“Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!”. Sigmund Freud
The Big Sick tem como representação social um filme norte-americano de comédia romântica de 2017, dirigido por Michael Showalter, um diretor, roteirista e produtor americano. Ele ganhou reconhecimento inicialmente como membro do elenco do programa The State, da MTV, que foi ao ar de 1993 a 1995 e escrito por Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani. É estrelado por Nanjiani, Zoe Kazan, Holly Hunter, Ray Romano, Adeel Akhtar e Anupam Kher. Gordon e Nanjiani escreveram o filme baseado em seu próprio relacionamento; a trama acompanha um casal interracial que precisa lidar com diferenças culturais depois que Emily (Kazan) adoece. O filme teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Sundance em 20 de janeiro de 2017. Teve um lançamento limitado nos cinemas em 23 de junho de 2017, pela Amazon Studios e Lionsgate, antes de entrar em cartaz em todo o país em 14 de julho de 2017. Um dos filmes mais aclamados de 2017, foi escolhido extraordinariamente pelo American Film Institute como um dos 10 melhores filmes do ano e foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Com um orçamento de US$ 5 milhões, arrecadou US$ 56 milhões em todo o mundo globalizado, tornando-se um dos filmes independentes de maior bilheteria de 2017. Escólio: Kumail e Emily se envolvem após um show de comédia em Chicago, onde Kumail se apresenta como comediante de stand-up.
Emily, uma estudante de pós-graduação da Carolina do
Norte na Universidade de Chicago, afirma não querer um relacionamento, mas logo
depois começa a namorar Kumail. Emily é branca, enquanto Kumail é filho de
imigrantes paquistaneses-americanos que querem que ele abandone a comédia, siga
carreira em direito e se case com uma paquistanesa. Kumail mente para eles
sobre estar se preparando para os exames de direito e, para agradá-los,
ocasionalmente se encontra com mulheres de sua escolha em um casamento
arranjado. Certa tarde, Emily descobre as fotos das mulheres paquistanesas que
Kumail conheceu, o que leva a uma discussão. Eles entram em conflito por causa
das diferenças culturais e de suas visões sobre o casamento, e Emily termina o
relacionamento com Kumail. Para superar o término com Emily, Kumail se dedica
ao stand-up. Seu repertório aprimorado lhe rende melhores reações do público e
uma audição para o Festival de Comédia de Montreal. Certa noite, ele descobre
que Emily foi internada em um hospital local. Ao ir visitá-la, é abordado por
médicos que o pressionam a assinar um documento para induzir Emily ao coma,
acreditando que ele seja seu marido. Mais tarde, os médicos explicam aos pais
de Emily, Terry e Beth, que estão com dificuldades para chegar a um
diagnóstico. As visitas de Kumail a Emily no hospital o torna querido por Terry
e Beth. Enquanto isso, apesar da cirurgia, o estado de saúde de Emily não
melhora.
Após faltar a mais um compromisso familiar, Kumail é confrontado pelos pais em seu apartamento. Quando confessa que não pretende seguir carreira em Direito nem acredita em costumes do Sul da Ásia, como “casamentos arranjados”, seus pais ficam escandalizados. Mais tarde, Kumail fracassa em sua audição para um show de comédia em Montreal, após não conseguir fazer piadas em meio à sua turbulência emocional. A artrite idiopática juvenil é uma forma de artrite juvenil idiopática, caracterizada por febre alta e erupções cutâneas passageiras, nomeada pelo médico inglês George Frederic Still (1861-1941). A doença foi descoberta primeiro em crianças, mas agora sabe-se que também acontece, menos comumente, em adultos. Há várias teorias sobre a causa da doença de Still. Pode ser causada por infecção microbacterial. Porém, a causa da doença de Still permanece desconhecida. A patogênese da doença crê ser autoimune. É a AIJ em sua forma sistêmica, que recebe o nome de Doença de Still. Tem como principais características o quadro articular, febre alta intermitente, além de pelo menos um dos achados: rash, linfadenopatia, serosite ou hepatoesplenomegalia. A AIJ pauciarticular é a forma mais comum de AIJ, correspondendo a cerca de metade dos casos. É definida pelo acometimento de menos de 5 articulações. Afeta mais meninas que meninos de 4:1. A AIJ poliarticular é definida pelo acometimento de 5 ou mais articulações nos 6 primeiros meses da doença. Pode ser dividida em: poliarticular com FR positivo ou poliarticular com FR negativo.
Devido a doença apresentar-se de muitos modos diferentes, a diagnose é difícil. É frequentemente um processo laborioso que consiste na eliminação de outras doenças. É diagnosticado em uma base de características clínicas da doença, com os resultados de vários testes comuns combinados. Artrites persistentes (durando 6 semanas pelo menos) frequentemente é um sintoma. Uma erupção cutânea é frequentemente visível no corpo, e os pacientes normalmente sofrem febres altas. Exames de sangue frequentemente indicam elevada sedimentação nas células brancas, sugerindo que há inflamação. Também, baixo nível de glóbulos vermelhos (anemia) é comum. Tipicamente, exames de sangue elevados indicam taxas de sedimentação altas, um indicador de inflamação. Também podem ser elevados outros indicadores de inflamação, inclusive CRP (proteína de c-reativa) e níveis de ferritina. Porém, os exames de sangue clássicos para artrites reumáticas e lúpus eritematoso sistêmico são normalmente negativos. A febre e a maioria dos outros sintomas tendem a passar dentro de vários meses. Porém, a artrite pode se tornar um problema a longo prazo como uma doença crônica que persiste na maioridade. Além, desde que a doença pode apresentar como uma doença aguda na maioridade, muitos pacientes adultos com a Doença de Still crônica nunca mostraram sinais ou sintomas da doença na infância.
A febre e os sintomas sistêmicos nestes pacientes podem diminuir, deixando apenas os sintomas da artrite. Reciprocamente, todos os sinais e sintomas, inclusive os da artrite, ou podem remeter completamente durante a maioridade, ou, menos comumente, continua indefinidamente durante a maioridade. Pela manhã, Emily acorda do coma. Ela é diagnosticada com doença de Still de início na idade adulta e se recuperará completamente. Terry e Beth comemoram, mas Emily não quer ver Kumail e rejeita a ideia dele de reatarem o relacionamento. Sentindo-se desanimado, Kumail segue o conselho dos amigos e se muda para Nova York, onde poderá alavancar sua carreira. Ele conta à família sobre sua decisão e eles se despedem, sinalizando uma possível aceitação de suas escolhas de vida. Em Nova York, Kumail estreia um novo show no clube de comédia local. Embora seja geralmente bem recebido, ele é interrompido por uma espectadora que se revela ser Emily. Ela sorri para ele do outro lado do salão e, enquanto os créditos finais rolam, é revelado que Kumail se casa com Emily após se reconciliar com os pais. Em dezembro de 2015, foi anunciado que Kumail Nanjiani estrelaria o filme a partir de um roteiro escrito por ele e sua esposa Emily V. Gordon, enquanto Judd Apatow produziria ao lado de Barry Mendel, sob sua bandeira Apatow Productions, e a FilmNation Entertainment financiaria o filme. Michael Andrews compôs a trilha sonora do filme.
Em fevereiro de 2016,
Zoe Kazan juntou-se ao elenco, juntamente com Holly Hunter e Ray Romano em
abril de 2016. Ao contrário de muitas
das outras representações em The Big Sick, os papéis de Romano e Hunter no
filme não foram modelados a partir dos pais reais de Emily V. Gordon. Em vez
disso, Hunter disse que nunca contatou ou falou com a mãe de Gordon antes de
interpretar o papel, pois queria “sentir minha própria liberdade com a
personagem”. Em maio de 2016, Aidy Bryant, Bo Burnham, Adeel Akhtar e Kurt Braunohler
também se juntaram ao elenco do filme. David Alan Grier foi escalado para The
Big Sick depois de se encontrar com Gordon quando ela era roteirista de The
Carmichael Show. O papel de Grier fazia parte de uma subtrama maior que acabou
sendo cortada do lançamento do filme. A escalação de Anupam Kher para o filme
foi anunciada em junho de 2016. Ele foi contatado diretamente por Kumail
Nanjiani, já que o pai de Nanjiani havia recomendado Kher para o papel. Segundo
Kher, a última cena de seu personagem no filme foi a primeira cena que ele
filmou para a produção.
The Big Sick marca a 500ª aparição de Kher em
um longa-metragem. O roteiro de The Big Sick foi escrito por Emily V.
Gordon e seu marido, Kumail Nanjiani, e é vagamente baseado no namoro real
entre eles antes do casamento em 2007. De acordo com Nanjiani, a ideia de fazer
um roteiro sobre eles foi inspirada inicialmente pelo futuro coprodutor do
filme, Judd Apatow, quando os dois se conheceram durante uma participação no
podcast You Made It Weird, em 2012. Desenvolvido ao longo de três anos,
o roteiro foi considerado semiautobiográfico porque, além dos dois personagens
principais terem sido inspirados neles, muitos dos eventos ocorridos durante o
relacionamento de Gordon e Nanjiani são retratados, em certa medida, no filme.
Embora não faça parte do roteiro original, “um incidente da vida real
envolvendo Holly Hunter interrompendo um jogador não identificado durante uma
partida de tênis do US Open inspirou uma cena semelhante no filme onde o
personagem de Nanjiani é interrompido durante um de seus shows de stand-up”.
As filmagens começaram em 11 de maio de 2016. O filme estreou no Festival de
Cinema de Sundance em 20 de janeiro de 2017.
Pouco depois, a Amazon Studios adquiriu os direitos de distribuição do filme, após propostas da Sony Pictures Worldwide Acquisitions, Fox Searchlight Pictures, Focus Features e Paramount Pictures. A aquisição de US$ 12 milhões representou o segundo maior negócio do festival de 2017. A Lionsgate fez uma parceria com a Amazon para o lançamento nos EUA e gastou cerca de US$ 20 milhões em marketing para o filme. Ele também foi exibido no South by Southwest em 16 de março de 2017, onde ganhou o Prêmio do Público na categoria Favoritos do Festival. O filme teve um lançamento limitado em 23 de junho de 2017, antes de estrear em circuito nacional em 14 de julho de 2017. Houve reação negativa contra o filme “devido à representação estereotipada e indesejável de mulheres sul-asiáticas”. Além disso, Vella Lovell, uma atriz mestiça (branca e negra) que não é de ascendência sul-asiática, interpretou um interesse amoroso paquistanês com um sotaque forçado. Em 2021, Kumail Nanjiani disse: “Nosso filme foi o primeiro em muito tempo em que havia várias personagens femininas Desi, e as primeiras que você vê são reduzidas... As pessoas queriam se ver representadas. É algo de que me arrependo completamente. Eu não faria dessa forma agora”. Vella Lovell, nascida em 13 de setembro de 1985 é uma atriz norte-americana, reconhecida por interpretar Heather Davis na série de comédia dramática Crazy Ex-Girlfriend, da CW.
Ela também dublou Mermista em She-Ra e as Princesas do Poder,
interpretou Khadija em Doentes de Amor e interpretou Mikaela em Mr.
Mayor. Lovell nasceu no Sul da Califórnia e foi criada no Novo México. Ela
é de ascendência afro-americana, judaica e europeia. Lovell frequentou o
Interlochen Arts Camp e se formou na Interlochen Arts Academy. Ela então se
formou na Universidade de Nova York e na Juilliard School. Lovell teve papéis
menores nas séries de TV Girls e Younger antes de se juntar ao elenco de Crazy
Ex-Girlfriend em 2015. Em 2017, Lovell teve um papel coadjuvante na comédia
romântica The Big Sick. Ela também teve um pequeno papel no filme da Netflix The
Christmas Chronicles. Em 2018, ela dublou a Princesa Mermista na série da
Netflix She-Ra e as Princesas do Poder. No início daquele ano, ela apareceu no
videoclipe da versão de Cher para a música SOS, do ABBA. Em 2021, ela
interpretou Mikaela em Mr. Mayor, da NBC, série criada por Tina Fey e
Robert Carlock. Ela também estrelou a paródia de Natal do Comedy Central, A
Clusterfunke Christmas, com Cheyenne Jackson, Ana Gasteyer e Rachel Dratch.
Atualmente, ela interpreta Emily Price na sitcom Animal Control, da FOX, criada
por Bob Fisher, Rob Greenberg e Dan Sterling.
O filme The Big Sick
arrecadou US$ 42,9 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 13,4 milhões em
outros territórios, totalizando uma bilheteria de US$ 56,2 milhões. No fim de
semana de estreia limitado do filme, arrecadou US$ 421.577 em cinco cinemas
(uma média de US$ 84.315 por sala, a melhor de 2017 até Lady Bird em novembro),
terminando em 17º lugar nas bilheterias. O filme expandiu para 2.597 cinemas em
14 de julho de 2017 e a projeção era de arrecadar entre US$ 9 e 11 milhões no
fim de semana. Arrecadou US$ 7,6 milhões
no fim de semana, terminando em quinto lugar nas bilheterias. Em 25 de julho, o
filme ultrapassou os US$ 26 milhões, tornando-se o segundo filme independente
de maior bilheteria de 2017. No agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme
tem uma aprovação de 98% com base em 303 críticas, com uma classificação média
de 8,30/10. O consenso crítico do site diz: “Engraçado, emocionante e
inteligente, The Big Sick usa seus protagonistas cativantes e temas
interculturais para provar que a fórmula padrão da comédia romântica ainda tem
alguns ângulos novos a serem explorados”. Foi classificado como o filme nº 1 do
verão de 2017 pelo Rotten Tomatoes. No Metacritic, o filme recebeu uma
pontuação média de 86 em 100, com base em 47 críticas analíticas, indicando
“aclamação universal”. O público pesquisado pelo CinemaScore deu ao filme uma
nota média de “A” em uma escala de A+ a F.
Em uma crítica para o Toronto
Star, Peter Howell deu quatro estrelas de quatro para The Big Sick,
elogiando o filme como “hilário e comovente”, além de aplaudir as atuações de
todo o elenco. Richard Roeper, do Chicago Sun-Times, elogiou o filme: “É
engraçado, inteligente, sábio e bobo; é romântico, doce e cínico na medida
certa; e é, sem dúvida, uma das melhores comédias românticas que vi em muito
tempo”. The Big Sick também foi selecionado como “Escolha da Crítica do
NYT” por Manohla Dargis, do The New York Times. Em sua crítica, Dargis
elogiou a direção de Michael Showalter e o roteiro de Emily V. Gordon e Kumail
Nanjiani por “revitalizarem um subgênero muitas vezes moribundo com uma
história real de amor, morte e a comédia cotidiana de ser um americano do século
XXI”. Embora tenha elogiado as atuações principais, Robbie Collin, do The
Daily Telegraph, escreveu uma crítica mista para The Big Sick.
Collin afirma que o diretor Showalter “nunca chega perto de diminuir o apelo
inextinguível do casal protagonista”. Em uma crítica negativa para o The New
Yorker, Richard Brody escreveu que o filme “sofre de um excesso de
agradabilidade, e essa mesma agradabilidade dilui sua substância, torna seu tom
insosso e enfraquece sua comédia”. De acordo com uma pesquisa realizada pelo
AwardsDaily em julho de 2017, consultando cem críticos, The Big Sick foi
eleito o segundo melhor filme de 2017 até o momento atrás de Get Out.
Há cerca de duzentos
anos a ideia de que a verdade era produzida, e não descoberta começou a tomar
conta do imaginário individual (o sonho) e coletivo (os mitos, os ritos, os
símbolos) europeu. O precedente estabelecido pelos românticos conferiu a seu
pleito uma plausibilidade inicial. O papel social efetivo de romances, poemas,
peças teatrais, quadros, estátuas e prédios no movimento social dos últimos 150
anos deu-lhe uma plausibilidade ainda maior, obtendo legitimidade, já que “as
ideias adquirem força na história”. Alguns filósofos inclinaram-se ao Iluminismo
e continuaram a se identificar com a ciência. Eles veem a antiga luta entre a
ciência versus a religião, a razão versus a irracionalidade, como um processo
em andamento que assumiu a forma de luta entre a razão e todas as mediações
intraculturais que pensam na verdade constituída e não encontrada. Esses
filósofos consideram que a ciência é a atividade paradigmática e hic et nunc
insistem que a ciência natural descobre a verdade, ao invés de cria-la. Encaram
a expressão “criar a verdade” como meramente metafórica e totalmente enganosa.
Pensam na política e na arte como esferas em que a ideia de “verdade” fica
deslocada.
Outros filósofos,
percebendo que o mundo descrito pelas ciências físicas não ensina nenhuma lição
moral e não oferece conforto espiritual, concluíram que a ciência não passa de
uma serva da tecnologia. Esses filósofos alinham-se com o utopista político e
com o artista inovador. Os primeiros contrastam a “realidade científica
concreta” com o “subjetivo” ou o “metafórico”, os segundos veem a ciência como
mais uma das atividades humanas, e não como o lugar em que os seres
humanos deparam com uma realidade não humana “concreta”. De acordo com essa
visão, os grandes cientistas inventam descrições do mundo que são úteis para o
objetivo de prever e controlar o que acontece, assim como os poetas e os
pensadores políticos inventam outras descrições do mundo para outros fins. Não
há sentido algum, porém, em que qualquer dessas descrições seja uma
representação exata de como é o mundo em si. Esses filósofos consideram inútil
a própria ideia dessa representação, consignando uma verdade de categoria
fenomênica, como uma descrição do espírito ainda não plenamente cônscio de sua
natureza espiritual (dialética) e, elevar ao tipo de verdade oferecida pelo
poeta e pelo revolucionário político. O idealismo alemão é a solução de
compromisso pouco duradoura e insatisfatória.
É que Immanuel Kant e
Georg Hegel fizeram apenas concessões parciais em seu repúdio à ideia de que a
verdade está “dada”. Dispusera-se a ver o mundo da ciência empírica como um
mundo “fabricado” – a ver a matéria como algo construído pela mente, ou como feita
de uma mente insuficientemente cônscia de seu próprio caráter mental -, mas
persistiram em ver a mente, o espírito, as profundezas do eu como dotados de
uma natureza intrínseca – uma natureza que se poderia conhecer por uma espécie
de superciência não empírica, chamada de filosofia. Isso significava que apenas
metade da verdade – a metade científica inferior – era produzida. A verdade
superior, a verdade sobre a mente, seara da filosofia, ainda era uma questão de
descoberta, não de criação. Richard Rorty precisa sua tese de distinção entre a
afirmação de que o mundo está dado e a de que a verdade dada, equivale a dizer,
com bom senso, que a maioria das coisas no espaço e no tempo, é efeito de
causas que não incluem os estados mentais humanos. Dizer que a verdade não está
dada é dizer que, onde não há frases, não há verdade. E que as frases são
componentes das línguas humanas, e que as línguas humanas são criações humanas.
Só as descrições de um autor/pensador etnograficamente falando podem ser
“verdadeiras” ou “falsas” - sem o auxílio das atividades descritivas dos seres
humanos - não pode sê-lo.
Em filosofia e lógica,
a contingência enquanto representação da realidade é o modo de ser daquilo que
não é necessário nem impossível. É bem
verdade que a liberdade no pensamento tem somente o puro pensamento por sua
verdade; e verdade sem a implementação da vida. Por isso, para lembrarmos de
Hegel, é ainda só o conceito da liberdade, não a própria liberdade viva.
Com efeito, para ela a essência é só o pensar em geral, a forma coo tal, que
afastando-se da independência das coisas retornou a si mesma. Mas porque a
individualidade, como individualidade atuante, deveria representar-se como
viva; ou, como individualidade pensante, captar o mundo vivo como um “sistema
de pensamento”; teria de encontrar-se no pensamento mesmo, para aquela expansão
do agir comunicativamente, um conteúdo do que é bom, e para essa expansão do
agir, um conteúdo do que é bom, e para essa expansão sociológica do pensamento,
um conteúdo do que é verdadeiro. Com isso não haveria, absolutamente nenhum
outro ingrediente, naquilo que é para a consciência, a não ser o
conceito que é a essência.
Friedrich Hegel que
parte da análise da consciência comum, não podia situar como princípio primeiro
uma dúvida universal que só é própria da reflexão filosófica. Por isso mesmo
ele segue o caminho aberto pela consciência e a história detalhada de sua formação.
Ou seja, a Fenomenologia vem a ser uma história concreta da consciência, sua
saída da caverna e sua ascensão à Ciência. Daí a analogia que em Hegel existe
de forma coincidente entre a história da filosofia e a história do
desenvolvimento do pensamento, mas este desenvolvimento é necessário, como
força irresistível que se manifesta lentamente através dos filósofos, que são
instrumentos de sua manifestação. Assim, preocupa-se apenas em definir os
sistemas, sem discutir as peculiaridades e opiniões dos diferentes filósofos.
Na determinação do sistema, o que o preocupa é a categoria fundamental que
determina o todo complexo do sistema, e o assinalamento das diferentes etapas,
bem como as vinculasses destas etapas que conduzem à síntese do espírito absoluto.
Para compreender o sistema é necessário começar pela representação, que ainda
não sendo totalmente exata permite, no entender de sua obra a seleção de
afirmações e preenchimento do sistema abstrato de interpretação do método
dialético, para poder alcançar a transformação da representação numa noção
clara e exata.
Assim, temos a passagem
da representação abstrata, para o conceito claro e concreto através do acúmulo
de determinações. Aquilo que por movimento dialético separa e distingue
perenemente a identidade e a diferença, sujeito e objeto, finito e infinito, é a
alma vivente de todas as coisas, a Ideia Absoluta que é a força geradora, a
vida e o espírito eterno. Mas a Ideia Absoluta seria uma existência abstrata se
a noção de que procede não fosse mais que uma unidade abstrata, e não o que é
em realidade, isto é, a noção que, por um giro negativo sobre si mesma,
revestiu-se novamente de forma subjetiva. Metodologicamente a determinação mais
simples e primeira que o espírito pode estabelecer é o Eu, a faculdade de poder
abstrair todas as coisas, até sua própria vida. Chama-se idealidade
precisamente esta supressão da exterioridade. Entretanto, o espírito não se
detém na apropriação, transformação e dissolução da matéria em sua
universalidade, mas, enquanto consciência religiosa, por sua faculdade
representativa, penetra e se eleva através da aparência dos seres até esse
poder divino, uno, infinito, que conjunta e anima interiormente todas as
coisas, enquanto pensamento filosófico, como princípio universal, a ideia
eterna que as engendra e nelas se manifesta. Isto quer dizer que o espírito
finito se encontra inicialmente numa união imediata com a natureza, a seguir em
oposição com esta, e finalmente em identidade com esta, porque suprimiu
a oposição e voltou a si mesmo e, consequentemente, o espírito finito é a
ideia, mas ideia que girou sobre si mesma e que existe por si em sua própria
realidade.
A Ideia absoluta que
para realizar-se colocou como oposta a si, à natureza, produz-se através dela
como espírito, que através da supressão de sua exterioridade entre inicialmente
em relação simples com a natureza, e, depois, ao encontrar a si mesma nela,
torna-se consciência de si, espírito que conhece a si mesmo, suprimindo assim a
distinção entre sujeito e objeto, chegando assim à Ideia a ser por si e em si,
tornando-se unidade perfeita de suas diferenças, sua absoluta verdade. Com o
surgimento do espírito através da natureza abre-se a história da humanidade e a
história humana é o processo que medeia entre isto e a realização do espírito
consciente de si. A filosofia hegeliana centra sua atenção sobre esse processo
e as contribuições mais expressivas de Hegel ocorrem precisamente nesta esfera,
do espírito. Melhor dizendo, para Hegel, à existência na consciência, no
espírito chama-se saber, conceito pensante. O espírito é também isto: trazer à
existência, isto é, à consciência. Como consciência em geral tenho eu um
objeto; uma vez que eu existo e ele está na minha frente. Mas enquanto o Eu é o
objeto de pensar, é o espírito precisamente isto: produzir-se, sair fora de si,
saber o que ele é. Nisto consiste a grande diferença: o homem sabe o que ele é.
Logo, em primeiro lugar, ele é real. Sem isto, a razão, a liberdade não são
nada. O homem é essencialmente razão.
A razão não ajuda em nada a
criança, o inculto. É somente uma possibilidade, embora não seja uma
possibilidade vazia, mas possibilidade real e que se move em si. Assim, por
exemplo, dizemos que o homem é racional, e distinguimos muito bem o homem que
nasceu somente e aquele cuja razão educada está diante de nós. Isto pode ser
expresso também assim: o que é em si, tem que se converter em objeto para o
homem, chegar à consciência; assim chega para ele e para si mesmo. A história
para Hegel, é o desenvolvimento do Espírito no tempo, assim como a Natureza é o
desenvolvimento da ideia no espaço. Deste modo o homem se duplica. Uma vez, ele
é razão, é pensar, mas em si: outra, ele pensa, converte este ser, seu em si,
em objeto do pensar. Assim o próprio pensar é objeto, logo objeto de si mesmo,
então o homem é por si. A racionalidade produz o racional, o pensar produz os
pensamentos. O que o ser em si é se manifesta no ser por si. Todo conhecer,
todo aprender, toda visão, toda ciência, inclusive toda atividade humana, não
possui nenhum outro interesse além do aquilo que filosoficamente é em si, no
interior, podendo manifestar-se desde si mesmo, produzir-se, transformar-se
objetivamente.
O formal desta racionalidade é que o homem seja livre. Esta é a sua natureza.
Isto pertence à essência do homem: a liberdade. O europeu sabe de si, afirma
Hegel, é objeto de si mesmo. A determinação que ele conhece é a liberdade. Ele
se conhece a si mesmo como livre. O homem considera a liberdade como sua
substância. Se os homens falam mal de conhecer é porque não sabem o que fazem.
Conhecer-se, converter-se a si mesmo no objeto (do conhecer próprio) e o fazem
relativamente poucos. Mas o homem é livre somente se sabe que o é. Pode-se
também em geral falar mal do saber, como se quiser. Mas somente este saber
libera o homem. O conhecer-se é no espírito a existência. Portanto isto é o
segundo, esta é a única diferença da existência (Existenz) a diferença do
separável. O Eu é livre em si, mas também por si mesmo é livre e eu sou livre
somente enquanto existo como livre. A terceira determinação é que o que existe
em si, e o que existe por si são somente uma e mesma coisa. Isto quer dizer
precisamente evolução. O em si que já não fosse em si seria outra coisa. Por
conseguinte, haveria ali uma variação, mudança. Na mudança existe algo
que chega a ser outra coisa.
Na evolução, em
essência, podemos também sem dúvida falar da mudança, mas esta mudança deve ser
tal que o outro, o que resulta, é ainda idêntico ao primeiro, de maneira que o
simples, o ser em si não seja negado. Os conceitos de raça e sexualidade
interagiram de diversas maneiras em diferentes contextos históricos e sociais.
Embora parcialmente baseados em semelhanças físicas dentro dos grupos, a raça é
entendida pelos cientistas como uma “construção social” em vez de uma realidade
biológica. Sexualidade humana envolve sentimentos e comportamentos biológicos,
eróticos, físicos, emocionais, social ou espirituais. A legislação dos Estados
Unidos possui uma história complexa em relação à raça e à sexualidade.
No século XIX, a resistência à mistura entre negros e brancos levou à aprovação
de leis que proibiam o casamento inter-racial. Ao mesmo tempo, o medo do apelo
sexual das mulheres asiáticas levou à proibição completa da migração de
mulheres chinesas para os Estados Unidos, pois acreditava-se que elas
seduziriam homens casados brancos. Estudos sobre encontros “online” e
atratividade meramente física indicaram que a raça pode ser genderizada, pois, é
qualquer forma ou tipo de comunicação escrita, falada, digital, artístico, etc.
com convenções socialmente acordadas desenvolvidas ao longo do tempo social. É um
sistema de introdução pessoal onde as pessoas podem se encontrar e contactar
entre si através da rede para marcar um encontro, com o objetivo de desenvolver
um relacionamento romântico ou sexual.
É um conceito
generalista de classificação ou categorização social que agrega todas as
particularidades e características de grupo, classe, seres, objetos e
abstrações têm em comum, mas que não se prende a uma definição necessária
essencialista ou reducionista. Ipso facto, foi repetidamente constatado
que mulheres do Leste e Sudeste Asiático eram consideradas mais atraentes comparativamente
do que outros grupos étnicos e sociais de mulheres. Estereótipos raciais genderizados
existem dentro de diversas comunidades, os quais foram descritos tanto como
alienantes quanto como capacitadores. Historicamente, a raça tem sido um fator real
no fetichismo sexual, com o fetiche asiático, uma preferência por mulheres de
ascendência asiática e a fetichização dos homens negros sendo exemplos
notórios. No uso popular, normalmente descreve uma categoria de literatura,
música ou outras formas de arte ou entretenimento, com base em algum conjunto
de critérios estilísticos. Frequentemente as obras se enquadram em vários
gêneros por meio do “empréstimo” comuns entre gêneros diferentes e da
recombinação dessas convenções. Textos, obras ou peças de comunicação humana independentes
podem ter estilos individuais, mas os gêneros são combinações desses textos
baseados em convenções acordadas ou socialmente inferidas. Alguns gêneros podem
ter diretrizes rígidas e rigorosamente seguidas, enquanto outros podem
apresentar grande diversidade.
A identidade de gênero é uma gama de características pertencentes e diferenciadas entre a masculinidade e a feminilidade desde Friedrich Hegel no clássico ensaio de 1807. Dependendo do contexto, essas características podem incluir o sexo biológico: como o estado de ser do sexo masculino, do sexo feminino, ou uma variação intersexo (que pode complicar a atribuição do sexo). Também poderá incluir as opressões sociais baseadas no sexo, incluindo papéis sexuais e outros papéis sociais, e a identidade de gênero. Algumas culturas têm papéis de gênero específicos que podem ser considerados distintos das categorias homem e mulher, como a hijra na Índia e Paquistão. Em culturas ocidentais, aqueles que não se identificam como homens e mulheres costumam ser chamados de gênero dito não-binário ou gênero fluido. O sexólogo John Money introduziu a distinção terminológica entre sexo biológico e gênero como um papel social em 1955. Antes de seu trabalho, era incomum usar a palavra gênero para se referir a qualquer coisa, exceto categorias gramaticais. No entanto, o significado da palavra dado por Money não se generalizou até a década de 1970, quando as teorias feministas abraçaram o conceito da distinção entre o sexo biológico e a construção social de gênero.
A distinção é rigorosamente seguida em alguns contextos, principalmente nas ciências sociais e em documentos escritos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Organização Mundial da Saúde (World Health Organization) é uma agência especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à Organização das Nações Unidas. Sua sede é em Genebra, na Suíça. O diretor-geral é, desde julho de 2017, o etíope Tedros Adhanom. A OMS tem suas origens nas guerras do fim do século XIX (México, Crimeia). Após a Primeira Guerra Mundial, a SDN criou seu comitê de higiene, que foi o embrião da OMS. Apesar de ter sido a primeira das instituições especializadas estabelecidas pela ONU, a OMS não resultou de uma criação ab initio. A OMS resultou da fusão de uma série de organismos internacionais de higiene, mundiais e regionais: Office International d’Hygiene Publique, fundada em Paris, em 1908, para regular as quarentenas, Organization d‘Hygiène de la Societé des Nations, constituída em 1921 para fazer face às terríveis epidemias que assolaram a União Soviética e a Europa Central, o Bureau Sanitaire Pan-americain e os serviços médicos da U.N.R.R.A. Segundo sua constituição, a OMS tem por objetivo desenvolver ao máximo possível o nível de saúde de todos os povos. A saúde sendo definida nesse mesmo documento como um “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade”. Além de coordenar os esforços internacionais para controlar surtos de doenças, como a malária, a tuberculose, a OMS também patrocina programas para prevenir e tratar tais doenças. A OMS apoia o desenvolvimento e distribuição de vacinas seguras e eficazes, diagnósticos e medicamentos, como por meio do Programa Ampliado de Imunização. Depois de mais de duas décadas de luta contra a varíola, a OMS declarou em 1980 que a doença havia sido erradicada.
A primeira doença na história a ser erradicada pelo esforço humano. A OMS tem como objetivo erradicar a pólio entre os próximos anos. A OMS supervisiona a implementação do Regulamento Sanitário Internacional, e publica uma série de classificações médicas, incluindo a Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID), a Classificação Internacional de Funcionalidade, a Incapacidade e Saúde (CIF) e a Classificação Internacional de Intervenções em Saúde (ICHI). A OMS publica regularmente um Relatório Mundial da Saúde, incluindo uma avaliação de especialistas sobre a saúde global. Além disso, ela realiza diversas campanhas de saúde - por exemplo, para aumentar o consumo de frutas e vegetais em todo o mundo e desencoraja o uso do tabaco. Cada ano, a organização escolhe o Dia Mundial da Saúde. E também realiza a pesquisa em áreas sobre doenças transmissíveis, a doenças não transmissíveis, a doenças tropicais, e outras áreas, bem como melhorar o acesso à pesquisa em saúde e à literatura em países em desenvolvimento, como através da rede HINARI. A organização conta com a experiência de muitos cientistas de renome mundial, como o Comitê de Especialistas sobre Padronização Biológica, o Comitê de Especialistas da OMS para a Hanseníase e o Grupo de Estudos sobre Educação Interprofissional & Prática Colaborativa. E faz várias pesquisas em diversos países, em uma delas entrevistou 308 mil pessoas com 18 anos, 81 mil pessoas com idade entre 18-50 anos de 70 países, reconhecido como Study on Global Ageing and Adult Health (SAGE) e a WHO Quality of Life Instrument (WHOQOL).
A OMS também trabalhou
em iniciativas globais como a Global Initiative for Emergency and Essential
Surgical Care a Guidelines for Essential Trauma Care focado no acesso das
pessoas às cirurgias. Safe Surgery Saves Lives sobre a segurança do paciente em
tratamento cirúrgico. Em outros contextos, incluindo algumas áreas das ciências
sociais, gênero inclui sexo ou o substitui. Por exemplo, em pesquisas com
animais, gênero é geralmente utilizado para se referir ao sexo “biológico” dos
animais. Essa mudança no significado de gênero pode ser atribuída à década de
1980. Em 1997, a Food and Drug Administration começou a usar gênero em vez de
sexo. Depois, em 2011, a FDA modificou sua posição e começou a usar sexo
como classificação biológica e gênero como “autorrepresentação de uma pessoa
como homem ou mulher, ou como essa pessoa é respondida por instituições sociais
com base na apresentação de gênero do indivíduo”.
As ciências sociais têm um ramo dedicado aos estudos de gênero. Outras ciências, como sexologia e neurociência, também são interessadas no assunto. Embora as ciências sociais às vezes abordem o gênero como uma construção social, e os estudos de gênero geralmente abordam dessa forma, a pesquisa nas ciências naturais investigam se diferenças biológicas em homens e mulheres influenciam o desenvolvimento do gênero. Na Sociologia clássica, a questão de gênero não foi bem desenvolvida, já que era considerada uma questão micro, cujas explicações não eram totalizantes. Houve algumas tentativas de estudo sobre as relações entre mulheres e homens e sobre a participação das mulheres, como as pesquisas de Madeleine Guilbert sobre o trabalho das mulheres, em 1946. A partir da década de 1960, através da influência dos estudos feministas, o gênero passa a ser uma das variáveis para a análise sociológica.
Lucila Scavone ressalta que os estudos feministas ou estudos de gênero, por sua relativa autonomia histórica, teórica e política, ainda causam certo preconceito a cientistas sociais em geral, “que consideram-no de menor importância diante de questões sociológicas e políticas abrangentes”. A dicotomia indivíduo versus sociedade, característica da Sociologia clássica, foi desconstruída por sociólogos tais como Norbert Elias, Pierre Bourdieu, Anthony Giddens, Bruno Latour que também buscaram soluções analíticas para apreender sociologicamente a realidade social no duplo movimento sartreano de “interiorização da exteriorização e da exteriorização da interiorização”, abrindo então caminho ao estudo da diferenciação social, processo que torna possível a desconstrução de outras dicotomias clássicas historicamente como: “particular x universal; sujeito x objeto; natureza x cultura; mente x corpo; razão x emoção e dá lugar nas Ciências Sociais a abordagens não totalizantes e a um longo processo de transição de paradigmas”. Os objetos de investigação sociológica são, em grande medida, definidos por urgências sociais: “Questões sociais e problemas sociológicos caminham juntos. Assim, os problemas relacionados ao trabalho, à saúde, à política, à educação, à família, à religião, à violência, às ciências, à cultura, à identidade, ao corpo, às tecnologias produtivas e reprodutivas, e à sexualidade passaram a ser tratados com o ‘olhar de gênero’. E foi esse olhar que deu visibilidade às relações de dominação e poder que dividem o mundo social em gêneros e que questionaram uma ordem sexual tida como natural”.
Anthony Giddens destaca que as diferenças sociais entre homens e mulheres despertam o interesse sociológico porque estão intimamente relacionadas às desigualdades e às relações de poder em uma sociedade. Na Sociologia há três formas de interpretação das desigualdades e diferenças entre os gêneros que são mais abrangentes. A primeira delas é composta por autores que sustentam um nível de análise in statu nascendi que as diferenças biológicas do ponto de vista técnico-metodológico entre cromossomos, hormônios, tamanho cerebral, herança genética são determinantes das diferenças comportamentais entre homens e mulheres. Essas diferenças são verificadas nas sociedades, e que, por isso, os fatores naturais são responsáveis pelas desigualdades entre os gêneros, negando, portanto, a importância dos processos de interação social na questão do comportamento humano. A segunda abordagem é guindada pela socialização de gênero que interpreta as desigualdades entre homens e mulheres como decorrente da socialização em papéis sociais diferentes. No contato com organismos sociais (família, escola, igreja, etc.) é que as crianças aprendem a agir de acordo com as expectativas relacionadas ao seu sexo biológico, sem considerar, entretanto, que os indivíduos podem rejeitar ou modificar os papéis sociais de gênero. A terceira abordagem coloca que, assim como o gênero, o sexo também é construído socialmente, ou seja, o corpo humano e a biologia estão sujeitos às escolhas pessoais e ao agenciamento humano. De acordo com os ideais de masculinidade e feminilidade, homens e mulheres serão encorajados a cultivar uma imagem específica do corpo e um determinado conjunto gestual.
Bibliografia Geral Consultada.
MARÍAS, Julián, A Felicidade
Humana. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1989; BOLTANSKI, Luc, L’Amour
et la Justice Comme Compétences. Paris: Éditions Métailié, 1990; SIMMEL,
Georg, Filosofia do Amor. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1993; ARON,
Raymond, As Etapas do Pensamento Sociológico. 4ª edição. São Paulo:
Editora Martins Fontes, 1993; MIRZOEFF, Nicholas, An Introduction To Visual
Culture. Londres: Editora Routledge, 1999; RICOEUR, Paul, La Mémoire,
l`Histoire, l`Oubli. Paris: Éditions Du Seuil, 2000; GADAMER, Hans-Georg, La
Dialéctica de Hegel. Cinco Ensayos Hermenêuticos. 5ª edición. Madrid:
Ediciones Cátedra, 2000; NUNES, Glória Elena Pereira, Leituras de
Shakespeare: Da Palavra à Imagem. Tese de Doutorado. Coordenação de
Pós-Graduação em Letras. Centro de Estudos Gerais. Instituto de Letras.
Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2006; HEGEL, Friedrich, Fenomenologia
do Espírito. 4ª edição. Petrópolis (RJ): Editoras Vozes, 2007; RORTY, Richard, Contingência,
Ironia e Solidariedade. São Paulo: Editora Martins Editora, 2007; HEINO, Rebecca;
ELLISON, Nicole e GIBBS, Jennifer, “Relationshopping: Investigating the market
metaphor in online dating”. In:
Journal of Social and Personal Relationships: 427–447; 2010; Artigo: “Peter
Bart: Doentes de Amor pode ter uma boa bilheteria entre os grandes
lançamentos do verão? In: Deadline Hollywood, 15 de junho de 2017;
BRODY, Richard, “A Simpatia Insípida de The Big Sick”. In: The New Yorker, 26 de
junho de 2017; HANSTOCK, Bill, “Holly Hunter fala sobre como criar uma sensação
de intimidade em Doentes de Amor”. In: Uproxx, 27 de junho de
2017; KHOSLA, Proma, “Curiosidade: O pai paquistanês é a maior estrela de
cinema em Doentes de Amor”. In: Mashable, 9 de julho de 2017; SILVA,
Luana do Amaral, Mulheres Artistas: Reflexões sobre a Vida e a Obra de
Camille Claudel. Tese de Doutorado. Programa de Pós-Graduação. Instituto de
Artes. São Paulo: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, 2020;
VENTURA, Raffaele Alberto, Teoria da Classe Inadequada. 1ª edição. Rio
de Janeiro: Editora Âyiné, 2022; CONCEIÇÃO, Nathalia Martins da, Conformidade
Com As Normas Femininas e Masculinas Em Indivíduos Com Altas Habilidades.
Dissertação de Mestrado. Centro de
Educação e Humanidades. Instituto de Psicologia. Rio de Janeiro: Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, 2024; SCHNEIDER, Magui, “Crítica de Doente de
Amor: Vale a Pena Assistir ao Filme?”. In: https://seriesporelas.com.br/05/09/2025; entre outros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário