sexta-feira, 1 de maio de 2026

Glenda Kozlowski – Jornalismo Esportivo & Persona da Comunicação.

                                                 O que não conseguimos lembrar, retornará como ação”. Sigmund Freud

                   

            O pensamento grego dividiu o tempo da memória de seu passado, sobre o tempo da Era Heroica, durante o qual a tradição oral grega foi criada e mantida tendo como resultado a criação de um passado mítico baseado em elementos que diferiam em caráter e precisão, cuja origem remontava a períodos de tempos esparsos. Essa tradição transmitia e simultaneamente criava o passado. O principal objeto de pensamento ocorreu com a formação e manutenção da identidade grega realizada pela criação da consciência e do orgulho pan-helênicos em que emerge um governo aristocrático e especialmente o direito da aristocracia de governar enfatizando às suas notáveis qualificações e virtudes. Trata-se de um processo de secularização criação mítica que não termina no século VIII a. C., final do chamado período Homérico e quando se tem historicamente a formação da polis.  Ele continua presente na mitificação de indivíduos combinando elementos antigos com novas formas evolucionárias sociais, adaptando-se às mudanças religiosas e políticas. A era pós-heroica é demarcada pelo interesse na preservação do passado remoto e mítico, todavia totalmente vivo na consciência grega e expressou-se pela conservação e repetição do mapa mítico. O passado heroico era alvo de atenção passiva que assegurava a sua manutenção na lembrança social, na versão aceita e “perpetua-se nas gerações futuras por meio da preservação desse conhecimento e da sua permanente utilização”.

Primeiro, o registro desse passado não dispunha de documentos nem arquivos de onde possamos retirá-los, por essa razão foi preservado por meio da oralidade. No segundo momento, da oralidade à prática cultural, incluindo-se o registro etnográfico, tem-se a elaboração do universo ritual que fiel às origens da tradição, acaba por consolidar a relação fala-ação que consagra o princípio de que o mito é o principal veículo de comunicação da memória na sociedade grega. A condição significativa da mensagem criou a necessidade de comunicar-se. E como motor de todo tipo de codificações expressivas, sendo a linguagem e a escrita instrumentos de comunicação oral e escrita sujeitos as limitações de espaço e lugar e a sua transmissão através da distância entre o emissor e o receptor. Etnograficamente pode-se dividir em quatro fases a história da codificação de signos e fonemas aos serviços da relação inter-humana: mnemônica, pictórica, ideográfica e fonética. A primeira periodização se caracterizou pelo emprego de objetos reais como dados ou mensagens entre pessoas que viviam aparentemente alheios e não pertenciam ao mesmo sistema convencional de comunicação. Os antigos chineses, escreve Albert A. Sutton (1890-1954), e inclusivamente outras tribos primitivas mais recentes, utilizaram com muita frequência o quipo, cada um dos cordões nodosos uados pelos peruanos, no tempo da monarquia dos Incas, que formavam um método de análise mnemônico, fundado nas cores e ordem dos cordões, número e disposição dos nós, etc., para presentificar dias felizes, para servir como instrumentos de cálculo, ou guardas de recordações da memória dos mortos das tribos. 

Na segunda, a comunicação historicamente humana se transmite mediante a pintura, a representação dos objetos. Estas gravuras aparecem não só na pintura rupestre, e também sobre objetos variados, tais como utensílios, armas ou artigos de valor empregados para o intercâmbio comercial. Na terceira, resulta de uma associação de símbolos pictográficos como objetos e ideias. Nesta fase, os signos se empregam cada vez mais na representação de ideias, numa progressiva separação da estrutura do objeto a comunicar e uma modelação cada vez mais simbólica que aproximará no signo alfabético, na escritura. A expressão ideográfica serviu para as formas primitivas de “relatos”, tal como podemos valorar na escritura ideográfica das culturas pré-colombianas ou mesopotâmicas, ainda que o máximo tipo cultural deste sistema social de comunicação representou a escrita hieroglífica dos egípcios. A última se estabelece quando o signo representa um som, fora das palavras inteiras, de sílabas ou que chamamos letras, como unidade fonética. A invenção cultural do alfabeto representou o ponto máximo da codificação da comunicação, propiciada precisamente por aqueles povos de maior desenvolvimento social e de maior inter-relação comercial com outros povos.  O alfabeto era uma chave de intercomunicação e ao mesmo tempo um aríete de penetração cultural em mãos dos povos da Antiguidade criadores das primeiras rotas de comércio marítimo e terrestres.                        

 A relação binômica entre comércio e comunicação social é delimitada por Gordon Childe (cf. Faulkner, 2007) nas civilizações orientais. Os artesãos livres podiam viajar com as caravanas buscando um mercado para seu ofício enquanto que os escravos formavam parte da mercadoria. Os forasteiros em um país estranho pediam os conselhos da religião. Uma cena esculpida em um jarro por um artista sumério descreve um culto índio que se celebrava em templo de Arrad. A descoberta de um templo monumental datado do final do século X e início do século IX a. C. surpreendeu arqueólogos em Israel. A existência do complexo religioso, situado onde ficava a antiga cidade de Moza, contradiz textos bíblicos que abordam aquele período da história da religião. Se os cultos se transmitiam, as artes e os ofícios úteis podiam difundir-se com análoga facilidade.  O intercâmbio promoveu a mancomunada experiência humana. Fosse qual fosse o sistema de signos empregados para a comunicação social necessitavam de um suporte material onde inscrever-se e a possibilidade de criar um âmbito de emissão e recepção. Desenvolveram-se sistemas paralelos de comunicação mediante escritura em todas as civilizações que haviam alcançado um parecido sistema de organização social e desenvolvimento cultural. Estes sistemas ajudam já a um forcejo tecnológico para melhorar os suportes essenciais dos materiais da escritura. 

Os egípcios empregaram o papiro a partir de uma matéria-prima de que dispunham abundantemente nas margens do fabuloso Nilo: a medula de velhos, que podia prensar-se, laminar-se e conservar os seus gravados durante muito tempo. Para começar, intercomunicar-se Alfabetos, tecnologia de escritura e os materiais para fazê-la possível. Os gregos aceitaram o alfabeto Fenício e na impossibilidade de dispor de pairos empregaram tabuletas de madeira coberta de cera. Os romanos adotaram novos suportes de escritura como o pergaminho ou a vitela.  O (des)cobrimento do papel tardaria a chegar à Europa, mesmo com evidências que a China dispunha dele no ano 105. Ts`ai Lun comunicou ao imperador “um novo material sobre o qual era uma delícia escrever”. O sistema social condiciona o sistema de comunicação. A comunicação sempre vem unida à existência da mudança de mercadoria e à busca de matérias-primas que já mobilizou aos antigos. As rotas comerciais e de expansão imperial depredatória da antiguidade foram autênticos canais informativos, lentos e precários, que abasteceram aos homens de um conhecimento aproximado dos limites do mundo reconhecido e das tentações dos outros considerados desde cada especial forma de etnocêntrica. Os sistemas de correio e a comunicação ligada a sociedades em processos de mudança social formam os primeiros instrumentos de comunicação internacional. Os editos e decretos, os primeiros instrumentos de comunicação intracomunitária. Uns e outros instrumentos nasceram com a associação humana e só foram qualitativamente modificados quando apareceu a imprensa. 

Todo processo de trabalho é um processo de comunicação, embora nem toda comunicação represente trabalho social. A impressão de regressão que suscita o trânsito do Império Romano e a fragmentação política seguinte se vê alimentada, sobretudo pelo evidente obstáculo cultural. Contudo, ainda que no marco político e econômico da evolução histórica, sua queda é consequência do enfraquecimento entre a organização do Estado e as necessidades objetivas (materiais) dos homens e das comunidades societárias submetidas à superestrutura jurídico-política imperial.  A comunicação com o Oriente e a própria dinâmica da produção e o comércio empurraram a Europa da Baixa Idade Média a uma série de descobrimentos técnicos que afetaram o sistema de comunicação social globalizante. O passo da Idade Média ao Renascimento é uma mera convenção didática, last but not least, sobre a extraordinária produção historiográfica sobre este período histórico-sociológico. Ipso facto, a imprensa nasceu quando um tipo móvel suscetível de se alinhar para compor palavras, linhas, depois de tingida a composição, se reproduzia sobre o papel mediante pressão. Em todo o século XV ocorreu uma série de acasos tecnológicos no tipo móvel de Gutenberg. Mas, previamente a aparição da Bíblia impressa por Gutenberg, em 1546, em Manguncia, já se conheciam amostras de impressão baseada na utilização de tipos móveis. Contudo, a imprensa incidiu mais no terreno da literatura que da informação propriamente. Mainz ou Mainz é a capital do estado alemão (Land) da Renânia-Palatinado. É uma cidade no Sudoeste da Alemanha, às margens do rio Reno, onde o rio Meno deságua. É um importante porto fluvial. Johannes Gutenberg inventou a imprensa lá. 

Hoje, Mainz tornou-se novamente um centro de mídia, pois abriga a sede da ZDF (Zweites Deutsches Fernsehen”) (Segunda Televisão Alemã), é um canal de televisão público alemão com sede em Mainz, o segundo canal de televisão alemão. Embora tenha sido severamente destruída durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), a cidade conserva uma parte significativa da cidade antiga, na qual se destacam os edifícios construídos em pedra vermelha (principalmente arenito). Mainz possui uma universidade desde 1477, chamada Johannes Gutenberg, localizada perto do centro da cidade. Seu antigo campus inclui não apenas salas de aula e anfiteatros, mas também casas, bares e restaurantes que constituem um bairro independente. Com 196.950 habitantes (em 31 de março de 2006), é a terceira maior cidade da região do Reno-Meno. Seu time de futebol, o FSV Mainz 05, joga na primeira divisão (Bundesliga). Quando apareceu a imprensa, a informação escrita tinha certamente relevância história. Toda tecnologia tende a criar um novo mundo. A escritura e o papiro criaram o ambiente para os impérios do mundo antigo. O estudo da Reforma, Contra-Reforma e lutas religiosas, apresentaram grande interesse no processo de comunicação: o rastro de uma e outra intransigência é sangrento.

Os católicos mataram Giordano Bruno (1548-1600), e os protestantes via João Calvino (1509-1564), mataram Miguel Servet (1511-1553).  A importância ideológica do Areópago de Milton deve ser medida por sua equidistância comunicativamente com os protestos gregos contra a repressão intelectual e os primeiros teóricos da relação entre o poder e a liberdade de expressão: o Areópago, representa um tribunal de justiça ou conselho, célebre pela honestidade e retidão no juízo, que funcionava a céu aberto no outeiro de Marte, antiga Atenas, desempenhando papel importante em política e assuntos religiosos. O Areópago é uma ilhota teórica em um imenso oceano que tem, de um lado, os sofistas gregos, e de outro, Thomas Jefferson (1743-1826) e John Stuart Mill (1806-1873), do liberalismo burguês. Napoleão compreendeu que devia manietar os meios de comunicação social se quisesse criar uma imagem imaculada do poder pessoal. Visível cabeça dessa nova classe dirigente levou esse medo ao nível característico do terror do ditador à sua própria imagem. O capitalismo em expansão necessitava desenvolvimento tecnológico e científico. Necessitava de mão-de-obra mais culta e especializada para a complexidade do processo industrial. Necessitava, além disso, saltar barreiras de níveis políticos do protecionismo econômico e comercial para sua expansão imperialista.

A palavra persona vem do latim, do verbo personare, “per-sonare”: falar através de, onde se referia à máscara usada pelos atores de teatro. Essa máscara servia tanto para dar ao ator social a aparência do personagem que ele interpretava, quanto para permitir que sua voz fosse ouvida pelo público. Em sua psicologia analítica, Carl Gustav Jung usa o termo latino persona para se referir à parte da personalidade que organiza a relação do indivíduo com a sociedade, a maneira como cada pessoa deve, em maior ou menor grau, conformar-se a uma persona socialmente predefinida para cumprir seu papel social. O ego pode facilmente se identificar com a persona, levando o indivíduo a acreditar que é quem os outros veem como ele e a perder de vista sua verdadeira identidade. Nesse sentido, a persona de Jung se aproxima do conceito de falso Eu de Donald W. Winnicott (1896-1971). A persona deve, portanto, ser entendida como uma “máscara social”, uma imagem criada pelo ego que pode, em última instância, usurpar a verdadeira identidade do indivíduo. Embora necessário para interagir com o mundo exterior, a persona pode ser considerada como fachada, frequentemente influenciada por expectativas sociais, que pode mascarar a verdadeira natureza do indivíduo e dificultar a autocompreensão.

            A psicologia analítica (Analytische Psychologie em alemão), ou “psicanálise junguiana”, é uma teoria psicológica desenvolvida pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung a partir de 1913. Inicialmente criada para se diferenciar da psicanálise de Sigmund Freud, visa investigar o inconsciente e a “alma”, ou seja, a psique individual. A história da psicologia analítica está intimamente ligada à biografia de Carl Jung. Inicialmente representada pela Escola de Zurique, com Eugen Bleuler, Franz Riklin, Alphonse Maeder e Jung, a psicologia analítica foi primeiro uma teoria dos complexos psíquicos, até que Jung, após sua ruptura com Freud, a transformou em um método geral de investigação de arquétipos e do inconsciente, bem como em uma psicoterapia específica. A psicologia analítica, ou “psicologia complexa”, tem sido fonte de inúmeros desenvolvimentos, tanto na psicologia quanto em outras disciplinas. De fato, os sucessores de Jung são numerosos e organizados em sociedades nacionais no mundo. As aplicações e os desenvolvimentos dos postulados de Jung deram origem a um corpo de literatura denso e multidisciplinar.

            O Instituto CG Jung de Zurique cujo nome oficial em alemão é CG Jung-Institut Zürich é um instituto de psicologia analítica localizado em Küsnacht, no cantão de Zurique, na Suíça. Küsnacht é uma comuna da Suíça, no Cantão Zurique, com cerca de 12.816 habitantes. Estende-se por uma área de 12,35 km², de densidade populacional de 1.038 hab/km². Confina com as seguintes comunas: Erlenbach, Herrliberg, Kilchberg, Maur, Rüschlikon, Thalwil, Zollikon, Zumikon. A língua oficial nesta comuna é o Alemão. Ali faleceram o psiquiatra Carl Jung (6 de junho de 1961) e a cantora Tina Turner (25 de maio de 2023). Baseada numa concepção objetiva da psique, Jung estabeleceu sua teoria desenvolvendo conceitos-chave dos campos da psicologia e da psicanálise, como o  “inconsciente coletivo”, o “arquétipo” e a “sincronicidade”. Ela se distingue pela consideração de mitos e tradições, que revelam aspectos da psique de todas as épocas e continentes, pelo escopo nos sonhos como elemento central da comunicação com o inconsciente e pela existência de entidades psíquicas autônomas, como o animus para as mulheres ou a anima para os homens, e a persona ou sombra, comum a ambos os sexos.

Considerando que a psique de um indivíduo é composta por elementos da vida pessoal do sujeito, bem como por representações que se baseiam em mitos e símbolos universais, a psicoterapia ligada à psicologia analítica estrutura-se em torno do paciente e visa ao desenvolvimento do “Si mesmo”, através da descoberta dessa totalidade psíquica pela noção de individuação. O psiquiatra suíço e seus sucessores foram além da estrutura epistemológica da psicanálise freudiana para explorar disciplinas como a física e os tipos de personalidade, que incorporaram a uma teoria dita “analítica” da psique. A história da psicologia analítica está intimamente ligada, em seus estágios iniciais, à biografia do psiquiatra suíço que lançou seus fundamentos: Carl Gustav Jung (1875-1961). Ele foi, de fato, o primeiro a desenvolver seus postulados sozinho (após sua ruptura com Freud), e, aos poucos, foi acompanhado por figuras salientes dos mundos médico, psicanalítico e psiquiátrico, que assim produziram um corpo de literatura abundante e diversificado. Jung iniciou sua carreira médica como psiquiatra na Clínica Psiquiátrica Universitária de Zurique, apelidada de Burghölzli, em 1900. Foi nesse hospital universitário, sob a direção de Eugen Bleuler, que ele gradualmente desenvolveu sua nova abordagem. Primeiramente, acumulou “uma significativa coleção de sonhos e delírios de pacientes”. Desenvolveu um método semelhante à psicanálise, baseado na troca verbal (a cura pela fala) e no estudo das manifestações inconscientes, bem como na transferência.

Rejeitando a hipnose, assim como Freud (1856-1939), Jung desenvolveu uma abordagem amplificadora dos símbolos oníricos, o que o distingue do fundador da psicanálise. Finalmente, descreveu um aparelho psíquico diferente da topografia freudiana, notadamente através da hipótese de um inconsciente coletivo, que ele concebeu após o estudo dos delírios de seu paciente Emil Schwyzer. Inicialmente, Jung definiu esse método como “uma observação das profundezas psíquicas”, tomando emprestado o nome “psicologia profunda” do mentor Eugen Bleuler (1857-1939). Seu aspecto experimental, datado de seu trabalho com Franz Riklin (1878-1938), buscava abordar os complexos utilizando o método de “associação de palavras”. E trabalhou com o psicanalista Ludwig Binswanger (1881-1966). Desses primeiros anos Jung considerava que o inconsciente é parcialmente composto por elementos psíquicos, autônomos, que são frequentemente personificados, que influenciam a mente consciente. Assim, ele se distanciou da teoria das pulsões de Freud. Jung falava, nessa época conceitual, de “psicologia complexa”. Neste aspecto singular vale lembrar no caso da Antropologia, Gilbert Durand (1921-2012) foi um antropólogo, filósofo, pesquisador e professor universitário francês reconhecido por seus trabalhos sobre imaginário e mitologia. Professor de Filosofia de 1947 a 1956, professor titular e professor emérito de Sociologia e de Antropologia da Universidade de Grenoble II, foi cofundador, juntamente com Léon Cellier e Paul Deschamps, em 1966 do Centre de recherche sur l`Imaginaire

Também foi membro do Círculo de Eranos, participando das reuniões desde 1960 a partir de um convite de seu amigo Henry Corbin. Participou da Resistência Francesa durante a 2ª Guerra Mundial. Discípulo de Gaston Bachelard e de Carl Gustav Jung, mestre de Michel Maffesoli e Jean-Jacques Wunenbuger, Durand é reconhecido mundialmente pela criação da Teoria Geral do Imaginário a partir da tese de doutorado, intitulada: As estruturas Antropológicas do Imaginário, publicada em livro pela primeira vez em 1960 e hoje em sua 12ª edição. Recebeu o Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Nova de Lisboa, Portugal, no ano acadêmico de 1988/1989. Em As Estruturas Antropológicas do Imaginário, Durand propõe pensar o imaginário como um sistema, não como um conjunto de imagens ligadas pelas convenções culturais ou simplesmente pelas semelhanças icônicas. Resultado de seu doutoramento, aqui ele apresenta primícias conceito de “trajeto antropológico” também reconhecido como “trajeto do sentido”. Este trajeto se daria entre dois polos relativamente estáveis: as intimações biopsíquicas, dadas pela natureza humana mesma, e as coerções apresentadas pelos contextos históricos, sociais, culturais. O modo de as imagens simbólicas se organizarem dá origem a diferentes regimes ou “estruturas do imaginário”, criando e desenvolvendo-se per se o que ele chama também nessa obra de “estruturalismo figurativo”. 

Vê-se, aí, que é a imagem que produz a estrutura, e não o contrário. Segundo ele, o imaginário se dará a ver principalmente através de três esquemas míticos organizadores do simbólico: o esquizomórfico, o místico e o sintético. O primeiro se relaciona a todo o simbolismo ascensional das imagens aéreas, está relacionado ao reflexo dominante postural dos seres humanos (colocar-se de pé) e aos esquemas do pensamento da distinção e identidade. O mito do herói faz parte desse primeiro esquema e, por isso, recorrentemente o regime esquizomórfico é tomado como sinônimo do regime heroico. No regime místico, o simbólico se relaciona à ação de confundir, misturar-se, o que diz respeito ao reflexo digestivo do organismo humano, que através do simbolismo da descida, leva à escuridão quente das tripas. Por último, o regime sintético evoca os simbolismos rítmicos, prevendo uma dialética entre antagonistas e a coincidência dos opostos, em que nenhum dos conteúdos precisaria eliminar o outro (como na lógica da distinção) ou misturar-se com o outro (como na lógica mística). Quatro anos depois, em 1964, publica A Imaginação Simbólica, livro no qual apresenta uma espécie de glossário da Teoria Geral do Imaginário, onde faz distinções entre os estudos do simbólicos e outras vertentes interessadas pelas imagens (como a semiótica, o estruturalismo e a psicanálise) que por vezes se utilizam dos mesmos termos, tais como mito, símbolo e signo. Em Figures Mythiques et Visages de l’œuvre (Figuras míticas e rostos da obra), publicado em 1979, apresenta a metodologia da Teoria Geral do Imaginário, que chama de mitodologia. O procedimento seria partido em dois momentos, o primeiro da mitocrítica e o segundo da mitanálise.


Glenda Gonçalves dos Reis Kozlowski nasceu no Rio de Janeiro, em 9 de julho de 1974. É filha de inglês com uma brasileira e herdou o sobrenome de origem polonesa de um avô. Foi casada, entre 2001 e 2008, com o ex-nadador Cassiano Leal, com quem tem um filho, Eduardo, nascido em 29 de setembro de 2005. De um relacionamento anterior teve Gabriel, nascido em 4 de janeiro de 1996. É uma repórter esportiva, narradora, apresentadora, empresária e ex-bodyboarder. Começou a vida no esporte na modalidade bodyboarding, conquistando cinco campeonatos nacionais e quatro campeonatos mundiais: 1987, este com apenas 13 anos de idade, 1989, 1990 e 1991, entrando para o grupo seleto de maiores campeãs da modalidade. No ano de 1991, participou do filme Os Trapalhões e a Árvore da Juventude. Apesar do sonho de se tornar uma atriz, acabou seguindo as pegadas do jornalismo como carreira de apresentadora. Pela indicação e por já ter passado a experiência estética pelo filme dos Trapalhões, em 1992, foi contratada pelo canal de TV esportivo Top Sport (hoje SporTV) para apresentar o programa 360 Graus que objetiva a questão da notícia “vista de todos os ângulos e de todos os pontos de vista”. Em 1996, foi contratada pela TV Globo. Apresentou o programa esportivo dominical Esporte Espetacular. Participou da cobertura da Jogos Olímpicos de Verão de 2000 em Sydney, dos Jogos Olímpicos de Verão de 2004 em Atenas, da Copa do Mundo FIFA de 2006 na Alemanha, dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008 em Pequim e da Copa do Mundo FIFA de 2010 na África do Sul.               

Bodyboarding tem como representação social um esporte praticado na superfície das ondas do mar em que o surfista utiliza/emprega sua prancha bodyboard para “deslizar pela crista, face ou curva de uma onda em direção à areia”. A atividade desportiva também foi durante muito tempo reconhecida como “Morey boogie”, por referência ao inventor da prancha, o norte-americano Tom Morey (1935-2021). Uma prancha padrão de bodyboarding consiste numa peça curta e retangular de material sintético hidrodinâmico, contendo uma tira ligada ao centro chamada leash ou stringer. Os praticantes do bodyboarding (bodyboarders) geralmente usam “pés de pato para proporcionar uma propulsão adicional e controle da prancha”. O bodyboard é um desporto praticado no mar e utilidade de uso de trajes de Neoprene, um tecido encorpado, com gramatura mais pesada, excelente elasticidade e caimento, e com uma espessura suficientemente grossa, para o praticante não sentir frio. Os mais experientes passam na prancha, antes de cada utilização, um tipo específico de cera (em inglês wax), semelhante a plasticina quando em repouso está seca. Isto serve para criar atrito ou fricção entre a prancha e o traje encarnado no ser humano, de modo em que equipado totalmente não escorregue do bodyboarder. Um dos equipamentos com utilidade de uso para a atividade de autorrealização marítima e que auxiliam a prática do bodyboard é o “pé de pato”. Ele é bem versátil que lhe ajuda em esportes aquáticos, sendo que para cada utilidade de uso do sufista existem características mais ou menos específicas.

É realizado de um material resistente, mas flexível. E cada detalhe do modelo tem um motivo, como a hidrodinâmica, refere-se às variáveis que atuam sob os líquidos em movimento, tais quais velocidade, aceleração e força, flutuabilidade, com maior densidade, contém mais massa e, portanto, mais peso no mesmo volume. A força de empuxo, que é igual ao peso do fluido deslocado, é, maior que o peso do objeto. Da mesma forma, um objeto mais denso que o fluido afundará, além disso, conforto. No caso no bodyboard, além de ser um item importante de segurança para a atividade, o pé de pato vai auxiliar na propulsão para entrar na onda e impulsão do usuário. O uso do pé de pato transforma o bodyboard em uma atividade per se prazerosa. Quer dizer, o formato do pé de pato influencia na performance. Os pés de patos assimétricos podem sobrecarregar as articulações, enquanto os simétricos distribuem o fluxo de água por igual, evitando a sobrecarga. É uma característica importante que deve ser observada pelo usuário na hora da utilização do pé de pato, para evitar desconfortos na prática do esporte. Além disso, o tamanho das abas também influencia diretamente na propulsão e agilidade do usuário. Um pé de pato com abas mais largas e compridas proporciona maior propulsão, mas reduz a agilidade das pernas na hora das manobras radicais.

Outro aspecto socialmente que faz a diferença na hora de escolher o pé de pato para bodyboard é a rigidez do material utilizado na aba. Quanto mais rígido, maior será o impulso, mas, em contrapartida, maior é o esforço muscular nas batidas de perna. O ideal, nesse sentido, é encontrar um pé de pato que proporcione ao atleta a propulsão desejada, sem deixar o conforto de lado. O conforto é um ponto fundamental do ponto de vista ergonômico (cf. Iida; Buarque, 2021). Um pé de pato desconfortável pode gerar no usuário machucados, como ferimentos, bolhas e calos nos pés, além de dores articulares, e isso pode ser um fator realmente negativo e desanimador para qualquer praticante, principalmente, os iniciantes. O idealizado é encontrar um pé de pato com borracha super elástica e macia na região do foot pocket, isto é, a cavidade onde se aloja o pé, que garanta uma boa aderência, sem machucá-lo, “vestindo como uma luva”. O pé de pato não pode estar grande demasiadamente, pois, além de correr o risco de sair do pé, ele atrapalha na propulsão. Em contrapartida, o pé de pato pequeno ou apertado pode causar machucados, interferindo no conforto. Os pés tem que estar bem encaixado. Na prática do bodyboard é comum a entrada de areia no pé de pato. Fora o fluxo de água que ocorre por dentro durante a prática do surf. Melhor dizendo, um sistema eficiente de escoamento de água e detritos no pé de pato é importante para superior performance e conforto do corpo humano. É algo que deve ser cuidadosamente observado na escolha do dispositivo esportivo. É uma ideia que consiste em aplicar a lógica do esporte em outros domínios, como uma forma de gerenciamento para a vida.

Glenda Koslowski presentou o Globo Esporte de São Paulo entre os anos de 2002 a 2007. A partir de janeiro de 2008, esteve à frente da nova fase do Globo Esporte, inicialmente fazendo dupla com Tino Marcos, que saiu do programa em dezembro de 2008, e mais tarde como líder. Em 2010, foi selecionada para apresentar a nova temporada do reality-show Hipertensão, também da Rede Globo. Com o sucesso na apresentação do programa, Glenda foi convidada a retornar ao Esporte Espetacular e por isso deixou o Globo Esporte. Inicialmente comandou o EE ao lado de Luís Ernesto Lacombe e Luciana Ávila. Também teve como colegas de programa o ex-jogador de vôlei Tande e os jornalistas Alex Escobar e Ivan Moré. Em fevereiro de 2011, por conta de Mariana Ferrão apresentar o programa Bem Estar, Glenda apresentou uma temporada do Globo Mar. Em 2016 foi escalada para os Jogos Olímpicos de Verão no Rio de Janeiro, para narração da Ginástica Artística e Rítmica. Em 2018 narrou as Olimpíadas de Inverno das madrugadas ao vivo na Globo. No carnaval de 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013, narrou os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, ao lado de Cléber Machado e Luís Roberto, substituindo a também jornalista Maria Beltrão. Tal experiência qualificou Glenda para “se tornar a primeira narradora esportiva da Globo”. Glenda também participava das transmissões do Grande Prêmio do Brasil dentro do Esporte Espetacular com reportagens sobre a corrida antes dos eventos da largada. Em maio de 2018, comandou o especial As Matrioskas, no qual acompanhada das mães de Gabriel Jesus (Vera), Neymar (Nadine) e Fernandinho (Ane), percorreram a Rússia as vésperas da Copa do Mundo FIFA de 2018.

Grande Prêmio do Brasil foi um evento de Fórmula 1 que aconteceu pela primeira vez em 1972 e fez parte do campeonato de Fórmula 1 entre 1973 e 2019. Foi realizado em todos os anos no Autódromo José Carlos Pace, mais reconhecido popularmente como Autódromo de Interlagos, com exceção dos anos de 1978 e de 1981 a 1989, em que as corridas foram disputadas no antigo Autódromo de Jacarepaguá na cidade do Rio de Janeiro (Autódromo Internacional Nelson Piquet). Após sua edição de 2020 a última sob contrato com a Fórmula 1 ser cancelada devido à pandemia global, o Brasil retornou ao calendário da Fórmula 1 em 2021, mas com o evento realizado em Interlagos passando a ser oficialmente designado de Grande Prêmio de São Paulo. Assim como os circuitos de Bacu, de Marina Bay, o Circuito das Américas e o de Yas Marina, o Grande Prêmio do Brasil era um dos poucos que esteve presente até recentemente no calendário da Fórmula 1 a ser disputado em sentido anti-horário. A última sede do Grande Prêmio do Brasil, o Autódromo José Carlos Pace recebeu inúmeras reformas, melhorias e adaptações ao longo dos seus 76 anos de história. As principais intervenções se deram nos anos de 1979, 1990 e 2000, por conta de adequações às normas de desenvolvimento do automobilismo mundial. Sendo assim, desde a sua inauguração, a extensão original da pista, de 7 960 metros, sofreu algumas alterações. Em 1979, passou a ter 7 873 metros. Em 1990, a reforma do circuito quando trouxe o Grande Prêmio de volta a São Paulo, reduzindo sua extensão da pista para 4 325 metros com uma diminuição de 3 548 metros. Em 2000, a pista foi adaptada para sua atual extensão de 4 309 metros. O Grande Prêmio Brasil foi palco da decisão de títulos nos anos de 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009.

É inegável que Glenda Kozlowski ostenta um sobrenome forte, porém difícil de se pronunciar. Pelo menos, no Grupo Globo, onde permaneceu por mais de 20 anos, a ex-apresentadora encontrou certas dificuldades para ter seu nome “aceito” por José Bonifácio de Oliveira, o Boni, um dos grandes nomes por trás da emissora carioca. Em entrevista ao podcast “Flow Sport Club”, Glenda contou que o ex-chefão da Globo pretendia mudar o seu nome de apresentação, uma vez que era uma espécie de trava-língua. - Meu sobrenome é polonês. Quando fui contratada pela Globo, eu já tinha sido atleta, mas o Boni quis mudar meu nome. “Como é? Vou contratar quem? Qual nome dessa garota? Você pode imaginar nosso apresentador do Jornal Nacional chamando Glenda Kozlowski? Ela não tem outro sobrenome?” - disse Glenda, que é tetracampeã mundial de bodyboard, se referindo às aspas de Boni. - E quando falaram para ele os meus outros sobrenomes, Gonçalves e Reis, ele não gostou. Tiveram que falar pra ele: “Boni, não tem como mudar o sobrenome dela. Ela foi atleta, as pessoas conhecem ela”. Ele aceitou, mas disse: “Por mim, eu mudaria esse nome”. Já pensou? Quase ganho um outro nome ou sobrenome, disse apresentadora da Band. Depois de deixar o Grupo Globo em 2019, a apresentadora assinou com o Sistema Brasileiro de Televisão para comandar o reality show “Uma vida, um sonho”. 

Antes mesmo de ir ao ar, a profissional entrou em acordo e rescindiu seu contrato. Em janeiro de 2019, foi anunciada como apresentadora no Tá na Área no canal fechado SporTV, após 22 anos na Rede Globo. Anunciou sua saída do Grupo Globo em outubro de 2019, após 23 anos. Em 6 de novembro de 2019 foi anunciada como nova contratada do SBT para apresentar o reality-show Uma Vida, Um Sonho, com previsão de estreia para 2020. O horário certo não foi definido, mas estava previsto para ir ao ar nas manhãs de domingo da emissora. No entanto, por causa de um desacordo financeiro com a emissora, Glenda anunciou a saída do SBT no dia 27 de junho de 2020, antes mesmo da estreia do reality. Em 10 de setembro de 2020, Glenda foi anunciada como nova contratada da Rede Bandeirantes. No dia seguinte foi anunciada como nova apresentadora do Show do Esporte. Em 2021 passou a apresentar um programa na rádio BandNews FM. Em 3 de julho de 2022, Glenda envolveu-se em situação polêmica após questionar contexto de comentários racistas feitos pelo ex-piloto Nelson Piquet. A repercussão nas redes sociais fora gigante, contudo, pouco tempo depois Glenda solta nota pedindo desculpas sobre seu posicionamento. Em outubro de 2023, migrou do jornalismo esportivo para a área do entretenimento. Passou a apresentar o programa Melhor da Noite, na Rede Bandeirantes, ao lado de Zeca Camargo substituído por Rodrigo Alvarez. Em 7 de fevereiro de 2025 deixaria o programa após discordar da mudança de horário devido à estreia da novela Beleza Fatal.

A famosa jornalista acaba aceitando o convite para retornar ao Show do Esporte, depois de ter recusado. Beleza Fatal é uma telenovela brasileira via streaming produzida pela plataforma HBO Max em parceria com a produtora Coração da Selva, com a primeira temporada lançada entre as datas de 27 de janeiro a 21 de março de 2025. É a primeira produção deste tipo voltada exclusivamente para a HBO Max.  É um serviço de streaming de vídeo por assinatura sob demanda norte-americano. É de propriedade da Warner Bros. Discovery (WBD), um dos principais conglomerados de mídia e de entretenimento global. A plataforma oferece conteúdo da Warner Bros., Discovery Channel, HBO, TNT, CNN, Cartoon Network, Adult Swim, Animal Planet, Eurosport e suas marcas relacionadas. Lançado pela primeira vez nos Estados Unidos em 27 de maio de 2020, o serviço também oferece programação original inédita sob o título de Max Originals”. O serviço foi planejado para suceder ao HBO Now, um serviço de “vídeo sob demanda” anterior da HBO; e HBO Go, a plataforma de streaming TV Everywhere para assinantes de televisão paga por assinatura da HBO. Nos Estados Unidos, os assinantes do HBO Now e os assinantes de televisão paga da HBO foram “migrados” para o HBO Max sem custo adicional. E substituiu o serviço de streaming DC Universe da DC Entertainment, com suas séries originais sendo “migradas” para o HBO Max como Max Originals.

O serviço se expandiu para exterior e chegou na América Latina que inclui o Brasil e no Caribe no dia 29 de junho de 2021, substituindo o HBO Go. Em Andorra, Espanha e países nórdicos (excluindo Islândia) foi lançado em 26 de outubro de 2021, enquanto em Portugal chegou no dia 8 de março de 2022, assim como em alguns outros territórios europeus da Europa Central e Oriental. Em outros países, os programas originais HBO e HBO Max foram licenciados para redes de terceiros e serviços de streaming sob acordos de longo prazo. Nesses casos, a HBO Max na época deixou para cada detentor de direitos decidir se ofereceria sua programação em serviços OTT. A extensão e a duração dos negócios variam de acordo com o país. De acordo com a AT&T, HBO e HBO Max tinham um total combinado de 69,4 milhões de assinantes pagantes globalmente em 30 de junho de 2021, incluindo 43,5 milhões de assinantes do HBO Max nos EUA, 3,5 milhões de assinantes apenas do HBO nos EUA principalmente clientes comerciais, como hotéis e 20,5 milhões de assinantes do HBO Max ou da própria HBO em outros países. No final de 2021, a HBO e a HBO Max mantinham um total combinado de 73,8 milhões de assinantes globais pagantes. No final do primeiro trimestre de 2022, a HBO e a HBO Max mantinham 76,8 milhões de assinantes globais. Desde a fusão em abril de 2022 da WarnerMedia com a Discovery, Inc. para formar a Warner Bros. Discovery, o HBO Max era um dos principais serviços de streaming da empresa combinada, o outro o Discovery+, principalmente na programação factual das marcas Discovery.  

A WBD anunciou inicialmente planos para a fusão do HBO Max e do Discovery+ em 2023, mas a empresa acabou optando por manter o Discovery+ de forma separada. A WBD substituiu o HBO Max por um serviço recém-renomeado que foi lançado primeiro nos Estados Unidos em 23 de maio de 2023, encurtando o nome do serviço para “Max”, apresentando uma interface de usuário redesenhada e adicionando mais conteúdo Discovery entre outras novas séries e filmes. Porém, em 14 de maio de 2025, a Warner Bros. Discovery voltou atrás em sua decisão de qual nome seria melhor para o serviço, e anunciou o retorno do nome antigo: Max para HBO Max; a mudança ocorreu em 9 de julho de 2025 e foi oficializada com um novo logotipo. No dia 6 de dezembro de 2025 foi anunciado pela própria Netflix e pela Warner Bros. Discovery a compra dos estúdios e divisão de estúdios Warner Bros. (inclui os estúdios da DC), a plataforma de streaming HBO Max e o canal premium HBO. Os canais de TV da empresa seriam divididos numa nova empresa publicamente listada sob a denominação Discovery Global. Porém, a Paramount Skydance lançou, três dias depois, uma oferta hostil de aquisição pela totalidade da WBD, com um valor empresarial de US$ 108,4 bilhões, resultando na compra da WBD. Com essa aquisição, o CEO da Paramount, David Ellison, revelou que a HBO Max e o Paramount+ seriam fundidos em uma única plataforma, futuramente.

Criada e escrita por Raphael Montes, com colaboração de Mariana Torres, Victor Atherino, Rafael Souza-Ribeiro e Luiza Yabrudi. A direção geral foi realizada por Maria de Medicis. Conta com Camila Pitanga, Camila Queiroz, Giovanna Antonelli, Caio Blat, Marcelo Serrado, Herson Capri, Murilo Rosa e Augusto Madeira nos papéis principais. Formada na tradicional Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), é um centro de treinamento de mão-de-obra artística para diversos setores das artes cênicas localizada na cidade do Rio de Janeiro. O descontraído bairro das Laranjeiras é conhecido pelos elegantes edifícios antigos como o Palácio Guanabara, o capitólio estadual e o Palácio Laranjeiras, a residência do governador no exuberante Parque Guinle. A área também tem praças encantadoras como a Praça São Salvador, rodeada de bares modernos e com um popular mercado de artesanato ao domingo, com música choro ao vivo. Padarias tradicionais e interessantes boutiques de moda ladeiam as ruas frondosas do bairro. A CAL fundada em  1982, por Eric Nielsen e Gustavo Ariani, com a colaboração de um grupo de artistas de teatro - entre eles, Sérgio Britto, Glorinha Beuttenmüller e Aderbal Freire-Filho sob a coordenação de Yan Michalski. Desde então, a escola continua fiel à sua filosofia de trabalho, estando atualmente sob a coordenação de Hermes Frederico. Na área de teatro para crianças e adolescentes, a coordenação está a cargo de Alice Reis.

O curso de formação profissional do ator, inicia-se com o aluno na etapa preliminar, que dura um semestre, após essa etapa o aluno passa por um teste escrito, e por uma banca. Se aprovado, ele passa para a etapa regular do curso. A etapa regular tem quatro semestres, mais uma montagem no final. Algumas das disciplinas oferecidas no curso: interpretação; interpretação realista; improviso; corpo e movimento; técnica vocal; técnica musical-canto; história da arte; história do teatro mundial. No ano de 2012, a Casa das Artes de Laranjeiras deu início ao curso de Bacharelado em Teatro (ênfase na formação de ator) em sua nova sede no bairro da Glória, na cidade do Rio de Janeiro. Maria de Médicis estreou sua carreira no teatro, foi da produção à direção audiovisual e tem mais de 25 anos de carreira na TV. No Grupo Globo, esteve à frente de novelas como “Segundo Sol”, “Rock Story”, “Sangue Bom”, “JK”, “Cheias de Charme”, “Babilônia” e “Geração Brasil”. Na estreia Diretora no Especial de Natal “Juntos a Magia Acontece”, ganhou o Prêmio Leão de Ouro de Melhor Entretenimento no Festival de Cannes 2021. Em seguida dirige a série da Netflix “De Volta aos 15” em sua 2ª temporada.  Laranjeiras é um bairro tradicional de classe média alta da Zona Sul do município do Rio de Janeiro, capital do estado homônimo. É celebrado por ser um dos pontos mais descontraídos e charmosos da Cidade Maravilhosa e conhecido por seus elegantes prédios antigos, como o Palácio Guanabara e o Palácio das Laranjeiras, este situado no Parque Guinle.            

Apelido surgido no início do século XX se popularizou quando virou marchinha gravada por Aurora Miranda, irmã de Carmen. Seu conjunto de belas praias, sua vida boêmia e as diversas paisagens paradisíacas são alguns dos motivos que podem nos levar a pensar o que torna o Rio de Janeiro a “Cidade Maravilhosa”. Completando 456 anos nesta segunda, a capital fluminense é dona do invejável título, consagrado pela clássica marchinha de carnaval já interpretada por grandes nomes, como Caetano Veloso e Carmem Miranda. Mas ao contrário do que se pode pensar, a origem da expressão não é tão clara. Três histórias podem explicar o surgimento do título. Fernando Krieger, curador do Instituto Moreira Salles, sugere duas hipóteses em um artigo publicado no site do IMS. A primeira traça a origem em um texto do escritor maranhense Coelho Neto, publicado em 29 de novembro de 1908, no jornal A Notícia. Em “Os Sertanejos”, Coelho Neto usa a expressão que se tornaria título de um livro lançado 20 anos depois. A obra reunia um conjunto de crônicas sobre a cidade, descrita como “Cidade Maravilhosa! Cidade sonho, cidade do amor”. O texto faz alusões ao Rio de Janeiro, com descrições que lembram a cidade, e o protagonista de um dos contos é carioca. Mas há quem defenda que o cenário do livro na verdade trata-se de uma cidade fictícia. - Em texto publicado em “O Jornal” de julho de 1964 e transcrito no livro “Figuras e coisas da Música Popular Brasileira”, ambos de Jota Efegê, e cita que o filho de Coelho Neto (Paulo Coelho Neto), reclamava para seu pai a autoria da expressão, utilizada por ele em artigo publicado em 1908.    Mas não posso afirmar, comenta Krieger. Ele reforça que os textos da época tratam a expressão como “consagrada por Coelho Neto”, logo, o autor pode ser o nome por trás da popularização, mas não é possível o defini-lo com certeza como seu criador.  

 Krieger considera uma segunda hipótese para a origem da expressão. A escritora francesa Jane Catulle-Mendès lançou em 1913 o livro de poemas “La ville merveileuse”. A coletânea tem como escopo o Rio de Janeiro, visitado pela autora em 1911, os textos enaltecem suas paisagens naturais e as belezas de uma cidade pós reformas promovidas por Pereira Passos. A hipótese mais antiga nos leva a 1904, no jornal O Paiz. Em uma edição do periódico, publicada em fevereiro daquele ano, durante o carnaval, foram publicados versos em tom de crítica às carrocinhas, frequentes na época. O texto termina dizendo: “Terra sempre em polvorosa/Bem igual no mundo inteiro, /Cidade Maravilhosa! / Salve, Rio de Janeiro”. Esse teria sido o pontapé inicial para que jornalistas passassem a abraçar o termo, que logo mais se tornou parte do vocabulário brasileiro. Krieger destaca que a popularização da marchinha que enaltece a cidade foi uma das peças chaves para que a expressão se mantivesse viva. — Quando uma música cai no gosto popular, é mais fácil ela se tornar conhecida e se eternizar. Essa marcha parece pertencer àquela categoria de músicas que nós já “sabemos” antes mesmo de nascer. É possível que muitos pensem que a expressão “Cidade maravilhosa” surgiu por causa dela. A música foi escrita por Antônio André de Sá Filho, em 1934, um jovem compositor que já havia trabalho com diversos grandes artistas de seu tempo. Inspirado pela beleza da cidade, abraçada por um Cristo Redentor recém construído, ele compôs a marcha com os versos “Cidade maravilhosa, cheias de encantos mil / Cidade maravilhosa, coração do meu Brasil”.

A cantora Aurora Miranda (irmã de Carmen) foi convidada para se juntar ao processo de dar voz à sua criação. Juntos, lançaram a música pela gravadora Odeon. No ano seguinte, a cantora se apresentou no concurso de músicas de Carnaval da Prefeitura do Rio, que aconteceu em 10 de fevereiro de 1935, ficando em segundo lugar na competição. Apesar do resultado, a marchinha foi abraçada pelo público e ganhou espaço nos bailes de carnaval. Com o enorme sucesso, na década de 1960 foi adotada como o hino oficial da cidade, mas foi reconhecida pela Prefeitura Municipal mais de 40 anos depois, através da Lei 3.611 de 12 de agosto de 2003. O imaginário urbano, em segundo lugar, são as coisas que o soletram. Elas se impõem. Estão lá, fechadas em si mesmas, forças mudas. Elas têm caráter. Ou melhor, são “caracteres” no teatro urbano. Personagens secretos. As docas do Sena, monstros paleolíticos encalhados nas margens. O canal San-Martin, brumosa citação de paisagem nórdica. As casas abandonadas (em 1928) da Rue Vercingétorix ou da Rue de l`Quest, exemplarmente onde fervilham os sobreviventes de uma terrível catástrofe urbana. Por subtrair-se à lei do presente, esses objetos abstratos inanimados adquirem autonomia. São autores, heróis de legenda. Organizam em torno de si o romance da cidade. A proa aguda de uma casa de esquina, um teto provido de janelas como uma catedral gótica, a elegância de um poço na sombra de um pátio remelento: esses personagens levam sua vida própria.

Assim o papel misterioso que as sociedades tradicionais atribuíam à velhice, que vem de regiões que ultrapassam o saber. Eles são testemunhas de uma história que, ao contrário daquelas dos museus ou dos livros, já não têm mais linguagem. E, de fato, eles têm uma função que consiste em abrir uma profundidade no presente, mas sem o conteúdo que provê de sentido a estranheza do passado. Suas histórias deixam de ser pedagógicas; não mais “pacificadas” nem colonizadas por semântica. Como entregues à sua existência, selvagens, delinquentes. Esses objetos de pensamento, razoáveis, provenientes de passados indecifráveis são para nós o equivalente que eram alguns deuses da Antiguidade, os “espíritos” do lugar. Como seus ancestrais divinos, eles têm papéis de atores na cidade não por causa do que fazem ou do que dizem, mas porque sua estranheza é muda e sua existência subtraída de atualidade. Para o que nos interessa, seu retiro faz falar – gera relatos, etnografias – e permite agir – “autoriza”, por sua ambiguidade, espaços de operações. Esses objetos inanimados ocupam aliás, hoje, na pintura, o lugar dos antigos deuses: uma igreja ou uma casa, nos quadros de Van Gogh; uma praça, uma rua ou uma fábrica nos de Chirico. O pintor consegue “ver” esses poderes locais.

Ele apenas antecipa, mais uma vez, um reconhecimento público. Para reabilitar uma antiga fábrica de concreto, o prefeito de Tours, M. Royer, e M. Claude Mollard, do ministério da Cultura, honram um “espírito” de lugar, como Lina Bo Bardi o faz em São Paulo em relação à Fábrica da Pompeia (que se tornou centro de Lazer), ou muitos outros “ministros” desses cultos locais, com uma arquitetura, radiante, otimista e generosa.  A conveniência é, grosso modo, comparável ao sistema de “caixinha” (ou “vaquinha”): representa, pois, no nível dos comportamentos, um compromisso pelo qual cada pessoa, renunciando à anarquia das pulsões individuais, contribui com sua cota para a vida coletiva, com o fito de retirar daí benefícios simbólicos necessariamente protelados. Por esse “preço a pagar”, o que diz respeito a saber “comportar-se”, ser “conveniente”, o usuário se torna um parceiro de um contrato social que ele se obriga a respeitar para que seja possível a fluidez na vida cotidiana. Isto é, “possível” deve ser entendido no sentido mais trivial do termo: não se tornar “a vida impossível” por ruptura abusiva do contrato sobre o qual se fundamenta a coexistência do bairro.

A contrapartida desse tipo de imposição é para o usuário a certeza de ser reconhecido, “considerado” por seus pares, e fundar assim em benefício próprio, sociologicamente, “uma relação de forças nas diversas trajetórias que percorre”. Pode-se então compreender melhor o conceito de “prática cultural”: esta é a combinação mais ou menos corrente, mais ou menos fluida, de elementos cotidianos concretos (menu gastronômico) ou aparatos ideológicos (tanto religiosos, como políticos), ao mesmo tempo passados por uma tradição e realizados dia a dia através dos comportamentos que traduzem em uma “visibilidade social” fragmentos desse dispositivo cultural, da mesma maneira que a enunciação traduz na palavra fragmentos do discurso, por assim dizer, amoroso. Enfim, o bairro é, quase sempre, por definição, um domínio do ambiente social, pois ele constitui para o usuário uma parcela reconhecida do espaço urbano na qual, positiva ou negativamente, ele se sente reconhecido. Pode-se, portanto, apreender o bairro como esta porção do espaço público em geral (anônimo, de todo o mundo) em que se insinua pouco a pouco um espaço privado particularizado pelo fato do uso quase cotidiano desse espaço. A fixidez do habitat dos usuários, o costume recíproco do fato da vizinhança, os processos de reconhecimento e de identificação que se estabelecem graças à proximidade, graças à coexistência concreta em um mesmo território urbano, todos esses elementos “práticos” se nos oferecem como imensos campos de exploração em vista de compreender um pouco melhor esta grande desconhecida que é a vida cotidiana.

Quando nos colocamos diante de nós a pergunta: o que é um bairro? A resposta objetiva de síntese é respondida pela pena de Henri Lefebvre (1901-1991), para o qual “o bairro é uma porta de entrada e de saída entre espaços qualificados e o espaço quantificado”. O bairro surge como o domínio onde a relação espaço/tempo é a mais favorável para um usuário que deseja realizar o processo cotidiano de deslocar-se por ele a pé saindo de sua casa. Ipso facto, é o pedaço de cidade atravessado por um limite distinguindo o espaço privado do espaço público: é o que resulta de uma caminhada, da sucessão de passos numa calçada, pouco a pouco significada pelo seu vínculo orgânico com a residência. No prolongamento dos esquemas explicativos, arquétipos e simples símbolos modernos podem-se considerar o mito. Lembramos, todavia, que não estamos tomando este termo na concepção restrita que lhe dão os etnólogos, que fazem dele apenas o reverso representativo de um ato ritual. Entendemos por mito, “um sistema dinâmico de símbolos, arquétipos e esquemas, sistema dinâmico que, sob o impulso de um esquema, tende a compor-se na narrativa”. O mito é já um esboço de racionalização, dado que utiliza o fio do discurso, no qual os símbolos se resolvem em palavras e os arquétipos em ideias. O mito explicita um esquema ou um grupo de esquemas.

Do mesmo modo que o arquétipo promovia a ideia e que o símbolo engendrava o nome, podemos dizer que o mito promove a doutrina religiosa, o sistema filosófico ou, como bem observou Bréhier, a narrativa histórica e lendária. O método de convergência evidencia o mesmo isomorfismo na constelação e no mito. Enfim, para sermos breves, este isomorfismo dos esquemas, arquétipos e símbolos no seio dos sistemas míticos ou de constelações estáticas pode levar-nos a verificar a existência normativa das representações imaginárias, bem definidos e relativamente estáveis, agrupados em torno dos esquemas originais e a literatura refere-se como estruturas. A atividade dialética surge esboçada em princípio como atividade e a partir da análise da noção de “corpúsculo”. Tendo como certo que o filósofo deve tentar compreender a novidade da linguagem e ao mesmo tempo aprender a formar noções e conceitos novos para resistir aos conhecimentos comuns e à memória cultural, Bachelard, tentando precisar a noção de “corpúsculo”, rememora uma sequência de teses: o corpúsculo não é um pequeno corpo. Não é fragmento de substância. O corpúsculo não tem dimensões absolutas definidas. Só existe nos limites do espaço em que atua.  Correlativamente, se o corpúsculo não tem dimensões definidas, não tem, portanto, forma reconhecida. Melhor dizendo, o elemento não tem geometria.  

E não se lhe pode atribuir um lugar muito preciso em virtude do princípio da indeterminação na Física de Werner Heisenberg (1927), a sua localização é submetida a tais restrições que a função de existência situada não tem mais valor absoluto. Em várias circunstâncias, a microfísica põe como um verdadeiro princípio a perda da individualidade do corpúsculo. Enfim, uma última tese que contradiz o axioma fundamental do chamado atomismo filosófico. Complementarmente com as suas reflexões acerca da imaginação criadora e da poética, Bachelard infere que os corpúsculos, não sendo dados dos sentidos, “nem de perto nem de longe”, também não são dados escondidos. No entanto, apenas é possível conhecê-los, descobrindo-os, ou melhor, inventando-os, porque eles são a prova de que algo está no limite da invenção e da descoberta. Admirável é, então, a referência que Bachelard faz à noção de intuição trabalhada. Em Études, no ensaio “Idealismo discursivo” ele sublinha que tem alguma confiança e garantia na intuição para descrever positivamente o seu ser íntimo. Diz mesmo que o fato de exercermos uma preparação discursiva in statu nascendi dá à intuição uma nova Jeunesse. De maneira que aconselha a fecharmos os olhos como uma forma de nos prepararmos para termos uma visão do nosso ser. A intuição será a via refletida de renunciar aos acidentes na história e significa um recurso metafísico de compreensão “de si”. Interessa, então, a intuição trabalhada e não a intuição imediata, a intuição que permite uma espécie de “repouso”, mesmo sabendo que na ciência, esse “repouso” na intuição pode ser “quebrado” por uma nova necessidade de rigor metafísico e pela necessidade de encadear mais forte as teorias sociais.

Esta valorização da intuição intelectual em detrimento da intuição sensível torna-se nítida quando o realismo das primeiras intuições deve pôr-se entre parêntesis, uma vez que a apreensão do real científico não se satisfaz com imagens primeiras. As imagens cotidianamente podem ser então, “boas” e “más”, indispensáveis e perigosas, dependendo da moderação no seu uso e da instância da redução em que as imagens devem permanecer quando as queremos usar para descrever um mundo que não se vê, ou fenômenos que não aparecem. Na ciência é preciso ir das imagens às ideias e este caminho é propriamente dito de análise, de discussão e de ordenação. Com certeza, também de polêmica, uma razão polêmica pode pensar-se como uma razão que tanto sabe afirmar, em reação às negações oficiais antecedentes, como negar afirmações anteriores a partir dos valores da verificação e da descoberta; uma razão polêmica crítica e introduz “nãos” que passam a desempenhar um papel pedagógico decisivo na produção de conhecimento por darem a compreender que na interpretação toda a afirmação não é sinônimo de conhecimento e que aquilo que é dado como verdadeiro aparece, muitas vezes, sob um fundo de erros e de ignorâncias tomadas como antecedentes. O espírito, exigindo aproximações sucessivas da experiência deve afastar-se daquelas teses cartesianas da razão.  O novo espírito sabe-se que todo o problema da intuição se encontra subvertido, trabalhado. Para lembrarmos de Michel de Certeau, sabemos que a reflexão teórica não escolhe manter as práticas à distância de seu lugar, de que tenha de sair para analisá-las, mas basta-lhe invertê-las para se encontrar em casa. Ela repete o corte que efetua. Este lhe é imposto pela história.      

A região também é reconhecida por suas charmosas e boêmias praças, como a Praça São Salvador, cercada por bares descolados, e a Praça do Choro, na Rua General Glicério, coração de uma famosa feira popular; em ambas, há anos, tradicionais apresentações de choro encantam moradores e visitantes semanalmente. É também reconhecido como o bairro onde se situa a sede do Fluminense Football Club, um dos quatro grandes clubes de futebol; daí vem a alcunha “Tricolor das Laranjeiras”, frequentemente associada ao clube em questão. -“[E]m um documento de 1780, apareceu o nome Laranjeiras pela primeira vez em referência à região que ficava no interior do vale, e que passou a se distinguir das áreas da Glória e do Catete, também na bacia do rio Carioca, no entanto, mais próximas da baía”. Ao contrário do que se pode intuir, o nome do bairro não se deve à suposta existência de laranjais no local. A montanhosa região do atual bairro, coberta em toda sua extensão por extensas chácaras, lembrava a também acidentada região de Laranjeiras na região alta de Lisboa, o que levou à nomeação do bairro carioca. Laranjeiras, em virtude de sua localização, é um dos bairros mais antigos da cidade do Rio de Janeiro. Na análise da Brasiliana Iconográfica, “a região era, na época da chegada dos portugueses, habitada pelos Tamoios, depois foi encontrada pelos franceses, até ser tomada pelos portugueses ainda no século XVI”. O acesso às águas puras do rio Carioca foi um dos grandes atrativos para a mobilização rumo à região. A ocupação formal aconteceu com a divisão da área em sesmarias entre aqueles que lutaram para expulsar os franceses. As terras foram divididas e doadas a Cristóvão Monteiro, primeiro ouvidor do Rio de Janeiro, que logo construiu uma torre e um moinho.

Bibliografia Geral Consultada.

DURAND, Gilbert, A Imaginação Simbólica. Lisboa: Edições 70, 1993; Idem, A Fé do Sapateiro. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1995; Idem, As Estruturas Antropológicas do Imaginário. Introdução à Arquetipologia Geral. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997; BECHERIE, Paul, Genesis de los Conceptos Freudianos. Buenos Aires: Ediciones Paidós, 1998; PITTA, Danielle Perin Rocha, Iniciação à Teoria do Imaginário de Gilbert Durand. Rio de Janeiro: Atlântica Editora, 2005; PONTE, Cristina, Para Entender as Notícias: Linhas de Análise do Discurso Jornalístico. Florianópolis: Editora Insular, 2005; FAULKNER, Neil, “Gordon Childe and Marxist Archaeology”. Disponível em: http://isj.org.uk/28/09/2007; UNZELTE, Celso, Jornalismo Esportivo: Relatos de Uma Paixão. São Paulo: Editora Saraiva, 2009; COELHO, Paulo Vinicius, Jornalismo Esportivo. 3ª edição. São Paulo: Editora Contexto, 2009; BUARQUE DE HOLLANDA, Bernardo Borges; MELO, Victor Andrade de, O Esporte na Imprensa e a Imprensa Esportiva no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro; Editora 7 Letras, 2012; BARBEIRO, Heródoto; RANGEL, Patrícia, Manual do Jornalismo Esportivo. São Paulo: Editora Contexto, 2013; GOMES, Marilise, “Glenda Kozlowski Comemora ser 1ª Narradora da Globo: Me Senti Abraçada”. In: Purepeople, 22 de julho de 2016; FIRMINO, Carolina Bortoleto, Gênero e Posicionamento no Esporte: A Noticiabilidade no Jornalismo Esportivo Feminista do Dibradoras. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Comunicação. Bauru: Universidade Estadual Paulista, 2021; LIMA, Luciellen Souza, A Experiência do Usuário com Conteúdos de Jornalismo Audiovisual em 360° e a Centralidade da Sensação de Presença. Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas. Faculdade de Comunicação. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2022; SOUSA, Cíntia Aparecida de, Representações da Mulher Esportista Brasileira sob a Ótica da Análise de Discurso Crítica: O Jornalismo Esportivo sobre Elas, Feito por Elas e Comentado por Elas. Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em Estudos Linguísticos. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 2025; Artigo: “Glenda Koslowski Mediará Encontro Histórico entre Hortência e Magic Paula no Fórum Nacional de Formação Esportiva”. In: https://surtoolimpico.com.br/19/03/2026; entre outros.

terça-feira, 28 de abril de 2026

As Amas – Alma da Transliteração Social da Servidão no Trabalho.

                                                                   Sem um fim social o saber será a maior das futilidades”. Gilberto Freyre                           

     

        No âmbito da historiografia Carlos Guilherme Mota observou que depois de 1967, “tornou-se possível o balanço da produção, a avaliação dos trabalhos de Gilberto Freyre – o que não devia ser nada fácil antes dessa época, pelo que se pode verificar no livro comemorativo dos vinte e cinco anos da Casa-Grande & Senzala” (cf. Mota, 2008), tendo em vista o ecletismo entre ensaístas tais como: Astrojildo Pereira, Fernando de Azevedo, Jorge Amado, Antônio Cândido, Miguel Reale, Anísio Teixeira, Luís Viana Filho, Cavalcanti Proença, o que demonstra, sociologicamente, por um lado, o estudo da trajetória e dos vários impactos sociais e políticos na apreensão da obra de Gilberto Freyre sobre os meios intelectuais representando a cristalização de uma ideologia com base no editorialismo, caracterizado do ponto de vista merceológico com “grande poder de difusão”, e por outro, contém ambiguidades daquilo que se poderia denominar uma “geração de explicadores” da cultura brasileira, representando por assim dizer, “uma espécie de caso-limite”. Na concepção de Max Weber (1864-1920) é um instrumento de análise para o entendimento da sociedade por parte do cientista social com o objetivo de criar tipologias puras, destituídas de nexo avaliativo, de forma a oferecer um recurso analítico baseado em conceitos, como religião, burocracia, economia, capitalismo, dentre outros. Metodologicamente Gilberto Freyre pode ser interpretado como historicista no sentido do approach de Wilhelm Dilthey quando propõe uma abordagem empática da realidade social, que lhe permitiu desenvolver uma interpretação pari passu histórica e sociológica. 

Seu objetivo é alcançar a subjetividade, é apreender a vida em seu interior. Trata-se em verdade de uma interpretação de uma história política, psicológica, vitalista, dionisíaca e não intelectualista o que não é pouco. A interpretação de seus “tipos inconciliáveis” se faz como é sabido, pelo “accountability” contido nos símbolos &: das obras: “Casa Grande & Senzala”, “Sobrados & Mocambos”, “Ordem & progresso”. Ao formular tipos ideais ele se aproxima de Max Weber; ao interpretá-los, aproxima-se de Georg Simmel. Para compreender a interconexão dos tipos, ele estudou o cotidiano, um campo de pesquisa social efetivamente original e inovador para tempos sombrios. A experiência imediata e “vivida na qualidade de realidade unitária” (“Erlebnis”) seria o meio a permitir a apreensão singular da realidade histórica e humana sob suas formas concreta e viva. Em seus ensaios gerais intitulados “Estudos sobre os Fundamentos das Ciências do Espírito” e “Teoria das Concepções do Mundo”, Dilthey submete a uma análise rigorosa o conceito de “Erlebnis”. Em “A Essência da Filosofia”, obra de (1907), o hermeneuta chega a afirmar a falência da filosofia como metafísica. Em verdade ele propõe uma filosofia histórica e relativa que analise os comportamentos humanos e esclareça as estruturas do mundo no qual vive o homem contrapondo-se a uma metafísica que se pretende colocar como imagem da realidade e a reduzir todos os aspectos da realidade a um único princípio absoluto.

O contato conceitual de Wilhelm Dilthey com a hermenêutica está relacionada à sua preparação teológica, embora a tenha utilizado para responder a seguinte pergunta: - “Como se  diferenciam as ciências humanas ou sociais das ciências naturais? A reflexão de Dilthey para estabelecer as relações entre significados e sistemas está presente ao longo de todos os seus escritos principalmente àqueles relacionados sobre as “ciências do espírito”, com oscilações que ensejam a leitura da sua obra tanto no âmbito psicológico quanto de uma perspectiva mais propriamente sociológica. Sem dúvida ele sempre recusou algum caráter de ciência à sociologia, referindo-se às suas variantes positivistas, mas em sintonia com uma preocupação com os fenômenos históricos em grande escala, nos quais as dimensões decisivas dizem respeito às formas de organização da vida coletiva. Foi o primeiro pensador preocupado em aproximar a hermenêutica do terreno das incertezas no conhecimento da história social europeia. A inovação causada por sua teoria foi única e, por isso, ele está na base de muitas correntes de pensamento que articulam história e hermenêutica. A hermenêutica tradicional se refere ao estudo da interpretação de textos escritos, especialmente nas áreas de literatura, religião e direito. A hermenêutica moderna ou contemporânea engloba não somente textos escritos, mas também tudo que há no processo interpretativo. Isso inclui formas verbais e não verbais de comunicação, assim como aspectos que afetam a comunicação, como proposições, pressupostos, o significado e a filosofia da linguagem e a semiótica. Não tem a pretensão de eternizar o homem, mas possibilitar ao homem se aproximar da vida, por meio de conexões que integram, aproxima e relaciona os homens. A teoria compreensiva tem uma importância ética ímpar para o mundo contemporâneo.                                      

A base para esse nexo em que se dá a relação da vivência é a categoria do significado. Tal categoria corresponde a um apoio sólido que aparece como uma unidade de conjunto onde age o pensamento, os sentimentos e a vontade. Considerando que há uma relação conceitual estabelecida sobre o balanço referencial entre a parte e todo no nexo da vivência, o que garante o equilíbrio para esse balanço é a categoria interpretativa do significado que para Wilhelm Dilthey, nada mais é do que a integração num todo que nós encontramos junto e nos remete ao significado e sentido contido na relação parte-todo que encontra na vivência e é seu fundamento. É neste sentido que Dilthey considera que vida e a mudança dos seus principais momentos estruturais fazem que a concepção do mundo sempre e em toda a parte se expresse em oposições, embora sobre um fundo comum. Portanto é  na arte, na religião e no pensamento que encarnam os ideais que atuam na existência de um povo. Por conseguinte, toda a mundividência é produto da história. A historicidade revela-se como uma propriedade fundamental da consciência humana. Os sistemas filosóficos não constituem uma exceção. Como as religiões e as obras de arte, contêm uma visão da vida e do mundo, inserida na vitalidade das pessoas que os produziram e em consonância com as épocas em que vieram à luz do dia; traduzem uma determinada atitude afetiva, caracterizam-se pela imprescindível energia lógica, porque o filósofo procura trazer a imagem do mundo à clara consciência e ao mais estrito urdimento cognitivo. Neste esforço de reflexão e de trabalho dos conceitos, que gera uma circunspecção potenciada, é que reside o valor prático da atitude filosófica.  

Como o centro da compreensão está na vida como um todo estruturado, mas sempre resultando da relação entre individualidades, é possível perceber a conexão entre a ética e a teoria compreensiva. Em verdade uma concepção da teoria, ao longo de quase meio século, permeada lado a lado por um motivo básico: uma unidade cuja garantia de existência é a presença do sentido. Há uma démarche que atravessa o homem, e nesta noção de sentido está a marca de uma concessão fatal a uma metafísica.  Ele desejava evitar tanto quanto o empirismo dos positivistas, desde que fique clara a dimensão de ser criador de significados, que não é simplesmente a noção ampla de vida, mas sua unidade constitutiva, a vivência, representada em toda experiência humana. Ipso facto, a história é suscetível de conhecimento porque é obra humana; nela o sujeito e objeto do conhecimento formam uma unidade. Nessa direção chega-se à formulação final da concepção de Dilthey. Seus elementos são: vivência, expressão e compreensão. A vivência surge nesse ponto, como algo especificamente social – pela sua dimensão intersubjetiva, e cultural – pela sua dimensão significativa -, para além do seu nível psicológico ou mesmo biológico porque guarda na memória. Trata-se de um ato reflexivo de consciência, que propõe e persegue fins num contexto intersubjetivo. As interações humanas ganham corpo nas diversas formas de “manifestação de vida” através da arte, filosofia, religião, ciência, como expressão desse caráter objetivo que a experiência, intersubjetivamente constituída assume.

 Sua concepção metodológica articula-se, portanto, em torno do movimento de ir e vir que ocorre entre a vida, como conjunto de vivências e as formas objetivas que seus resultados assumem na sua expressão. A referência às “vivências”, segundo Gabriel Cohn, visa a preservar esse caráter imediato, no qual só é possível compreender aquilo de que o próprio intérprete (pois é de interpretação que se trata, e não de observação) é também o produtor; ou seja, os propósitos, os fins e os valores, ainda que ao intérprete caiba mais propriamente reproduzi-los, na sua tarefa de reconstituir o processo da sua produção primeira. A diferenciação das ciências da sociedade não se realizou por artifício da “inteligência teórica”, em resolver o problema posto pela existência do mundo mediante a análise metódica do objeto de investigação: a própria vida a realizou. Vale lembrar que a nação é um produto cultural, político e social que surge na Europa a partir do fim do século XVIII e que se constitui efetivamente em uma “comunidade política imaginada”. Nesse processo de construção histórica, a relação entre o velho e o novo, o passado e o presente, a tradição e a modernidade representam uma constante e se reveste de importância fundamental, pois, a nação é uma comunidade de sentimento que normalmente tende a produzir um Estado próprio, é preciso invocar antigas tradições (reais ou inventadas) como fundamento “natural” da identidade nacional que está sendo criada. Isso tende a obscurecer o caráter histórico e relativamente recente dos estados nacionais. Assim como o Estado-nação procura delimitar e zelar por suas fronteiras geopolíticas, ele também se empenha em demarcar suas fronteiras culturais, estabelecendo o que faz e o que não faz parte da nação. 

Através desse processo se constrói uma identidade nacional que procura dar uma imagem à comunidade abrangida por ela. A consolidação dos Estados-nações é recente. Mesmo em sociedades que parecem bem integradas. Mas há casos comumente em que é representada como se fosse dividido em duas regiões antagônicas e em oposição assimétrica o que é recorrente para o Brasil. A etnografia tem origem na Antropologia Social, um dos quatro campos ou níveis de conhecimento da Antropologia, que surgiu da necessidade de compreender as relações socioculturais, os comportamentos, ritos, técnicas, saberes e práticas das sociedades até então desconhecidas, e que tem vindo a ser adaptada a problemas comuns da atualidade. Os antropólogos, normalmente, têm a tarefa de estudar culturas que são completamente diferentes das sociedades nas quais eles vivem, estudar as diferenças entre as suas experiências e costumes, assim como entender como esta funciona. Ou seja, têm o objetivo de a compreender do ponto de vista das pessoas que nela vivem. Este estudo por observação é necessário porque parte do comportamento das pessoas é baseado em conhecimento não-falado, o conhecimento tácito. Assim, não é suficiente fazer perguntas, é necessário observar o que as pessoas fazem, as “ferramentas” que utilizam e como se relacionam entre si. É importante não repetir os erros cometidos ao longo da história provenientes de incompreensões de culturas estudadas. Por exemplo, as primeiras pessoas a contatar com culturas desconhecidas, tais como comerciantes, exploradores ou missionários, por diversas vezes realizaram interpretações incorretas sobre os povos nativos que resultaram em graves problemas, nomeadamente conflitos armados.  

A etnografia tem origem na Antropologia Social, um dos quatro campos ou níveis de conhecimento da Antropologia, que surgiu da necessidade de compreender as relações socioculturais, os comportamentos, ritos, técnicas, saberes e práticas das sociedades até então desconhecidas, e que tem vindo a ser adaptada a problemas comuns da atualidade. Os antropólogos, normalmente, têm a tarefa de estudar culturas que são completamente diferentes das sociedades nas quais eles vivem, estudar as diferenças entre as suas experiências e costumes, assim como entender como esta funciona. Ou seja, têm o objetivo de a compreender do ponto de vista das pessoas que nela vivem. Este estudo por observação é necessário porque parte do comportamento das pessoas é baseado em conhecimento não-falado, o conhecimento tácito. Assim, não é suficiente fazer perguntas, é necessário observar o que as pessoas fazem, as “ferramentas” que utilizam e como se relacionam entre si. É importante não repetir os erros cometidos ao longo da história provenientes de incompreensões de culturas estudadas. Por exemplo, as primeiras pessoas a contatar com culturas desconhecidas, tais como comerciantes, exploradores ou missionários, por diversas vezes realizaram interpretações incorretas sobre os povos nativos que resultaram em graves problemas, nomeadamente conflitos armados.  

Vale lembrar que a nação é um produto cultural, político e social que surge na Europa a partir do fim do século XVIII e que se constitui efetivamente em uma “comunidade política imaginada”. Nesse processo de construção histórica, a relação entre o velho e o novo, o passado e o presente, a tradição e a modernidade representam uma constante e se reveste de importância fundamental, pois, a nação é uma comunidade de sentimento que normalmente tende a produzir um Estado próprio, é preciso invocar antigas tradições (reais ou inventadas) como fundamento “natural” da identidade nacional que está sendo criada. Isso tende a obscurecer o caráter histórico e relativamente recente dos estados nacionais. Assim como o Estado-nação procura delimitar e zelar por suas fronteiras geopolíticas, ele também se empenha em demarcar suas fronteiras culturais, estabelecendo o que faz e o que não faz parte da nação. Através desse processo se constrói uma identidade nacional que procura dar uma imagem à comunidade abrangida por ela. A consolidação dos Estados-nações é recente. Mesmo em sociedades que parecem bem integradas. Mas há casos comumente em que é representada como se fosse dividido em duas regiões antagônicas e em oposição assimétrica o que é recorrente para o Brasil.    

Ipso facto, os etnógrafos tentam evitar este tipo social de problemas assumindo todas as conclusões iniciais como susceptíveis de incorreções, explicitando claramente todas as suposições sobre os fatores de análise, examinando-as e questionando-as durante toda a investigação. Todo o conhecimento relevante que é necessário extrair é então totalmente resultado do contato prolongado com as pessoas no seu ambiente natural, partindo para este estudo com um planejamento mínimo. A linguagem da cultura em questão deve também ser corretamente estudada, é necessário entender todos os termos utilizados e a forma como estes se relacionam, procurando assim evitar distorcer o seu significado. Também a abordagem a todos os objetos e documentos utilizados pelas pessoas deve ser extremamente cuidada. É importante observar como a utilização destas ferramentas é feita para atingir os objetivos pretendidos e não apenas classificá-las com base nas suas propriedades físicas ou outras. A abordagem etnográfica e a identificação de requisitos têm muito em comum. Ambas têm o objetivo de entender uma cultura não familiar, todo o conhecimento, técnicas e práticas que a constituem, de forma a traduzi-las de maneira a que possa ser entendida e usada por outros. Tal como o etnógrafo, o engenheiro de requisitos tem a necessidade de documentar o domínio do sistema e a sua relação com a atividade de cada pessoa envolvida no seu funcionamento.

Para que se consiga extrair o máximo de conhecimento possível das pessoas, deve-se comunicar com estas utilizando metodologicamente a sua própria linguagem e não uma linguagem técnica de engenharia de software que é incompreensível e intimidadora para a maioria delas. Posteriormente, a equipe de desenvolvimento deve ser capaz de usar todos os dados estatísticos obtidos para que possa desenvolver o produto realmente apropriado, correspondente com a informação recolhida, que se adapte completamente às necessidades e valões dos utilizadores e seja perfeitamente integrado no seu ambiente. As pesquisas que se efetuam com o objetivo de realizar estes estudos resultam numa grande quantidade de informação, através de apontamentos, gravações de áudio e vídeo e um conjunto de objetos que fazem parte essencialmente das culturas, que deverá ser gerida com toda a atenção para que a sua análise e processamento não se prolongue excessivamente. Um estudo etnográfico requer muito mais habilidade técnica do uso social do tempo do que as técnicas de identificação de requisitos mais comuns, como as entrevistas, logo todos os recursos financeiros e temporais, muitas vezes difíceis de obter, que o suportam devem ser utilizados da forma mais optimizada possível.

O Diário de uma Babá (The Nanny Diaries) tem como representação social um filme norte-americano de comédia dramática de 2007, escrito e dirigido por Shari Springer Berman e Robert Pulcini, baseado no romance de 2002 de Emma McLaughlin e Nicola Kraus. Estrelado por Scarlett Johansson, Chris Evans, Laura Linney e Paul Giamatti, o filme narra a história de uma recém-formada que começa a trabalhar como babá para uma família rica em Nova York. Instalada na casa deles, ela precisa lidar com a disfuncionalidade da família, um novo romance e a criança sob seus cuidados. O filme “The Nanny Diaries” foi lançado nos Estados Unidos em 24 de agosto de 2007 pela Metro-Goldwyn-Mayer e The Weinstein Company. Recebeu críticas mistas e arrecadou US$ 47,8 milhões, contra um orçamento de US$ 20 milhões. Annie Braddock, de 21 anos, acaba de se formar na Universidade Estadual de Montclair, a segunda maior Universidade do Estado de Nova Jersey, em termos de população estudantil, tem aproximadamente 500 acres (2,0 km²) no tamanho, incluindo a New Jersey School of Conservation. A Universidade atrai estudantes do estado de Nova Jersey, de vários outros estados do país e de muitos países estrangeiros. Mais de 250 cursos são oferecidos.

    

Ela não tem ideia do que ou quem quer ser. Um dia, sentada no parque, Annie vê um menino prestes a ser atropelado por um Segway. Annie a salva e conhece a mãe do menino, que reconhecemos como Sra. X. Quando se apresenta como “Annie”, a Sra. X a confunde com “Babá” e a contrata para cuidar de Grayer, o menino que ela salvou (a Sra. X continua a chamá-la de “Babá” em vez de “Annie” ao longo do filme. Annie mente para sua mãe, Judy, dizendo que conseguiu um emprego em um banco e, na verdade, se muda para o apartamento da família X para ser a babá de Grayer. A vida com os incrivelmente privilegiados X não é como ela imaginava, e se complica ainda mais quando se apaixona pelo “Gato de Harvard”, que também mora no prédio. Intercaladas com sua vida como babá dos X, estão suas interações com o “Gato de Harvard”, bem como com sua amiga de longa data, Lynette. O “Gato de Harvard” revela a Annie que se identifica com Grayer, seu protegido, pois, quando perdeu a mãe aos quatro anos, seu pai ausente o deixou aos cuidados de várias babás até que ele atingisse a idade para ser enviado a um internato. Annie continua escondendo da mãe seu verdadeiro emprego, enviando relatórios de progresso regulares, porém falsos. Complicações adicionais surgem quando Judy decide visitá-la, forçando Annie a fingir que Lynette e seu colega de quarto, Calvin, são um casal e que o apartamento deles é o dela. Judy descobre a verdade quando Grayer fica gravemente doente e Annie a liga desesperadamente pedindo ajuda.

Após um começo difícil, Annie finalmente cria um laço com Grayer, a quem chama pelo seu codinome preferido, “Grover”, e descobre que ele é, na verdade, uma criança doce e amorosa, negligenciada pelos pais, o que explica seu comportamento incontrolável. Paralelamente, Annie começa a perceber que Grayer não é o único negligenciado: a Sra. X também sofre, com o Sr. X sendo constantemente cruel com ela e cometendo adultério de forma sutil e óbvia. A Sra. X faz inúmeras tentativas para que o marido a ame, inclusive mentindo sobre estar grávida do segundo filho. Annie logo percebe que o tratamento cruel que recebe da Sra. X se deve às crescentes frustrações desta com seu casamento disfuncional. As coisas pioram durante uma viagem em família com os X para Nantucket. Ela ouve a Sra. X dizendo a uma amiga, durante uma festa, que instalou uma "babá eletrônica" em sua casa na cidade e planeja demitir Annie depois de assistir às imagens que mostram Annie cuidando carinhosamente de Grayer com a Sra. X exagerando suas descobertas da “babá eletrônica”.

Na manhã seguinte, o Sr. X agride sexualmente Annie justamente quando a Sra. X entra na cozinha. Ela demite Annie sem motivo aparente e a manda de volta para a cidade com seu pagamento final de apenas 40 dólares. Enfurecida, Annie encontra a “babá eletrônica” na casa dos X e grava seus sentimentos em relação a eles. A Sra. X leva a fita para a reunião de mães do Upper East Side na escola. Pensando que a fita mostrará Annie dando manteiga de amendoim e geleia para Grayer direto do pote, ela pede à coordenadora que a reproduza para todos verem. Todos os outros pais na sala ouvem Annie revelar o verdadeiro relacionamento entre os X, fazendo com que a Sra. X confronte sua própria realidade e sua falsa felicidade. Annie se reconcilia com a mãe e continua saindo com “o gato de Harvard”, cujo nome verdadeiro é revelado como Hayden. Ela está morando temporariamente com Lynette e Calvin, e se dedicando ao seu crescente interesse por Antropologia, grande parte do qual aprendeu durante o tempo em que trabalhou como babá dos X. Alguns meses depois, Hayden entrega a Annie uma carta da Sra. X. Na carta, ela pede desculpas e conta como se separou do Sr. X, está criando Grayer sozinha e se esforçando mais para criar um vínculo com ele (e conseguindo), além de relatar a melhora geral de Grayer. Ela expressa sua gratidão a Annie por tê-la feito despertar para a realidade e mudar extraordinariamente a sua vida. Também na carta, a Sra. X se dirige a Annie pela primeira vez pelo seu nome (em vez de Babá) e assina com seu próprio nome, Alexandra (em vez de Sra. X).

            Escólio: O termo ama deriva originalmente da língua basca e significa mãe. A ama era responsável por cuidar de todos os detalhes envolvendo o bem-estar da criança, como alimentação, higiene e vestimenta. Frequentemente também cuidava de aspectos lúdicos ou educacionais, entretendo a criança com brincadeiras ou contando-lhe histórias. Quando tinham aos cuidados uma criança recém-nascida, as amas podiam ou não ficar responsáveis também por sua amamentação. No primeiro caso, elas eram denominadas amas-de-leite, e no segundo caso, de amas-secas. As amas-de-leite eram selecionadas entre as que também tinham filhos pequenos, de modo que passavam a dividir seu leite entre o filho natural e a criança a seu cuidado. Por sua convivência com a criança ser por vezes mais constante até do que a da própria mãe biológica, criavam-se duradouros laços afetivos ente as crianças e suas amas, a quem consideravam como uma segunda mãe.

      

    Babá, ama-seca ou babysitter tem como representação social um profissional, quase sempre uma mulher, que cuida de uma criança ou bebê, em períodos de ausência dos pais ou responsáveis, sem especialização em enfermagem, cada vez mais presentes na sociedade moderna, as babás são as responsáveis por cuidar das crianças a partir de 3 ou 4 meses de idade na ausência dos pais. Esta função, no entanto, tem evoluído para uma ajuda constante às mães, incluindo os cuidados com roupas e alimentação das crianças. Pode ser um trabalho assalariado para todas as idades. Embora a profissão de babá seja relativamente recente, a função sempre existiu na maioria das sociedades complexas, sendo exercida, dependendo de aspectos culturais e religiosos, por parentes mais jovens, servas ou ainda por escravas. O termo ama-seca era então empregado nesses casos, para diferenciar da ama-de-leite. O termo “babysitter” surgiu socialmente em 1937, enquanto o verbo em inglês “baby-sit” desenvolveu-se pela primeira vez em 1947.

            Em ambientes de cuidados infantis, o auxiliar de cuidados infantis trabalha sob a supervisão de profissionais de enfermagem especializados em cuidados infantis ou educação infantil. Dependendo do contexto, o auxiliar de cuidados infantis pode trabalhar sete dias por semana e vinte e quatro horas por dia, até um limite de trinta e cinco horas por semana na França, em turnos, noturnos, ambiente hospitalar, creche, centro materno-infantil) ou diurnos, creche, centro de acolhimento diurno, centro de cuidados infantis multisserviços. Em creches, centros de educação infantil com múltiplos serviços ou berçários, os auxiliares de educação infantil cuidam de um grupo de crianças com idades entre dois meses e meio e três ou quatro anos. Suas responsabilidades incluem garantir sono adequado, higiene pessoal e ambiental, e alimentação balanceada; ensinar autonomia às crianças (comer, andar, usar o banheiro); implementar os protocolos para alimentação com mamadeira; orientar os pais na transição do leite para alimentos sólidos; apoiar os bebês em suas explorações físicas; estimular os sentidos; organizar atividades de desenvolvimento; monitorar medidas biométricas; e aplicar protocolos em caso de acidentes ou crianças doentes, com o auxílio da enfermagem. Na maternidade, o auxiliar de enfermagem ajuda a parteira durante o parto, caso ela trabalhe na sala de parto.

Na unidade pós-parto, o auxiliar de enfermagem apoia os novos pais em seu novo papel e participa do banho e da alimentação dos recém-nascidos (mamadeira, amamentação). Em pediatria, o auxiliar de enfermagem garante a higiene e o conforto da criança (lavagem/banho, aferição de temperatura, distribuição de refeições, colaboração com o enfermeiro ou cuidador infantil durante os cuidados de enfermagem (exames de sangue, infusão …), tranquiliza a criança e as pessoas ao seu redor, participa de atividades de desenvolvimento. No âmbito da Proteção Materno-Infantil, o auxiliar de cuidados infantis acompanha as consultas com o médico/pediatra, pesa e mede a criança e atualiza os arquivos administrativos. No Instituto Médico-Educacional) e no Instituto de Educação Motora, o AP intervém junto de crianças com deficiências físicas ou mentais, zelando pelo seu bem-estar, higiene e conforto, participando nas refeições e em atividades de desenvolvimento. Em um centro materno-infantil, o auxiliar de cuidados infantis trabalha com famílias monoparentais em situação de vulnerabilidade, ou mesmo sob ordem judicial. Numa creche, o auxiliar de educação infantil trabalha, por um lado, com crianças acolhidas por ordem judicial para protegê-las do seu ambiente, ou a pedido dos pais que se encontram em grande dificuldade temporária; por outro lado, com crianças nascidas com menos de X anos enquanto aguardam o processo de adoção; e, por fim, por vezes, com um número limitado de crianças portadoras de deficiência.

O papel do auxiliar de creche é garantir a segurança, o bem-estar e o conforto da criança. Ele participa de todos os aspectos da vida diária da criança, desde o momento em que acorda até a hora de dormir, desenvolvendo um relacionamento próximo com ela (histórias, rimas, atividades de desenvolvimento da coordenação motora e cuidados pessoais); um profissional de cuidados infantis pode assumir essas atividades. No século XIX e no início do século XX, uma babá era geralmente reconhecida como “enfermeira” e era exclusivamente mulher encontradas em lares de renda mais alta e poderiam ser contratadas ou mormente escravas. Esperava-se que a mulher contratada amamentasse o bebê, um papel reconhecido como ama de leite. Em alguns lares, a enfermeira administrava outros profissionais em um ambiente da casa chamado berçário. Algumas eram mantidas por pelo menos uma assistente, reconhecida como babá. Por causa de seu profundo envolvimento na criação dos filhos da família, as babás muitas vezes eram lembradas com grande afeto e tratadas com mais gentileza que os outros empregados. 

As babás costumavam estar presentes nas famílias mais abastadas dos países coloniais, onde passavam suas vidas nas casas dos seus senhores, muitas vezes desde a infância até a velhice, cuidando de mais de uma geração de filhos. Elas também eram obrigadas a se mudar juntamente com a família. Na Índia Colonial, uma babá era reconhecida como ayahEste termo em sua transliteração, pode significar também “serva” ou “empregada doméstica”. Na China se chamava “amah” enquanto nas Índias Orientais Holandesas, a babá doméstica era reconhecida como “baboe”. Trata-se de uma babá que mora juntamente com a família e com a criança, sendo este tipo muito raro nos dias de hoje. Ser babá pode ser ideal para uma pessoa que deseja se mudar para o exterior por um curto período de tempo ou para se estabelecer financeiramente. Normalmente, uma babá que mora no emprego é responsável por todo o cuidado dos filhos de seus empregadores. Isso inclui qualquer coisa, desde lavar as roupas das crianças, arrumar os quartos das crianças, supervisionar os deveres de casa, preparar as refeições e levar as crianças para a escola ou outras atividades. Os benefícios podem incluir um apartamento ou quarto separado, às vezes chamado de flat e, possivelmente, um carro. Embora uma babá que morasse com a família estivesse normalmente disponível 24 horas por dia no passado, isso é muito menos comum agora e muitas vezes essas babás trabalham de 10 a 12 horas, e o restante do dia de folga. Basicamente, essas babás estão trabalhando enquanto as crianças estão acordadas e os pais trabalhando. Atualmente, uma babá doméstica é mais comum entre as famílias mais ricas, porque muitas vezes têm todas as despesas pagas pelo empregador. Algumas famílias usam o que é reconhecido como “babá compartilhada”, em que duas ou mais famílias pagam pela mesma babá para cuidar dos filhos em cada família em regime de meio período. 

A babá noturna trabalha durante o período noturno e geralmente cuida de recém-nascidos até os cinco anos de idade. Uma babá noturna pode desempenhar um papel de ensino, ajudando os pais a estabelecer bons padrões de sono ou colocar a criança para dormir. As funções e qualificações variam entre os países, mas podem atender às necessidades da família. As qualificações de uma babá noturna geralmente são em enfermagem materna. As taxas de remuneração variam de país, mas geralmente são bem pagas em comparação com a babá geral, já que a babá noturna é vista como uma especialista em sua área. Na história social, as mulheres europeias ficavam confinadas em suas camas ou em suas casas por longos períodos de tempo após o parto. Os cuidados eram prestados por familiares do sexo feminino (sogra) ou por uma auxiliar temporária denominada “enfermeira mensal”. Essas semanas eram chamadas de confinamento ou repouso e terminavam com a reintrodução da mãe à comunidade na cerimônia cristã da igreja das mulheres. Uma versão moderna desse período de descanso evoluiu, do ponto de vista das relações sociológicas de trabalho, com a intenção de dar o máximo de apoio à nova mãe, especialmente se ela estiver se recuperando de um trabalho de parto difícil.

Nos Estados Unidos da América, essas babás de maternidade especializadas são reconhecidas como especialistas em cuidados com o recém-nascido, desassociando esta especialidade da enfermagem com qualificação médica. Eles são altamente experientes em todos os aspectos dos recém-nascidos, exceto em questões médicas. Eles podem trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, mas geralmente trabalham cinco noites/dias por semana durante os primeiros três meses de vida de um recém-nascido. A função social pode consistir em auxiliar os pais com orientações sobre alimentação, configuração do berçário, cuidados em relação a cólicas, refluxo e sono. Existem várias organizações de treinamento que oferecem certificações não credenciadas, no entanto, em um campo não regulamentado, os pais devem garantir que as qualificações de sua babá de maternidade sejam legítimas e credenciadas. Nos EUA, a Newborn Care Specialist Association é uma das muitas entidades de certificação autodesignadas. Algumas delas são especializadas em cuidados pós-parto para mães e bebês. Outro trabalho relacionado é auxiliar perinatal. A formação para esta profissão proporciona as competências para detectar perturbações psicológicas ou doenças infantis. 

Capacita os participantes para intervirem em casos de doença ou outros acidentes com consequências para a vida. Inclui um certificado de formação em procedimentos e cuidados de emergência. A profissão é per se feminina com 98% dos auxiliares de cuidados infantis são mulheres em França. As tradições chinesas e do Leste Asiático praticam uma forma de confinamento pós-parto conhecida nas regiões de língua chinesa como zuo yue zi “sentando o mês”, que são tradições e costumes relacionados à recuperação do parto. As “mulheres do confinamento” são chamadas de “yue são” e têm conhecimento especializado sobre como cuidar do bebê e da mãe. Em Singapura e na Malásia, os especialistas em cuidados com recém-nascidos são mais conhecidos por realizarem esse tipo de trabalho. Normalmente, o período de emprego será de cerca de 28 dias ou no máximo 16 semanas. Na Coréia, essas trabalhadoras de cuidados pós-parto são chamadas de Sanhujorisa. Na Holanda, o atendimento pós-natal padrão é apoiado pelo seguro médico estadual, que inclui mais de uma semana de consultas que cobrem um dia inteiro, chamadas de kraamzorgEsses profissionais são chamados de kraamverzorgster, auxiliar de cuidados domiciliares de maternidade, responsável por ensinar a nova mãe a cuidar de seu bebê, com por exemplo: cuidar de sua saúde, preparar refeições, entretenimento, tarefas domésticas e limpeza da casa e banheiro. A maioria das babás são mulheres entre 20 e 60 anos. 

Apesar de raros, existem cargos que são preenchidos por homens, o termo “Manny” é usado para designar babá do sexo masculino, especialmente nos Estados Unidos da América e no Reino Unido, formado por Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, é uma nação insular situada no noroeste da Europa. A Inglaterra, local de nascimento de Shakespeare e dos Beatles, abriga a capital, Londres, um centro financeiro e cultural globalmente influente. Também na Inglaterra, comparativamente, ficam o neolítico Stonehenge, as termas romanas de Bath e as centenárias e disciplinares universidades de Oxford e Cambridge. Neste caso, curiosamente, nenhuma qualificação formal ou treinamento são exigidos para se tornar uma babá. No entanto, o National Nursery Examination Board fundado em 1945, confere as qualificações para babás e profissionais de creche. Em 1994, este e o Council for Early Years Awards fundiram-se para formar o The Council for Awards in Children`s Care and Education, que fornece qualificações necessárias para o trabalho de babá. Norland College é uma faculdade particular perto de Bath, que oferece treinamento conceituado como babá. Ela também opera sua própria agência de empregos para graduados, bem como uma creche local em Bath. Nos Estados Unidos, nenhuma qualificação formal é exigida para ser babá.

Bibliografia Geral Consultada.

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