segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

La Vie d`Adèle – Relações de Gênero & História de Amadurecimento.

                              Compreender o que é, esta é a tarefa da Filosofia, pois o que é, é a razão”. Friedrich Hegel 

      

Michel Jean Emmanuel de La Barge de Certeau reconhecido sociologicamente, como Michel de Certeau, nascido em17 de maio de 1925 em Chambéry (França) e morreu em 9 de janeiro de 1986. Em Paris, ele é um padre jesuíta francês, filósofo, teólogo e historiador. É autor de estudos em história da religião, especialmente o misticismo dos séculos XVI e XVII, notadamente com sua obra La Fable Mystique, publicada em 1982, e de obras de reflexão mais geral sobre história e sua epistemologia, psicanálise e o estatuto da religião no mundo moderno. Michel de Certeau nasceu em17 de maio de 1925 na villa Les Fouzes, rue Marceau em Chambéry, Savoie. Ele é filho de Hubert de La Barge de Certeau (1900-1986) e Marie-Antoinette de Tardy de Montravel (1903-1967). Seu pai era corretor de seguros em Chambéry e possuía uma segunda residência em Savoie, em Saint-Jean-de-la-Porte: o Château de Lourdens. Esta antiga dependência do mosteiro cartuxo de Aillon, que remonta ao século XIII, é a casa ancestral deste ramo da família, perto de Saint-Pierre-d`Albigny. A grande casa savoiarda, restaurada em 1659 pelos monges cartuxos, abrigava os pais e seus quatro filhos durante as férias. Michel, nascido em 17 de maio de 1925. Jean, nascido em10 de junho de 1926. Marie-Amélie, nascida em 25 de novembro de 1930. Hubert, nascido em18 de maio de 1933.

Um de seus biógrafos, François Dosse, escreve: “Foi neste mundo montanhoso do maciço de Bauges, com seus sinclinais imponentes com vista para o vale de Chambéry, que Michel passou uma infância marcada por uma educação muito rigorosa”. Em entrevista a este autor, Alex Derczansky, que conhecia bem Michel de Certeau, revela: “Certeau é profundamente saboiano. Você não pode entendê-lo se não entender a Saboia!”. Michel e seu irmão frequentaram o Colégio Notre-Dame de La Villette de 1936 a 1940, até o último ano do ensino secundário (retórica). Este colégio, administrado por padres da Diocese de Chambéry, ocupava uma antiga propriedade legada pela família Costa de Beauregard em La Ravoire, hoje um subúrbio de Chambéry. A instituição também servia como seminário menor para a Diocese de Chambéry. Sob a benevolente orientação do Cônego Colomb, os dois irmãos receberam uma sólida formação acadêmica e, aos 14 anos, Michel já considerava a vocação religiosa. Em 1942 e 1943, foi interno no Colégio Sainte-Marie, em La Seyne-sur-Mer, departamento de Var, pertencente aos Padres Maristas. Lá, participou ativamente da Jeunesse étudiante chrétienne. Concluiu com êxito as duas partes do exame de bacharelado, incluindo o último ano do Ensino Médio e o exame de filosofia. Participou da resistência na Saboia como agente de ligação. 

Após a guerra, Michel de Certeau ingressou no seminário de Issy-les-Moulineaux, no departamento de Hauts-de-Seine (França), desde a expulsão e confisco do edifício original na praça Saint-Sulpice (Paris) em 1905, para estudar filosofia em preparação para o sacerdócio (1944-1945 e 1946-1947), que prosseguiu com estudos de teologia no seminário de Lyon (1947-1950). Recebeu a tonsura do Cardeal Gerlier em 1948. Michel de Certeau entrou no noviciado jesuíta em Laval (Mayenne) em 5 de novembro de 1950. Após dois anos de noviciado, sua formação jesuíta foi breve, pois ele já havia concluído os estudos filosóficos e teológicos. Ele foi ordenado sacerdote em Lyon em 31 de julho de 1956 quando cofundou a revista Christus. Foi em revistas acadêmicas jesuítas, como Christuse Revue d`ascétique et mystique, fundada em 1920 e publicada até 1977, mas também em revistas não jesuítas e não especificamente cristãs (Esprit, Traverses, Politique Aujourd`hui), que ele publicou seus trabalhos. Seu desejo apostólico inicial era ir para a China como missionário. Jesuíta, ele sempre permaneceu fiel à sua família religiosa, ao mesmo tempo em que circulava em círculos freudianos: ele cofundou a École Freudienne de Paris, trabalhando com Jacques Lacan. Em 1960, em Paris, sob a supervisão de Jean Orcibal, Michel de Certeau defendeu sua tese de doutorado na Sorbonne, dedicada à vida mística do jesuíta saboiano Pierre Favre (1506-1546).                              

Natural de Saint-Jean-de-Sixt, Favre foi, no início do Renascimento, um dos cofundadores da Companhia de Jesus juntamente com Inácio de Loyola. Era venerado como santo no Ducado de Saboia. Mas foi sua pesquisa sobre outro jesuíta do século XVII, Jean-Joseph Surin, que o levou a se concentrar mais especificamente nos aspectos humanos da experiência religiosa, no misticismo e até mesmo na psicanálise. Em agosto de 1967, sua mãe morreu em um acidente de carro durante o qual ele próprio, gravemente ferido no rosto, perdeu a visão do olho direito. Michel de Certeau lecionou em Genebra, San Diego e Paris. Em 1968, publicou dois importantes artigos na revista Études, nos quais se posicionou a favor do movimento Maio de 68. É o autor da famosa frase: “Em maio passado, as pessoas saíram às ruas como tomaram a Bastilha em 1789”. Também colaborou com Robert Jaulin, do Departamento de Etnologia da Universidade Paris VII, para aprofundar suas pesquisas. Historiador do misticismo e, no mínimo, “convencido pela experiência”, Michel de Certeau é uma figura complexa que não reivindica nenhuma afiliação específica e cujo trabalho abrange todos os campos das ciências sociais. Lecionou no Instituto Católico de Paris e na Universidade Paris VIII na década de 1970. Em 1974, Augustin Girard, chefe do departamento de pesquisa e estudos da Secretaria de Estado para a Cultura, ofereceu a Michel de Certeau um cargo de colaborador em um estudo sobre políticas relacionadas ao desenvolvimento cultural.      

Essa experiência levou posteriormente a um contrato de pesquisa com a Delegação Geral para Pesquisa Científica e Técnica para um projeto que refletia sobre práticas culturais com base em casos concretos. O título oficial dado ao projeto foi “Conjuntura, Síntese e Perspectivas”. O projeto foi realizado de 1974 a 1977 e foi desenvolvido por meio de três grupos de consulta compostos por especialistas de diversas áreas, embora a maioria tivesse apenas 25 anos de idade, que participaram sucessivamente durante esse período. De 1978 a 1984, lecionou na Universidade da Califórnia, em San Diego. Retornou à França para assumir uma nova cátedra de pesquisa em “antropologia histórica das crenças” na École des Hautes Études en Sciences Sociales. Também dedicou vários seminários a este tema incluindo um intitulado: “Antropologia Histórica das Crenças, Séculos XIV-XVIII”. Ele influenciou grandemente os historiadores do grupo de la Bussière. A influência psicanalítica é fortemente evidente em seu trabalho historiográfico, onde ele analisa o “retorno do reprimido” através dos limites arbitrários da história oficial e a sobrevivência do “não dito” nas margens da escrita. Ele é uma figura chave, frequentemente citada em pesquisas relacionadas aos estudos culturais. Morre em 9 de janeiro de 1986 em Paris, aos 60 anos, após um episódio de câncer pancreático.     

A Vida de Adèle tem como representação social um filme francês de drama “coming-of-age”, um gênero na literatura e cinema que enfatiza o desenvolvimento do protagonista da juventude para a idade adulta (“maioridade”), dirigido, coescrito e coproduzido por Abdellatif Kechiche, estrelado por Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. Em estudos de relações de gênero, uma história sobre amadurecimento (coming-of-age) tendem a enfatizar o diálogo ou o monólogo interno sobre a ação social e são muitas vezes criados no passado. Os temas são tipicamente de “homens em sua adolescência”. Nos bildungsroman, um subgênero específico de “história de amadurecimento” especialmente proeminente na literatura concentra-se no desenvolvimento psicológico e moral do protagonista, e, portanto, a mudança de caráter é extremamente importante. A Vida de Adèle é baseado no romance gráfico Le Bleu Est Une Couleur Chaude de Julie Maroh, publicado pela Glénat, em março de 2010. A Glénat Éditions é uma editora francesa que atua nas áreas de quadrinhos, romances gráficos, mangá, livros de arte e livros infantis. Foi fundada em 1969 em Grenoble por Jacques Glénat, nascido em 1952. A edição brasileira foi publicada pela Editora Martins Fontes em 2013. O romance narra uma história social de amor entre duas jovens mulheres na França no final da década de 1990. 

O filme gira em torno de Adèle (Exarchopoulos), uma adolescente que descobre amor e liberdade quando conhece a jovem pintora de cabelo azul (Seydoux).  O filme é a démarche delas, durante o Ensino Médio de Adèle, sua vida adulta precoce e carreira como professora de escola. Do ponto de vista técnico-metodológico a produção começou em março de 2012 e durou seis meses. Cerca de 800 horas de filmagens foram realizadas, incluindo extensas filmagens em B-roll. Kechiche selecionou tudo na edição, com o corte final deixando o filme com 179 minutos. La vie d`Adèle gerou controvérsia na sua estreia no Festival de Cannes 2013 e antes de seu lançamento. Grande parte da controvérsia foi centrada em torno das alegações de más condições de trabalho no set pela equipe e atrizes principais, e também pela representação crua da sexualidade feminina. Em Cannes, La Vie d`Adèle ganhou o Palma de Ouro do júri oficial e o Prêmio Fédération Internationale de la Presse Cinématographique, reconhecida pela sigla FIPRESCI. É uma organização que reúne críticos de cinema de todo o mundo. É o primeiro filme a ter o Palma de Ouro concedido tanto para o diretor e as atrizes principais, com Seydoux e Exarchopoulos juntando-se a diretora Jane Campion como únicas mulheres que ganharam o prêmio. Elizabeth Jane Campion nascida Wellington em1954 é diretora de cinema neozelandesa.

Ela é a segunda entre cinco mulheres nomeada para o Oscar de Melhor Direção e a primeira cineasta feminina na história a receber a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes, a qual lhe foi concedida em reconhecimento ao seu trabalho no filme O Piano (1993), pelo qual também ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original. Em 2022, recebeu seu primeiro Oscar de Melhor Direção, pelo filme The Power of the Dog e se tornou a primeira mulher nomeada duas vezes na categoria. Exarchopoulos também é a pessoa mais jovem a receber o Palma de Ouro, com apenas 19 anos. Após sua estreia nos cinemas mundiais no final de 2013, La Vie d`Adèle recebeu aclamação da crítica e foi indicado ao Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira e ao British Academy Film Awards de melhor filme especificamente em língua não-inglesa. Muitos críticos o elegeram como um dos melhores filmes de 2013. Na produção cinematográfica e televisiva são filmagens suplementares ou alternativas intercaladas com a tomada principal. O termo A-roll, referente à filmagem principal, per se caiu em desuso.  Filmes e vídeos podem interromper a narrativa principal para demonstrar cenários ou ações relacionadas. Planos de estabelecimento podem ser usados ​​para mostrar ao público a história.

Essas imagens secundárias são frequentemente apresentadas sem som, ou com som em nível muito baixo, já que se espera que o som da filmagem principal continue enquanto as outras imagens são exibidas. Os vários planos apresentados sem som são chamados de B-roll. As filmagens de apoio (B-roll) podem ser feitas por equipes menores de segunda unidade, já que não há necessidade de som. No cinema, câmeras MOS menores, sem circuitos de som, podem ser usadas para maior portabilidade e facilidade de configuração. Em projetos de reportagem eletrônica (ENG) e documentários, as filmagens de apoio são frequentemente feitas após a entrevista principal, para fornecer cenas complementares ao que foi dito pelo entrevistado. Em um projeto de docudrama, o termo “B-roll” pode se referir a cenas de reconstituição dramática encenadas pelo produtor e interpretadas por atores, para serem usadas como planos de corte. Existem muitos tipos diferentes de “B-roll”, incluindo: planos de inserção, planos de efeitos especiais, planos de estabelecimento, imagens de arquivo e planos adicionais. Imagens de apoio podem ser adicionadas ou extraídas de uma biblioteca de imagens de arquivo.

Abdellatif Kechiche chamado de Abdel Kechiche, nascido em 7 de dezembro de 1960 em Túnis, é um diretor, roteirista e ator franco- tunisiano. Conhecido por seus filmes de estilo naturalista, ele ganhou vários prêmios César. Em 2013, recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes por Azul é a Cor Mais Quente, juntamente com as duas atrizes principais do filme, Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. Nascido na Tunísia, Abdellatif Kechiche chegou a Nice com seus pais aos seis anos de idade e cresceu no bairro de Moulins. Filho de operários de fábrica, ele se deparou desde cedo com o racismo e o preconceito de classe. Apaixonado por teatro, estudou artes dramáticas no Conservatório de Antibes. Atuou em diversas peças na Riviera Francesa, notadamente uma peça de Federico García Lorca em 1978 e uma peça de Eduardo Manet no ano seguinte. Também se dedicou à direção e apresentou O Arquiteto no Festival de Avignon em 1981. No cinema conseguiu o papel principal em Mint Tea (1984) de Abdelkrim Bahloul, onde interpretou “um jovem imigrante argelino que vive de pequenos furtos”. André Téchiné o contratou em 1987, para Les Innocents, onde interpretou um gigolô contracenando com Sandrine Bonnaire e Jean-Claude Brialy. Graças a Bezness (1992), de Nouri Bouzid, ele ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Namur. Neste ano, ele conheceu Ghalya Lacroix, que colaboraria na escrita e edição de seus trabalhos futuros.

Abdellatif Kechiche decidiu então passar para trás das câmeras. Ele escreveu vários roteiros que tentou vender sem sucesso. O roteiro de La Faute à Voltaire (2000) finalmente conquistou o produtor Jean-François Lepetit, um produtor e ator francês, fundador da produtora cinematográfica francesa Flach Film Production. Este filme pinta um retrato simples, porém vibrante, de um imigrante indocumentado. O jovem diretor mostra a realidade cotidiana dos despossuídos ou marginalizados, e seu talento para narrar histórias e criar reviravoltas na trama. Ele queria uma atuação naturalista dos atores Sami Bouajila e Élodie Bouchez. Ele recebeu o Leão de Ouro de Melhor Primeiro Filme no Festival de Cinema de Veneza em 2000. Em 2003, ele escreveu e dirigiu L`Esquive (“Jogos de Amor e Acaso”) com atores iniciantes e um orçamento limitado. O filme acompanha um grupo de estudantes do Ensino Médio dos subúrbios parisienses enquanto ensaiam uma peça de Pierre Carlet de Chamblain de Marivaux, reconhecido apenas como Marivaux, de formação jornalística, de dramaturgo e romancista para a aula de francês. Esta obra busca retratar a sedução relacional adolescente e desconstruir estereótipos reificados sobre comportamento de jovens da periferia urbana. O filme foi um sucesso considerável; foi aclamado pela crítica como um dos grandes filmes franceses de 2004. 

Na cerimônia do 30º César Awards, venceu os dois favoritos do público: Les Choristes de Christophe Barratier e Un Long Dimanche de Fiançailles de Jean-Pierre Jeunet, ganhando quatro Césars: o César de melhor estreante feminina para a revelação Sara Forestier, e, para Kechiche, os Césars de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro. Em seguida, dirigiu O Segredo do Grão em 2006; o filme narra a história social de um operário norte-africano que deseja se requalificar para o ramo da restauração no porto de Sète. Este terceiro filme do diretor inclina-se para o realismo social. Foi bem recebido no Festival de Cinema de Veneza de 2007, ganhando o Grande Prêmio do Júri. A atriz Hafsia Herzi ganhou o prêmio de Melhor Atriz Jovem. Após receber o Prêmio Louis-Delluc de 2007, Kechiche ganhou os mesmos quatro prêmios que havia conquistado por Jogos de Amor e Acaso três anos antes, incluindo o de Melhor Revelação Feminina para Hafsia Herzi. A recepção da crítica foi favorável; a extraordinária revista Cahiers du Cinéma considerou o filme uma expressão do cinema de autor popular, semelhante ao de Maurice Pialat (1925-2003), um cineasta, guionista e ator francês. Pintor por vocação, estudou Artes Decorativas e Belas Artes. Em 1955 entrou no mundo do teatro, mas ia dedicar-se depois ao cinema. Em 1969 dirige o seu primeiro filme intitulado L`enfance Nue interpretada por atores não profissionais. O filme vendeu um (01) milhão de ingressos na França. Seu próximo filme, selecionado para o Festival de Cinema de Veneza de 2010, intitula-se Vênus Negra, uma referência à “Vênus Hotentote” (Saartjie Baartman). É seu primeiro drama de época, ambientado em um contexto sociológico perturbador devido ao tratamento dado à personagem. 

A recepção da crítica foi favorável; no César de 2011, o filme recebeu apenas uma indicação: “Atriz Revelação” para Yahima Torres. O filme foi um fracasso comercial, com 200 mil espectadores! Ele adaptou e produziu com sua recém-criada produtora, Quat`sous Films a graphic novel de Jul`Maroh, azul, sob o título Azul é a Cor Mais Quente; o filme narra a história de um caso de amor apaixonado que se estende por vários anos entre duas jovens de diferentes origens sociais no Norte da França. O filme foi exibido no Festival de Cannes de 2013 e recebeu aclamação da crítica francesa e internacional, que o considerou uma obra-prima. Foi unanimemente premiado com a Palma de Ouro pelo júri presidido por Steven Spielberg, para a qual era um dos favoritos desde sua apresentação. Pela primeira vez, o prêmio foi concedido conjuntamente ao diretor e às duas atrizes principais: Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. No próprio dia da exibição em Cannes, surgiu uma controvérsia a respeito das condições de trabalho no set: técnicos acusaram Kechiche, em um comunicado à imprensa, de comportamento “beirando o assédio psicológico” e de violar as leis trabalhistas. Poucos dias depois, Jul` Maroh, autor da graphic novel na qual o filme se baseia, lamentou a presença de cenas de “sexo lésbico”, que considerou clínicas, demonstrativas e grosseiras, desprovidas de qualquer desejo romântico. Ele expressou sua decepção com o comportamento desdenhoso de Kechiche para com ele: alegou que Kechiche havia parado de responder às suas mensagens após a venda dos direitos de adaptação, não o convidou para Cannes com a equipe do filme e não o mencionou em seu discurso de aceitação da Palma de Ouro.        

Vários projetos foram discutidos desde 2013 e estão evoluindo de acordo com as possibilidades de produção: uma sequência do filme Azul é a Cor Mais Quente, que ele prontamente compara a Antoine Doinel, uma cinebiografia sobre Marilyn Chambers (1952-2009), uma adaptação do relacionamento entre Heloise e Abelardo, um longa-metragem sobre Marguerite Porete (1250-1310) intitulado: Amor Inefável ou Irmã Marguerite, uma adaptação da graphic novel Cadernos de Tese de Tiphaine Rivière para uma série de televisão para o canal Arte, ou um “road movie”, O Cordeiro de Deus. Foi uma escritora mística e cristã do movimento beguino, nascida por volta de 1250 e queimada na fogueira em 1° de junho de 1310 na Place de Grève em Paris, França com seu livro O Espelho das Almas Simples. Pouco se sabe sobre a vida de Marguerite Porete, além de seu livro e seu julgamento. Nascida no século XIII, ela viveu no Condado de Hainaut, provavelmente em Valenciennes; nada se sabe sobre sua família, sua infância ou sua educação. Seu sobrenome é desconhecido; na verdade, ela é referida como “Marguerite dite Porette”, enquanto porette significa uma pequena cebola. Marguerite Porete foi uma das beguinas, um importante e muito ativo movimento social religioso na Flandres. Hadewijch de Antuérpia e Heilwige Bloemart também pertenciam a esse grupo. 

Essas mulheres piedosas dedicavam-se a Deus e às boas obras, evitando escândalos, sem necessariamente viver em comunidade ou obedecer às regras prescritas. Ela expressou seu “misticismo” em um livro em francês antigo intitulado: Le Mirouer des Simples pouco se sabe sobre a vida de Marguerite Porete, além de seu livro e seu julgamento. Nascida no século XIII, ela viveu no Condado de Hainaut, provavelmente em Valenciennes; nada se sabe sobre sua família, sua infância ou sua educação. Seu sobrenome é desconhecido; na verdade, ela é referida como “Marguerite dite Porette”, enquanto porette significa uma pequena cebola. Marguerite Porete foi uma das beguinas, um importante e muito ativo movimento religioso na Flandres. Hadewijch de Antuérpia (1190-1240) e Heilwige Bloemart (120-1335) também pertenciam a esse grupo. Essas mulheres piedosas dedicavam-se a Deus e às boas obras, evitando escândalos, sem necessariamente viver em comunidade ou obedecer às regras prescritas. Ela expressou seu misticismo em um livro escrito em francês antigo intitulado “Le Mirouer des simples âmes anienties et qui seulmnt demourent en vouloir et désir d'amour” (O Espelho das Almas Simples Aniquiladas e Que Só Resta a Vontade e o Desejo de Amor). A obra apresenta o Amor da alma tocada por Deus e dá voz ao Amor e à Razão em diálogos alegóricos. Este livro e sua doutrina rapidamente causaram escândalo. Os seus opositores viram no seu livro “uma abordagem que ignora a Igreja enquanto instituição, que relativiza os sacramentos e rejeita a moralidade”. 

A primeira condenação do livro de Porete veio de Guy de Colle Medio, bispo de Cambrai (1296-1305). Ele mandou queimar um exemplar do Espelho na Place d`Armes, em Valenciennes, declarando-o “herético”. Margarida persistiu em divulgá-lo apesar dessa condenação inicial, e o bispo de Châlons a denunciou ao Inquisidor do Reino da França, o dominicano Guilherme de Paris. A razão mais provável para essa intervenção foi o fato de Margarida estar residindo em Châlons-en-Champagne naquela época. O julgamento foi conduzido com a participação de dois acadêmicos parisienses. Uma comissão de teólogos deliberou sobre uma lista de cerca de quinze trechos apresentados pelo inquisidor, que simultaneamente pediu a um grupo de canonistas que emitisse sua opinião sobre a conduta de Margarida, que seria julgada herege reincidente por ter violado a primeira condenação. Combinando essas duas opiniões de especialistas, Guilherme de Paris pronunciou simultaneamente a condenação do livro e de seu autor. Entregue às autoridades seculares, foi queimado em1 de junho de 1310 na Praça de Grève, em Paris. Esta infeliz mulher inaugura a lista de execuções realizadas pelo sistema judiciário na Praça de Grève. Esta condenação não passou despercebida. Eis o que Les Grandes Chroniques de France noticiou sobre o assunto: - “Em direção ao moinho de Santo Antônio e para ver o que aconteceu depois, na véspera da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, os outros Templários neste mesmo lugar foram queimados, e sua carne e ossos foram reduzidos a pó… E na segunda-feira seguinte, uma clériga beguina chamada Marguerite la Porete foi queimada no local mencionado (In communi platea Gravi). 

Ela havia transgredido e transcendido as Sagradas Escrituras e errado nos artigos de fé; ela havia proferido palavras contrárias e prejudiciais a respeito do sacramento do altar; e por isso, ela havia sido condenada por mestres especialistas em teologia”. Dois anos mais tarde, em 1312, esta condenação contribuiu para a redação de um cânone do Concílio de Vienne que denunciava a heresia do Espírito Livre. O trabalho dos historiadores demonstrou que esta heresia não tinha realidade senão nas mentes dos prelados e teólogos que a condenaram. mes anienties et qui seulmnt demourent en vouloir et désir d`amour (O Espelho das Almas Simples Aniquiladas e Que Só Resta a Vontade e o Desejo de Amor). Este livro e sua doutrina rapidamente causaram escândalo. Os seus opositores viram no seu livro “uma abordagem que ignora a Igreja enquanto instituição, que relativiza os sacramentos e rejeita a moralidade”. A primeira condenação do livro de Porete veio de Guy de Colle Medio, bispo de Cambrai (1296-1305). Ele mandou queimar um exemplar do Espelho na Place d`Armes, em Valenciennes, declarando-o “herético”. Margarida persistiu em divulgá-lo apesar dessa condenação inicial, e o bispo de Châlons a denunciou ao Inquisidor do Reino da França, o dominicano Guilherme de Paris. A razão mais provável para essa intervenção foi o fato de Margarida estar residindo em Châlons-en-Champagne naquela época.

O julgamento foi conduzido com a participação de dois acadêmicos parisienses. Uma comissão de teólogos deliberou sobre uma lista de quinze trechos apresentados pelo Inquisidor, que simultaneamente pediu a um grupo de canonistas que emitisse sua opinião sobre a conduta de Margarida, que seria julgada herege reincidente por ter violado a primeira condenação. Combinando essas duas opiniões de especialistas, Guilherme de Paris pronunciou a condenação do livro e de seu autor. Entregue às autoridades seculares, foi queimado em 1° de junho de 1310 na Praça de Grève, em Paris. Esta feliz mulher inaugura a lista de execuções realizadas pelo sistema judiciário na Praça de Grève. Esta condenação não passou despercebida. Eis o que Les Grandes Chroniques de France noticiou sobre o assunto: - “Em direção ao moinho de Santo Antônio e para ver o que aconteceu depois, na véspera da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, os outros Templários neste mesmo lugar foram queimados, e sua carne e ossos foram reduzidos a pó… E na segunda-feira seguinte, uma clériga beguina chamada Marguerite la Porete foi queimada no local mencionado (In communi platea Gravi). Ela havia transgredido e transcendido as Sagradas Escrituras e errado nos artigos de fé; ela havia proferido palavras contrárias e prejudiciais a respeito do sacramento do altar; e por isso, ela havia sido condenada por mestres especialistas em teologia”. Dois anos mais tarde, em 1312, esta condenação contribuiu para a redação de um cânone do Concílio de Vienne que denunciava a heresia do Espírito Livre. O trabalho dos historiadores demonstrou que esta heresia não tinha realidade senão nas mentes dos prelados e teólogos que a condenaram. Segundo o Midi Libre, mutatis mutandis, ele dirigiu um novo filme em Sète que poderia ser transmitido como uma série.

Convidado a comentar sobre a Primavera Árabe no site da Inrockuptibles de 12 de fevereiro de 2011, Abdellatif Kechiche convoca o povo da França a se levantar contra a injustiça social, o desprezo e a humilhação dos homens: - “Como é bela esta revolução. Como tantas pessoas, ela me embriaga. Às vezes, sinto que vem de dentro de mim, que é a expressão da minha revolta contra a injustiça, que brota do meu âmago. É mais uma revolta visceral do que de jasmim, rosas ou qualquer outra coisa. É um grito verdadeiro. Homens estão lutando, sacrificando suas vidas pela dignidade. [...] É uma lição poderosa para todo o planeta. Ao mesmo tempo, é um verdadeiro tapa na cara dos intelectuais, políticos e artistas, inclusive eu, que nada fizeram ou não puderam fazer nada para mudar as coisas. Desejo de todo o coração que esta revolta popular tenha longa vida, que continue a se espalhar por todo o mundo árabe, é claro, mas não só lá. Sonho em vê-la se espalhar por todas as ditaduras, mas também por todas as democracias corruptas, em todos os lugares onde prevalecem a injustiça social, o desprezo e a humilhação dos seres humanos”.  Durante a cerimônia de entrega da Palma de Ouro ao seu filme Azul é a Cor Mais Quente, apresentado na competição do Festival de Cannes de 2013, Abdellatif Kechiche declarou: - “Gostaria de dedicar este prêmio e este filme à maravilhosa juventude da França, que tanto me ensinou sobre o espírito de liberdade, tolerância e convivência, e também gostaria de dedicá-los a outra geração, a da revolução tunisiana, por sua aspiração de viver livremente, expressar-se livremente e amar livremente”. Abdellatif Kechiche aceitou, em duas ocasiões, ser condecorado pelo regime de Ben Ali, em 2005 e depois em 2008. 

Em 2013 , ele estava entre as personalidades do cinema francês que assinaram uma petição contra François Hollande, então Michel Sapin, seu Ministro do Trabalho, e Aurélie Filippetti, Ministra da Cultura ; eles criticaram a decisão deles de validar o acordo coletivo assinado pela CGT e quatro grandes grupos (Pathé, Gaumont, UGC e MK2); eles exigiram que os técnicos fossem melhor remunerados, que um número mínimo de posições fosse imposto para cada filmagem e que as taxas horárias e a remuneração fossem melhor controladas e regulamentadas. Em fevereiro de 2014, embora se descreva como muito de esquerda e contrário às políticas social-liberais de François Hollande, apoiou a candidatura à reeleição do então prefeito da UMP de Nice, Christian Estrosi, considerando que este era o melhor baluarte contra a Frente Nacional a nível local. Por outro lado, em dezembro de 2015, afirmou que preferia Marine Le Pen a Nicolas Sarkozy, considerando que a Frente Nacional se tornara “a representante do povo, das classes trabalhadoras”. Acrescentou: “Continuam a demonizar [a Frente Nacional] tal como demonizaram o Partido Socialista em 1974, dizendo que corríamos o risco de os tanques voltarem a Paris”, e denunciou a retórica do Primeiro-Ministro Manuel Valls: “Agora há as eleições regionais em que nos dizem: Temos de votar para os bloquear, temos de impedir que o partido mais popular se manifeste”. Esclareceu, contudo, que não votou, por acreditar que “[a sua] voz não é ouvida por nenhum partido”. Em 2017, numa entrevista ao Nice-Matin, anunciou a sua intenção de votar em Philippe Poutou na primeira volta das eleições presidenciais, considerando que ele é o candidato que melhor compreende o sofrimento de uma classe social e que demonstra um sentido de sacrifício ao concorrer numa eleição em que as suas hipóteses de vitória são quase nulas.

As duas atrizes principais elogiaram as qualidades do filme, afirmando estarem orgulhosas dele, mas quatro meses depois, durante a turnê promocional norte-americana, elas confidenciaram sobre as filmagens desconfiança: descreveram-nas como “horríveis” e “intermináveis”, enfatizando a “manipulação” a que o cineasta as submeteu e a violência simbólica que ele podia exibir no set. O cineasta é conhecido, assim como Maurice Pialat, por ser muito exigente com as atuações dos atores e por filmar muitas cenas: foram 750 horas de filmagens brutas para o filme Azul é a Cor Mais Quente.  A reação do diretor foi violenta; foi dirigida exclusivamente contra Léa Seydoux; a controvérsia, reacendida e amplificada na mídia, culminou em uma entrevista à Télérama: o cineasta afirmou que Azul é a Cor Mais Quente não deveria ser lançado porque “ele foi muito difamado”. No final de outubro de 2013, Kechiche publicou um longo artigo de opinião para a Rue89: ele acusou várias figuras da indústria cinematográfica, incluindo Léa Seydoux, e os produtores Jean-François Lepetit e Marin Karmitz, de terem explorado uma controvérsia com o objetivo de difamá-lo e impedir o sucesso do filme. O filme atraiu mais de um milhão de espectadores nos cinemas e ganhou o Prêmio Louis-Delluc, o segundo de Kechiche. Foi aclamado em festivais de cinema americanos. Foi indicado ao BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro e ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, mas não ao Oscar, pois o filme foi lançado após o prazo de elegibilidade. Kechiche não compareceu à cerimônia do César de 2014; o filme, indicado oito vezes, recebeu apenas um prêmio, o de “Atriz Mais Promissora” para Adèle Exarchopoulos. A imprensa suspeitou de um boicote do público devido às controvérsias provavelmente moralista devido ao tema.

Em 16 de janeiro de 2015 Abdellatif Kechiche foi condenado pelo Tribunal Superior de Paris a pagar € 180.000 à produtora MK2, dirigida por Marin Karmitz. Os juízes decidiram que o diretor havia “violado suas obrigações contratuais” para com a MK2. De acordo com os termos do contrato assinado em abril de 2008 entre o diretor e a produtora, Abdellatif Kechiche havia concordado em “oferecer à MK2 os direitos exclusivos de seus três próximos filmes, incluindo Vênus Negra, que estava então em produção”, por uma taxa de € 270.000. No entanto, a duração do primeiro filme que realizou de 2 horas e 42 minutos, bem como seu fracasso comercial de apenas 212.000 espectadores, tensionaram as relações entre Abdellatif Kechiche e Marin Karmitz. Como resultado, Abdellatif Kechiche apresentou apenas mais uma sinopse, O Ministro, que foi rejeitada pela MK2, e colaborou com a Wild Bunch na produção de Azul é a Cor Mais Quente, violando assim a cláusula de exclusividade concedida à MK2. Abdellatif Kechiche acusa a MK2 de “pressão, assédio e práticas desleais” que o “impediram de trabalhar por aproximadamente 4 anos” e reivindica € 6,5 milhões em indenização. Suas reivindicações são rejeitadas. No outono de 2016, ele filmou uma adaptação livre do romance de François Bégaudeau, La Blessure, la Vraie, em Sète , sob o título “Mektoub, my love: canto uno”, um filme que acabou sendo a primeira parte de um díptico. O filme foi apresentado no Festival de Cinema de Veneza de 2017 após uma disputa com seu produtor. Vendeu 130.000 ingressos com um orçamento de aproximadamente 8 milhões de euros. Em maio de 2019 seu retorno a Cannes na seleção oficial foi anunciado com o filme Mektoub, My Love: Intermezzo. O filme dividiu a imprensa, que considerou certas cenas “pornográficas”. Não foi lançado nos cinemas devido a um conflito com sua distribuidora, a Pathé. Mektoub, My Love: Intermezzo permaneceu em suspenso, mas Abdellatif Kechiche continuou a trabalhar em sua saga Mektoub, My Love, uma trilogia ou quadrilogia, quase toda já filmada. Em 2025, o cineasta sofreu um AVC. Ele retornou com Canto devido ao Festival de Cinema de Locarno.

Bibliografia Geral Consultada.

BENYAHIA, Sarah Casey; GAFFNEY, Freddie; WHITE, John, As Film Studies: The Essential Introduction. Essentials Series. Londres: Editor Taylor & Francis, 2006; MÁRQUEZ, Gabriel García, La Increíble y Triste História de la Cândida Eréndira y de su Abuela Desalmada. Colômbia: Editor Debolsillo, 1972; DE MARCHI, Luigi, Wilhelm Reich: Biografía de Una Idea. Barcelona: Península, 1974; REICH, Wilhelm, La Función del Orgasmo. Buenos Aires: Paidós, 1974; Idem, O Combate Sexual da Juventude. 2ª edição. Lisboa: Editor Antídoto, 1978; DELEUZE, Gilles, Cinéma I – l`Image-Mouvement. Paris: Éditions Minuit, 1983; ALBERONI, Francesco, O Erotismo, Fantasias e Realidades do Amor e da Sedução. São Paulo: Editor Círculo do Livro, 1986; MANNHEIM, Karl, “El Problema de las Generaciones”. In: Revista Española de Investigaciones Sociologicas, n° 62, pp. 193-242; 1993; VANEIGEM, Raoul, Movement of the Free Spirit. New York: Editor Zone Books, 1994; RICHIR, Luc, Marguerite Porete, Uma Alma a Serviço do Uno.  Bruxelas: Ousia Editions, 2003; HERNÁNDEZ, Fernando, “¿ De qué Hablamos quando Hablamos de Cultura Visual?”. In: Educação & Realidade, 30 (2): 9-34, jul./dez. 2005; ASLAN, Odette, O Ator no Século XX. São Paulo: Editora Perspectiva, 2010; FOX, Alistair, Jane Campion: Authorship and Personal Cinema. Bloomington: Indiana University Press, 2011; WELLER, Wivian, “A Atualidade do Conceito de Gerações de Karl Mannheim”. In: Soc. estado. Vol. 25 n° 2. Brasília, May/Aug. 2010; TURCAN, Marie, “Kechiche: ‘Léa Seydoux nasceu em berço de ouro’”. In: Le Figaro, 5 de setembro de 2013; MURAT, Pierre; RIGOULET, Laurent, “Controvérsia em torno do azul é a cor mais quente: Abdellatif Kechiche se explica em Télérama”. In: Télérama, 26 de setembro de 2013; LECLERC, Fabrice, “Azul é a Cor Mais Quente: Nos Bastidores de um Vencedor da Palma de Ouro”. In: L`Express,12 de outubro de 2013; PARGUAD, Maxime, “Azul é a Cor Mais Quente, uma ‘obra-prima comovente’”. In: L’Express, 23 de maio de 2013; PIRON, Sylvain, “Marguerite in Champagne”. In: Journal of Medieval Religious Cultures, vol. 43, 2017, pp. 135-156; PORÈTE, Marguerite, “Pelo Amor de Deus e Contra a Fúria da Inquisição”. In: Le Monde, 28 de julho de 2022; Artigo: “Investigação. Abdellatif Kechiche e a trilogia ‘Mektoub, Meu Amor’: por trás das cenas de um desaparecimento e um retorno”. In: Libération, 29 de julho de 2025; entre outros.

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