada caso, mas na prática, converte-se em relações através dos privilégios individuais e concessão de favores, que domina de forma absoluta as relações entre indivíduos no âmbito do patrimonialismo. A ocupação de um cargo é profissionalização ou estágio (cf. Braga,1984), com a exigência de treinamento, que demanda a capacidade de trabalho durante um período de tempo e nos exames especiais que, em geral, são pré-requisitos para o emprego.

A posição de um funcionário tem a natureza de um dever, sendo a lealdade dedicada a finalidades impessoais e funcionais. Sua posição social é assegurada pelas normas que se referem à hierarquia ocupada. A posse de diplomas educacionais está habitualmente ligada à qualificação técnica para o cargo. O tipo puro sociológico de funcionário burocrático é nomeado por uma autoridade superior. Mas uma autoridade eleita pelos governados não é como tal, uma figura exclusivamente burocrática. A nomeação independe dos estatutos legais, mas da forma pela qual funciona o sistema. Em todas as circunstâncias, a designação de funcionários por meio da eleição entre os governados modifica o rigor da subordinação hierárquica. Aumentar a utilidade econômica e diminuir os inconvenientes, os perigos políticos; aumentar a força econômica e diminuir expressivamente a força política. Situemos as suas características básicas. Em primeiro lugar, a disciplina é um tipo de organização do espaço. É uma técnica de distribuição dos indivíduos através da inserção dos corpos em um espaço individualizado, classificatório, combinatório. Isola em um espaço fechado, esquadrinhado, hierarquizado, capaz de desempenhar funções diferentes segundo o objetivo específico que deles se exige. Mas, como relações de poder disciplinar não necessitam de espaço fechado para se realizar, é essa sua característica menos importante. Em segundo lugar, e mais fundamentalmente, a disciplina é um controle do tempo. Isto é, ela estabelece uma sujeição do corpo ao tempo, com o objetivo de produzir o máximo de rapidez e o máximo de eficácia. Em terceiro lugar, a vigilância é um dos seus principais instrumentos de controle. 

Não uma vigilância que reconhecidamente se exerce de modo fragmentar e descontínuo; mas que é ou precisa ser vista pelos indivíduos que a ela estão expostos como forma contínua, perpétua, permanente; que não tenha limites, penetre nos lugares mais recônditos, esteja presente em toda extensão do espaço. Olhar invisível que permite impregnar quem é vigiado de tal modo que este adquira de si mesmo a visão panóptica de quem o olha. A disciplina implica um registro contínuo de conhecimento. O olhar que observa para controlar não é o mesmo que transfere as informações para os pontos mais altos da hierarquia do poder? Seu objetivo econômico e político é tornar o homem útil e dócil. A grande importância estratégica que as relações de poder disciplinar desempenham nas sociedades modernas depois do século XIX, vem justamente do fato delas não serem negativas. Mas positivas, quando tiramos desses termos qualquer juízo de valor moral ou político e pensarmos unicamente na tecnologia empregada. É então, que, segundo o genealogista Michel Foucault, surge uma das teses fundamentais da genealogia do saber: “o poder é produtor de individualidade”. O indivíduo é uma produção do poder e do saber. Atuando sobre uma massa confusa, desordenada e desordeira, o esquadrinhamento disciplinar faz nascer uma multiplicidade ordenada no seio da qual o indivíduo emerge como alvo do poder. O nascimento da prisão em fins do século XVIII, não representou uma massificação com relação ao modo como anteriormente se era encarcerado. O nascimento do hospício não destruiu a especificidade da loucura. É o hospício, ao contrário, que produz o louco como doente mental. Um personagem individualizado a partir das relações disciplinares.

E antes da constituição das ciências humanas, no século XIX, a organização das paróquias, a institucionalização do exame de consciência e da direção espiritual e a reorganização do sacramento da confissão, que aparecem como importantes dispositivos de individualização. Em suma, o poder disciplinar não destrói o indivíduo; ao contrário, ele o fabrica. O indivíduo não é o outro do poder, realidade exterior, que é por ele anulado; é um de seus mais importes efeitos. O objetivo é neutralizar a ideia que faz da ciência um conhecimento em que o sujeito vence as limitações reais ou imaginárias de suas condições particulares de existência instalando-se na neutralidade objetiva do universal e da ideologia um conhecimento em que o sujeito tem sua relação com a verdade perturbada, obscurecida, velada pelas condições reais de existência. Todo conhecimento, seja ele científico ou ideológico, só pode existir a partir de condições políticas que são as condições para que se formem tanto o sujeito quanto os domínios do saber. A investigação do saber não deve remeter a um sujeito de conhecimento que seria a sua origem, mas a relações de poder que lhe constituem. Não há saber neutro. Todo saber é políticoE isso não porque cai nas redentoras malhas do Estado, é apropriado por ele, que dele se serve como instrumento de dominação, descaracterizando seu núcleo essencial. Mas porque todo saber tem sua gênese em relações de poder. O fundamental da análise teórica é que saber e poder se implicam mutuamente; não há relação de poder sem constituição de um campo de saber, como também, reciprocamente, todo saber constitui novas relações de poder. Todo ponto de exercício do poder é, ao mesmo tempo, um lugar de formação de saber. É assim que o hospital não é apenas local de cura, mas também instrumento de produção, acúmulo e transmissão de saber. Do mesmo modo que a escola está na origem da pedagogia, a prisão da criminologia, o hospício da psiquiatria. 

Mas a relação reveladora ainda é mais intrínseca: é o saber enquanto tal que se encontra dotado estatutariamente, institucionalmente, de determinado poder. O saber funciona dotado de poder. E enquanto é saber tem poder. A configuração do que Foucault denomina de “intelectual específico” se desenvolveu na 2ª grande guerra (1939-1945), e talvez o físico atômico tenha sido quem fez a articulação entre intelectual universal e intelectual específico. É uma relação direta e localizada com a instituição e o saber que o físico atômico intervinha; mas já que a ameaça atômica concernia todo o gênero humano e o destino do mundo, seu discurso podia ser ao mesmo tempo o discurso do universal. Sob a proteção deste protesto que dizia respeito a todos, o cientista atômico desenvolveu uma posição específica na ordem do saber. E admite Foucault, pela primeira vez o intelectual foi perseguido pelo poder político, não mais em função do seu discurso geral, mas por causa do saber que detinha: é neste nível que ele se constituía como um perigo político. Mas o intelectual específico deriva de uma figura muito pobre e diversa do “jurista-notável”. O “cientista-perito”. O importante é que a verdade não existe fora do poder ou sem poder. A verdade é deste mundo, produzida nele graças a múltiplas coerções que produz efeitos regulamentados de poder. Cada sociedade tem seu regime de verdade, seus tipos de discursos que faz funcionar como verdadeiros; os mecanismos e as instâncias que permitem distinguir os enunciados verdadeiros dos falsos, a maneira como se sanciona uns e outros; as técnicas e os procedimentos que são valorizados, sob nosso olhar, para a obtenção da verdade. Quem está de fora do poder, mas tem a capacidade analítica de interpretar o estatuto que delimita o seu campo de saber, percebe os efeitos de poder do que funciona como verdadeiro.  

É preciso repensar os problemas políticos dos intelectuais não mais em termos exclusivos da relação entre ciência e ideologia, mas sem abandoná-la, em vista que a universidade é um domínio de casta, “a forma natural pela qual costumam socializarem-se as comunidades étnicas que creem no parentesco de sangue com os membros de comunidades exteriores e o relacionamento social. Essa situação de casta, mutatis mutandis, é parte do fenômeno de povos párias e se encontra em todo o mundo” (cf. Weber, 1982; pp. 449-470), a análise pode ser religada na medida em que a questão da profissionalização do intelectual, da divisão entre trabalho manual e intelectual, na esfera pública pode ser retomada. A verdade está circularmente ligada a sistemas de poder que a produzem e apoiam, e a efeitos de poder que ela induz e a reproduzem. Ipso facto, o problema político essencial para o intelectual não é apenas criticar os conteúdos ideológicos que privilegiam grupos no sistema educacional que estariam ligados à ciência ou fazer com que sua prática científica seja acompanhada por métodos de inclusão democráticos. O que está em jogo num sistema de castas, que tomou o poder na universidade pública nos últimos 100 anos, é se podemos constituir uma nova arena política da verdade. Mas não se trata de libertar a verdade do sistema de poder, mas de desvincular o poder da verdade das formas com as quais ele legitima suas formas de saber. A genealogia exige a minúcia do saber, evidenciando um grande número de materiais acumulados. Na universidade estes materiais se esgueiram como sombras. Fazer a genealogia dos valores, da moral, do ascetismo, do conhecimento não será, portanto, partir em busca do que lhe é originário, mas ao contrário, se demorar nas meticulosidades e nos acasos dos projetos interrompidos pelos predecessores, prestar uma atenção escrupulosa à sua derrisória maldade; esperar vê-los surgir, máscaras enfim retiradas, com o rosto do outro, num trabalho de escavação incessante no campus, nos arquivos, sem deixar-lhes o tempo emascular o labirinto onde nenhuma verdade as manteve jamais sob a guarda. É preciso saber reconhecer os acontecimentos da história, seus abalos, suas surpresas, as vacilantes vitórias, as derrotas mal digeridas que dão conta dos atavismos e das hereditariedades. 

A história, com suas intensidades, seus desfalecimentos, seus furores secretos, suas grandes agitações febris como suas síncopes, é o próprio corpo do devir. É preciso ter um espírito metafísico para encontrar na alma a idealidade distinta. A pesquisa da proveniência não funda, muito pelo contrário: ela agita o que se percebia imóvel, na relação dialética, ela fragmenta o que se pensava unido; ela mostra a heterogeneidade do que se imaginava em conformidade consigo mesmo. Façamos a análise genealógica de sua atenção “desinteressada”, em sua ligação à objetividade do conhecimento. Longe de ser uma categoria de semelhança, tal origem permite ordenar, para coloca-las a parte, todas as marcas diferentes. O genealogista parte em busca do começo, esta marca quase apagada que não saberia enganar um olho, por pouco histórico que seja; a análise da proveniência permite dissocia o Eu e fazer pulular lugares e recantos de sua síntese vazia, entre acontecimentos aparentemente perdidos. A proveniência permite também reencontrar sob o aspecto único de um caráter ou de um conceito a proliferação dos acontecimentos através dos quais eles se formaram. Metodologicamente a genealogia não pretende recuar no tempo para restabelecer uma grande continuidade para além da dispersão do esquecimento; sua tarefa não é a de mostrar que o passado ainda está lá, bem vivo no presente, animando-o ainda em segredo, depois de ter imposto a todos os obstáculos do percurso uma forma delineada desde o início. Seguir o filão complexo da proveniência é, ao contrário, manter o que se passou na dispersão que lhe é própria: é demarcar os acidentes, os ínfimos desvios, os erros, as falhas na apreciação, os maus cálculos que deram nascimento ao que existe e tem valor para nós; é descobrir que na raiz daquilo que nós conhecemos e daquilo que nós somos – não existem a verdade e o ser, mas a exterioridade do acidente. Na universidade basta o que ficou da gestão passada para o presente. 

Na vã política em geral e particularmente na gestão acadêmica o passado nos condena. A cena pública da verdade é sempre a mesma em que repetem indefinidamente os dominadores e os dominados. Homens dominam outros homens e é assim que nasce a diferença de valores; classes dominam classes e é assim que nasce a ideia de liberdade, homens se apoderam de coisas das quais eles têm necessidade para viver, eles lhes impõem uma duração que elas não têm, ou eles as assimilam pela força – e é o nascimento da lógica. Nem a relação de dominação é mais uma relação, nem o lugar onde ela se exerce é um lugar. E é por isto precisamente que em cada momento da história a dominação se fixa em um ritual; ela impõe obrigações e direitos; ela constitui cuidadosos procedimentos. Ela estabelece marcas, grava lembranças e até nos corpos; ela se torna responsável pelas dívidas. Universo de regras que não é destinado a adoçar, mas ao contrário a satisfazer a violência. A regra é o prazer calculado da obstinação, é o sangue prometido. Ela permite reativar sem cessar o jogo da dominação; ela põe em cena uma violência meticulosamente repetida. A humanidade não progride lenta de combate em combate, ela instala cada uma de suas violências em um sistema de regras, e prossegue assim num processo ad infinitum de dominação em dominação. É justamente a regra que permite que seja feita à violência e que uma outra dominação possa dobrar aqueles que dominam. 

Em si mesmas as regras são vazias, violentas, não finalizadas; elas são feitas para servir a isto ou aquilo; elas podem ser burladas ao sabor da vontade de uns e outros.  O grande jogo da história será, segundo Foucault, de quem se apoderar das regras, de quem tomar o lugar daqueles que as utilizam. De quem se disfarçar para perverte-las, utilizá-las ao inverso e volta-las contra aqueles que as tinham imposto; de quem, se introduzindo no aparelho complexo, o fizer funcionar de tal modo que os dominadores encontrar-se-ão dominados por suas próprias regras. As diferenças emergenciais que se podem demarcar não são figuras sucessivas da mesma significação; são efeitos de poder de substituição, reposição e deslocamento, conquistas disfarçadas, e literalmente inversões sistemáticas. Se interpretar era colocar lentamente em escopo de análise uma significação oculta na origem, apenas a metafísica poderia interpretar o devir da humanidade. Mas se interpretar é se apoderar por violência ou sub-repção, de um sistema de regras que não tem em si significado essencial, e lhe impor uma direção, dobrá-lo a uma nova vontade, fazê-lo entrar noutro jogo e submetê-lo a novas regras, então o devir da humanidade é revelador de uma série de interpretações. E a genealogia dever ser a sua história: história das morais (lei Maria da Penha), dos ideais (uma universidade de verdade), dos conceitos metafísicos, história do conceito de liberdade ou da vida ascética, como emergências de interpretações diferentes. Trata-se de fazê-las aparecer como acontecimentos reais no teatro dos procedimentos.

O termo “terror” era usado com uma variedade de significados. Em 1913, a revista Moving Picture World definiu filmes de terror como aqueles que mostravam “condenados listrados, índios assassinos, malditos sorridentes, bêbados homicidas”. Alguns títulos sugeriam diretamente o terror, como The Hand of Horror (1914), um melodrama sobre um ladrão que rouba da própria irmã. Durante a Era do cinema mudo, no âmbito da história social da arte o termo “terror” era usado para descrever tudo, desde cenas de batalha em filmes de guerra até histórias de “vício em drogas”. Rhodes concluiu que o termo “filme de terror” ou “filme de horror” não era usado no início do cinema. Muitos subgêneros surgiram nas décadas seguintes, incluindo terror corporal, terror cômico, terror erótico, filmes slasher, filmes splatter, terror sobrenatural e terror psicológico. O gênero é produzido no mundo todo, variando em conteúdo e estilo entre as regiões. O terror é particularmente proeminente no cinema do Japão, Coreia e Tailândia, entre outros países. Cinema da Ásia é uma referência à indústria cinematográfica e aos filmes produzidos no continente asiático, sendo conhecido também por “Cinema do Leste”. Entretanto, o termo é normal e utilizado para se referir ao cinema produzido nas partes Sudeste, Sul e Leste do continente, pois o cinema produzido no Oeste da Ásia é, algumas vezes, classificado como cinema do Oriente Médio, incluindo-se o Irã e o Afeganistão.     

O cinema realizado na parte central do continente é normalmente agrupado com o cinema do Oriente Médio e, os filmes produzidos no Norte da Ásia, território dominado pela Rússia, são considerados filmes europeus e, assim, fazem parte da indústria cinematográfica daquele velho continente. O cinema do Leste asiático abrange o Japão, a China, Hong Kong, Taiwan e Coreia do Sul, incluindo-se a indústria japonesa de anime e a de filmes de ação de Hong Kong. O cinema do Sudeste asiático inclui o Camboja, a Tailândia e outros países da região Sudeste da Ásia. O cinema produzido na parte central do continente e na região Sudeste do Cáucaso abrange o Irã e o Tadjiquistão. O cinema do Oeste asiático abrange, normalmente, as obras realizadas na Turquia e em Israel. Finalmente, o cinema do Sul asiático abrange o cinema da Índia, o qual inclui as indústrias cinematográficas de Bollywood, Tegulo, Tâmil, Malaiala, Canaresa, uma das línguas clássicas da Índia e de bengali. Apesar de serem alvo de controvérsias sociais e legais devido ao seu conteúdo, alguns filmes e franquias de terror obtiveram grande sucesso comercialmente, influenciaram a sociedade e geraram ícones da cultura popular. Alternativamente, o Dicionário de Estudos Cinematográficos (2012) define o filme de terror como representando temas perturbadores e sombrios, buscando provocar respostas de medo, terror, repulsa, choque, suspense e é claro, interativamente horror em seus espectadores. 

Em seu capítulo “O Pesadelo Americano: Horror nos Anos 70”, do livro Hollywood from Vietnam to Reagan (2002), o crítico de cinema Robin Wood (1931-2009) declarou que o ponto em comum entre os filmes de terror é que “a normalidade é ameaçada pelo monstro”. Essa ideia foi posteriormente expandida por Noël Carroll em seu livro A Filosofia do Horror, ou Paradoxos do Coração (1990); ele observou que “a repulsa deve ser prazerosa, como evidenciado pela popularidade do gênero”. O livro The Film Experience: An Introduction (2021) define o filme de terror como um gênero com origens na literatura gótica que busca assustar o espectador. Os autores destacam os elementos fundamentais do filme de terror como “personagens com deformidades físicas, psicológicas ou espirituais”; “narrativas construídas sobre suspense, surpresa e choque”; e “composições visuais que oscilam entre o temor de não ver e o horror de ver”. O gênero de filmes de mistério estava em voga naquela época, e as primeiras informações geralmente promoviam Drácula como um filme de mistério, apesar do romance, da peça e do filme se basearem no sobrenatural. Kim Newman discutiu o gênero no livro Companion to Horror, do British Film Institute, onde observou que os filmes de terror na década de 1930 eram fáceis de identificar, mas depois dessa década, “as distinções se tornaram mais tênues, e o terror se tornou menos um gênero discreto do que um efeito que pode ser empregado em qualquer número de cenários ou padrões narrativos”. Na década de 1940, o filme de terror era visto em termos diferentes. O crítico Siegfried Kracauer (1889-1966) incluiu The Lost Weekend entre os filmes descritos como “filmes de terror”, juntamente com Shadow of a Doubt (1943), The Dark Corner (1946), Gaslight (1944), Shock (1946), The Spiral Staircase (1946), The Stranger (1946) e Spellbound (1945). Dois anos antes, o New York Times descreveu um “novo ciclo” de produções de “terror”, incluindo Gaslight, The Woman in the Window (1944), Dark Waters (1944), Laura (1944) e Phantom Lady (1944). 

Mark Jancovich escreveu no livro The Shifting Definitions of Genre: Essays on Labeling Films, Television Shows and Media (2008) que o terror era “praticamente sinônimo de mistério” como termo genérico, não se limitando a filmes que tratavam do estranho, do sinistro e do inexplicável. Diversos escritos sobre gênero de Altman, Lawrence Alloway (1926-1990), Violent America: The Movies 1946-1964 (1971) e Peter Hutchings, Approaches to Popular Film (1995) sugeriram que é mais fácil ver os filmes como ciclos do que como gêneros, indicando que ver o filme slasher como um ciclo o situaria em termos de vários fatores: a economia e a produção da indústria cinematográfica, o pessoal envolvido em épocas específicas e a maneira como o filme era comercializado, distribuído e exibido. Em um ensaio, Mark Jancovich, professor emérito da School of Politics, Philosophy and Area Studies, declarou que “não existe uma crença coletiva simples sobre o que constitui o gênero terror” entre fãs e críticos do gênero. Ele descobriu em suas investigações que existiam divergências entre o público que queria se diferenciar. Essas divergências incluíam fãs de outros gêneros sociológicos que podiam ver um filme como Alien (1979) como pertencente à ficção científica, bem como fãs de terror que o rejeitavam como inautêntico para qualquer um dos gêneros. Existem outros debates entre os fãs do gênero que têm definições pessoais de filmes de terror “verdadeiros”: alguns fãs abraçam figuras cult como o personagem fictício Freddy Krueger (1939-2003) da série A Nightmare on Elm Street (1984), enquanto os fãs se dissociam de personagens e séries e se concentram em diretores autorais como Dario Argento (1940), enquanto considerariam os filmes de Argento muito comerciais, preferindo filmes mais underground. Andrew Tudor escreveu em seu livro Monsters and Mad Scientists: A Cultural History of the Horror Movie (1989) que “gênero é o que nós coletivamente acreditamos que seja”.

Escólio: Ele (Dylan O’Brien) é o chefe hierárquico alienado, um engravatado corporativo que não pensa duas vezes antes de humilhar seus funcionários. Ela (Rachel McAdams) é uma vice-presidente júnior sem graça, frequentemente alvo de suas zombarias. Quando um acidente de avião durante uma viagem de negócios deixa os dois presos em uma ilha deserta, porém, a surpreendente habilidade dela como sobrevivência inverte a dinâmica de poder, e basicamente transforma essa situação “à la Náufrago” em um cenário de filme de terror, repleto de carnificina. O terror é um gênero cinematográfico que busca provocar medo físico ou psicológico em seus espectadores em casa ou na plateia. Os filmes de terror frequentemente exploram temas sombrios e podem abordar tópicos ou temas transgressivos. Os filmes de terror existem desde o início do século XX. Suas primeiras inspirações temáticas, que antecedem o cinema, incluem o folclore; as crenças religiosas e superstições de diferentes culturas; e a literatura gótica e de terror de autores como Edgar Allan Poe (1809-1849), Bram Stoker (1847-1912) e Mary Shelley (1797-1851). Originário do “cinema mudo”, antes do fim dos anos 1920, e do expressionismo alemão, antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que atingiu o auge em Berlim durante a década de 1920, o terror se consolidou como um gênero codificado somente após o lançamento de Drácula (1931). Antes do lançamento, como explicou Gary Don Rhodes (1972), as ideias e a terminologia dos filmes de terror não existiam como um “gênero codificado”, embora já usassem o termo “terror” para descrever filmes em resenhas anteriores ao lançamento de Drácula.        

As ideologias são determinadas pela época em dois sentidos. Primeiro, enquanto a orientação conflituosa das várias formas de consciência social prática permanecer a característica mais proeminente dessas formas de consciência, na medida em que as sociedades forem divididas em classes. Em outras palavras, a consciência social prática de tais sociedades não podem deixar de ser ideológica – isto é, idêntica à ideologia – em virtude do caráter insuperavelmente antagônico de suas estruturas sociais. Segundo, na medida em que o caráter específico do conflito social fundamental, que deixa sua marca indelével nas ideologias conflitantes em diferentes períodos históricos, surge do caráter historicamente mutável – e não em curto prazo – das práticas produtivas e distributivas da sociedade e da necessidade correspondente de se questionar radicalmente a continuidade da imposição das relações socioeconômicas e políticas que, anteriormente viáveis, tornam-se cada vez menos eficazes no curso do desenvolvimento histórico. Desse modo, os limites de tal questionamento são determinados invariavelmente pela época, colocando em primeiro plano as novas formas de desafio ideológico em íntima ligação com o surgimento de meios de satisfação social das exigências fundamentais sociais. Sem se reconhecer a determinação das ideologias como a consciência prática das sociedades de classe, a estrutura interna permanece completamente ininteligível. É neste sentido sociológico tout court que devemos diferenciar três posições ideológicas fundamentalmente distintas, com sérias consequências para os tipos ideais de conhecimento compatíveis com cada uma delas. 

A primeira apoia a ordem estabelecida com uma atitude acrítica, adotando e exaltando a forma vigente do sistema dominante – por mais que seja problemático e repleto de contradições – como o horizonte absoluto da própria vida social. A segunda, exemplificada por pensadores radicais como Rousseau, revela acertadamente as irracionalidades da forma específica de uma anacrônica sociedade de classes que ela rejeita a partir de um ponto de vista. Mas sua crítica é viciada pelas próprias contradições de sua própria posição social – igualmente determinada pela classe, ainda que seja historicamente evoluída. E a terceira, contrapondo-se às duas posições sociais anteriores, questiona a viabilidade histórica da própria sociedade de classe, propondo, como objetivo central de intervenção prática consciente, a superação de todas as formas de antagonismo de classe. Apenas o terceiro tipo de ideologia pode tentar superar as restrições associadas com o conhecimento prático dentro do horizonte da consciência social dividida, sob as condições da sociedade dividida em classes. A questão prática, permanece a mesma. Mas sugere como “resolver pela luta” o conflito fundamental relativo ao direito estrutural de controlar o “metabolismo social” como um todo. O quadro categorial das discussões teóricas, de acordo com a história social e política não pode ser determinado significativamente por meio de escolhas arbitrárias. Embora a arbitrariedade se manifeste com frequência nas mutáveis proposições das tendências ideológico-intelectuais dominantes. No entanto, observando-se mais de perto as autodefinições de tais tendências, em geral elas revelam um padrão e uma objetividade característicos, embora isto não signifique que sejam isentas de problemas. 

Contrastando com o grau relativamente alto de objetividade das próprias tendências, a inconstância e a arbitrariedade in limine podem predominar nas escolhas individuais dos intelectuais que assumem a orientação ideológica dominante de um dado período, passando em grande número, por exemplo, sem motivação muito profunda, para o grupo de partidários da “modernidade”. No entanto, este fenômeno é diferente da formação do grupo de partidários em si, pois a categoria de “modernidade” é um exemplo notável dessa tendência ideológica à atenuação anistórica do conflito. É neste sentido que o pensamento histórico e dialético de Marx constituído, contrapõe o anacronismo histórico da Alemanha às condições revolucionárias políticas e econômicas avançadas de nações modernas, comparativamente, como ocorre com a Inglaterra e a França. Entretanto, na parte analítica que nos interessa penetrar, concordamos com Mészáros, quando admite que o elo crucial é da racionalidade de Max Weber. Sua influência tanto metodológica quanto ideológica nunca poderia ser suficientemente enfatizada. Weber justifica sua análise tipológica a partir de sua pretensa “conveniência”. Sua cientificidade só existe, porém, por definição. De fato, a aparência de “cientificidade tipológica rigorosa” surge de definições “inequívocas” e “convenientes” com que Max Weber per se compreende a discussão dos problemas selecionados. Ele é um “mestre sem rival” nas definições circulares, justificando seu próprio procedimento teórico em termos de “clareza e ausência de ambiguidade” dos “tipos ideais”, e da “conveniência” que, segundo diz, eles oferecem. 

 Além disso, nunca permite que o leitor questione o conteúdo das próprias definições nem a legitimidade e validade científica de seu método livre de julgamento, construído sobre suposições culturalmente convenientes e definições circulares “rigorosamente” autossustentadas. No tipo puro de dominação legítima da autoridade tradicional, metodologicamente falando, é impossível que o direito ou as regras administrativas sejam deliberadamente criados por um ato legislativo. O “tipo puro” da dominação tradicional é considerado distinto da “autoridade legal” pela ausência de legitimação legislativa, no sentido em que seu mandato à autoridade repousa nas “tradições e na legitimidade do status daqueles que exercem a autoridade”, afirmação da passagem citada que é considerada tout court problemática.

A seletividade e a arbitrariedade ideológica podem dominar o quadro conceitual típico-ideal weberiano, que se apresenta para István Mészáros, falsamente como o notável paradigma da racionalidade. Uma vez que os pressupostos definidores são simples enunciados, e espera-se que pessoas os aceitem tacitamente e tratem-nos como o padrão absoluto da análise “racional”. É a priori descartada a possibilidade de que algo esteja substancialmente errado com os critérios proclamados por tal “análise tipologicamente científica” e com seus termos de avaliação. Em vez disso, espera-se que nos submetamos sem que tenhamos sequer uma sombra de dúvida, à autoevidente solidez do decreto weberiano, que considera “mais conveniente” compreender um pânico da bolsa de valores como causado pela “irracionalidade”, tendo ao fundo o pressuposto do capitalismo como um cálculo racional. Max Weber trata todos os sintomas de crise da ordem capitalista eternizada como meros “desvios” em relação à racionalidade intrínseca enquanto sistema total. Este fato não se encaixa no quadro conceitual weberiano. Uma análise crítica do fenômeno do “pânico da bolsa de valores” exigiria, não a rejeição “conveniente” e tácita da “irracionalidade” dos indivíduos, mas ao contrário, o questionamento radical das limitações estruturais da racionalidade capitalista em si. A ideologia não é ilusão nem superstição religiosa de indivíduos mal-orientados, mas uma forma específica de consciência social, materialmente ancorada e sustentada. Como tal, isto é importante, não pode ser superada nas sociedades de classe. 

Sua persistência se deve ao fato de ela ser constituída objetivamente (e constantemente reconstituída) como consciência prática inevitável das sociedades de classe, relacionada com a articulação de conjuntos de valores e estratégias rivais que tentam controlar o metabolismo social em todos os seus principais aspectos. Os interesses sociais que se desenvolvem ao longo da história e se entrelaçam conflituosamente manifestam-se, no plano da consciência social, na grande diversidade de discursos ideológicos relativamente autônomos (mas, é claro, de modo algum independentes), que exercem forte influência sobre os processos materiais mais tangíveis do metabolismo social. Compreensivelmente, o conflito mais fundamental na arena social refere-se à própria estrutura social que proporciona o quadro regulador das práticas produtivas e distributivas de qualquer sociedade específica. Esse conflito tampouco será no domínio legislativo da “razão teórica” isolada, independentemente do nome da moda que lhe seja dado. É isso estruturalmente o mais importante no conflito – cujo objetivo é manter ou, ao contrário, negar o modo dominante de controle sobre o metabolismo social dentro dos limites das relações estabelecidas – encontra suas manifestações necessárias nas formas ideológicas [orientadas para a prática] em que os homens se tornam conscientes desse conflito sócia e o resolvem pela luta. Nesse sentido, o que determina a natureza da ideologia, acima de tudo, é o imperativo de se tornar praticamente consciente do conflito social fundamental – a partir dos pontos de vista mutuamente excludentes das alternativas hegemônicas que se defrontam em determinada ordem social – com o propósito de resolvê-lo pela luta.

 Em outras palavras, as diferentes formas ideológicas de consciência social têm, mesmo que decorra no fato social se em graus variáveis, direta ou indiretamente, são implicações práticas de longo alcance em todas as suas variedades, na arte, na literatura, assim como na filosofia e na teoria social, independentemente de sua vinculação sociopolítica a posições progressistas ou conservadoras. É esta orientação prática que define o tipo de racionalidade apropriado ao discurso ideológico. A racionalidade ideológica é inseparável do reconhecimento das limitações dentro das quais são formuladas as estratégias alternativas a favor ou contra a reprodução de determinada ordem social. O cinema racionaliza com habilidade essa questão. As ideologias são determinadas pela consciência em dois sentidos. Primeiro, enquanto a orientação conflituosa das formas de consciência prática permanecer a característica mais proeminente dessas formas de consciência, na medida em que as sociedades forem divididas em classe. Em outras palavras, a consciência social prática de tais sociedades não pode deixar de ser ideológica – isto é, idêntica à ideologia – em virtude do caráter insuperavelmente antagônico de suas estruturas sociais. Segundo, na medida em que o caráter específico do conflito social fundamental.

O que deixa sua marca indelével nas ideologias conflitantes em diferentes períodos históricos, surge do caráter historicamente mutável – e não em curto prazo – das práticas produtivas e distributivas  e da necessidade correspondente de se questionar radicalmente a continuidade da imposição das relações socioeconômicas e político-culturais que, anteriormente se tornaram viáveis, mas em determinada conjuntura tornam-se cada vez menos eficazes no curso histórico. Desse modo, os limites de tal questionamento são determinados pela época, colocando em primeiro plano novas formas de desafio ideológico em íntima ligação com o surgimento de meios mais avançados de satisfação das exigências fundamentais do metabolismo social. Sem se reconhecer a determinação das ideologias pela época como a consciência social prática das sociedades de classe, a estrutura interna permanece completamente ininteligível. Devemos diferenciar, entretanto, três posições ideológicas fundamentalmente distintas, com sérias consequências para os tipos sociais de conhecimento compatíveis com cada uma delas. A primeira apoia a ordem estabelecida com uma atitude acrítica, adotando e exaltando a forma vigente do sistema dominante – por mais que seja problemático e repleto de contradições – como o horizonte absoluto da própria vida social. A segunda, exemplificada por radicais como J.-J. Rousseau, revela acertadamente as irracionalidades da forma específica de uma anacronia de classes que ela rejeita a partir de um ponto de vista. A crítica é viciada pelas contradições da posição social, igualmente determinada pela classe, ainda historicamente mais evoluída.

    E a terceira, contrapondo-se às duas anteriores, problematiza a viabilidade histórica da própria sociedade de classe, propondo, como objetivo de sua intervenção prática consciente, a superação de todas as formas de antagonismo de classe. Apenas o terceiro tipo de ideologia pode tentar superar as restrições associadas com a produção do conhecimento prático dentro do horizonte da consciência social dividida, sob as condições da sociedade também dividida em classes. A esse respeito, é importante ter em mente a visão marxiana de que, na atual conjuntura de desenvolvimento histórico, a questão da “transcendência” deve ser formulada como a necessidade de se ir além da sociedade de classes como tal, e não simplesmente sair de um tipo particular de sociedade de classes em favor de outro. Essa proposição, porém, não significa que se possa escapar da necessidade de articular a consciência social – orientada para o objetivo estratégico de remodelar a sociedade de acordo com as potencialidades produtivas reprimidas de um agente coletivo identificável - como uma ideologia coerente e vigorosa. A questão prática pertinente permanece a mesma: como “resolver pela luta” o conflito fundamental relativo ao direito estrutural de controlar o metabolismo social como um todo.  A questão não é opor a ciência à ideologia numa dicotomia anacrônica, passadista ou antimarxista, mas esclarecer sua unidade viável a partir do ponto de vista teórico, histórico e ideológico.

            Vale lembrar, neste aspecto de uso social da tecnologia, que filme mudo é um filme que não possui a trilha sonora de acompanhamento que corresponde diretamente às imagens exibidas, sendo esta lacuna substituída normalmente por músicas, orquestras automáticas ou rudimentares efeitos sonoros executados no momento da exibição. Nos filmes mudos para o entretenimento, o diálogo é transmitido através de gestos suaves, mímica e letreiros explicativos. A ideia de combinar filmes com sons gravados é quase tão antiga quanto o próprio cinema, mas antes do fim dos anos 1920, os filmes eram mudos em sua maior parte, devido à inexistência de tecnologia para tornar isso possível. Os anos anteriores à chegada do som ao cinema são reconhecidos como “Era muda” ou “Era silenciosa” entre estudiosos e historiadores. Considera-se que a arte cinematográfica atingiu a maturidade plena antes da substituição dos filmes mudos por “filmes sonoros” e alguns cinéfilos defendem que a qualidade dos filmes baixou durante alguns anos, até que o novo meio sonoro estivesse totalmente adaptado ao cinema. A qualidade visual dos filmes mudos especialmente aqueles produzidos na década de 1920 muitas vezes foi alta. No entanto, há um equívoco extensamente divulgado sobre esses filmes serem “primitivos”, na falta de melhor expressão, e mal assistíveis para os padrões modernos.

O filme mudo necessitava ênfase maior na expressão corporal e facial, para que a audiência compreendesse melhor a representação. Atualmente, pode-se considerar estranho o “overacting” ou super-representação dos atores, o que pode ter contribuído para que as comédias mudas se tornassem mais populares do que os dramas, haja vista o exagero representativo ser mais próprio a uma comédia. Mesmo assim, há maior ou menor sutileza de representação, dependendo da habilidade do diretor e dos atores do filme. O “overacting” era, muitas vezes, decorrente da atuação teatral, e alguns diretores preferiam, por receio de ousar, manter a tradicional forma de representar. Mediante os exageros, muitos filmes silenciosos mediante as atuais plateias podem parecer simplistas demais ou próprios da Cultura Camp. O estilo de atuação melodramática era, em alguns casos, transferido de experiências anteriores de uns atores para outros, de forma que havia uma persistente presença de atores de palco no filme, ao que consta uma explosão do diretor Marshall Neilan (1891-1958), em 1917: “The sooner the stage people who have come into pictures get out, the better for the pictures”. Em outros casos, diretores como John Griffith Wray (1881-1929) pediam aos seus atores expressões maiores para dar ênfase.

Porém, já em 1914 os “espectadores americanos tinham começado a demonstrar a sua preferência pela maior naturalidade na tela”. O alcance da imagem e a intimidade sem precedentes do ator com o público começou a afetar o estilo comunicativo de agir, trazendo maior sutileza da expressão. Atrizes como Mary Pickford (1892-1979), em todos os seus filmes, Eleonora Duse (1858-1924) no filme italiano “Cenere” (1916), Janet Gaynor (1906-1984) em “Sunrise: A Song of Two Humans”, Priscilla Dean (1896-1987) em “Outside the Law” (1920) e “White Tiger”, Lillian Gish (1893-1993) e Greta Garbo (1905-1990) na maioria de suas atuações, transformam um naturalismo fácil em uma virtude de qualidade da atuação. Diretores como Albert Capellani (1874-1931) diretor francês que também trabalhou nos Estados Unidos dirigindo Alla Nazimova (1879-1945) e Maurice Tourneur (1876-1961) insistiram no naturalismo em seus filmes. Em meados da década de 1920, muitos filmes mudos americanos adotaram um estilo mais naturalista de agir, embora nem todos os atores e diretores tenham aceitado; até 1927, filmes com estilos tipológicos de atuação expressionista, como Metropolis” (1927), ainda estavam sendo lançados. Mediante a desculpa de que alguns espectadores gostavam da atuação extravagante, vários países foram mais tardios do que os Estados Unidos em abraçar o estilo naturalista em seus filmes. Apenas na época atual, o sucesso de filmes depende da configuração, do humor, do script, das habilidades do diretor e do talento global do elenco.           

Visto que os filmes mudos não podiam aproveitar o som sincronizado para os diálogos, eram introduzidas legendas em determinadas partes do filme, os “intertítulos”, para clarificar as situações para os espectadores, ou para fornecer diálogo crítico. As projeções dos filmes mudos eram acompanhadas, muitas vezes, por música ambiente, executada por orquestras que acompanhavam os filmes na coxia. Os cinemas das pequenas cidades geralmente possuíam um pianista ou outro instrumentista para acompanhar e sonorizar a projeção, enquanto as grandes cidades possuíam orquestras próprias para produzir os efeitos sonoros necessários. Eventualmente, havia narradores que relatavam ou descreviam as cenas. Os filmes mudos eram mais lentos – normalmente com 16 a 20 quadros por segundo, do que os filmes sonoros com 24 quadros/segundo. Tal técnica era utilizada para acelerar a ação, em especial nas comédias. Até a padronização da velocidade de projeção de 24 quadros por segundo para filmes sonoros entre 1926 e 1930, os filmes mudos foram filmados em velocidades variáveis de 12 a 26 quadros por segundo, dependendo do ano e do estúdio. O “Standard Silent Film Speed” muitas vezes defende ser de 16 quadros/segundo o resultado dos filmes do cinematógrafo dos irmãos Auguste (1862-1954) e Louis Lumière (1864-1948), mas na prática industrial isso variava como tal; não havia nenhum padrão real. Cinegrafistas insistiam que sua técnica de arranque foi exatamente 16 quadros por segundo, mas os modernos exames dos filmes mostram que isso pode estar equivocado, que eles, muitas vezes, eram mais rápidos. É o início de quase tudo que ainda não tinha sido abarcado. 

A menos que cuidadosamente demonstrados em suas velocidades pretendidas, os filmes mudos podem parecer anormalmente rápidos ou lentos. No entanto, algumas cenas foram intencionalmente rápidas durante a filmagem, para “acelerar a ação”, neste caso, especialmente de comédias e filmes de ação. A lenta projeção de um filme a base de nitrato representava um risco de incêndio, pois como cada quadro era exposto por mais tempo sob o intenso calor da lâmpada de projeção; mas havia outros motivos para a projeção de um filme em um ritmo maior. Muitas vezes projecionistas recebiam instruções de distribuidores e diretores musicais sobre a velocidade particular com que as bobinas ou cenas deveriam ser projetadas. Em casos raros, geralmente para maiores produções, era providenciado para o projecionista um guia detalhado para a apresentação do filme. Os cinemas também para maximizar o lucro, às vezes variavam as velocidades de projeção, dependendo da hora do dia ou da popularidade de um filme, para que o mesmo coubesse em um intervalo de tempo prescrito. Por meio de projetores com lâmina dupla e tripla, a taxa projetada era multiplicada duas ou três vezes mais que o número de quadros do filme, cada quadro aparecia duas ou três vezes na tela.      

Os primeiros estudos realizados por Thomas Edison (1847-1931) determinaram que qualquer taxa abaixo de 46 imagens por segundo “forçará o olho”. Um projetor de três lâminas, projetando um filme de 16 quadros por segundo rapidamente, iria superar esta marca, dando ao público dentro do cubo 48 imagens por segundo. Na década de 1950, muitas conversões de filmes mudos para taxas incorretas de cadência, para a transmissão televisiva, podem ter alienado espectadores. O diretor Gus Van Sant descreve em seu comentário em Psycho: Collector`s Edition (1998) que ele e sua geração entusiasta foram provavelmente desligados do cinema mudo por causa da incorreção das velocidades de transmissão da TV. Viveu por muitos anos em Portland, Oregon, cidade que serve de cenário para muitos de seus filmes. Depois de começar como cineasta independente, notavelmente com o filme My Own Private Idaho (1991), aproximou-se da indústria de Hollywood com filmes por encomenda, como To Die For (1995) e Good Will Hunting (1997), que ganhou um Oscar. Ele então retornou a um cinema bem distante das pressões financeiras e artisticamente independente, com o que os críticos chamaram de sua “tetralogia da morte”, incluindo Elephant (2003), vagamente inspirado no Massacre de Columbine (Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2003), e Last Days (2005), que conta sua visão dos últimos dias do cantor Kurt Cobain (1967-1994).

Sua carreira disciplinar cinematográfica extraordinariamente tomou novo rumo em 2008 com Milk, um filme muito pessoal (que revisita o tema da homossexualidade), mas que visava um público amplo. Ganhou vários Oscars e foi um grande sucesso de público. Milk é um filme biográfico dramático norte-americano de 2008 baseado na vida do ativista dos direitos dos homossexuais e político Harvey Milk (1930-1978), que foi o primeiro homem assumidamente gay a “ser eleito para um cargo público na Califórnia, como membro do Conselho de Supervisores de São Francisco”. Dirigido por Gus Van Sant e escrito por Dustin Lance Black, o filme é estrelado por Sean Penn como Milk, ao lado de Emile Hirsch, Josh Brolin, Diego Luna e James Franco. A velocidade do filme, muitas vezes, é uma questão polêmica entre estudiosos e cinéfilos na apresentação dos silenciosos ersatz, especialmente quando se trata de lançamentos em DVD dos filmes restaurados. A restauração realizada magistralmente em 2002 de “Metropolis”, de 1927, pode ser o mais ferozmente debatido exemplo na dimensão cinematográfica.

Bibliografia Geral Consultada.

WEBER, Max, Ensaios de Sociologia. Org. e Introd. De H. H. Gerth e C. Wright Mills. 5ª edição. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora, 1982; XENAKIS, Françoise, Zut! On a Encore Oublie Madame Freud. Paris: Éditions Hachette, 1984; BRAGA, Ubiracy de Souza, A Importância do Estágio para a Profissionalização. Vencedor do Concurso Nacional de Monografias. Categoria Estudante: Instituto de Ciências Humanas e Filosofia. Niterói: Universidade Federal Fluminense; Centro de Integração Empresa Escola, 1984; ELIAS, Norbert, El Proceso de la Civilización: Investigaciones Sociogenéticas Y Psicogenéticas. 2ª edición. México: Fondo de Cultura Económica, 1989; FLEM, Lydia, L`homme Freud. Paris: Éditions Seuil, 1991; SILVA, Marcos Paulo do Nascimento, A Problemática do Mal em O Mal-Estar na Civilização. Dissertação de Mestrado. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Departamento de Filosofia. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 2004; CRAIG, Pamela; FRADLEY, Matin, American Horror Film: The Genre at the Turn of the Millennium. University Press of Mississippi, 2010; CHUNG, Hye Seung, “Acácia e Ansiedade de Adoção no Cinema de Terror Coreano”. Em Peirse, Alison; Daniel, Martin (Org.), Cinema de Terror Coreano. Edinburgh University Press, 2013; BENSHOFF, Harry, “O Horror Antes do Filme de Terror”. Em Benshoff, Harry M. (ed.), Um Guia para o Filme de Terror. Nova Yorque; John Wiley & Sons, 2014; BRADLEY, Laura, “Esta foi a década em que o terror se elevou”. In: Vanity Fair, 17 de dezembro de 2019; DIXON, Wheeler Winston, Uma História do Horror. Nova Jersey: Rutgers University Press; 2010; HANTKE, Steffen (ed.), American Horror Film: The Genre at the Turn of the Millennium. University Press of Mississippi; 2010; PETRIDIS, Sotiris, “Uma Abordagem Histórica ao Filme Slasher”. In Film International 12 (1): 76–84, 2014; ELSAESSER, Thomas, “Cinema Expressionista - Estilo e Design na História do Cinema”. In Brill, Olaf; Rhodes, Gary D. (Org.), Expressionismo no Cinema. Edinburgh University Press, 2016; CHAN, Felicia, “Performando a abjeção (cômica) no conto de fantasmas de Hong Kong”. In Bettinson, Gary; Martin, Daniel (Org.), Cinema de Terror de Hong Kong. Edinburgh University Press, 2018; BITEL, Anton, “Além da América do Norte: Três Polos Internacionais do Terror da Última Década”. In: Sight & Sound. Vol. 30, nº 9. British Film Institute, novembro de 2020; DUPÉE, Matthew, Um Natal Assustador: Uma História dos Filmes de Terror Natalinos, 1972–2020. McFarland & Company, 2022; GOOCH, Joshua, O Capitalismo Te Odeia: Marxismo e o Novo Filme de Terror. Minneapolis; Minnesota University Press, 2025; JACOBS, Guilherme, “Socorro! Suspense com Rachel McAdams e Dylan O`Brien ganha novo trailer”. In: Omelete, 6 de janeiro de 2026; entre outros.

segunda-feira, 9 de março de 2026

A Hora do Desespero – Tecnologia Celular & Vertigem da Liberdade.

                                 O tipo mais comum de desespero é não ser quem você realmente é”.  Søren Aabye Kierkegaard                                   

                

       Søren Aabye Kierkegaard nascido em Copenhague, em 5 de maio de 1813 e morto em Copenhague, em de 11 de novembro de 1855, foi um filósofo, teólogo, poeta e crítico social dinamarquês, amplamente considerado o primeiro filósofo existencialista. O trabalho inicial de Kierkegaard foi escrito sob diversos pseudônimos que ele usava para apresentar pontos de vista distintos e interagir uns com os outros em um diálogo complexo. Ele explorou problemas particularmente complexos a partir de diferentes pontos de vista, cada um sob um pseudônimo diferente. Ele escreveu muitos de seus Discursos de Edificação sob seu próprio nome e os dedicou ao “indivíduo único” que pode querer descobrir o significado de suas obras. Notavelmente, ele escreveu: “A ciência e o método escolar querem ensinar que o objetivo é o caminho. O cristianismo ensina que o caminho é tornar-se subjetivo, tornar-se um sujeito”. Embora os cientistas possam aprender sobre o mundo pela observação, Kierkegaard negou enfaticamente que essa observação poderia revelar o funcionamento interno do mundo do espírito. Em meados do século XX, seu pensamento passou a exercer uma influência substancial sobre a filosofia, teologia, psicologia, antropologia, sociologia e toda a cultura ocidental. Era irmão do bispo luterano e político Peter Kierkegaard e primo do naturalista Peter Wilhelm Lund, considerado o pai da paleontologia e arqueologia no Brasil. 

Durante sua carreira ele escreveu continuamente textos críticos sobre religião organizada, cristianismo, moralidade, ética, psicologia, e filosofia da religião, demonstrando um gosto particular por figuras de linguagem como a metáfora, a ironia e a alegoriaO termo religião organizada é frequentemente utilizado nos meios de comunicação para se referir a grandes grupos religiosos, especialmente aqueles reconhecidos como organizações, segmentos, seitas ou mesmo governos a que se pode legalmente ou oficialmente se afiliar a ou não. Grande parte do seu trabalho filosófico aborda as questões de como alguém vive sendo um “único indivíduo”, priorizando a realidade humana concreta sobre o pensamento abstrato e destacando a importância da escolha e do comprometimento pessoal diante da liberdade. Ele se posicionou contra os intelectuais do idealismo alemão e contra filósofos de seu tempo como Emanuel Swedenborg, Friedrich Hegel, Johann Wolfgang von Goethe, Johann Gottlieb Fichte, Friedrich Wilhelm Joseph Schelling, August Schlegel e Hans Christian Andersen. O trabalho teológico de Kierkegaard centra-se na ética cristã, na instituição da igreja, nas diferenças entre provas puramente objetivas do cristianismo, na distinção qualitativa infinita entre o homem, Deus, e a relação subjetiva do indivíduo com o Deus-homem Jesus Cristo, que veio por meio da fé. Grande parte de seu trabalho trata do amor cristão. Ele foi extremamente crítico com a prática do cristianismo como uma religião de Estado, sobretudo com a posição da Igreja da Dinamarca. O seu trabalho psicológico explorou as emoções e os sentimentos dos indivíduos diante das escolhas da vida.

        A Hora do Desespero (The Desperate Hour) é um filme de suspense de 2021 dirigido por Phillip Noyce e estrelado por Naomi Watts. A trama segue uma mãe que corre desesperadamente para salvar seu filho após a polícia bloquear sua cidade devido a um atirador ativo na escola. Na sexta-feira, 24 de setembro de 2021, Amy Carr, uma mãe recentemente viúva, decide na vida cotidiana tirar o dia de folga do trabalho. Ela se despede da filha pequena, Emily, que embarca no ônibus escolar, mas encontra o filho adolescente, Noah, ainda na cama, reclamando estar doente. Amy sai para correr pela mata, nas proximidades de sua residência, atendendo a vários chamados de rotina de trabalho enquanto corre. Pouco depois de cruzar com várias viaturas policiais em alta velocidade, Amy recebe “um alerta no celular informando que todas as escolas da região estão em lockdown”, maneira restritiva obrigatória que impede a circulação em lugares públicos e apenas libera atividades consideradas essenciais. Desesperada para obter mais informações, Amy faz várias ligações, e a combinação delas gradualmente “lhe permite juntar as peças do quebra-cabeça”. Ela descobre que há um atirador ativo na escola, que tirou a vida de uma garota. Além disso, ela conclui que Noah não está em casa, mas sim que foi para a escola, depois que sua caminhonete é vista no estacionamento.  Um mecânico, cuja oficina fica perto da escola, diz a Amy que a polícia está revistando a caminhonete de Noah. Ele acrescenta que quatro veículos, além do veículo de Noah, também estão sendo revistados. 

                                                

Um policial, por meio de um atendente do 911, faz perguntas a Amy sobre Noah, o que a leva a se perguntar se Noah é o atirador da escola. Em uma ligação posterior, a polícia informa a Amy que Noah não é o atirador e que o atirador não é um aluno. Amy finalmente chega à rodovia, onde encontra um motorista do Lyft que a leva até a escola. É uma empresa americana de tecnologia que oferece serviços de transporte por aplicativo, conectando passageiros a motoristas, além de opções de bicicletas e patinetes elétricos, operando principalmente nos Estados Unidos da América e Canadá. No caminho, Amy liga para o número de celular do atirador, que seu chefe havia conseguido às escondidas. O atirador atende, mas desliga após uma breve conversa. Amy descobre que o atirador é um membro ex-funcionário da escola. A polícia liga para Amy, repreendendo-a por ter ligado para o atirador e atrapalhado as negociações. Noah liga para Amy, mas a ligação é curta e ele está visivelmente estressado. A polícia liga de volta para Amy, perguntando se ela pode, mais uma vez, ligar para o atirador, na esperança de distraí-lo para que a polícia possa invadir a sala onde os reféns estão. Amy chega ao local e, durante sua breve ligação para o atirador, ouve tiros e perde contato tanto com o atirador quanto com Noah. Ao lado das barricadas policiais no perímetro da escola, Amy vê Noah sair e os dois se reencontram, felizes. No caminho para casa, a mãe de Amy liga e avisa que vai buscar Emily.

Noah faz uma postagem na qual denuncia os tiroteios em escolas e encoraja seus seguidores a lutarem corajosamente contra eles. Tecnologia representa o conjunto de processos e habilidades usados na produção de bens ou serviços, ou na realização de objetivos, como em investigações científicas. Isso também pode ser embutido em máquinas para permitir a operação destas sem conhecimento detalhado do funcionamento. Sistema tecnológico ou computacional que através do input de dados, faz à análise destes e, então produz um resultado. A forma mais simples de tecnologia é o desenvolvimento e a utilização de ferramentas básicas. A descoberta pré-histórica de como controlar o fogo e a subsequente Revolução Neolítica, às vezes chamada do ponto de vista etnológico por Darcy Ribeiro (1922-1997) de Revolução Agrícola, foi a tecnologia que permitiu a transição em grande escala de muitas culturas humanas do estilo de vida de caçador-coletor e nômade para um agrícola e sedentário fixo, tornando possível uma população cada vez maior. Estas comunidades estabelecidas permitiram que os seres humanos observassem e experimentassem com plantas para aprender como crescem e se desenvolvem. Este novo conhecimento levou à domesticação das plantas. Dados arqueológicos indicam que a domesticação de vários tipos de plantas e animais evoluiu historicamente em locais separados em todo o mundo, começando na época geológica típica do Holoceno, cerca de 12.500 anos atrás. Foi a primeira revolução agrícola historicamente verificável no mundo. A Revolução Neolítica reduziu muito a diversidade de alimentos disponíveis, com uma mudança para a agricultura que levou a uma diminuição da nutrição.                                    

 A mudança envolveu muito mais do que a adoção de um conjunto limitado de técnicas de produção de alimentos. Durante os milênios seguintes, ela transformaria os pequenos e móveis grupos de caçadores-coletores que até então haviam dominado a pré-história humana em sociedades sedentárias (não-nômades) baseadas em vilas. Essas sociedades modificaram radicalmente seu ambiente através do cultivo de culturas alimentares especializadas como, por exemplo, a irrigação e o desmatamento, o que permitiu um excesso de produção de alimentos. Esses desenvolvimentos forneceram a base para os assentamentos humanos densamente povoados, a especialização e a divisão tecnológica do trabalho, as economias comerciais, o desenvolvimento da arte, da arquitetura, de estruturas políticas centralizadas, de ideologias hierárquicas, de sistemas despersonalizados de conhecimento como por exemplo, a escrita e da propriedade privada, o que levou a uma sociedade hierárquica, com uma classe social de elite, compreendendo uma nobreza, uma classe política e uma militar. A primeira manifestação desenvolvida de todo o complexo neolítico é vista nas cidades sumérias do Oriente Médio, cuja emergência anunciou também o começo da Idade do Bronze. A relação das características neolíticas acima mencionadas com o início da agricultura e a relação empírica entre vários sítios neolíticos continua a ser tema de debate acadêmico e varia de lugar para lugar, em vez de ser o resultado de leis universais da evolução social. 

A região do Levante, seguida da Mesopotâmia, são os locais dos primeiros desenvolvimentos da Revolução Neolítica, por volta de 10.000 a. C. Este processo “inspirou alguns dos desenvolvimentos mais importantes da história humana, incluindo a invenção da roda, a plantação das primeiras culturas cerealíferas e o desenvolvimento da letra cursiva, da matemática, da astronomia e da agricultura”. Ipso facto, aumentaram a disponibilidade tecnológica de fontes de alimento, enquanto a invenção da roda auxiliou humanos a viajar, transportar cargas e controlar seu ambiente. Desenvolvimentos ao longo da história, como a prensa móvel, também conhecida como impressora, o telefone e a rede mundial Internet diminuíram as barreiras físicas da comunicação e permitiram que os humanos interagissem livremente em uma escala global. Entre os efeitos da tecnologia estão o desenvolvimento de economias mais avançadas, incluindo a globalização econômica e o aparecimento dos bens de Thorstein Veblen (1857-1929). Muitos processos tecnológicos produzem produtos indesejados, reconhecidos cotidianamente como poluição, e consomem recursos naturais não renováveis que afetam o meio ambiente da Terra. Inovações sempre influenciaram os valores de uma sociedade e levantaram novas questões na ética da tecnologia. Exemplos incluem o aparecimento da noção de eficiência em termos de produtividade humana e os desafios da bioética. O uso da tecnologia também provoca debates filosóficos onde se discute se a tecnologia melhora a condição humana ou a piora. 

Vale lembrar na esfera política da sociedade que os representantes do neoludismo, anarco-primitivismo e outros movimentos reacionários similares criticam a difusão da tecnologia, argumentando que ela prejudica o ambiente alienando pessoas. Os proponentes de ideologias como o “transumanismo” e o “tecnoprogressivismo” enxergam o progresso tecnológico como benéfico para a própria condição humana. A disseminação de papel e impressão para o Ocidente, como nesta prensa móvel, ajudou os cientistas e os políticos a comunicarem suas ideias com facilidade, levando ao Iluminismo; um exemplo de tecnologia como força cultural A tecnologia pode ser mais amplamente definida como as entidades, materiais e imateriais, criadas pela aplicação do esforço mental e físico para obter algum valor. A tecnologia se refere a ferramentas e máquinas que podem ser usadas para resolver problemas do mundo real. É um termo de longo alcance que pode incluir ferramentas simples, como um “pé de cabra” ou colher de pau, ou máquinas mais complexas, como uma estação espacial ou um acelerador de partículas. Ferramentas e máquinas não precisam ser materiais; a tecnologia virtual, como software e métodos de negócios, se enquadra nessa definição de tecnologia. W. Brian Arthur define a tecnologia de maneira igualmente ampla como “um meio de cumprir um propósito humano”. 

A palavra “tecnologia” também pode ser usada para se referir a uma coleção de técnicas. Nesse contexto, é o estado atual do conhecimento da humanidade de como combinar recursos para produzir produtos desejados, resolver problemas, atender necessidades ou satisfazer desejos; inclui métodos técnicos, habilidades, processos, técnicas, ferramentas e matérias-primas. Quando combinado com outro termo, como “tecnologia médica” ou “tecnologia espacial”, refere-se ao estado do conhecimento e das ferramentas do respectivo campo. Estado da arte refere-se à alta tecnologia disponível para a humanidade em qualquer campo de desenvolvimento. A tecnologia pode ser vista como uma atividade que forma ou muda a cultura. Além disso, a tecnologia é a aplicação da matemática, da ciência e das artes em benefício da vida como é conhecida. Um exemplo moderno é o surgimento da tecnologia de comunicação, que diminuiu as barreiras à interação humana e, como resultado, ajudou a gerar novas subculturas; o surgimento extraordinário da cibercultura tem como base o desenvolvimento da rede mundial Internet de comunicação e do computador. Nem toda tecnologia aprimora a cultura de maneira criativa; a tecnologia também pode ajudar a facilitar a repressão política e a guerra por meio de ferramentas como armas. Como atividade cultural, a tecnologia antecede a ciência e a engenharia, cada uma das quais formaliza alguns aspectos inteligentes do esforço tecnológico.

Entretanto, distinção entre ciência, engenharia e tecnologia nem sempre é clara. Ciência é um conhecimento sistemático do mundo físico ou material obtido através da observação e experimentação. As tecnologias geralmente não são exclusivamente produtos da ciência, porque precisam satisfazer requisitos como utilidade, usabilidade e segurança. A engenharia é o processo orientado a objetivos de projetar e fabricar ferramentas e sistemas para explorar fenômenos naturais por meios humanos práticos, frequentemente (mas nem sempre) usando resultados e técnicas da ciência. O desenvolvimento da tecnologia pode recorrer a muitos campos do conhecimento, incluindo o conhecimento científico, de engenharia, matemático, linguístico e histórico, para alcançar algum resultado prático. A tecnologia é frequentemente uma consequência da ciência e da engenharia, embora a tecnologia como atividade humana anteceda os dois campos. Por exemplo, a ciência pode estudar o fluxo de elétrons em condutores elétricos usando ferramentas e conhecimentos já existentes. Esse conhecimento recém-encontrado pode ser usado pelos engenheiros para criar novas ferramentas e máquinas, como semicondutores, computadores e outras formas de tecnologia avançada.

Neste sentido, cientistas e engenheiros podem ser considerados tecnólogos; os três campos são frequentemente considerados um para fins de pesquisa e referência. As relações exatas entre ciência e tecnologia, em particular, foram debatidas por cientistas, historiadores e formuladores de políticas no final do século XX, em parte porque o debate pode informar o financiamento da ciência básica e aplicada. No surgimento imediato da 2ª guerra mundial (1939-1945), por exemplo, foi amplamente considerado nos Estados Unidos que a tecnologia era simplesmente ciência aplicada e que financiar a ciência básica era colher resultados tecnológicos no devido tempo. Uma articulação dessa filosofia pode ser encontrada explicitamente na dissertação de Vannevar Bush sobre a política científica do pós-guerra, Science - The Endless Frontier: “Novos produtos, novas indústrias e mais empregos exigem acréscimos contínuos ao conhecimento das leis da natureza... Este novo conhecimento essencial pode ser obtido apenas por meio de pesquisa científica básica”. No final da década de 1960, essa visão ficou sob ataque, levando a iniciativas para financiar a ciência para tarefas específicas de iniciativas resistidas pela comunidade científica. A questão permanece controversa, embora a maioria dos analistas resista ao parti pris segundo o qual a tecnologia é resultado de pesquisa científica.  A palavra tecnologia também pode ser usada com primazia para se referir a uma bem ordenada coleção de técnicas.                    

Nesse contexto, é o estado atual do conhecimento da humanidade de como combinar recursos para produzir produtos desejados, resolver problemas, atender necessidades ou satisfazer desejos; inclui métodos técnicos, habilidades, processos, técnicas, ferramentas e matérias-primas. Quando combinado com outro termo, como “tecnologia médica” ou “tecnologia espacial”, refere-se ao estado do conhecimento e das ferramentas do campo. “Estado da arte” refere-se à alta tecnologia disponível para a humanidade em qualquer campo. A tecnologia pode ser vista como uma atividade que forma ou muda a cultura. Além disso, a tecnologia é a aplicação da matemática, da ciência e das artes em benefício da vida como é conhecida. Um exemplo é o surgimento da tecnologia de comunicação, que diminuiu as barreiras à interação humana e, como resultado, ajudou a gerar novas subculturas; o surgimento da cibercultura tem como base o desenvolvimento da rede mundial Internet e utilidade de uso do computador. Nem toda tecnologia aprimora a cultura de maneira criativa; a tecnologia também pode ajudar a facilitar a repressão política e a guerra por meio de ferramentas como armas.

Como atividade cultural, a tecnologia antecede a ciência e a engenharia, cada uma das quais formaliza alguns aspectos do esforço tecnológico. Alta tecnologia (high tech) refere-se à tecnologia em estado da arte ou de ponta (cutting-edge), isto é, que trabalha com as mais recentes inovações tecnológicas, ou na sua investigação. Tecnologia do grego τέχνη: técnica, arte, ofício e -λογία: estudo, é o conjunto de processos e habilidades usados na produção de bens ou serviços, ou na realização de objetivos, como em investigações científicas. Isso também pode ser embutido em máquinas para permitir a operação tecnológica destas sem reconhecimento detalhado do funcionamento. Sistema tecnológico ou computacional que através do input de dados, faz à análise destes e, então produz um resultado. A distinção entre ciência, engenharia e tecnologia nem sempre é clara. Ciência é um conhecimento do mundo ou material obtido através da observação e experimentação. As tecnologias geralmente não são exclusivamente produtos da ciência, porque precisam satisfazer requisitos como utilidade, usabilidade e segurança.

A engenharia é o processo orientado a objetivos de projetar e fabricar máquinas-ferramentas e sistemas para explorar fenômenos naturais por meios humanos práticos, frequentemente, mas nem sempre, usando resultados e técnicas da obtidos através da ciência. O desenvolvimento da tecnologia em seu ersatz pode recorrer a muitos campos do conhecimento, incluindo o conhecimento científico de engenharia, conhecimento matemático, linguístico e histórico, para alcançar algum resultado prático. A tecnologia é frequentemente uma consequência da ciência e da engenharia, embora a tecnologia como atividade humana anteceda os dois campos. Por exemplo, a ciência pode estudar o fluxo de elétrons em condutores elétricos usando ferramentas e conhecimentos já existentes. Esse conhecimento recém-encontrado pode ser usado pelos engenheiros para criar novas ferramentas e máquinas, como semicondutores, computadores e/ou formas de tecnologia avançada. Nesse sentido, cientistas e engenheiros podem ser considerados tecnólogos; os três campos são frequentemente considerados um para fins de pesquisa e referência.

As relações sociais e políticas entre ciência & tecnologia, em particular, foram debatidas por cientistas, historiadores e formuladores de políticas no final do século XX, em parte porque o debate pode informar o financiamento da ciência básica e aplicada. No surgimento imediato da 2ª guerra mundial, por exemplo, foi amplamente considerado nos Estados Unidos da América que a tecnologia era simplesmente “ciência aplicada” e que financiar a ciência básica era colher resultados tecnológicos no devido tempo histórico, social ou político. Uma articulação dessa filosofia pode ser encontrada explicitamente na dissertação de Vannevar Bush (1890-1974) sobre a C&T do pós-guerra, Science - The Endless Frontier: “Novos produtos, novas indústrias e mais empregos exigem acréscimos contínuos ao conhecimento das leis da natureza (...). Este novo conhecimento essencial pode ser obtido apenas por meio de pesquisa científica básica”. No final da década de 1960, essa visão ficou sob ataque, levando a iniciativas para financiar a ciência para tarefas específicas, iniciativas resistidas pela comunidade científica. A questão permanece historicamente controversa, embora a maioria dos analistas ocidentais resista ao modelo de que a representação social da tecnologia é resultado de pesquisa científica. A questão fenomenologicamente (cf. Hegel, 2007) diz respeito a saber: por que a dialética do “Senhor e do Escravo” é necessária para a compreensão da ideia de liberdade?

São representações instrumentais de um diálogo racional entre duas consciências que por sua vez foram imaginadas por Hegel (1807) que brilhantemente utilizou o diálogo entre as duas consciências para chegar ao reconhecimento de si e para si, permitindo a ideia de liberdade, uma liberdade pautada pelo respeito mútuo. E a exata importância e posição que ocupam as duas consciências, que inicial em guerra e posteriormente pelo amadurecimento que as leva a ideia de liberdade pautada em limitadores essenciais em sua démarche para a convivência. Reconhecer a si mesmo e ao outro é uma forma de ver nossos limites e dos demais, respeitando e sendo respeitado são elementos necessários para a paz e a liberdade. Hegel se utiliza habilmente desta metáfora. A dialética do “senhor e do escravo” é um processo de liberdade estabelecido nas relações sociais de reconhecimento. Neste sentido a figura humana de John Lennon (1940-1980) é representativa da ideia filosófica de Immanuel Kant (1724-1804) a Friedrich Hegel (1770-1831) de liberdade, mas o autor não existe fora da linguagem e cultura. Daí o fato que reitera o etnocentrismo quando interpretamos que toda cultura opera assim uma divisão entre ela mesma, quando se firma como representação por excelência do humano, e os outros, que participam da humanidade apenas em grau menor.  Qual o motivo das mortes por armas de fogo nos Estados Unidos da América?   

Houve mais de 90 ataques a tiros - homicídios envolvendo quatro ou mais vítimas - nos Estados Unidos desde 1982. Em abril de 1999, Erick David Harris e Dylan Bennet Klebold entraram na Columbine High School onde estudavam e abriram fogo, matando doze estudantes, um professor e ferindo mais de 30 outras pessoas. O desfecho do massacre se deu com o suicídio egoísta dos dois adolescentes. Nos dias seguintes à tragédia foram descobertas bombas espalhadas pela escola, que falharam em detonar. Este massacre era o que mais chocava a sociedade global até que, na véspera do oitavo aniversário da tragédia de Columbine, Cho Seung-Hui, estudante sul-coreano radicado nos Estados Unidos, matou 32 pessoas da Virginia Polytechnique Institute and State University, e se suicidou em seguida. O rapaz enviou à rede NBC vídeos e fotografias, onde convocava os fracos a fazerem o mesmo que ele. Ele também faz referência a Columbine, citando Harris e Klebold como mártires e fazendo uma ligação real entre os dois macabros eventos. São tragédias individualistas peculiares norte-americanas, de ambiente de pânico, incontrolável, como o de um tiroteio interno numa escola, casos ideal-típico “School Shooting” ocorreram também na Alemanha, na Suécia e no Canadá.

Um serviço de radiotelefonia móvel portátil foi concebido nos estágios iniciais da engenharia de rádio. Em 1917, o inventor finlandês Eric Tigerstedt (1887-1925) registrou uma patente para um “telefone dobrável de bolso com um microfone de carbono muito fino”. Os primeiros predecessores dos telefones celulares incluíam comunicações de rádio analógicas de navios e trens. A corrida para criar dispositivos telefônicos verdadeiramente portáteis começou após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com desenvolvimentos ocorrendo em muitos países. Os avanços na telefonia móvel foram rastreados em gerações sucessivas, começando com os primeiros serviços da geração zero (0G), que não eram celulares, suportavam algumas chamadas simultâneas e eram muito caros. O primeiro telefone celular portátil foi demonstrado por John F. Mitchell (1928-2009) e Martin Cooper da Motorola em 1973, usando um aparelho pesando 2 kg. É um engenheiro eletrotécnico e designer norte-americano, considerado tendo a paternidade da invenção do telefone celular ou telemóvel, distinto do telefone veicular. Inspirado no seriado de TV Jornada nas Estrelas.  Cooper é o Chief Executive Officer e fundador da ArrayComm, empresa que atua na pesquisa tecnológica da “antena inteligente e no aperfeiçoamento de redes wireless”. Foi também diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Motorola.  

A Sexta Avenida, era originalmente chamada de Sixth Avenue e oficialmente reconhecida como, Avenue of the Américas importante via de comunicação Norte-Sul em Manhattan, na cidade de Nova York. A Sexta Avenida começa quatro quarteirões antes da Canal Street, na Franklin Street em TriBeCa, onde a Church Street Norte se divide na Sexta Avenida para a esquerda e a continuação local da Church Street para a direita, que termina em Canal Street. Deste o início, a Sexta Avenida atravessa SoHo e Greenwich Village, e o centro de Manhattan. No meio da Sexta Avenida, no dia 03 de abril de 1973, em Nova Iorque, antes de entrar na coletiva de imprensa que faria o anúncio do primeiro celular, Cooper fez a chamada histórica usando o aparelho Motorola DynaTAC, uma série de telefones celulares fabricados pela Motorola de 1983 a 1994. O equipamento móvel pesava quase 2,5 kg com autonomia 20 minutos de chamada de voz. Cooper comentaria: “O primeiro modelo de telefone celular pesava praticamente um quilo e você só podia falar 20 minutos nele antes que a bateria se esgotasse. Mas era tempo suficiente, porque você não aguentaria segurar o aparelho por mais tempo que isso”.                    

A primeira rede celular automatizada comercial (1G) analógica foi lançada no Japão pela Nippon Telegraph and Telephone em 1979, seguida em 1981 pelo lançamento simultâneo do sistema Nordic Mobile Telephone (NMT) na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia. Os países nórdicos constituem uma região da Europa setentrional e do Atlântico Norte, composta pela Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, e as regiões autônomas das Ilhas Faroé, arquipélago da Åland e Groenlândia. O termo Escandinávia é por vezes utilizado como sinônimo para os países nórdicos, embora dentro desses países os termos sejam considerados distintos. Os países escandinavos são a Noruega, a Suécia e a Dinamarca. Os países nórdicos são os países escandinavos e a Finlândia e a Islândia. A região de cinco estados-nação e três regiões autônomas compartilham uma história em comum, bem como afinidades culturais e sociais em suas respectivas sociedades, com impacto nos sistemas políticos e no modelo nórdico. Politicamente, os países nórdicos não formam uma entidade separada, mas cooperam no âmbito do Conselho Nórdico e, em menor grau, da União Europeia. Linguisticamente, a área é dominada pelas línguas nórdicas - o dinamarquês, o sueco, o norueguês, o feroês e o islandês e pelo finlandês, e minoritariamente pelas línguas lapônicas.

Os países nórdicos têm uma população combinada de cerca de 25 milhões de pessoas espalhadas por uma área de terra de 3,5 milhões de km², a Groenlândia corresponde por 60% da área total. Desde a sua Independência da União Soviética em 1991, a Estônia também se apresenta como um país nórdico, apesar de ser geralmente considerado um dos países bálticos. O povo estoniano é íntima e etnicamente ligado aos finlandeses e fala um idioma similar ao finlandês. O país tem ligações culturais e históricas também com a Suécia e a Dinamarca. Em 1999 o ex-presidente da Estônia, Toomas Hendrik Ilves, descreveu o seu país como “um país nórdico”. É um político da Estônia que foi Presidente do seu país entre 2006 e 2016. Ele é ex-diplomata e jornalista, foi o líder do Partido Social Democrata na década de 1990 e mais tarde membro do Parlamento Europeu. Inclusive, os próprios estonianos se consideram mais nórdicos do que bálticos. Vários outros países seguiram o exemplo no início e meados da década de 1980. Esses sistemas de primeira geração (1G) poderiam suportar muito mais chamadas simultâneas, mas ainda usavam tecnologia celular analógica. Em 1983, o DynaTAC 8000x o primeiro telefone móvel portátil comercialmente no mercado global de comunicação social. Em 1991, a tecnologia celular digital de segunda geração (2G) foi lançada na Finlândia pela Radiolinja no padrão GSM.        

Isto provocou concorrência comercial no setor, à medida que os novos operadores desafiavam os operadores de rede 1G existentes. O padrão GSM é uma iniciativa expressa na Conférence Européenne des Postes et Telecommunications. A cooperação franco-alemã em I&D demonstrou a viabilidade técnica e, em 1987, foi assinado um memorando de entendimento entre 13 países europeus que concordaram em lançar um serviço comercial até 1991. A primeira versão do padrão GSM tinha 6.000 páginas. Em 2001, a terceira geração (3G) foi lançada no Japão pela NTT DoCoMo no padrão WCDMA. Isto foi seguido por melhorias 3,5G ou 3G+ baseadas na família de acesso a pacotes de alta velocidade (HSPA), permitindo que as redes UMTS tenham maior velocidade e capacidade de transferência de dados. O 3G é capaz de fornecer acesso de banda larga móvel de vários Mbit/s para smartphones e modems móveis em laptops. Isso garante que ele possa ser aplicado ao acesso à Internet móvel, VoIP, chamadas de vídeo e ao envio de grandes mensagens de e-mail, bem como à exibição de vídeos, normalmente em qualidade de definição padrão. Em 2009, tornou-se claro que, em algum momento, as redes 3G seriam sobrecarregadas pelo crescimento de aplicações com uso intensivo de largura de banda, como streaming de mídia. Consequentemente, a indústria começou a procurar tecnologias de quarta geração (4G) optimizadas para dados de melhorias de velocidade até dez vezes superiores às tecnologias 3G existentes. O primeiro serviço LTE disponível publicamente foi lançado na Escandinávia pela Telia Company em 2009.

Na década de 2010, a tecnologia 4G encontrou diversas aplicações em vários setores, demonstrando sua versatilidade no fornecimento de comunicação sem fio de alta velocidade, como banda larga móvel, internet das coisas (IoT), acesso fixo sem fio e streaming multimídia incluindo música, vídeo, rádio e televisão. Em 2018, o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos e a Sociedade Real de Edimburgo concederam a Thomas Haug e Philippe Dupuis a medalha James Clerk Maxwell (1831-1879) por suas contribuições para o primeiro padrão de telefonia móvel digital. A implantação de redes celulares de quinta geração (5G) começou em todo o mundo em 2019. O termo 5G foi originalmente usado em trabalhos de pesquisa e projetos para denotar a próxima grande fase nos padrões de telecomunicações móveis além dos padrões 4G/IMT-Advanced. O 3GPP define 5G como qualquer sistema que adere ao padrão 5G NR (5G New Radio). O 5G pode ser implementado em ondas milimétricas de banda baixa, banda média ou banda alta, com velocidades de download que podem atingir a faixa de gigabit por segundo (Gbit/s), visando uma latência de rede de 1 ms. Essa capacidade de resposta quase real e o melhor desempenho dos dados são cruciais para aplicações como jogos online, realidade aumentada e virtual, veículos autônomos, IoT e serviços críticos de comunicação.

O Conceito de Ansiedade (Begrebet Angest, 1844) é uma obra filosófica escrita por Søren Kierkegaard (1813-1855). Escrevendo através de um pseudônimo, Vigilius Haufniensis, a ansiedade/angústia é um medo fora de alvo, disperso. Kierkegaard usa o exemplo de um homem na beira de um precipício. Quando o homem olha para baixo, ele experimenta um medo indisciplinado de cair, mas ao mesmo tempo, o homem sente um grande impulso de se atirar intencionalmente para o precipício. Essa experiência de dupla sensação é a ansiedade devido à nossa completa liberdade para escolher saltar ou não saltar. O mero fato de alguém ter a possibilidade e liberdade de fazer algo, mesmo as mais aterrorizantes possibilidades, despoleta um imenso sentimento de angústia. Kierkegaard denomina isto de “vertigem de liberdade”. O pensador norueguês cristão focaliza sobre a primeira ansiedade experimentada pelo ser humano: a escolha de Eva em comer da árvore do conhecimento, proibido por Deus. Pelo fato de os conceitos de bem e de mal não existirem antes de Eva comer o fruto da árvore, considerado o pecado original.

Eva não possuía estes dois conceitos, não sabendo que ao comer do fruto da árvore era considerado um mal.  O que ela sabia era que Deus provavelmente lhe tinha dito para não comer da árvore. A angústia vem do fato de a própria proibição por parte de Deus implicar que Eva era livre e que poderia escolher obedecer ou desobedecer a Deus. Depois de Eva ter comido da árvore, o pecado nascera. Então, segundo Kierkegaard, a angústia “precede o pecado e foi a angústia que levou Eva a pecar”. No entanto, Kierkegaard menciona que a angústia é um modo da humanidade ganhar salvação. A angústia informa-nos das nossas possibilidades de escolha, do nosso autoconhecimento e responsabilidade pessoal, levando-nos de um estado de imediatismo não-autoconsciente a uma reflexão autoconsciente. Um indivíduo torna-se verdadeiramente consciente do seu potencial através da experiência estabelecida na relação situada de ansiedade/angústia. Assim, a angústia pode ser uma oportunidade para o pecado, mas pode também ser o caminho para o reconhecimento ou realização da identidade e liberdades de cada um. Entretanto, no momento em que elas se produzem como tragédias parecem que foram inteiramente inventadas por seus autores e, às vezes, estes últimos são condenados pelo desencorajamento que pregam. Na realidade cenas morais são mais um efeito do que uma causa. Elas só fazem simbolizar, numa linguagem abstrata e de forma sistemática, o que na sociologia pioneira de Durkheim se denominou “a miséria fisiológica do corpo social”. Essas correntes são coletivas, em consequência dessa origem, uma autoridade que faz com que se imponham ao indivíduo e o empurrem com mais força ainda no sentido para o qual já o inclina o estado de desamparo moral que a desintegração da sociedade suscitou diretamente nele. 

Assim, no próprio momento em que se liberta excessivamente do meio social, ele ainda sofre sua influência. Por mais individualizado do que seja cada indivíduo, há sempre algo que continua sendo um grande problema coletivo: a depressão e a melancolia resultantes dessa individuação simplesmente exagerada. Comungamos na tristeza, quando não temos mais nada para viver em comum. O egoísmo não é apenas um fator auxiliar dele; é sua causa geradora. Se o indivíduo cede ao menor choque das circunstâncias, é porque o estado em que a sociedade se encontra faz dele uma vítima sob a medida para o suicídio. Sabemos que o suicídio é excepcional na criança e que diminui no velho que chega aos últimos limites da vida; é que em ambos, o homem físico tende a tornar-se o homem todo. A sociedade ainda está ausente da criança, que ela não teve tempo de formar à sua imagem; começa a retirar-se do velho ou, o que dá na mesma, ele se retira da sociedade. Facilmente encontra fora um objetivo ao qual possa se apegar. Aonde quer que vá, o primitivo, desde que possa levar consigo seus deuses e sua família, tem tudo o que sua natureza social requer. A presença de pais atuantes e reflexivos no cotidiano comunicativos dos filhos pode contribuir para que modelos de vingança e interpretações distorcidas de atos heroicos violentos sejam questionados e modelos adequados sejam construídos e apresentados aos filhos. O suicídio varia na razão inversa do grau de integração dos grupos sociais de que o indivíduo faz parte, seja a integração religiosa, a integração doméstica ou política.

The Desperate Hour tem como representação social um filme de suspense de 2021 dirigido por Phillip Noyce e escrito por Chris Sparling. Noyce nascido em 29 de abril de 1950 é um diretor australiano de cinema e televisão. Desde 1977, dirigiu mais de 19 longas-metragens em diversos gêneros, incluindo dramas históricos (Newsfront, 1978; Rabbit-Proof Fence, 2002; The Quiet American, 2002; thrillers (Dead Calm, 1989; Sliver, 1993; The Bone Collector, 1999; e filmes de ação (Blind Fury, 1989; The Saint, 1997; Salt, 2010). Ele dirigiu as adaptações de Jack Ryan (1990-2014); Jogos Patrióticos (1992) e Perigo Iminente (1994), bem como a adaptação de 2014 de O Doador de Memórias, de Lois Lowry, uma escritora americana. Ela é autora de muitos livros para crianças e jovens, incluindo The Giver Quartet, Number the Stars, a série Anastasia e Rabble Starkey. Ela é reconhecida por escrever sobre assuntos difíceis, distopias e temas complexos em obras para o público jovem. Noyce trabalhou em diversas ocasiões com extraordinários atores como Val Kilmer, Harrison Ford, Denzel Washington, Michael Caine, Angelina Jolie, Nicole Kidman, Meryl Streep, Rutger Hauer e em três filmes com Thora Birch ao longo de 25 anos. 

Ele também dirigiu, escreveu e produziu programas de televisão na Austrália e na América do Norte, incluindo The Cowra Breakout, Vietnam, Revenge, Roots e What/If da Netflix. O trabalho cinematográfico de Noyce lhe rendeu diversos prêmios, incluindo os prêmios AACTA de Melhor Filme, Melhor Diretor e um prêmio especial Longford Lyell pela démarche profissional. O cineasta Gus Van Sant afirma que baseou seu filme: Elephant no episódio reconhecido como o Massacre de Columbine, em 1999, o ataque complexo e planejado envolveu o uso de bombas para afastar os bombeiros, tanques de propano convertidos em bombas colocados na lanchonete, 99 dispositivos explosivos, e carros-bomba. Os autores do crime, os alunos seniores Eric Harris e Dylan Klebold, mataram 12 alunos e um professor. Nos países de cultura anglo-saxã, entre outras acepções o termo sênior pode designar o aluno do último ano do ginásio, colégio ou faculdade. Eles também feriram outras 21 pessoas e outras três que ficaram feridas enquanto tentavam fugir da escola. Depois de trocarem tiros com policiais a dupla cometeu suicídio. O filme de Van Sant, “Elephant”, venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O longa-metragem aborda contradições da vida escolar dos adolescentes nos momentos anteriores aos disparos. Van Sant também recebeu o prêmio de melhor diretor. Em 1999, os Estados Unidos da América (EUA) ficaram horrorizados quando dois adolescentes mataram 12 estudantes e um professor e se suicidaram na escola em que estudavam no Colorado.

O diretor disse que quis fazer um filme “que tratasse das personalidades que fizeram parte do acontecimento”. O Massacre de Columbine foi um massacre escolar que ocorreu em 20 de abril de 1999, na Columbine High School, em Columbine, nos EUA uma área não incorporada de Jefferson County, no Colorado. Eric David Harris (1981-1999) e Dylan Bennet Klebold (1981-1999) foram os dois norte-americanos seniores do ensino médio que cometeram o Massacre de Columbine. A dupla matou 13 pessoas e feriu 24 pessoas. Então, os dois se suicidaram na biblioteca, onde mataram 10 de suas vítimas. O ataque levou mais de um ano de planejamento estratégico, aquisição de armas e construção de bombas. O diário de Eric, em particular, mostra preparação metódica durante um longo período de tempo, incluindo vários experimentos com detonação de bombas. Em comparação, o diário de Dylan inicialmente continha poucas referências à violência, embora, a partir de janeiro de 1999, as referências à violência tenham se tornado mais frequente. O tema prevalente no diário de Dylan era seu desespero secreto por sua falta de sucesso com as mulheres, o que ele chamava de “tristeza infinita”. Por questões anteriores de comportamento, o psiquiatra de Eric o tinha prescrito o antidepressivo SSRI Luvox. Relatórios de toxicologia confirmaram que Eric tinha Luvox em sua corrente sanguínea no massacre. Eric e Dylan eram fãs de games como “Doom”, “Wolfenstein” 3D e “Duke” Nukem.

Eric criou mapas para Doom, que foram amplamente distribuídos pela rede mundial de computadores; estes mapas ainda podem ser encontrados na internet como “Harris levels”. Rumores de que o esboço destes mapas se assemelhava ao da Columbine High School circularam. Eric passou muito tempo criando outro grande mapa, chamado “Tier”, dizendo que ele era seu “trabalho de vida”. O mapa foi enviado para um computador da Columbine High School e para a America Online (AOL) um portal e um provedor de serviço online situado em Nova Iorque, parte da Oath, uma divisão da Verizon Communications. A America Online foi uma das pioneiras na rede internet em meados da década de 1990, e a marca mais reconhecia na web dos Estados Unidos, pouco antes do massacre. Um pesquisador argumentou que é quase certo que o mapa “Tier” incluía um esboço da Columbine High School. Eric começou a escrever em um diário em abril de 1998, pouco tempo depois que a dupla foi condenada por arrombar um modelo Van, o qual cada um recebeu dez meses de aconselhamento de intervenção juvenil e serviço comunitário, em janeiro de 1998. Eles começaram a formular planos desde então, como retratado em seus diários.  Eric queria se juntar ao Corpo de Fuzileiros Navais, mas seu pedido foi rejeitado pouco antes do massacre, pois ele estava tomando a droga fluvoxamina, um antidepressivo SSRI, que “ele era obrigado a tomar como parte da terapia de controle da raiva ordenada pelo tribunal”.

De acordo com o policial de recrutamento, Eric não sabia sobre essa rejeição. Embora alguns amigos tenham dito que ele tinha parado de tomar a droga de antemão, os relatórios da autópsia demonstraram baixos níveis terapêuticos ou normais (não tóxicos ou letais) de Luvox (fluvoxamina) em seu sistema no momento da morte. Após o massacre, oponentes de psiquiatria contemporânea, como Peter Breggin, alegaram que os medicamentos prescritos após sua condenação, ostensiva por transtorno obsessivo-compulsivo, podem ter agravado seu potencial de agressividade. Em abril de 2009, o professor Aubrey Immelman, Ph. D da College of Saint Benedict and Saint John`s University, publicou o livro: “Columbine: A True Crime Story; A Victim, the Killers and the Nation’s Search for Answers”, que inclui um perfil de personalidade de Eric Harris, com base na naálise dos textos de seu diário e na sua comunicação pessoal. O perfil de Aubrey Immelman acredita que os materiais demonstraram sinais padrões de comportamento consistentes a “narcisismo maligno... transtorno de personalidade narcisista patológico com traços limítrofes e antissociais, além de alguns traços paranoicos e de agressão descontrolada”. O relatório observa que tal perfil não deve ser interpretado como um diagnóstico psiquiátrico direto, mas em entrevistas, testes psicológicos formais e coleta de informações colaterais.  

Em seu diário, Dylan escreveu sobre o que ele e Eric eram “semelhantes a Deus” e mais evoluídos do que qualquer outro ser humano, mas seu diário secreto registra auto-aversão e intenções suicidas.Várias páginas estavam cobertas de corações, pois ele estava, secretamente, apaixonado por uma estudante aluna da Columbine High School. Embora os dois tivessem dificuldade para controlar a raiva, no caso de Dylan era mais propenso a problemas do que Eric. Dylan era reconhecido por “fazer juramentos para professores e brigar com seu chefe no Blackjack Pizza”. Alguns vídeos chamados de “The Basement Tapes”, foram retidos do público pela polícia.  Depois de serem presos, o que os dois relataram como a coisa mais traumática pelo que havia passado, Dylan escreveu uma carta para Eric, dizendo que eles teriam muita diversão se vingando e matando policiais, e que sua ira da prisão de janeiro seria “semelhante a Deus”. No dia do massacre, Dylan usou uma camiseta preta com a palavra “IRA” impressa de vermelho. Especulou-se que a vingança por terem sido presos era um motivo possível para o ataque, e que a dupla planejava ter uma batalha de armas maciça com a polícia durante o massacre. Dylan escreveu que a vida não era divertida sem um pouco de morte, e que ele “gostaria de passar os últimos momentos de sua vida em reviravoltas desesperadoras de assassinato e derramamento de sangue”. Ele concluiu dizendo que depois se mataria para deixar o mundo que ele odiava e ir para um lugar melhor. Dylan foi descrito como “cabeça quente, mas depressivo e suicida”. Eric e Dylan supostamente discutiram seus motivos para o massacre nestes vídeos e deram instruções de como fazer uma bomba. A polícia cita o motivo para reter esses vídeos como uma tentativa de evitar que eles se tornem vídeos de “convocação” e de “como fazer”, que poderiam inspirar “assassinos imitadores”.   

Os Australian Academy of Cinema and Television Arts Awards são prêmios por mérito apresentados anualmente pelo Australian Film Institute. A premiação é destinada para os profissionais da indústria cultural de cinema e televisão, incluindo per se diretores, atores e roteiristas. Noyce lançou seu primeiro filme profissional em 1975. Muitos de seus filmes apresentam espionagem, já que Noyce cresceu ouvindo as histórias de seu pai sobre servir na unidade de comando australiana Força Z durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Após sua estreia em longas-metragens, o curta-metragem Backroads (1977), Noyce alcançou enorme sucesso comercial e de crítica com Newsfront (1978), o qual ganhou os prêmios do Australian Film Institute (AFI) de Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro; abriu o Festival de Cinema de Londres e foi o primeiro filme australiano a ser exibido no Festival de Cinema de Nova York. Noyce trabalhou em duas minisséries para a televisão australiana com o também cineasta australiano George Miller, a saber: The Dismissal (1983) e The Cowra Breakout (1984). Miller também produziu o filme que chamou a atenção dos estúdios de Hollywood para Noyce – Dead Calm (1988), que também lançou a carreira de Nicole Kidman. Depois de Dead Calm, Noyce foi para os EUA dirigir Blind Fury, estrelado por Rutger Hauer, para a Tri-Star Pictures. Rutger Oelsen Hauer nascido em Breukelen, em 23 de janeiro de 1944 e morto em Beetsterzwaag, em 19 de julho de 2019, foi um ator, escritor e ambientalista neerlandês.  Começou como o protagonista da série neerlandesa de TV Floris. 

Ficou reconhecido com o filme de 1982, Blade Runner, dirigido por Sir Ridley Leighton Scott, é um renomado diretor e produtor de cinema britânico, notório por realizar grandes produções de ficção científica, suspense e épico mesclando ocasionalmente os três gêneros em uma mesma obra. A ficção científica é um gênero da ficção especulativa, que normalmente lida com conceitos ficcionais e imaginativos, relacionados ao futuro, ciência e tecnologia, e seus impactos e/ou consequências em uma determinada sociedade ou em seus indivíduos, desenvolvido no século XIX. Hauer nasceu em 1944, na cidade de Breukelen, província de Utrecht, a menor província dos Países Baixos e fica localizada no centro do país. Faz fronteira com IJsselmeer a Norte, Guéldria a Oeste, o rio Reno a Sul, Holanda do Sul a Oeste e Holanda do Norte a Noroeste. As principais cidades dessa província são a capital Utreque e Amersfoort. Era filho de dois professores de teatro, Teunke e Arend Hauer, tendo a irmã mais velha e duas mais novas. Em algum momento, a família mudou-se para Amsterdã e como os pais eram ocupados com aulas e apresentações, sua irmã mais velha fez muitas vezes o papel solidário de babá dos irmãos. Hauer estudou na escola Waldorf e aos 15 anos começou a trabalhar no porto, esfregando o passadiço de barcos e navios. Também fazia bicos como eletricista e mecânico enquanto terminava o ensino médio à noite. 

Começou a ter aulas de teatro e atuação na Theaterschool de Amsterdã, precisando parar brevemente para servir como paramédico no Exército Real Holandês. Hauer integrava uma trupe de atores amadores havia 5 anos quando Paul Verhoeven o escalou para o papel do protagonista na série de televisão de 1969, Floris, um drama neerlandês medieval. O papel o lançou ao estrelato no país e reviveu seu papel na refilmagem alemã de 1975, Floris von Rosemund. Um novo impulso em sua carreira veio em 1973, novamente por indicação de Verhoeven para Turkish Delight, filme indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1974. Com o sucesso de bilheteria em seu país, sua carreira começou a tomar projeção internacional a partir deste filme. Dois anos depois, Hauer estrearia em um filme de língua inglesa, The Wilby Conspiracy, de 1975, que se passava na África do Sul durante o apartheid. Apesar as críticas favoráveis, Rutger era ignorado pela indústria de Hollywood e por isso seu nome ficou restrito ao cenário holandês por vários anos. Neste período, trabalhou em várias produções, como Katie Tippel (1975), 'Soldier of Orange (1977) com Verhoeven novamente, e Spetters (1980).  Sua estreia no cinema norte-americano last but not least aconteceu em 1981, junto de Sylvester Stallone, no filme Nighthawks, de um terrorista internacional e assassino chamado Wulfgar que opera com grupos radicais europeus, caracterizado por sua preferência em atacar locais muito movimentados humanamente e sem fazer distinção entre suas vítimas. 

No ano seguinte fez o seu papel que o tornará mais famoso, o do androide (replicante) Roy Batty, em busca de seu criador no filme cult de ficção científica Blade Runner. Hauer com domínio da retórica improvisou “suas falas finais, que eternizaram o monólogo do personagem, lágrimas na chuva, como uma das falas mais icônicas do cinema”. Mudando-se com sua jovem família para os Estados Unidos em 1991, Noyce dirigiu cinco filmes nos oito anos seguintes, dos quais Perigo Iminente, estrelado por Harrison Ford, foi o mais bem-sucedido, tanto em termos de crítica quanto de público, arrecadando US$ 216 milhões. Após O Colecionador de Ossos, de 1999, estrelado por Angelina Jolie e Denzel Washington, Noyce decidiu retornar à Austrália para dirigir a saga das Gerações Roubadas, Rabbit-Proof Fence, que ganhou o prêmio AFI de Melhor Filme em 2002. Ele descreveu Rabbit-Proof Fence como “facilmente” seu momento de maior orgulho como diretor: “Mostrar aquele filme para várias comunidades aborígenes pelo país e ver a reação delas, porque deu validade às experiências das Gerações Roubadas”. Noyce também foi elogiado por O Americano Tranquilo, a adaptação de 2002 do romance de Graham Greene, que rendeu a Michael Caine uma indicação ao Oscar de Melhor Ator e prêmios de melhor diretor do Círculo de Críticos de Cinema de Londres e do Conselho Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos da América. Após Catch a Fire (2006), ambientado no apartheid na África do Sul, Noyce decidiu fazer outro filme de estúdio de grande orçamento com Salt, de 2010, estrelado por Angelina Jolie, que se tornou seu maior sucesso comercial até o momento, arrecadando quase US$ 300 milhões em todo o mundo ocidental. 

Em 2011, Noyce dirigiu e produziu o piloto da série Revenge, da American Broadcasting Company, e desde então dirigiu inúmeros pilotos de TV, incluindo What/If, da Netflix, estrelado pela extraordinária Renée Zellweger, e o sucesso da FOX Network, The Resident. Em 2017, ele assinou um contrato de exclusividade com a 20th Century Fox Television. Após se formar na Roger Williams University e na Bridgwater State University com diplomas em Justiça Criminal, e depois de escrever, dirigir e produzir vários filmes independentes de baixo orçamento, Sparling alcançou sucesso comercial quando seu roteiro de longa-metragem Buried foi comprado pelo produtor Peter Safran. O diretor espanhol Rodrigo Cortés e o ator Ryan Reynolds trabalharam no projeto. O filme estreou no Festival de Cinema de Sundance de 2010 com grande aclamação da crítica e foi posteriormente vendido para a Lionsgate Films. Depois de ser exibido em outros festivais de cinema ao redor do mundo, incluindo o Festival Internacional de Cinema de Toronto, além de ganhar o Prêmio Méliès d`Or no Festival de Cinema de Sitges — teve um lançamento limitado nos cinemas em setembro de 2010, arrecadando mais de US$ 18 milhões em todo o mundo. O filme foi lançado em DVD em janeiro de 2011. Sparling recebeu o prêmio de Melhor Roteiro Original do National Board of Review de 2010 por Buried e o filme foi selecionado como um dos 10 Melhores Filmes Independentes de 2010. 

Ele também ganhou um Prêmio Goya em 2011 de Melhor Roteiro Original, e foi indicado ao Prêmio Gaudí na categoria. Sparling escreveu o roteiro de ATM, um thriller de suspense produzido por Peter Safran e filmado em Winnipeg, Manitoba, no outono de 2010 e lançado em 2012 pela IFC Films. Ele também escreveu Reincarnate para o produtor M. Night Shyamalan, o segundo filme da série de três partes conhecida como The Night Chronicles. Em 2014, Sparling foi contratado pela Warner Brothers e Leonardo DiCaprio para adaptar o romance policial Blood on Snow, escrito pelo autor Jo Nesbø. No mesmo ano, seu roteiro original, The Sea of ​​Trees, entrou em produção, estrelado por Matthew McConaughey, Naomi Watts e Ken Watanabe, e dirigido por Gus Van Sant. A Variety nomeou Sparling como um dos “10 roteiristas para ficar de olho” em sua edição de novembro de 2014. Dois meses depois, o filme de terror e suspense de Sparling, The Atticus Institute, que ele escreveu e dirigiu, foi lançado pela Anchor Bay Films. A Universal Pictures distribuiu o filme internacionalmente. Seu segundo filme como diretor, Mercy, foi lançado pela Netflix em 2016. Mais tarde, ele escreveu o filme de 2020, Greenland, que estreou em primeiro lugar nas bilheterias em 26 países e recebeu críticas positivas. O filme é estrelado por Gerard Butler e Morena Baccarin e foi dirigido por Ric Roman Waugh. Ele também escreverá a sequência, intitulada Greenland: Migration, que foi anunciada no Mercado de Filmes de Cannes de 2021. E também neste ano viu o lançamento de dois filmes que ele escreveu e produziu: The Desperate Hour, objeto de nossa reflexão sociológica, estrelado por Naomi Watts e dirigido por Phillip Noyce, e Intrusion, um original da Netflix estrelado por Frieda Pinto.

Bibliografia Geral Consultada.

KIERKEGAARD, Søren, O Desespero Humano (Doença até a morte). São Paulo: Abril Cultural, 1979; Idem, Diário de um Sedutor; Temor e Tremor; O Desespero Humano. São Paulo: Abril Cultural, 1979; SATRIANI, Luigi Maria Lombardi, Folklore & Proffito. Tecniche di Distruizione di una Cultura. Itália: Guaraldi Editore, 1973; Idem, Antropologia Culturale e Analisi della Cultura Subalterna. Milano: Rizzoli Editore, 1980; MARCONDES FILHO, Ciro, O Capital da Notícia (Jornalismo como Produção Social da Segunda Natureza). São Paulo: Editora Ática, 1986; NARAYA, Deepa; PATEL, Raj; SCHAFFT, Kai; RADEMACHER, Anne, Voices of the Poor: Can Anyone Hear Us? New York: Oxford University Press, 2000; SMITH, Peter; PEPLER, Debra; RIGBY, Ken, How Successful can Interventions be? (Editors.), Cambridge: University Cambridge, 2004; RORTY, Richard, Consequências do Pragmatismo. Lisboa: Editor Rolos e Filhos, 1982; Idem, Contingência, Ironia e Solidariedade. São Paulo: Editora Martins Editora, 2007; NASCIMENTO, Christina, “Um Aluno Invisível, diz Diretor da Escola sobre Wellington”. In: Jornal O Dia. Rio de Janeiro, 13 de abril de 2011; SAMPAIO, Jullianne Messias Cordeiro, Bullying no Contexto Escolar: Avaliação de um Programa de Intervenção. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem em Saúde Pública. Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo, 2015; MARINHO, Venâncio José Michiles, A Razão Sensível: Literatura e Teoria Sociológica em Émile Durkheim. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais. Manaus: Universidade Federal do Amazonas, 2018; BARROS, Ana Caroline Silva, Cinema de Poesia: A Construção do Poético nos Filmes Cinzas no Paraíso e O Novo Mundo. Dissertação de Mestrado. Programa Interdisciplinar em Cinema e Narrativas Sociais. Aracajú: Universidade Federal de Sergipe, 2022; PACHECO, Deise Abreu, “Entre Kierkegaard e Highsmith: Investigação de Uma Escrita da Liberdade”. In: Polymatheia - Revista de Filosofia: Dossiês Filosofia Latino-americana e Atualidade de Kierkegaard / Vol. 18 (3) 2025; SIMÃO, Jorge Rodrigues, “A Disputa pela Gronelândia (I)”. Disponível em: https://hojemacau.com.mo/2026/01/29/a-disputa-pela-gronelandia-i/entre outros.