sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Família de Aluguel – Parentes Imaginados & Assimilação Cultural no Japão.

                O mundo está cheio de sons. Só que normalmente não os ouvimos como música”. Ryuichi Sakamoto                                            

                           

        Parentesco é a relação social familiar de um grupo determinado de pessoas que pode ser estabelecida através de antepassados em comum ou de relações sociais, como o casamento ou adoção. O parentesco estabelecido mediante ancestralidade é chamado parentesco consanguíneo ou parentesco natural, enquanto que o estabelecido por relações sociais é chamado de parentesco por afinidade ou parentesco civil. Os sistemas terminológicos de parentesco podem ser completamente diferentes de uma sociedade a outra. Dentro dessa classificação antropológica, o sistema lusófono corresponde ao sistema esquimal de parentesco. Grau de parentesco é a medida da distância da relação familiar entre pessoas, que é dividido em duas categorias: parentesco em linha reta: quando as pessoas têm uma relação de ascendência, por exemplo: pais, avós, bisavós, trisavós, tetravós e demais ascendentes ou descendência, exemplo: filhos, netos, bisnetos, trinetos, tetranetos e demais descendentes. Parentesco em linha colateral ou transversal: quando as pessoas compartilham um ancestral comum, mas que não têm uma relação de ascendência ou descendência, exemplo: irmãos, tios, primos, tios-avôs, sobrinhos-netos, tios-bisavôs, sobrinhos-bisnetos, tios-trisavós, sobrinhos-trinetos e demais parentes colaterais. As definições e interpretações pessoais de parentesco podem variar das interpretações legais. O grau de parentesco é definido pelo código civil de cada país, mas, culturalmente, a questão de consideração de parentesco varia de acordo com a percepção individual de cada pessoa.

A primeira cultura no arquipélago japonês tem como representação social o período Jōmon. Os ancestrais dos Jōmon ocuparam as ilhas nipônicas desde o final da quarta glaciação por volta de 14 mil a.C. Os Jōmon deixaram vestígios de sua ocupação através de peças de cerâmica consideradas mais antigas do mundo. Por meio da cerâmica, também, assume-se que os Jōmon eram semi-sedentários e praticavam uma religião politeísta, baseada no culto de elementos da natureza que parece ter sido ancestral do xintoísmo. Não há registros escritos ou vestígios de sua língua e não se sabe até que ponto formaram uma civilização coesa cultural, social e politicamente, ou se consistia de Jōmon agrupamentos humanos descentralizados. O período Jōmon encerra-se por volta de 200 a.C. quando uma nova cultura continental (Yayoi) migrou do Lago Baikal para o Sul do Japão, atravessando a península Coreana, trazendo consigo novas influências culturais que caracterizaram este período. Acredita-se que os grupos étnicos mais próximos dos Jōmon sejam os Ainos, um povo racialmente distinto dos japoneses e pouco numeroso, ainda presente nas ilhas de Hokkaido, Sacalina e algumas ilhas menores do arquipélago. O Japão foi fundado por vários povos, da cultura caçadora-coletora Jōmon e da posterior cultura Yayoi, baseada na rizicultura. Esses dois principais grupos ancestrais vieram ao Japão por rotas diferentes em épocas diferentes. O aquecimento que se seguiu após o fim da última Era Glacial separou o arquipélago japonês do continente asiático, deixando o ponto mais próximo em Kyushu cerca de 190 km da península coreana, mas de forma extraordinária sendo perto o suficiente para ser influenciado pelos continentais, mas dialeticamente longe o suficiente para desenvolver suas próprias peculiaridades e formas de sociabilidades naturais.

            Ao afirmarmos a simultaneidade entre o mundo e a consciência estamos nos referindo ao mundo humano. Sendo o jogo dialético das relações homem-mundo o ponto de partida da reflexão somente pode ser nessa ação dialética que ocorre a tomada de consciência do mundo pelo homem. Podemos voltar-se sobre si mesma e ser consciente de sua consciência, não se constituindo simples reflexo da realidade, mas tendo a possibilidade de se constituir reflexão crítica sobre seus próprios atos e na superação de suas contradições. O homem pode assim transcender a sua atividade dando sentido ao mundo. O homem, em verdade, se projeta através da relação tese, antítese, síntese da relação dialética consciência-mundo, uma relação complexa na qual a realidade vivenciada pelo homem tem o efeito de poder de condicioná-lo, mas não o determinar, tendo a possibilidade de, refletindo criticamente, atuar sobre essa realidade e modificá-la, terminando por modificar a si mesmo através da própria formação da consciência. No entanto, há relações sociais ainda em jogo, se bem atendemos no puro ser que constitui a essência dessa certeza, e que ela enuncia como sua verdade. Uma certeza sensível efetiva não é apenas essa pura imediatez, mas é um exemplo da mesma. Entre as diferenças sem conta que ali evidenciam, achamos em toda parte a diferença-capital, a saber: que nessa certeza ressaltam logo para fora do puro ser dos dois “estes”, analisados e já mencionados: um este, como Eu; outro, como um este imaginário objeto de pensamento prenhe da explicação histórica, teórica e metodológica.                                               


Refletindo sobre essa diferença, resulta tanto um como outro não estão na certeza sensível apenas de modo imediato, mas, mediatizados. Portanto, no âmbito da dialética hegeliana Eu tenho a certeza por meio de outro, da coisa; e essa está igualmente na certeza mediante outro, mediante o Eu. Essa diferença entre a essência e o exemplo, entre a imediatez e a mediação, quem faz não somos nós apenas, mas a encontramos na própria certeza sensível; e deve ser tomada na forma em que nela se encontra, e não como nós acabamos de determina-la. Na certeza sensível, um momento é oposto como o “essente” simples e imediato, ou como a essência: o objeto. O outro momento, porém, é posto como o “inessencial” e o mediatizado, momento que nisso não é “em-si”, mas por meio do Outro: o Eu, um saber, que sabe o objeto só porque ele é; saber que pode ser ou não. Mas o objeto é o verdadeiro e a essência: ele é, tanto faz que seja conhecido ou não. Permanece mesmo não sendo conhecido – enquanto o saber não é, se o objeto da imaginação humana não souber que pode ser. Trata-se assim da singularidade imediata de apreensão do objeto concreto do saber. No arquipélago, a vegetação foi transformada no final da Era Glacial. No Sudoeste de Honshu, Shikoku e Kyushu, as folhosas verdes dominaram as florestas, enquanto árvores de folhas decíduas eram comuns no Nordeste de Honshu e Sul de Hokkaido.

Nesta última, existiam muitas espécies de árvores, tais como as faias e os carvalhos, que produziam nozes comestíveis. Elas forneciam fontes de alimento para o povo Jōmon coletar, estocar, transportar e consumir, além de sustentar os animais que eles caçavam. No Nordeste, a vida marinha abundante carregada para o sul pela corrente de Oyashio, que trazia peixes como o salmão, era uma grande fonte adicional de comida. Assentamentos ao longo do Mar do Japão e do Oceano Pacífico mantinham-se com as imensas quantidades de mariscos, deixando sambaquis (montes de conchas descartadas e outros resíduos) que hoje são uma fonte valiosa de informação para os arqueólogos. Outras fontes de alimento que merecem menção incluem os cervos, inhames e outras plantas selvagens, e peixes de água doce. Suportada pelas florestas decíduas e a abundância de alimentos do mar, a população se concentrava no Centro e Norte de Honshu, apesar de geograficamente sítios Jōmon serem encontrados de Hokkaido às Ilhas Ryukyu. Mark James Hudson, um arqueólogo britânico interessado no ,Japão multicultural, da Universidade de Nishikyushu, afirma que o Japão foi fundado por uma população proto-mongol muito semelhantes aos caucasoides, durante o Pleistoceno, um período de ciclos de glaciação (frio) e interglaciaçção (quente), que baixaram o nível do mar, criando pontes de terra e facilitando migrações, além de moldar a fauna e a flkora. que se tornou o Jōmon, sendo per se que suas peculiaridades podem ser encontradas em alguns Ainus e okinawanos, (ryūkyūanos) são dois dos principais grupos étnicos indígenas do Japão, com culturas, línguas e origens étnicas distintas dos japoneses Yamato.  Os Jōmon compartilham características físicas com caucasianos modernos.

Os migrantes que vieram para o Japão durante o período Kofun parecem ter tido ancestralidade que se assemelha principalmente à ancestralidade da população chinesa Han da China. O povo Jōmon era caçador-coletor; o povo Yayoi introduziu o cultivo de arroz; e os migrantes Kofun introduziram a formação do estado imperial. A cultura japonesa foi influenciada desde os tempos antigos até a Idade Média principalmente por várias dinastias chinesas, com derivação substancial da dinastia Tang, e em menor grau por outros países asiáticos. As dinastias chinesas foram períodos de governo de famílias reais que moldaram a história da China, desde a mítica Xia até a última, Qing, que terminou em 1912; elas são divididas em grandes eras como Shang, Zhou, Qin (unificadora), Han, Tang, Song, Yuan (mongol), Ming e Qing, marcadas por avanços culturais, tecnológicos e grandes unificações ou fragmentações nas esferas da vida políticas, como o Período dos Reinos Combatentes ou das Cinco Dinastias. Por exemplo, uma das escritas na língua japonesa são etnograficamente os caracteres chineses (kanji), mas o japonês não tem relação genética com o chinês. Desde a Era Meiji, o Japão tem sido influenciado principalmente por países ocidentais. Os habitantes do Japão passaram por um longo período de relativo isolamento do mundo exterior por mais de 220 anos, durante o xogunato Tokugawa até a chegada dos “Navios Negros” e a Era Meiji. A cultura do Japão destaca-se como uma das culturas mais influentes do mundo, principalmente devido ao alcance global da sua cultura popular. Em 2023, o US News & World Report classificou a influência cultural do Japão como a mais alta da Ásia e a 4ª do mundo. Rental Family tem como representação um filme de comédia dramática de 2025 dirigido por Mitsuyo Miyazaki nascida em 1976 ou 1977, mais reconhecida pelo mononimismo de Hikari, é uma cineasta e ex-atriz japonesa.

O termo “mononimismo” refere-se à prática de ser conhecido ou identificado por um único nome (um monônimo). No contexto Hikari, que significa “luz” ou “brilho”, não se trata de um monônimo em si, mas um nome próprio comum, que pode ser usado como nome de batismo ou sobrenome no Japão, necessitando segundo nome para identificação dependendo do contexto cultural e ponto de vista legal. Hikari nasceu Mitsuyo Miyazaki em Osaka. Ela se mudou para os Estados Unidos aos 17 anos, e posteriormente em Utah, no Oeste, definido pelas vastas áreas de deserto e pela cordilheira Wasatch, graduando-se com um BSc em Artes Cênicas, Dança e Belas Artes pela Southern Utah University em 1999. Depois para Los Angeles após se formar e trabalhou como figurante e dançarina em vários filmes, comerciais e videoclipes, além de trabalhos de meio período, incluindo fotografar músicos. Escreveu, dirigiu e produziu o filme 37 Segundos (2019) e três episódios da série Beef (2023) da Netflix. Ela co-escreveu e dirigiu o filme de comédia dramática Rental Family (2025) objeto de análise. O filme é estrelado por Brendan Fraser como um ator norte-americano que mora no Japão e começa a trabalhar para uma agência de “aluguel de famílias”, onde preenche papéis para estranhos. Takehiro Hira, Mari Yamamoto, Shannon Mahina Gorman e Akira Emoto também fazem parte do elenco. Uma coprodução internacional cooperativamente entre os Estados Unidos e o Japão, o filme estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 6 de setembro de 2025 e foi lançado nos Estados Unidos pela Searchlight Pictures em 21 de novembro de 2025. 

O filme Rental Family recebeu críticas positivas dos críticos de cinema, que elogiaram a atuação de Fraser. O National Board of Review o nomeou como um dos dez melhores filmes de 2025.  Aos 30 anos, Mitsuyo Miyazaki começou a estudar na escola de cinema da Universidade do Sul da Califórnia, graduando-se com um Mestrado em Produção de Cinema e TV em 2011. A primeira incursão de Hikari como cineasta ocorreu quando ela escreveu, dirigiu e produziu o curta-metragem Tsuyako (2011), exibido em mais de 100 festivais de cinema ao redor do mundo e premiado com 50 prêmios. Em seguida, ela escreveu e dirigiu o curta-metragem A Better Tomorrow (2013), que estreou no Festival de Cannes de 2013. Na sequência, escreveu, dirigiu e produziu o curta-metragem Where We Begin (2015), que estreou no Festival de Cinema de Tribeca de 2015. Ela escreveu, dirigiu e produziu seu primeiro longa-metragem, 37 Seconds (2019), tematizando que para se livrar da mãe superprotetora, uma artista de mangá com paralisia cerebral começa uma jornada em busca da autodescoberta sexual e pessoal, aclamado pela crítica no Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2019. Em 2020, a autora Rainbow Rowell anunciou no Twitter que a adaptação de seu livro Eleanor & Park dirigida por Hikari que também dirigiu três episódios, incluindo o piloto, da série de comédia dramática da Netflix, Beef (2023). Ela co-escreveu com Stephen Blahut e dirigiu o filme de comédia dramática de 2025, Rental Family (2025), estrelado por Brendan Fraser, Takehiro Hira e Mari Yamamoto.

Desnecessário dizer que o Japão há muito tempo enfrenta problemas como a solidão, altas taxas de suicídio e o estigma em torno das doenças mentais. Após o terremoto e tsunami de 2011, o país analisou como os desastres estavam afetando a saúde mental, afirmou Miwa Yasui, professora da Universidade de Chicago, cuja pesquisa inclui a influência da cultura na saúde mental. Existem mais profissionais de saúde mental e uma maior compreensão da necessidade de aconselhamento no Japão. Durante a pandemia, voluntários focados em depressão em adolescentes criaram um serviço de bate-papo online em japonês. Segundo Chikako Ozawa-de Silva, autora de “Anatomia da Solidão: Suicídio, Conexão Social e a Busca por Significado Relacional no Japão Contemporâneo”, os japoneses que se isolam fisicamente tendem a sentir isso internamente. - “Quando as pessoas sentem que não são amadas, que não são aceitas, que não são vistas, que não são ouvidas, a sensação de eu não importo é uma forma de solidão”, disse Ozawa-de Silva, que também é professora na Universidade Emory. Isso pode levar ao hikikomori, condição em que as pessoas se isolam socialmente e se tornam reclusas por meses ou até anos. A natureza coletivista da cultura também contribui para ocultar problemas de saúde mental. As crianças aprendem o princípio do “minna no tame ni”, ou seja, simples na vida cotidiana “pelo bem de todos”, disse Yasui. Como adultos, existe a pressão para manter a harmonia e garantir que as necessidades dos outros, seja no trabalho ou na família, sejam de fato atendidas.

Escólio: O ator norte-americano Phillip Vandarploeug vive no Japão onde busca incessantemente um emprego estável após o sucesso em um comercial de pasta de dente. Ele está preso a papéis menores até ser contratado pela Rental Family, uma empresa de propriedade de Shinji que fornece atores sociais para interpretarem familiares e amigos de gentios estranhos. Embora relutante devido à premissa absurda, Phillip, desesperado por dinheiro, aceita o trabalho como o ideário do “branco simbólico” da empresa. O primeiro trabalho de Phillip é fingir ser o noivo de uma mulher chamada Yoshie, uma lésbica já casada que deseja realizar um casamento tradicional para seus pais antes de partir para o Canadá com sua esposa. Phillip quase desiste, mas se compromete e considera a experiência gratificante. Entre outros clientes, ele aceita dois trabalhos de longo prazo: um como o pai distante de uma jovem mestiça chamada Mia, cuja mãe, Hitomi, precisa de ajuda para matriculá-la em uma escola particular; e outro como jornalista, fazendo um perfil social do ator aposentado Kikuo Hasegawa, que sofre de demência e é mantido sob constante vigilância por sua filha, Masami. Phillip começa a criar laços sociais extremamente fortes com Kikuo e Mia, que inicialmente guarda ressentimento do seu “pai” por tê-la abandonado, mas acaba convencida a passar um tempo com ele. Quando o agente de Phillip lhe diz que ele ganhou um papel muito cobiçado, Phillip a recusa pelo bem de Mia.   

Hitomi o adverte para não se aproximar demais de Mia e fica ofendida quando ele comenta que ela já tem toda a vida de Mia planejada. A pedido de Masami, Phillip, a contragosto, recusa o pedido de Kikuo para levá-lo à casa de sua infância. Phillip também descobre que alguns dos trabalhos de sua colega Aiko envolvem fingir ser amante e pedir desculpas às esposas de maridos infiéis, o que frequentemente resulta em abuso físico. Embora Phillip relute em perder os laços que construiu, Shinji afirma que se separar de clientes é uma parte inevitável do trabalho. Após a entrevista escolar bem-sucedida, Phillip conta tristemente a Mia que precisa voltar para os Estados Unidos da América. O tempo que passa com ela o inspira a levar Kikuo para visitar a casa de sua infância no interior, agora tomada pela natureza. Kikuo encontra uma cápsula do tempo que enterrou anos atrás e, em lágrimas, agradece a Phillip por tê-lo levado. Shinji liga para Phillip e o repreende por “sequestrar” Kikuo, mas Phillip o acusa de usar a Família de Aluguel para preencher vazios sem alma, em vez de criar laços genuínos. Shinji então dispensa sua “esposa” e seu “filho” adolescente, revelando que eles também são atores da Família de Aluguel. Phillip leva Kikuo às pressas para o hospital depois que este desmaia de exaustão e, posteriormente, é preso e detido pelo sequestro de Kikuo. 

         Mia descobre a verdadeira identidade de Phillip ao reconhecê-lo em um filme para a TV. Inicialmente, ela fica chateada com a mãe por ter mentido para ela, mas logo a perdoa. Durante outra sessão em que Aiko interpreta a amante de um homem, ela quebra o personagem, conta a verdade para a esposa dele e vai embora. Mais tarde, ela e seu colega Kota fingem ser advogados para fazer Kikuo confessar o que realmente aconteceu. Shinji também aparece, fingindo ser um detetive da polícia. Phillip é libertado e os agradece pela ajuda. Algum tempo depois, Kikuo morre enquanto dorme. Aiko, Shinji, Kota e Phillip comparecem ao funeral. Phillip visita Mia, que foi aceita na escola. Ele se reapresenta a ela e os dois continuam passando tempo juntos como amigos. Phillip continua trabalhando para a Rental Family, que descontinua a prática dos “serviços de desculpas” que levaram ao abuso de Aiko. Phillip reza no santuário onde Kikuo costumava rezar durante uma de suas sessões. O filme está em desenvolvimento desde 2019. Em novembro de 2023, Brendan Fraser foi escalado para estrelar o filme, com Hikari dirigindo a partir de um roteiro que ela co-escreveu com Stephen Blahut. Em março de 2024, Mari Yamamoto, Takehiro Hira e Akira Emoto se juntaram ao elenco. As filmagens principais começaram no Japão em 12 de março e terminaram no final de maio. Uma coprodução internacional entre os Estados Unidos da América e o Japão, Rental Family teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 6 de setembro de 2025.                            

Foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos pela Searchlight Pictures em 21 de novembro. O filme foi exibido no Festival de Cinema de Adelaide, na Austrália, em 18 de outubro de 2025. Em 19 de outubro de 2025, o filme foi exibido na 20ª edição do Festival de Cinema de Roma, na seção “Grand Public”, enquanto em 3 de novembro de 2025, foi apresentado na 38ª edição do Festival Internacional de Cinema de Tóquio, na seção “Gala Selection”. Foi exibido na seção Icon do Festival Internacional de Cinema de Estocolmo de 2025 em 5 de novembro de 2025. Esperava-se que o filme estreasse com uma arrecadação baixa, projetada para ser de US$ 2,6 milhões em seu fim de semana de estreia. Arrecadou US$ 3,3 milhões. No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 87% das 110 críticas são positivas. O consenso do site diz: “Uma comédia dramática leve sobre fingir conexão humana até que ela se concretize, Rental Family oferece a Brendan Fraser uma vitrine ideal para seu talento sensível, enquanto o apoia com um elenco fantástico”. No Metacritic, que usa uma média ponderada, o filme tem uma pontuação de 68/100 com base em 29 críticas, indicando avaliações “geralmente favoráveis”. O público pesquisado pelo CinemaScore deu ao filme uma nota média de “A” em uma escala de A+ a F. Pete Hammond, do Deadline, descreve o filme como “doce e lírico” e “um filme delicado, o tipo de comédia humana e discreta que não vemos com frequência hoje em dia”. Dieter Oßwald elogia no portal alemão de cinema de arte Programmkino.de “a deliciosa facilidade com que o filme, ao mesmo tempo divertido e instigante, explora a identidade, as mentiras e a solidão”. Fraser se apresenta sem esforço como um personagem resiliente e crível, com enorme potencial para empatia. “Ele entrega uma atuação verdadeiramente digna de Oscar em um filme emocionante e profundo, que agrada ao público”.

A cultura do Japão decerto evoluiu grandemente em sua relação no tempo e espaço, da cultura do país original Jōmon para sua cultura híbrida contemporânea, que combina influências do Brasil, Europa e América do Norte. A cultura japonesa é resultado das várias “ondas” de imigração do Continente asiático e das Ilhas do Pacífico, seguido por uma forte influência cultural da China e, em seguida, um longo período de relativo isolamento do resto do mundo sob o Xogunato Tokugawa até à chegada dos navios negros da Era Meiji até o final do século XIX, quando recebe uma enorme influência cultural estrangeira, que se torna ainda mais forte após o término da 2ª guerra mundial (1939-1945). Como resultado, desenvolveu-se uma cultura distintivamente diferente do restante da Ásia, e resquícios disso, ainda existem per se no Japão contemporâneo. No século XX a cultura japonesa foi também influenciada pela Europa e pela América do Norte. Apesar das influências, o Japão consagrou um estilo único de artes (ikebana, origami, ukiyo-e), técnicas artesanais (bonecas, objetos lacados, cerâmica), espetáculo (dança, kabuki, noh, raku-go, Yosakoi, Bunraku), música (Sankyoku, Joruri e Taiko) e tradições (jogos, onsen, sento, cerimónia do chá) e culinária única. O Japão moderno é um dos maiores exportadores do mundo de cultura. Os (animes), (mangá), filmes, a cultura pop japonesa da literatura e música conquistaram popularidade no mundo, e especialmente nos outros países asiáticos.

          Ipso facto aculturação ou assimilação cultural refere-se ao processo de transformação social, cultural e psicológica que ocorre por meio do contato social direto entre duas culturas, em que uma ou ambas se adaptam às influências culturais dominantes sem comprometer suas características distintivas essenciais. Ocorre quando um indivíduo adquire, adota ou se ajusta a um novo ambiente cultural como resultado de ser inserido em outra cultura ou quando entra em contato com outra cultura. Esse processo de equilíbrio pode resultar em uma sociedade mista com características predominantes e combinadas ou com mudanças culturais fragmentadas, dependendo do contexto sociopolítico. Indivíduos de outras culturas buscam se integrar a cultura mais prevalente, incorporando seletivamente aspectos da cultura dominante, como seus traços culturais e normas sociais, enquanto ainda mantêm seus valores e tradições culturais originais. Os impactos sociais da aculturação são vivenciados de forma diferente em vários níveis, tanto pelos adotados da cultura dominante quanto pelos anfitriões da cultura de origem. Os resultados podem incluir marginalização, coexistência respeitosa, tensões destrutivas, integração e evolução cultural. Em nível de grupo, a aculturação resulta em mudanças na cultura, nas práticas religiosas, nos cuidados de saúde e per se em outras instituições sociais. Há também implicações significativas na alimentação, no vestuário e na língua daqueles que são introduzidos à cultura dominante.      

Em nível de análise individual, o processo de aculturação refere-se ao processo de socialização pelo qual indivíduos nascidos no exterior incorporam os valores, costumes, normas, atitudes culturais e comportamentos da cultura anfitriã predominante. Esse processo tem sido associado a mudanças no comportamento diário, bem como a inúmeras alterações no bem-estar psicológico e físico. Assim como o termo enculturação é usado para descrever o processo de aprendizagem da primeira cultura, a aculturação pode ser entendida como a aprendizagem da segunda cultura. Em circunstâncias naturais comuns no cotidiano atual, a aculturação ocorre naturalmente ao longo de várias gerações. A força física pode acelerar o processo em alguns casos, mas não é um componente principal. Mais comumente, a aculturação se dá por meio de pressão social constante e exposição consistente à cultura dominante. Estudiosos de diferentes disciplinas desenvolveram mais de sessenta teorias sobre aculturação, embora muitas careçam de rigor acadêmico em suas propostas. O escopo acadêmico ativo no conceito de aculturação começou em 1918. Como foi abordado de forma multidisciplinar pelos campos da psicologia, antropologia e sociologia em diferentes épocas, e conjnturas específicas, inúmeras teorias e definições surgiram para descrever elementos do processo aculturativo. Apesar das definições (teorias sociais) e evidências (empiria) de que a aculturação é um processo de mudança bidirecional, a teoria e a pesquisa têm se concentrado principalmente nas adaptações e mudanças das minorias, como imigrantes, refugiados e povos indígenas, em resposta ao seu contato com a maioria dominante.

A pesquisa contemporânea, entretanto, tem se concentrado principalmente nas várias estratégias de aculturação dentro das sociedades, nos fatores que influenciam o processo de aculturação e nos indivíduos envolvidos, e no desenvolvimento de intervenções destinadas a facilitar transições mais suaves. A história da civilização ocidental, e em particular as histórias da Europa e dos Estados Unidos, são amplamente definidas por padrões de aculturação. Uma das formas mais notáveis ​​de aculturação é o imperialismo, o progenitor mais comum da mudança cultural direta. Embora essas mudanças culturais possam parecer simples, os resultados combinados são robustos e complexos, impactando tanto grupos e indivíduos da cultura de origem quanto da cultura anfitriã. A aculturação com dominância tem sido pesquisada por sociólogos, antropólogos e historiadores praticamente apenas, e principalmente, em um contexto colonial, devido à dispersão dos povos da Europa Ocidental por todo o mundo nos últimos cinco séculos. A primeira teoria psicológica da aculturação foi proposta no estudo de W.I. Thomas e Florian Znaniecki, de 1918, intitulado: “O Camponês Polonês na Europa e na América”. A partir do estudo de imigrantes poloneses na cidade de Chicago, Estados Unidos, eles ilustraram três formas de aculturação correspondentes a três tipos de personalidade: boêmio, adotando a cultura anfitriã e abandonando sua cultura de origem, filisteu, não conseguindo adotar a cultura anfitriã, mas preservando sua cultura de origem e criativo, capaz de se adaptar à cultura anfitriã, preservando a cultura de origem.

Em 1936, Robert Redfield, Ralph Linton e Melville J. Herskovits forneceram a primeira definição amplamente utilizada nas ciências humanas e sociais de aculturação como esses fenômenos que resultam quando grupos de indivíduos com culturas diferentes entram em contato direto contínuo, com mudanças subsequentes nos padrões culturais originais de um ou ambos os grupos... sob esta definição, a aculturação deve ser distinguida da... assimilação, que às vezes é uma fase da aculturação. Muito antes de surgirem os esforços em prol da integração racial e cultural nos Estados Unidos, o processo comum era a assimilação. Em 1964, o livro de Milton Gordon, Assimilação na Vida Americana, historicamente delineou sete estágios do processo assimilativo, preparando o terreno para a literatura sobre o tema. Posteriormente, Young Yun Kim reiterou o trabalho de Gordon, mas argumentou que a adaptação intercultural é um processo de múltiplos estágios. A teoria de Kim tinha como escopo a natureza unitária dos processos psicológicos e sociais e na interdependência recíproca funcional do ambiente pessoal. Embora tenha sido a primeira a fundir fatores micropsicológicos e macrossociais em uma teoria integrada, ela estava claramente centrada na assimilação, e não na integração racial ou étnica. Na abordagem de Kim, a assimilação é unilinear e o imigrante deve se conformar à cultura de formação étnica e social do grupo para ser considerado “comunicativamente competente”.

De acordo com Gudykunst e Kim (2003), o “processo de adaptação intercultural envolve uma interação contínua de desculturação e aculturação que provoca mudanças em estrangeiros na direção da assimilação, o mais alto grau de adaptação teoricamente concebível”. Esta visão tem sido fortemente criticada, uma vez que a definição de adaptação na ciência biológica se refere à “mutação aleatória” de novas formas de vida, não à convergência provavelmente de uma monocultura (Kramer, 2003). Em oposição ao desenvolvimento adaptativo de Gudykunst e Kim, Eric M. Kramer desenvolveu sua teoria da fusão cultural, mantendo distinções conceituais claras entre assimilação, adaptação e integração. De acordo com Kramer, a assimilação envolve a conformidade a uma forma preexistente. A teoria da Fusão Cultural de Kramer, baseada na teoria funcionalista dos sistemas e na hermenêutica filosófica, argumenta que é impossível para uma pessoa desaprender a si mesma e que, por definição, o “crescimento” não é um processo de soma zero que exige a desilusão de uma forma para que outra surja, mas sim um processo de aprendizagem de novas línguas e repertórios culturais: formas de pensar, cozinhar, brincar, trabalhar, cultuar, etc. Ou seja, na interpretação psicodinâmica de Kramer, não é necessário desaprender uma língua para aprender outra, nem desaprender quem se é para aprender novos padrões de dança, culinária, fala, etc. Kramer discorda de Gudykunst e Kim, ao afirmarem que essa “mistura de língua e cultura” gera complexidade cognitiva, ou seja, a capacidade de alternar entre repertórios culturais. Resumindo, Kramer afirma que aprender é expandir, não desaprender.                     

          Samurai, mutatis mutandis, inicialmente era um servidor civil do império e Shogunato japonês, com as funções de cobrador de impostos (coletoria) e administrador de terras (daimyō). Durante o período do Japão feudal, ganhou funções militares e virou um soldado da aristocracia imperial, no período de 930 a 1877, terminando a Era como um rōnin duelista (“samurai desonrado”) ou mestre de artes, como artesanato, pintura, ou de chá. A coletoria era exercida exclusivamente pelo sexo masculino. O coletor, com porte robusto e semialfabetizado, cobrava impostos dos camponeses e estabelecia a ordem em caso de revolta. Na época feudal, já com funções militares, o samurai seguia o código de honra denominado Bushidô (“caminho do guerreiro”), embora não haja registros históricos da regra social sendo colocada em pratica no auge e posteriormente no declínio da casta, a “lei” que ensinava as principais características decorrentes historicamente da vida do samurai, semelhante ao conceito da cavalaria medieval: frugalidade, grande disciplina, lealdade, honra até a morte, habilidade com a espada katana, e a Lança Naginata, coragem extrema diante de qualquer situação. Em 1185, os samurais tornaram-se a classe dominante do Japão, com a fundação do Primeiro Xogunato, foi o Xogunato Kamakura (1192–1333), estabelecido por Minamoto no Yoritomo após vencer a extraordinária Guerra Genpei, isto é, o regime militar feudal Período Kamakura, pelo líder militar e posteriormente ditador (Shogun) Minamoto no Yoritomo, reconhecido como Xogunato Kamakura.

Mas em historicamente em 1868, com a restauração Meiji, e na Guerra civil, os samurais perderam “o poder para o imperador e declinaram rapidamente, sendo perseguidos e exterminados nove anos depois, no fim da Rebelião Satsuma, foi uma revolta de samurais descontentes contra o novo governo imperial do Império do Japão, nove anos após o início da Era Meiji, ocorrida entre 29 de janeiro de 1877 e 24 de setembro de 1877.  Um samurai não ligado a um clã ou que não servia a um daimyō (senhor de terras) era chamado de rōnin (que significa “homem onda”). São também samurais desempregados ou que largaram a honra e não cumpriram com o ritual do seppuku. Samurai ao serviço de um han (propriedade) era chamado de Hanshi, pessoa experta de alto nível, um instrutor de instrutores. Tal relação de suserania e vassalagem era semelhante à da Europa medieval, entre os senhores feudais e seus cavaleiros. Entretanto, o que difere o samurai de outros guerreiros da antiguidade é o modo de encarar a vida e seu peculiar código de honra e ética. Eram chamados de Rōnin, os “samurai desempregados”, aqueles que ainda não tinham um daimyo (senhor de terras) para servir, ou quando o senhor morria, ou quando eram destituídos do cargo - princípios básicos de lealdade do guia de cada senhor Feudal, visto que no auge do poder samurai nos séculos XVI e XVII, não havia uma regra específica para cada feudo, tornando a própria regra, comparativamente de um senhor diferente da regra social do outro, os Rōnin eram considerados a mais profunda forma de penitência de um guerreiro, estando ele preso a uma vida desonrosa - sem um sentido para sua existência.

Havia uma máxima entre eles: a de que “a vida é limitada, mas o nome e a honra podem durar para sempre”. Assim, esses guerreiros prezavam a honra, a imagem pública e, o nome de seus ancestrais acima de tudo, até da própria vida. A morte, para o samurai, era um meio de perpetuar a sua existência. Tal filosofia aumentava a eficiência e a não-hesitação em campos de batalha, o que veio a tornar o samurai, o mais letal de todos os guerreiros da Antiguidade. Tinham frequentemente que escolher a própria morte, ao invés do fracasso. Se derrotados em batalha ou desgraçados por outra falha, a honra exigia o suicídio no ritual denominado harakiri ou seppuku, quando o guerreiro abria o próprio ventre com uma faca. Todavia, a morte não podia “ser rápida” ou indolor. O samurai fincava a sua espada pequena no lado esquerdo do abdômen, cortando a região central do corpo, e terminava por puxar a lâmina para cima, o que provocava uma morte lenta e dolorosa que podia levar horas. Apesar disso o samurai, disciplinado, devia demonstrar total autocontrole diante das testemunhas que assistiam ao ritual. 

No entanto, dispunham de um assistente neste momento, que deceparia sua cabeça (decapitação) ao menor sinal de fraqueza para que sua honra fosse igualmente preservada. Um cargo considerado de grande honra, normalmente eram escolhidas pessoas próximas (familiares ou amigos) do samurai. A morte nos campos de batalha era acompanhada por decapitação, onde a cabeça do derrotado era um troféu; A prova de que ele realmente fora vencido. Por causa disso, alguns samurais perfumavam seus elmos com incenso antes de partirem para a guerra, para que isso agradasse o eventual vencedor. Samurais que matavam grandes generais eram recompensados pelos seus daimyo, que lhe davam terras e mais privilégios. Os ocidentais ao tomarem conhecimento desses fatos culturais, avaliavam os samurais etnocentricamente, considerando-os como guerreiros rudes e de hábitos grosseiros. Os samurais destacaram-se também pela grande variedade de habilidades que apresentaram fora de combate. Eles sabiam amar tanto as artes como a esgrima, e tinham a alfabetização como parte obrigatória do currículo. Muitos eram exímios poetas, calígrafos, pintores e escultores. Algumas formas de arte como o Ikebana (arte dos arranjos florais) e a Chanoyu (arte do chá) eram também consideradas artes marciais, pois treinavam pari passu a mente e as mãos do samurai. O caminho espiritual também fazia parte do ideal de homem perfeito que esses guerreiros buscavam. Nessa busca os samurais descobriram o Zen-budismo, como um caminho que conduzia à calma e à harmonia. Os samurais eram guerreiros que davam muita importância ao seu clã (família) por isso se algum membro do samurai morresse por assassinato ele teria que matar o assassino para assim reconquistar a honra.

Junto com o Reino Unido (RU), um país insular europeu composto por quatro nações: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, formado pela ilha da Grã-Bretanha e a parte Norte da ilha da Irlanda, com capital em Londres e com os Estados Unidos, o Japão é e sempre foi considerado uma superpotência cultural. Existem duas hipóteses metodológicas que tentam explicar o conteúdo de sentido da linhagem do povo japonês. A primeira hipótese propõe um modelo de estrutura dupla, no qual as populações japonesas são descendentes do povo indígena Jōmon e de assentamentos posteriores de pessoas do continente eurasiano oriental, reconhecidas como povo Yayoi. A cultura indígena do Japão tem origem principalmente do povo Yayoi que se estabeleceu no Japão entre 1000 a.C. e 300 d.C. A cultura Yayoi difundiu-se para a ilha principal de Honshu, a maior e mais populosa ilha do Japão, o “coração” do arquipélago, abrigando metrópoles como Tóquio, Quioto, Osaka e Hiroshima, além do icônico Monte Fuji e uma rica herança cultural, sendo o principal centro econômico e histórico do país com diversas regiões como Tohoku, Kanto, Chubu, Kansai e Chugoku, misturando-se com a cultura nativa Jōmon. Os japoneses modernos têm uma estimativa de 80% de ancestralidade Yayoi e 20% Jōmon. A segunda hipótese propõe um modelo tripartido de origem genômica. Esta propõe que os japoneses contemporâneos sejam provenientes três grupos ancestrais distintos: Jōmon, Yayoi e Kofun, com 13%, 16% e 71% de ancestralidade genética. Durante o período Kofun de 250 a 538 d.C., diz-se que migrantes da China vieram para o Japão e se estabeleceram na ilha, trazendo vários avanços culturais e uma concepção política de constituir uma liderança centralizada.

Bibliografia Geral Consultada.

FRÉDÉRIC, Louis, O Japão: Dicionário e Civilização. São Paulo: Editora Globo, 2008; DUKE, Benjamin, The History of Modern Japanese Education: Constructing The National School System, 1872-1890. Nova Jersey: Rutgers University Press, 2009; TAKEUCHI, Marcia Yumi, Entre Gueixas e Samurais. A Imigração Japonesa nas Revistas Ilustradas (1897-1945). Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em História Social. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2009; KIKUCHI, Wataru, Relações Hierárquicas do Japão Contemporâneo: Um Estudo da Consciência de Hierarquia na Sociedade Japonesa. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Sociologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2012; MIZUNO, Noriko, “A Família no Japão: A Noção de Família”. In: Cadernos do Programa de Pós-Graduação Em Direito. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2014; NAKANE, Chie, Japanese Society. London: Editor Weidenfeld & Nicolson, 2016; ROCHA, Rafael Machado da, O Processo de Ocidentalização do Estado e do Direito Japonês na Era Meiji: Conflitos e Contradições. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Direito. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2016; LOPES, Beatriz Kaori Miyakoshi, Os Desafios do Japão, a Primeira Sociedade Super-envelhecida: Envelhecimento, Declínio Populacional e a Condição das Mulheres Japonesas. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021; CUNHA, Ester Almeida Carneiro da, Uma Análise do Pensamento Autoritário-Militar Japonês a Partir da Perspectiva de Tojo Hidek. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021; COSTA, Paloma Leite, Pessoas como Mercadorias!? Um Estudo sobre a Emergência do Mercado de “Aluguel de Pessoas” no Japão.  Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Administração. Belo Horizonte: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, 2022; KAGEYAMA, Yuri; TANG, Terry, “Rental Family destaca empresas japonesas reais que oferecem serviços de hospedagem para familiares e amigos temporários”. In: https://www.taipeitimes.com/2025/11/26/; entre outros.

Um comentário:

  1. Eu ri do nome do blog. Quando a guerra civil espanhola acabou com os que não passariam passando, deu ruim pra quem falava essa frase ridícula. Chapéu de antifa é marreta!

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