“O homem e a vaidade movem o mundo”. Michel Foucault (1984)
O conceito de figuração
distingue-se de outros conceitos teóricos da sociologia por incluir
expressamente os seres humanos em sua formação social. Contrasta, portanto,
decididamente com um tipo amplamente dominante de formação de conceitos que se
desenvolve sobretudo na investigação de objetos sem vida, portanto no campo da
física e da filosofia para ela orientada. Há figurações de estrelas, assim como
de plantas e de animais. Mas apenas os seres humanos formam figurações uns com
os outros. O modo de sua vida conjunta em grupos grandes e pequenos é, de certa
maneira, singular e sempre co-determinado pela transmissão de conhecimento de
uma geração a outra, por tanto por meio do ingresso singular do mundo simbólico
específico de uma figuração já existente de seres humanos. Às quatro dimensões
espaço-temporais indissoluvelmente ligadas se soma, no caso dos seres humanos,
uma quinta, a dos símbolos socialmente apreendidos. Sem sua apropriação, sem,
por exemplo, o aprendizado de uma determinada língua especificamente social, os
seres humanos não seriam capazes de se orientar no seu mundo nem de se
comunicar uns com os outros. Um ser humano adulto, que não teve acesso aos
símbolos da língua e do conhecimento de determinado grupo permanece fora das as
figurações humanas, pois não é um ser humano. As definições de controle
social são demasiado amplas e vagas, e, seria legítimo indagar,
escolhendo-as mais ou menos ao acaso, para inferir que resultam em termos de controle, estímulo ou complexo de estímulos que provoca determinada reação.
Assim, pois, todos os estímulos são controles, pois representam a direção do comportamento por influências grupais, estimulando ou inibindo a ação individual ou grupal. O controle social pode ser definido como a soma total ou, antes, o conjunto de padrões culturais, símbolos sociais, signos coletivos, valores culturais, ideias e idealidades, tanto como atos quanto como processos diretamente ligados a eles, pelo qual a sociedade inclusiva, cada grupo particular, e cada membro individual participante superam as tensões e os conflitos entre si, através do equilíbrio temporário, e se dispõem a novos esforços criativos. Ipso facto, em toda a dimensão da vida associativa deverá haver algum ajustamento de relações sociais tendentes a prevenir a interferência de direitos e privilégios entre os indivíduos. De maneira mais específica, são três as funções do estabelecidas pelo controle social: a obtenção e a manutenção da ordem social, da proteção social e da eficiência social. O seu emprego hic et nunc na investigação sociológica contribuiu consideravelmente para produzir uma simplificação ou redução na análise dos problemas sociais, conseguida proporcionalmente, graças à compreensão positiva da integração das contradições correspondentes no sistema de organização das sociedades e da importância relativa de cada um deles, como e enquanto expressão do jogo social. Embora obscuro e equívoco, em seu significado corrente, o conceito de controle é necessário à investigação na modernidade, encontraram um sistema de referências propício à sua crítica científica, seleção lógica e coordenação metódica.
O tempo, como a unidade negativa do ser-fora-de-si, é igualmente um, sem mais nem menos, abstrato, ideal. Ele é o ser, que, enquanto é, não é, e enquanto não é; ele é o vir-a-ser intuído, analogamente, tal que são determinadas as diferenças simplesmente momentâneas, as que imediatamente se suprassumem como exteriores, isto é, que são apesar disso exteriores a si mesmas. O tempo é como o espaço uma pura forma de sensibilidade ou do intuir, é o sensível, mas, assim como a este espaço, também ao tempo não diz respeito a diferença de objetividade e de uma consciência subjetiva contra ela. Quando se aplicam estas determinações de espaço e tempo, então seria aquele a objetividade abstrata, este [o tempo], porém a subjetividade abstrata. O tempo é o princípio representativo que o Eu=Eu da autoconsciência pura; mas é o mesmo princípio ou o simples conceito ainda em sua total exterioridade e abstração – como o mero vir-a-ser intuído, o puro ser-em-si como um vir-fora-de-si. O tempo é igualmente contínuo como o espaço, pois ele é a negatividade abstratamente referindo-se a si e nesta abstração ainda não há nenhuma diferença real. No tempo, diz-se, tudo surge e perece, se se abstrai de tudo, do recheio do tempo e do recheio do espaço, fica de resto o tempo vazio como o espaço vazio, são então postas e representadas estas abstrações de exterioridade, como se elas fossem por si. O real é limitado, e o outro para esta negação está fora dele, a determinidade é assim nele exterior a si, e daí a contradição de seu ser; a abstração opera nessa exterioridade de sua contradição e a inquietação da mesma é o próprio tempo.
O
que não está no tempo é o sem-processo; o péssimo e o mais perfeito não
estão no tempo, dura. O péssimo, da pior qualidade, porque ele é uma
universalidade abstrata, assim espaço, assim tempo mesmo; sua duração não é
vantagem. O duradouro é mais altamente cotado do que o transitório; mas toda
florescência, toda bela vitalidade tem morte cedo. Mas também o mais perfeito
dura, não só o universal sem-vida, inorgânico, mas também o outro universal, o
concreto em si, o gênero, a lei, a ideia, o espírito. Representa o processo
total ou apenas um momento do processo que entra no tempo enquanto os momentos
do conceito têm a aparência da independência; mas as diferenças excluídas
portam-se como reconciliadas e retomadas à paz. A noção de desenvolvimento
passa a ser central depois dessa concepção na filosofia da história e, para o
bem ou para o mal até os dias presentes. Mesmo a ideia de progresso, que
implicava o depois poder ser explicado em função do antes, encalhou, de certo
modo nos recifes materiais do século XX, ao sair das esperanças ou das ilusões
que acompanharam a chamada “travessia do mar” aberto pelo século XIX. O
crescimento de um jovem convivendo e habitando comum em figurações humanas,
como processo social e experiência, assim como o aprendizado de um determinado
esquema de autorregulação na relação com os seres humanos, é condição
indispensável ao desenvolvimento rumo à humanidade.
Socialização e
individualização de um ser humano, são nomes diferentes para o processo social de desenvolvimento. Cada
ser humano assemelha-se aos outros, e é, ao mesmo tempo, diferente per se de todos os
outros. O mais das vezes, as teorias sociológicas em seu ersatz deixam sem
resolver o problema da relação nevrálgica entre indivíduo e sociedade. Quando se fala que
uma criança se torna um indivíduo humano por meio da integração em determinadas
figurações, como, por exemplo, em famílias, em classes escolares, em
comunidades aldeãs ou em Estados, assim como mediante a apropriação e
reelaboração de um patrimônio simbólico social, conduz-se o pensamento por
entre dois grandes perigos da teoria e das ciências humanas: o perigo de partir
de um indivíduo a-social, portanto como que de um agente que existe por si
mesmo; e o perigo de postular um “sistema”, um “todo”, em suma, uma sociedade
humana que existiria para além do ser humano singular, para além dos
indivíduos. Embora não possuam um começo absoluto, não tendo nenhuma outra
substância a não ser seres humanos gerados familiarmente por pais e mães, as
sociedades humanas não são simplesmente um aglomerado cumulativo qualquer
dessas pessoas postas em fila. O convívio dos seres humanos em sociedades tem
sempre, mesmo no caos, na desintegração, na maior desordem social, uma forma
absolutamente determinada. É isso que o conceito de figuração exprime.
O estudo ou pesquisa
& desenvolvimento da história social do vestuário e dos têxteis representa
o desenvolvimento, uso e disponibilidade de vestuário e têxteis da
história humana. Roupas e tecidos refletem os materiais e tecnologias
disponíveis em diferentes civilizações em diferentes épocas. A variedade e
distribuição, produção e consumo de roupas e tecidos da sociedade revelam
costumes sociais e cultura. Cultura é um conceito que abrange o
comportamento social, as instituições e as normas encontradas nas sociedades
humanas, bem como o conhecimento, as crenças, as artes, as leis, os costumes,
as capacidades, as atitudes e os hábitos dos indivíduos nesses grupos. A
cultura geralmente se origina ou é atribuída a uma região ou local específico. Os
humanos adquirem cultura por meio dos processos de aprendizagem de enculturação
e socialização, o que é demonstrado pela diversidade de culturas nas
sociedades. Uma norma cultural codifica a conduta aceitável na sociedade; serve
como uma diretriz normalizadora para o comportamento social, como vestimenta,
linguagem e comportamento em uma situação cultural, que serve como um modelo
para expectativas em um grupo social. Aceitar apenas uma monocultura em
um grupo social pode trazer riscos, assim como uma única espécie pode definhar
diante de uma mudança ambiental, por falta de respostas funcionais à mudança
social. Assim, na cultura militar, a coragem é contada como um comportamento
típico de um indivíduo, e o dever, a honra e a lealdade ao grupo são contadas
como virtudes ou respostas funcionais no continuum do conflito.
Na religião, atributos análogos podem ser identificados em um grupo. Mudança cultural, ou reposicionamento, é a reconstrução de um conceito cultural de uma sociedade. As culturas são afetadas internamente tanto por forças sociais que incentivam quanto por forças sociais que inversamente resistem às mudanças. As culturas in statu nascendi são afetadas externamente pelo contato social global entre sociedades. Civilização é qualquer sociedade complexa, dinâmica, caracterizada pelo desenvolvimento do Estado, estratificação social, urbanização e sistemas simbólicos de comunicação social além das línguas gestuais ou faladas e sistemas de escrita. A cultura é considerada conceito central na antropologia, e porque não dizer, igualmente na sociologia, abrangendo a gama de fenômenos que são transmitidos através da aprendizagem normalizada, que compartilham universais culturais, como arte, música, dança, ritual, religião e tecnologias como uso de ferramentas, culinária, abrigo e vestuário.
O conceito de cultura material abrange as expressões físicas da cultura, como tecnologia, arquitetura e arte, enquanto os aspectos imateriais da cultura, como princípios de organização social (incluindo práticas de organização política e instituições sociais), mitologia, filosofia, literatura (escrita e oral) e ciência compreendem o patrimônio cultural intangível de uma sociedade. Nas humanidades, um sentido de cultura como um atributo do indivíduo tem sido o grau em que eles cultivaram um nível particular de sofisticação nas artes, ciências, educação ou costumes. O nível de sofisticação cultural também tem sido usado às vezes para distinguir civilizações comparativamente de sociedades menos complexas. Essas perspectivas hierárquicas sobre cultura também são encontradas em distinções baseadas em classe entre uma alta cultura da elite social e uma baixa cultura, cultura popular ou cultura folclórica das classes mais pobres, distinguidas pelo acesso estratificado ao capital cultural. Na linguagem comum cotidianamente, cultura é frequentemente usada para se referir especificamente aos “marcadores simbólicos” usados por grupos étnicos para se distinguirem visivelmente uns dos outros, como modificações corporais, roupas ou joias. O conceito de cultura de massa se refere às formas de cultura de consumo produzidas em massa e mediadas em massa que surgiram no século XX. Algumas escolas de filosofia, como o marxismo e a teoria crítica, argumentam que a cultura é frequentemente usada politicamente como uma ferramenta das elites para manipular o proletariado e criar uma falsa consciência. Essas perspectivas são comuns na disciplina de estudos culturais.
Nas ciências sociais mais amplas, incluindo a comunicação social, a perspectiva teórica do materialismo cultural sustenta que a cultura simbólica surge das condições materiais da vida humana e que a base da cultura é encontrada em disposições biológicas evoluídas. Quando usado como utilidade de uso um substantivo contável, uma “cultura” tem como representação social o conjunto per se de costumes, tradições e valores de uma sociedade ou comunidade, como um grupo étnico ou nação, e o conhecimento adquirido ao longo do tempo. Nesse sentido, o multiculturalismo um princípio que defende a necessidade de se ir além das atitudes de tolerância entre diferentes culturas num mesmo território ou nação, valoriza a coexistência pacífica e o respeito mútuo entre diferentes culturas que habitam o mesmo planeta. Às vezes, o termo cultura também é usado para descrever práticas específicas dentro de um subgrupo de uma sociedade, uma subcultura ou uma contracultura. Dentro da antropologia, a ideologia e a postura analítica do relativismo cultural sustentam que as culturas não podem ser facilmente classificadas ou avaliadas objetivamente porque qualquer avaliação está necessariamente situada dentro do sistema de valores de uma determinada cultura. O maiô ou fato de banho é uma peça única de roupa de banho usada por mulheres. Antecedeu o biquíni na história das roupas. Seus modelos geralmente cobrem as regiões da genitália, o abdômen e o peito.
Possui vários modelos:
mais ou menos reservados, decorados, frente única. Também há o chamado triquíni,
maiô falso, em português do Brasil, já que atrás pode ser aberto a ponto de
parecer um biquíni. No início do século XX, as mulheres passaram a utilizar
maiôs fechados, que cobriam boa parte das pernas. A partir da década de 1920, o
maiô começa a perder seu alongamento nas pernas, ficando mais evidente nas
coxas, mas é comum o uso de sapatos mesmo na areia. O termo moderno cultura é
baseado em um termo usado pelo antigo orador romano Cícero em suas Tusculanae
Disputationes, são uma obra filosófica de Cícero, na qual o autor busca
estabelecer a imortalidade da alma e demonstrar que a felicidade só pode ser
fundamentada na virtude. É um manifesto do estoicismo, onde ele escreveu sobre
o “cultivo da alma” ou cultura animi, usando uma metáfora de poder agrícola
para o desenvolvimento de uma alma filosófica, entendida teleologicamente como
o ideal mais elevado possível para o desenvolvimento pragmático humano. Nas
palavras do antropólogo Edward Burnett Tylor (1832-1917) é “aquele todo
complexo que inclui conhecimento, crença, arte, moral, lei, costume e quaisquer
outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. As
ideias de Tylor tipificam com razão o evolucionismo cultural do século XIX. Em
Primitive Culture (1871) e Anthropology (1881),
definiu o estudo científico da antropologia, com base nas teorias
evolutivas de Charles Lyell (1797-1875).
Ele acreditava que havia uma base funcional
para o desenvolvimento da sociedade e da religião, que ele determinou ser
universal. Tylor sustentava que todas as sociedades passavam por três estágios
básicos de desenvolvimento: da selvageria, da barbárie à civilização. Tylor é
uma figura fundadora da ciência da antropologia social, e seus trabalhos
acadêmicos ajudaram a construir a disciplina da antropologia no século XIX. Alternativamente,
em uma variante contemporânea, “cultura é definida como um domínio social que
enfatiza as práticas, discursos e expressões materiais, que, ao longo do tempo,
expressam as continuidades e descontinuidades do significado social de uma vida
mantida em comum”. O Cambridge English Dictionary define cultura como “o
modo de vida, especialmente os costumes e crenças gerais, de um determinado
grupo de pessoas em um determinado momento”. A teoria da gestão do terror
postula que a cultura é uma série de atividades e visões de mundo que fornecem
aos seres humanos a base para se perceberem como “pessoas de valor dentro do
mundo do significado”, elevando-se acima dos aspectos meramente físicos da
existência, a fim de negar a insignificância animal e a morte das quais o Homo
sapiens tomou consciência quando adquiriu um cérebro maior. A palavra é
usada geralmente como a capacidade evoluída de categorizar e representar
experiências com símbolos e de agir de forma imaginativa e criativa. Essa
capacidade surgiu com a evolução da modernidade comportamental em humanos há
cerca de 50 mil anos e muitas vezes é considerada exclusiva dos humanos. No
entanto, algumas outras espécies demonstraram habilidades semelhantes, embora
menos complicadas, para aprendizagem social. Também é usada para denotar as
redes complexas de práticas e conhecimento e ideias acumulados que são
transmitidos por meio da interação social e existem em grupos humanos
específicos, ou culturas, usando a forma plural.
Antes da revolução
industrial a tecelagem era um ofício manual e a principal fibra era a lã. Nas
principais zonas lanifícias uma forma primitiva de sistema fabril tinha sido já
introduzida. Mas nas zonas montanhosas os tecelões continuavam a trabalhar em
casa num sistema de subcontratação. Os teares podiam ser largos ou estreitos.
Os teares largos eram, nessa altura, aqueles largos demais para que o tecelão
passasse a lançadeira através da cala, necessitando de um ajudante, geralmente,
um aprendiz de tecelão. Este ajudante deixou de ser necessário quando John Kay
(1704-1779) inventou a Lançadeira voadora em 1733. Foi um inventor inglês cuja
criação mais importante foi a lançadeira volante, que foi uma contribuição
fundamental para a Revolução Industrial. Ele é frequentemente confundido com
seu homônimo, que construiu exatamente a primeira “máquina de fiar”. Esta
lançadeira, impulsionada pela ação de dois martelos de madeira em ambas as
extremidades e acionados pelo tecelão aumentou a velocidade de produção de
tecido. Por este motivo ocorreu uma falha no fornecimento de fio de lã e uma
capacidade instalada de tecelagem em excesso. A abertura do Canal de
Bridgewater em junho de 1761, permitiu ao algodão desembarcado em Liverpool ser
transportado para Manchester, onde a existência de muitos rios com caudalosos e
rápidos permitiam a utilização de maquinaria impulsionada pela força
hidráulica. A fiação foi a primeira a ser mecanizada (máquina de fiar, máquina
de fiar de carrinho) e isso facilitou o fornecimento de fio ao tecelão.
Edmund Cartwright foi a primeira pessoa que tentou mecanizar o tear a partir de 1785. Ele construiu uma fábrica em Doncaster e obteve uma série de patentes entre 1785 e 1792. Em 1788, o seu irmão, o Major John Cartwright construiu uma fábrica em Retford. Em 1791, ele licenciou o seu tear aos irmãos Grimshaw de Manchester, mas a sua fábrica ardeu completamente, provavelmente por fogo posto. O Parlamento britânico atribuiu a Edmund Cartwrght um prêmio de £ 10 000 em 1809 “para premiar os seus esforços na mecanização do tear”. No entanto o sucesso do tear mecânico ficou também a dever-se a melhorias no desenho de Cartwright feitas por terceiros. O tear mecânico apenas passou a dominar a produção de tecido a partir de 1805. Nessa altura havia cerca de 250 000 tecelões manuais no Reino Unido. A Indústria têxtil era um dos sectores de ponta na Revolução Industrial Britânica, mas a tecelagem foi uma área onde a mecanização se deu relativamente tarde. Apenas em 1842 e como resultado de várias melhorias que foram feitas à máquina de Arkwright, o Tear tornou-se semiautomático, e apenas tinha de parar para o tecelão mudar a canela de fio da lançadeira. Apenas em 1890 é que com o sistema automático de enchimento e mudança de canela, o tear mecânico tornou-se 100% automático. Estas inovações transformaram a tecelagem de uma atividade caseira, com mão-de-obra intensiva e manual, num processo fabril movido a vapor. Paralelamente o tear deixou de ser fabricado em madeira e passou a sê-lo em ferro fundido, o que levou ao aparecimento da grande indústria metalúrgica dedicada à produção de teares mecânicos e outros equipamentos têxteis.
A grande maioria da
indústria de tecelagem algodoeira localizava-se em barracões em pequenas
povoações à volta de Manchester e afastados das fábricas de fiação. A tecelagem
de lã, penteada ou cardada localizou-se no Oeste de Yorkshire, em particular na
cidade de Bradford. Estavam localizadas enormes fábricas como a Lister’s e
Drummond’s onde tinham lugar todas as operações desde a recepção das fibras ao
envio de tecidos acabados. O tecido in limine em cru era enviado para os
acabadores onde era branqueado, tingido e/ou estampado, primeiro com corantes
naturais e depois com corantes sintéticos, a partir da segunda metade do século
XIX. A necessidade destes químicos foi um fator social importante para o
desenvolvimento da química moderna, nomeadamente da Química orgânica. A
invenção em 1804 do tear Jaquard em França permitiu a tecelagem de tecidos com
padrões e desenhos extremamente complicados, através da utilização de cartões
perfurados anteriormente inventados em 1725 por Basille Bouchon e melhorados em
1728 por Jean-Baptiste Falcon, que permitiam definir que fios apareceriam na
parte de cima do tecido. Os cartões perfurados permitiam o controlo individual
de cada fio de teia, linha-a-linha sem que houvesse qualquer repetição do
padrão, isso tornou possível a tecelagem de padrões complexos. Existem exemplos
de tecidos Jacquard com caligrafia, gravuras tecidas. A máquina de Jacquard
podia ser montada tanto em teares automáticos como em teares manuais. Os
cartões perfurados do Tear Jacquard foram os percursores de todos os modernos
computadores.
Foi a utilização de
cartões perfurados no controlo dos fios de teia que inspirou Charles Babbage (1791-1871)
a usá-los como método de inserção de dados na sua máquina analítica. No
final do século XIX, Hermann Hollerith (1860-1929) utilizá-los-ia como suporte
de dados de entrada na sua máquina tabuladora que desenhou para o Censo de 1890
nos Estados Unidos da América. Os cartões perfurados continuariam a ser usados
nos computadores até aos anos 1970 do século XX e nos teares Jacquard até aos
anos 90 do século XX, sendo substituídos por sistemas electrónicos. Durante a
primeira metade do século XX, o tear mecânico manteve-se idêntico ao do final
do século passado. Apenas durante esse tempo inventaram-se a máquina automática
de atar teias e a de inserção de teia nos liços. A seguir à 2ª guerra mundial,
em 1953 começaram a ser comercializados teares com inserção de trama por
projétil. Em 1972 por lanças rígidas ou flexíveis e 1975 por Jacto de ar. Estas inovações fizeram que a taxa de
inserção de trama passasse de alguns metros por minuto para cerca de 2000
m/min, fazendo com que a produtividade por tear subisse de 8.5 jardas quadradas
por hora em 1975 para 29.5 em 1995. Todos os teares seguem a mesma ideia básica
da tecelagem, como foi descrito: (1) Abertura da Cala, (2) Inserção da Trama e
(3) Batida do pente. A principal diferença de um tear para o outro é a técnica
da inserção do fio de trama. Os modelos mais antigos tinham inserção por
lançadeiras. Atualmente os tipos de inserção de trama mais comuns são por
projéteis, pinças, jato-de-ar ou jato-de-água. Na tecelagem industrial, o
sistema de abertura da cala pode ser por excêntricos, maquineta ou maquineta de
Jacquard.
Embora o sistema de lançadeira pareça arcaico, ele é o único que consegue produzir tecidos de até oito metros de largura. Na década de 2010, a indústria têxtil global foi criticada por práticas insustentáveis. A indústria têxtil demonstrou ter um “impacto ambiental negativo na maioria das fases do processo de produção. O comércio global de vestuário de segunda mão mostra-se promissor na redução da utilização de aterros, no entanto, as relações internacionais e os desafios à reciclagem de têxteis mantêm o mercado pequeno em comparação com a utilização total de vestuário. O consumo excessivo e a geração de resíduos na cultura da moda global levaram marcas e varejistas em todo o mundo a adotar a reciclagem têxtil, que se tornou um foco principal dos esforços mundiais de sustentabilidade. As marcas anunciam cada vez mais produtos feitos de materiais reciclados de acordo com as mudanças nas expectativas dos consumidores. A partir de 2010, os investimentos em empresas de reciclagem têxtil cresceram para dimensionar as soluções de reciclagem para a demanda global, com a Inditex apoiando a empresa de reciclagem têxtil-têxtil Circ em julho de 2022 ou a Goldman Sachs liderando um investimento em mecanização empresa de algodão reciclado Recover Textile Systems. A reciclagem têxtil é o processo mediante de recuperação de fibras, fios ou tecidos e o reprocessamento do material em produtos novos e úteis. Os resíduos têxteis são divididos em pré-consumo e pós-consumo e classificados em categorias derivadas de um modelo de pirâmide.
Os produtos têxteis são reutilizados ou reciclados mecanicamente ou quimicamente. Houve uma mudança social para a reciclagem de têxteis por causa de novos regulamentos em
vários países globalizados. Em resposta, as empresas estão desenvolvendo produtos a partir
de resíduos pós-consumo e materiais reciclados, como plásticos. Os resultados
de estudos acadêmicos demonstram que a reutilização e a reciclagem de têxteis
são mais vantajosas que a incineração e o aterro. Mais de 100 bilhões de roupas são produzidas
anualmente, a maioria das quais acaba em incineradores ou aterros sanitários. A
EPA informou que, somente em 2018, foram gerados 17 milhões de toneladas de resíduos
sólidos urbanos (RSU) têxteis. A indústria da moda é indiscutivelmente um
dos segundos maiores poluidores ao lado da indústria do petróleo. Ao reciclar
têxteis, diminui o espaço em aterros, cria menos poluição e reduz o consumo de
energia e água. A maioria dos materiais utilizados na reciclagem têxtil pode
ser dividida em duas categorias: resíduos pré-consumo e resíduos pós-consumo. Os pré-consumo envolvem materiais secundários das indústrias têxtil, de
fibras e de algodão. Esses produtos são reaproveitados para outras indústrias,
como móveis, colchões, fios grossos, construção civil, automotivo, papel e
vestuário. Os pós-consumo consistem em roupas têxteis e artigos
domésticos que foram descartados por seus proprietários.
Esses artigos têxteis são normalmente descartados porque estão danificados, desgastados ou desatualizados. 85% dos resíduos pós-consumo nos Estados Unidos, no entanto, são encontrados em aterros sanitários. Os restantes resíduos pós-consumo podem ser encaminhados para retalhistas de segunda mão para serem revendidos ou encaminhados para armazéns dedicados à reciclagem têxtil. Os têxteis são classificados em categorias de acordo com o modelo de pirâmide, que organiza os têxteis pela sua qualidade e usabilidade. Essas colocações de categoria determinam quais processos são usados para reciclar ou reutilizar o tecido. Essas categorias são: têxteis para mercados de roupas usadas, têxteis para conversão, limpeza e polimento de roupas, têxteis enviados para aterros sanitários e incineradores e diamantes. Os diamantes constituem 1-2% dos têxteis reciclados. Apesar de ser a menor categoria, os diamantes geram o maior lucro por item para as empresas de reciclagem. Os diamantes são itens de vestuário mais antigos e modernos de marcas reconhecidas e sofisticadas. Roupas e acessórios considerados diamantes incluem alta costura, Harley Davidson, Levi`s, Ralph Lauren e fibras de luxo (i. e, caxemira). Esses artigos de roupas de segunda mão estão em alta demanda e podem ser vendidos online, em butiques de varejo ou em lojas vintage. Cerca de 7% dos produtos têxteis reciclados são incinerados ou depositados em aterros. Os têxteis que são colocados em aterros não têm valor e não podem ser reaproveitados; é caro e é evitado sempre que possível. Têxteis podem ser incinerados para produzir energia elétrica. Esta prática é mais comum na Europa do que nos Estados Unidos porque os sistemas de caldeiras europeus têm capacidades mais altas do que os sistemas de caldeiras americanos.
Embora a incineração de resíduos sólidos urbanos (RSU) ainda não seja viável
nos Estados Unidos, mais de dois terços dos RSU são incinerados em países como
Dinamarca, Japão e Suíça. Os valores energéticos da queima de RSU são
comparáveis aos do óleo em termos de calorias; no entanto, existem obstáculos a
este processo. Esses obstáculos incluem aumentar a eficiência da incineração e
reduzir os subprodutos nocivos da incineração. Cerca de 17% dos têxteis usados
são classificados na categoria de panos de limpeza e polimento. Esses tecidos
são considerados inutilizáveis e são então usados para criar panos de limpeza e
polimento. Os panos de limpeza e polimento podem ser feitos de uma combinação
de fibras oleofílicas e hidrofílicas que são frequentemente úteis em aplicações
industriais. Têxteis, como camisetas, são comumente usados para criar
esses panos devido às suas fibras de algodão naturalmente absorventes. É importante
salientar que 29% dos resíduos têxteis são transformados em novos produtos se
considerados inutilizáveis. A usabilidade depende se os tecidos estão ou
não manchados ou rasgados além do reparo. Má qualidade e mungo são os
dois resultados do processo de reengenharia. Shoddy envolve a
criação de novos produtos de fios a partir de materiais antigos e é um dos
exemplos históricos de reciclagem têxtil.
Um dos maiores
produtores de fios de má qualidade é a Panipat, no Norte da Índia, que
possui mais de 300 fábricas. A maior parte do material de má qualidade em
Panipat é usado para fazer cobertores de malha, perfazendo mais de 90% dos
cobertores que são doados às comunidades em socorro a desastres. Mungo foi
inventado depois da má qualidade e refere-se ao processo de utilização de
recortes têxteis para fazer lã. Essa lã é exportada para países europeus, cujos
climas mais frios e regulamentações de inflamabilidade resultam em uma
maior necessidade de mungo. Shoddy e mungo podem ser utilizados para produtos
de alta e baixa qualidade. Essas fibras modificadas têm sido usadas em suéteres
de caxemira e no enchimento de móveis, automóveis e sacos de boxe. Nos mercados
de roupas usadas 48% dos têxteis são classificados na categoria de mercados de
roupas usadas. Os países ocidentais exportam têxteis usados para países em
desenvolvimento ou para ajuda humanitária. Nos países “em desenvolvimento”, os
têxteis ocidentais usados são altamente valorizados, pois geralmente são mais
acessíveis do que os têxteis locais. Têxteis ocidentais usados também são
vendidos para as classes baixa e média em países mais desenvolvidos, cuja renda
não é grande o suficiente para comprar tecidos locais mais caros. Como a
exportação têxtil é uma indústria global, os exportadores devem estar cientes
das diversas regulamentações e restrições comerciais em diferentes países. A
reutilização têxtil é o método de processamento preferível porque prolonga a
vida útil do produto original. A reutilização ocorre quando os proprietários
têxteis alugam, trocam, trocam, emprestam, herdam produtos por meio de lojas de
segunda mão, vendas de garagem, mercados on-line/pulgas ou instituições de
caridade.
O processamento mecânico é um método de
reciclagem no qual o tecido têxtil é quebrado enquanto as fibras ainda são
preservadas. Uma vez trituradas, essas fibras podem ser fiadas para criar novos
tecidos. Esta é a técnica mais utilizada para reciclar têxteis e é um processo
particularmente bem desenvolvido para têxteis de algodão. Os protocolos de
processamento mecânico podem diferir dependendo do material, portanto, também
requerem vários níveis de classificação antes do início do processo. Os têxteis
devem ser separados por composição de tecido e por cor para evitar tingimento e
branqueamento de materiais. Depois de separados, os materiais têxteis podem ser
triturados, lavados e separados em fibras menores. Essas fibras individuais são
então alinhadas em um processo conhecido como cardagem em preparação para serem
fiadas juntas. Algumas fibras, incluindo o algodão, devem ser fiadas junto com
uma fibra transportadora para manter a qualidade superior. Essas fibras
transportadoras são mais comumente algodão, algodão orgânico ou poliéster. Uma
vez que as fibras são transformadas em novos fios, elas podem ser usadas para
criar novos tecidos. Este processo funciona como um ciclo semifechado de
reciclagem. O número de vezes que um material pode ser reciclado depende da
qualidade das fibras, que diminui a cada ciclo de processamento mecânico. O
processamento mecânico também pode ser usado com outros materiais além dos
têxteis. Um exemplo comum disso é o poliéster.
No caso do poliéster,
os materiais reciclados são garrafas plásticas feitas de polietileno
tereftalato. De maneira semelhante aos têxteis, os plásticos são separados por
cor e tipo quando chegam às instalações de reciclagem. O plástico é então
triturado e lavado para quebrá-lo e remover os contaminantes. Os restos
plásticos secos são moldados em pastilhas de PET e depois passam por extrusão
para criar novas fibras. Essas novas fibras podem então ser usadas para criar
novos tecidos. O processamento químico ocorre quando a reutilização têxtil é
inviável. Este processo ainda não é amplamente implementado, mas existem
empresas que estão pesquisando e integrando a reciclagem química. Os principais
locais de produção em pequena escala são Eco Circle, Worn Again, Evrnu e
Ioncell. A reciclagem química é utilizada em fibras sintéticas, como o
Polietileno Tereftalato (PET). Essas fibras sintéticas podem ser quebradas para
criar fibras, fios e têxteis. Para o PET, os materiais iniciais são primeiro
decompostos em nível molecular usando produtos químicos que facilitam a
glicólise, metanólise, hidrólise e/ou amonólise. Este ato de despolimerização
também remove contaminantes do material de partida, como corantes e fibras
indesejadas. A partir daqui o material é polimerizado e utilizado para produzir
produtos têxteis. Ao contrário do método mecânico de reciclagem, a reciclagem
química produz fibras de alta qualidade semelhantes à fibra original utilizada.
Portanto, não são necessárias novas fibras para sustentar o produto do processo
químico. Diferentes produtos químicos e processos são usados para outros
materiais, como nylon e fibras à base de celulose, mas a estrutura geral do
processo é a mesma.
Muitas empresas como Patagonia, Everlane, Heavy Eco e Girlfriend Collective agora desenvolvem seus produtos a partir de uma combinação de resíduos têxteis pós-consumo reciclados, bem como outros materiais reciclados, como plásticos. Isso também pode ser feito para outros tecidos além de roupas. Por exemplo, a Egetæpper é uma empresa dinamarquesa de fabricação de tapetes que fabrica seus tapetes usando fibras de redes de pesca recicladas. Muitas dessas empresas também desenvolvem programas especificamente projetados para reduzir o desperdício de fabricação e permitir que seus clientes reciclem peças de roupa velhas por meio da mesma empresa. A Glen Raven, Inc., uma fabricante de tecidos, projetou um programa que coleta peças não utilizadas durante a produção e as recicla em um novo tecido. Uma região específica que é mais progressiva em aplicações de têxteis reciclados é a Escandinávia, que criou produtos de mercado convencionais. Na Suécia, empresas como Lindex e H&M estão incluindo fibras residuais pré-consumo e pós-consumo em suas novas linhas de roupas. Da mesma forma, na Finlândia, a Pure Waste é uma empresa de roupas que cria camisetas a partir de fibras recicladas em suas fábricas 95% movidas a energia eólica. Novas regulamentações para a indústria têxtil foram introduzidas em vários países que favorecem o uso de materiais reciclados. Em 30 de março de 2022, a Comissão Europeia publicou a Estratégia da União Europeia para Têxteis Sustentáveis e Circulares, que descreve o plano de ação da União Europeia para alcançar uma melhor sustentabilidade e regulamentação na indústria têxtil.
A estratégia da União Europeia
inclui regular a superprodução, reduzir a liberação de microplásticos
durante a produção e utilizar a Responsabilidade Estendida do Produtor da União
Europeia para garantir que os produtores estejam agindo de forma sustentável. Em
resposta às mudanças nas expectativas dos consumidores, os investimentos em
empresas de reciclagem têxtil aumentaram para alcançar uma melhor
sustentabilidade na indústria têxtil. Em julho de 2021, a H&M é uma empresa
multinacional sueca de moda presente em 74 mercados e com mais de 5000 lojas. O
seu modelo de negócio é “Moda e qualidade ao melhor preço, de forma sustentável”
e a Adidas investiram na empresa de reciclagem química Infinited Fiber Company,
que produz uma fibra reengenharia semelhante ao algodão e biodegradável. O
Goldman Sachs liderou um investimento na empresa de algodão reciclado
mecanicamente Recover Textile Systems em junho de 2022. Muitas marcas de moda
de luxo estão exibindo publicamente seu investimento em abordagens de
sustentabilidade, com um objetivo comum de mudar tecnologicamente para sistemas
circulares e utilizar materiais reestruturados e/ou biodegradáveis em suas
coleções. Os processos de reutilização e reciclagem de têxteis são os métodos
de processamento de têxteis mais ecológicos, enquanto a incineração e o aterro
são considerados os menos ecológicos. Ao
comparar a reutilização têxtil com a reciclagem têxtil, a reutilização têxtil é
mais vantajosa. Um estudo sueco descobriu que, para cada tonelada de resíduos
têxteis, a reutilização têxtil pode economizar 8 toneladas de CO2 em termos de
potencial de aquecimento global (GWP) e 164 GJ de uso de energia.
Em análise comparativa
o processo de reciclagem têxtil economiza 5,6 toneladas de CO2 em termos de GWP
e 116 GJ de uso de energia. Existem algumas circunstâncias em que a reciclagem
e a reutilização podem ser menos eficazes. Por exemplo, em relação à
reciclagem, os benefícios podem ser compensados se as taxas de substituição
forem relativamente baixas, se a reciclagem for energizada por combustíveis
fósseis ou se os procedimentos de fabricação evitados forem limpos. Além disso,
no que diz respeito à reutilização, o impacto ambiental do transporte pode
superar as vantagens da fabricação evitada, a menos que a vida útil do item
reutilizado seja consideravelmente prolongada. Essas circunstâncias devem ser
levadas em consideração ao defender, projetar e implementar novos procedimentos
de reciclagem e reutilização de têxteis. Os avanços no tratamento, revestimento
e corantes têxteis têm efeitos pouco claros na saúde humana, e a prevalência da
dermatite de contato têxtil está a aumentar entre os trabalhadores têxteis e as
pessoas comuns. Os estudiosos identificaram um aumento na taxa de compra de
roupas novas pelos consumidores ocidentais, bem como uma diminuição na vida
útil das roupas. Foi sugerido que a fast fashion contribui para o
aumento dos níveis de desperdício têxtil. O mercado mundial de exportações de
têxteis e vestuário em 2013, de acordo com a Base de Dados de Estatísticas do
Comércio de Mercadorias das Nações Unidas, situou-se em 772 mil milhões de
dólares. Em 2016, os maiores países exportadores de vestuário foram a China
(161 bilhões de dólares), o Bangladesh (28 bilhões de dólares), o Vietnã (25
bilhões de dólares), a Índia (18 bilhões de dólares), Hong Kong (16 bilhões de
dólares), a Turquia (15 bilhões de dólares) e a Indonésia (7 bilhões de
dólares).
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